Ah, com os Marotos
17 Feriado de Natal - parte 3
Notas iniciais
eu ia postar esse cap ontem, buut eu esqueci hehe
então, ai está um capitulo DRAMÁTICO para vcs :3
O medo foi maior que a vergonha para Peter. Ele olhava seu reflexo no espelho com vergonha. Por que fizera aquilo? Seria um pesadelo se seus amigos, seus únicos amigos soubessem. Rabicho balançou a cabeça se livrando desses pensamentos, seus amigos não saberiam, nunca poderiam saber, ele tomaria conta disso.
Aliás, segundo si mesmo, Peter tem motivos para ter feito esse erro que, talvez, se arrependa durante anos. Mas, se não fizesse isso, seria o próximo a ser morto por esta onda de ataques. Então, assim, sendo o que era Rabicho não correria tanto perigo.
Ele olhou novamente para sua imagem no espelho, só que agora pra seu braço esquerdo. Lá estava a Marca Negra.
***
Remo adorava visitar seus avós no Canadá, na verdade, ele adorava neve.
Ele estava sentado numa cafetaria de uma estação de esqui. Aluado pensava na carta em que recebera dos meninos, assim que leu sobre a morte dos pais de Lene, enviou chocolates para ela, pois além de ser seu presente de Natal, chocolate sempre fazia a pessoa se sentir melhor. Principalmente quando você fica mais afetado do que um dementador poderia lhe deixar.
Remo pediu um cappuccino e ficou esperando até que uma menina chega à cafeteria também. Ele conhecia essa menina, mas não se lembra da onde ou quem era ela.
A menina tinha cabelos pretos que caíam suavemente em suas costas. Os olhos intensamente azuis enchia Aluado com uma sensação estranha. Ele não pode a observar muito, estava bem agasalhada por causa do frio. A garota se sentou num banquinho ao lado do de Remo enquanto fazia seu pedido a garçonete. Sem que Remo percebesse, ela o encarava discretamente até que resolveu dizer:
–Você é o Remo, não é? –a voz dela era rouca, mas suave, o que fez Aluado sair dos pensamentos.
–Ahn, ah sim. –enrolou-se tentando se lembrar do nome, ou pelo menos quem era menina. – E você é a...
–Daphne Anner –riu a morena cumprimentando Remo com um aperto de mão. –Sou de Hogwarts, sou uma lufana. – Remo deu um sorriso sem graça e Daphne o olhou enquanto pegava seu café. –Ah, não precisa ficar assim. Eu não esperava que você lembrasse meu nome.
Aluado sorriu de volta e começaram a conversar sobre coisas banais. Daphne era uma menina espontânea e alegre. Falou que era uma nascida trouxa e que não importava com isso, mas ficava muito chateada com esse Voldemort e seus seguidores ficarem matando os trouxas, traidores e “sangues-ruins”.
O avô de Remo chegou à cafeteria e pediu para que ele fosse para casa, pois sua mãe precisava de ajuda. Remo se despediu de Daphne.
–Bem, até mais.
–Está bem. Nós, talvez, possamos nos encontrar de novo em Hogwarts. Eu já vou embora também. Foi bom conhecer você. – e falando isso deu um beijo na bochecha de Remo, enquanto ela pegava sua bolsa e foi em direção as portas tocando o sininho e logo já não a podia ver ela por causa da neve.
Remo achou interessante conhecer ela, Daphne o encantou de um jeito estranho.
***
Lílian acordou com a luz fraca do Sol iluminando sua face, era manhã de Natal. Ela se espreguiçou olhando para o lado e vendo James deitado ao lado dela (não maliciem, por favor.), sorrindo ela se levantou e quase pisou no rosto de Lene, pois havia esquecido que os meninos tinham dormindo ali após ter que ficar convencendo os Srs. Evans para deixa-los ficarem na casa no feriado de Natal. Petúnia, óbvio, quase teve um ataque por ter que aturar “esquisitos” no quarto ao lado.
A ruiva olhou atentamente para Lene e pelo seu rosto, a morena chorou um pouco antes dormir. Lílian e Lene ficaram conversando de madrugada, porque Lene não conseguia dormir.
