Notas iniciais
Ok, eu estava sem inspiração e acho que não ficou muito bom... O proximo sera melhor.
Italico é pensamento

Você diz que sempre mantém sua palavra
Mostre-me do que você está atrás
Eu pensei que você tinha me prometido o mundo
Diga-me do que você está atrás
Não quero levar longe demais
Porque aqui estamos, esperando mais uma vez
Você diz que sempre mantém sua palavra
Mostre-me do que você está atrás
Só um pouquinho mais rápido


Ulquiorra se reprovou mentalmente ao sentir o corpo feminino tremendo abaixo de si – estava indo longe demais. Por um momento pensou em soltar a garota e sumir daquele lugar, deixando-a com seus pensamentos, mas se quisesse ser temido e ter o controle sobre aquela humana teimosa deveria continuar — até que ela tivesse pavor de estar em sua presença.

- Pare... Por favor... Pare – a voz de Inoue estava tremula e vacilante – Ulquiorra

Delicioso... Era simplesmente delicioso detectar o medo.

- Diga o que quero ouvir mulher – uma das mãos pálidas pressionou a coxa de Orihime com força, fazendo-a arregalar os olhos devido a surpresa. – Diga

- Eu... – as mãos femininas rumaram até o colo, tentando ocultar os fartos seios cobertos pela lingerie rosada – Eu...

- Esta com medo de mim... – Ulquiorra afastou-se um pouco para mirar os orbes azulados repletos de espanto – Mulher?

- Pare... Por favor! – os orbes tornaram-se marejados

- Responda – a mão de Ulquiorra que apertava uma das coxas deslizou para o interior da saia que já estava na altura das mesmas – Diga – os dedos pressionavam a carne pálida vorazmente enquanto subiam com certa velocidade – Eu quero ouvir as palavras saindo de sua boca – a mão gélida do arrancar enroscou-se na lateral da calcinha de Orihime, ameaçando puxá-la para baixo – Humana

- Sim.

- Sim o que mulher? – o arrancar inquiriu, inclinando-se sobre ela mais ainda – Anda, eu quero ouvir

Você tem razão! – a voz murmurou entrecortada. A ruiva tentava segurar as lagrimas

- Tenho? – uma expressão sombria tomou a face do espada, que aproximou-se do ouvido da mulher – Não fui claro? – a lingua tocou a superfície novamente e Inoue não pode mais conter as lagrimas – Quero que diga... – o homem pálido sibilou rente a face da ruiva – Eu odeio insubordinação mulher

- Eu estou com medo de você! – a face converteu-se em uma expressão amarga, as lagrimas escorriam livremente pela mesma – Eu estou com medo Ulquiorra!

- Ótimo – o Quarto murmurou e saiu de cima de Inoue, que se sentou velozmente e fechou as vestes, o rubor e a ravia tingindo-lhe a face úmida.

- Porque fez isso? – ela indagou ainda ofegante — Porque me tocou?

- Cale-se – Ulquiorra concluiu indiferente – Você será castigada mulher

- Você é um pervertido! – Orihime bradou a plenos pulmões – Arrancar depravado! Depravado!

- Você é muito tola – o espada concluiu – Acha que tenho algum interesse sexual em você?

- Você estava tentando me violentar! – a ruiva bradou exasperada

- Se quisesse teria feito – o moreno a mirou friamente – Acha que tenho qualquer tipo de interesse em você?

- Oras... Você

- Mulher, você é apenas um instrumento para realizar os propósitos de Aizen-sama – a expressão fria tomava o semblante do arrancar – Não tenho interesse em sua estúpida existência, muito menos em seu corpo – os orbes esverdeados não possuíam nenhuma emoção – Você é um ser humano, simplesmente patético. Você é apenas lixo

- Você é desprezível! – Orihime murmurou enquanto as lagrimas tomavam novamente a sua bela face – Como pode ser tão cruel? Como?! Eu não entendo!

- Você não tem que entender nada mulher – Ulquiorra murmurou – Apenas tem que servir a Aizen-sama e permanecer viva até o momento que deixe de ser necessária

- E quando isso vai acontecer? – a ruiva inquiriu