Saiu do quarto para preparar um café da manhã especial, como sempre fazia no Natal. Desceu as escadas tentando fazer menos barulho possível, mas quanto mais tentava ficar silenciosa mais barulho era capaz de fazer.
Lílian ficou, segundo ela, meia hora fazendo a refeição. Sim, tinha que ficar perfeito.
Enquanto arrumava uma coisa ali outa aqui, ela sentiu braços, que graças ao quadribol, fortes lhe abraçando por trás.
–Oi, Pontas! –falou quando se virou dando um selinho no moreno.
–Oi meu lírio. Feliz Natal, pequena! – respondeu James dando um beijo na testa de Lílian enquanto ela murmurava um “para você também!”
E desse beijo na testa, eles se abraçaram e quando menos esperava ele tomaram um beijo ardente e caloroso.
–Oi, oi –gritou Sirius chegando com Lene na cozinha, ele se intrometeu no meio de James e Lílian, com um sorriso malicioso. –Feliz Natal!
James e Lílian reviraram os olhos depois de Pontas dar um tapa no ombro de Sirius.
–Ok, chega dessas demonstrações de amor. –ironizou Lene enquanto se servia de uma torta.
–Ei, é para esperar meus pais! Deixa isso ai, Marlene! –mandou Lílian estressada.
Lene fez uma careta.
–Tá, irritadinha. –brincou a outra. –Vamos ver os presentes? –perguntou forçando um sorriso.
Eles foram para a sala e Lílian abriu os presentes primeiro. Ela ganhou, por incrível que pareça, uma camiseta florida de Petúnia, brincos e colares de seus pais, um livro trouxa de Lene, pacotes de sapos de chocolates e feijãozinho de todos os sabores de Sirius e Remo (que segundo a ruiva, os dois queriam ver ela gorda) e um lindo vestido e um outro livro, só que bruxo, de James que era o “Os contos de Beedle, o bardo”.
–Um livro infantil, James? –indagou Sirius, risonho.
Pontas mostrou a língua pra ele (o que fez eles rirem mais) e abraçou Lílian.
–Pois saiba que eu adorei! –retrucou Lílian segurando o riso.
Foi a vez de James começar a pegar os presentes. O pai de James lhe mandou umas miniatura dos jogadores do Chudley Cannons (ignorando o ataque que ele teve de felicidade que ele teve.), Sirius, Remo e Lene lhe deram vários artefatos da Zonko’s e Lílian presentou ele com o livro de Quadribol Através dos Séculos.
Lene recebeu vários doces de James, Remo, Sirius e familiares e uma pena de faisão prateada de Lílian.
Sirius já não ganhou nada de seus pais, mas para ele isso é uma forma deles dizerem que ainda o amam. James lhe presenteou com coisas de quadribol (de miniaturas a camisas de times), Lílian deu uma camiseta de banda trouxa, pois ela disse que não sabia o que dar.
–Ah, não se preocupe. –brincou Sirius enquanto via que Lene lhe deu vinte galeões para comprar o que desse vontade. –Se um dia eu ver meus pais de novo, eu posso estar usando essa camiseta. –então seus olhos brilharam. –Ah, Lílian, eu te amo! –e deu um beijo na bochecha da ruiva deixando James vermelho e incrédulo.
Pontas só não esganou Almofadinhas porque os pais de Lílian entraram na sala.
–Mamãe, papai! –gritou Lílian se levantando num pulo e entregando os presentes para seus pais. –Espero que gostem e Feliz natal. –eles se abraçaram. Esse momento emocionante poderia ter durado mais, só que um grito agudo e irritante foi ouvido no andar de cima.
–PETÚNIA?! –gritaram os pais confusos.
–AH, socorro! –berrou a menina lá em cima. Todos nas salas se entreolharam e Lílian foi com a varinha empunhada para o andar de cima. Chegando perto do quarto de Petúnia, o cheiro era horrível! Sirius e James abriram a porta devagar, tampando os narizes. E se depararam com uma cena de ter que morder violentamente o lábio inferior para não cair na gargalhada.
Petúnia estava pulando em cima da cama, desesperada com os olhos lacrimejantes. Vamos dizer que Petúnia recebeu bomba de bostas no Natal.
Lílian e Lene adentraram no quarto e murmuraram uns feitiços para que a fumaça verde e o cheiro saíssem.
–Você está bem Petúnia? –perguntou Lílian sem emoção.
A mais velha ofegava rapidamente e vociferou:
–ISSO...É...TUDO...OBRA...DE...VOCÊS,...ABERRAÇÕES!
E saiu do quarto batendo os pés.
Lene olhou ao redor e avistou a caixa que seria de onde veio o presente e pegou um bilhete lá. Depois que leu passou para Lílian enquanto fazia “tsc tsc”. Lílian terminou de ler com desgosto e depois saiu do quarto lançando um olhar bravo a James e Sirius. Eles pegaram o papel do chão e leram:
“Meu nariz pode estar quebrado por causa de suas xícaras que morde nariz. Mas eu enviei a minha vingança, Potter!”
–Por que ele não vai brincar com os kits de química dele? –falou Sirius, irônico.
–Eu também não sei Almofadinhas... – respondeu James lentamente depois de jogar o papel de volta ao chão.
–Escutem. A Lílian não ficou muito contente com isso. –disse Lene olhando séria para os meninos. –O que vocês estão esperando? Vão pedir desculpas para ela agora! –e terminou o sermão com os braços cruzados.
–Mas, Lene... –tentou James.
–Foi o Ranhoso... –ajudou Sirius fazendo cara de coitado.
–Que parte do “agora” vocês não entenderam? –sobrepôs Lene empurrando os dois para fora do quarto.
Eles foram até a sala encontrando lá os pais de Lílian, perguntaram onde a ruiva foi e foram até o lugar que o Srs. Evans disseram que era uma praça ali perto.
Lílian estava encostada numa árvore lendo o livro que James havia lhe dado.
–Oi lírio! –gritaram James e Sirius se sentando ao lado dela.
–O que é que vocês querem, Black e Potter? –perguntou mal-humorada sem tirar os olhos dos livros.
–Eu prefiro quando vocês nos chama pelos apelidos. –falou Sirius com um sorriso amarelo, colocando as mãos atrás da cabeça.
–Vocês não deviam ter feito aquilo... –advertiu Lílian ameaçadora.
–Ah, qual é Lílian. – interrompeu Lílian. –Era o Ranhoso.
–Mas vocês não tinham que fazer aquilo, não precisavam ter se rebaixado ao nível. E eu pensando que vocês tinham que vocês tinham amadurecido.
–Lílian, aceite, nós nunca vamos amadurecer. –riu Sirius.
A ruiva suspirou fundo e perguntou:
–E você, James, não tem o que argumentar?
Pontas deu um selinho rápido e se deitou no colo dela.
Então, eles começaram a conversar, ouviram narração de Lílian do “O conto dos três irmãos.” e depois tentaram convencer Lílian a jogarem snap explosivo, mas ela não deixou pois estavam num bairro trouxa, e eles pararam de insistir.
Perto da hora do almoço, Lene se levantou e anunciou:
–Eu vou indo pra sua casa, Lílian. Vou arrumar minhas coisas, tenho que ir ao enterro de meus pais. –e terminou num tom triste.
–Ahn, eu vou com você, Lene. –decidiu Lene e tirou a cabeça de James de seu colo para se levantar e começar a acompanhar a amiga. Sirius e James se apressaram a acompanhar elas.
Iam conversando sobre a importância do quadribol, que para Lene, Sirius e James, o jogo é capaz de mudar as pessoas, mas para Lílian era um jogo lega, mas violento. A conversa ia normal até, do nada, Lene parar de supetão e olhar aterrorizada para o topo de um edifício que ficava no final, ou melhor, no horizonte de onde eles estavam.
–O que foi, Lene? –indagou James franzindo a testa.
–A-a M-marc-a N-negra –gaguejou apontando para a imagem da caveira que pairava no céu.
Por alguns segundos os outros ficaram boquiabertos observando a marca, até que perceberam Lene correndo a caminho do prédio.
–LENE, VOLTE AQUI! –gritaram, mas em vão. Eles se entreolharam nervosos e sem penas duas vezes correram atrás de Lene.
Quando, finalmente, chegaram perto de Lene, Sirius segurou firme o braço dela e ofegou:
–Você não pode ir, sua maluca!
–EU NÃO SEI SE VOCÊS SABEM, MAS FORAM ESSES IDIOTAS QUE MATARAM MEUS PAIS. –extravasou a morena apontando para a Marca Negra, depois se soltou do braço de Sirius e voltou a correr antes de dar tempo de James dizer, acompanhado por Lílian:
–Mas você não pode fazer nada!
–Nós não temos chances contra eles!
Mas, Lene não deu ouvido e continuou seu caminho. Os amigos, então, sem o que fazer, correram para acompanha-la. Ofegaram ao chegar à porta do prédio e, depois de hesitar um pouco, Lene entrou correndo com a varinha na mão.
O que eles iriam encontrar lá dentro eles já sabiam, mas isso não foi suficiente para que sentissem sua respiração falhar por instantes.
Pessoas vestidas de preto com máscaras estranhas na cara, resumindo, comensais estavam torturando uma pessoa trouxa ou bruxa. Quando Lene entrou seguida por Lílian, Sirius e James, os comensais viraram a rapidamente o olhar para eles e um deles apontou a varinha para eles.
–Lene...vamos...dar...o...fora –pediu Lílian desesperada e ofegante. A ruiva se virou para ir embora, mas o comensal, simplesmente, lançou um feitiço e Lílian subiu no ar e depois caiu no chão com um estrondo seguido de um gemido de dor. A atenção já não estava mais na pessoa que estava sendo torturada. James, Sirius e Lene olharam com raiva para o comensal que riu ironicamente. E foi nesse momento que começaram a serem lançados para todos os lados, os quatros (do bem) correram o mais rápido possível para as escadas, James tentando carregar Lílian. Os comensais os seguiram e eles voltaram a enfrenta-los. Lílian levantou com os olhos arregalados para um comensal e deu um pontapé no queixo dele, mas foi um pouco tarde, o comensal já havia tocado a marca. Lílian olhou em volta e encontrou James com o rosto cheio de cortes, ela foi até ele.
–James, eles chamaram Você-sabe-quem!
Ele fez uma cara esquisita e saiu puxando Lílian, mas quando estavam perto de puxaram Lene e Sirius, uma imagem escura apareceu no andar e o rosto ofídico apareceu. Era Voldemort.
–Temos pirralhos imprestáveis para você, Milorde.
Voldemort olhou para os meninos e sorriu friamente antes de pedirem para os comensais da morte atacarem. Lílian, Sirius, Lene e James poderiam ter aguentado mais um pouco só os comensais, mas o Lorde das Trevas resolver interferir. Ele duelava com James, que de um jeito ou outro, estava auxiliado por Lílian. Era impossível simples adolescentes saíssem com vantagem nessas situações. Mas, por sorte, James, por algum “milagre”, conseguiu achar uma brecha para lançar um feitiço em Voldemort e conseguir sair correndo com Lílian, seguidos por Lene e Sirius, para o andar de baixo. Alguns feitiços foram lançados neles só que quando eles chegaram ao térreo, aurores estavam entrando no edifício e foi possível ver vários comensais aparatando.
–MARLENE, nunca mais tenha uma ideia idiota daquelas! –exclamou Lílian quando eles chegaram, ofegantes, na casa de Lílian.
–Desculpa, tá? –murmurou Lene em resposta e subiu para o quarto da amiga.
A tia de Lílian os encheu de perguntas e Lílian e James explicaram de forma resumida enquanto Sirius subia para acalmar Lene.
Depois de se livrar do interrogatório e preocupação dos pais e da tia, Lílian e James subiram para o segundo andar.
–Eu vou livrar vocês desses cortes, esperem um minuto. –disse a ruiva sacando a varinha. –Ah, como eu quero voltar pra Hogwarts, pelo menos lá, nós não teríamos ideias idiotas que botariam nossa vida em risco. –lançou um olhar de esguelha à Lene e continuou curando os ferimentos de James e depois murmurou para o namorado: –Pelo menos estamos seguros em Hogwarts! — Pontas deu um sorriso fraco e selou os lábios dela.
Notas finais
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BJS ♥
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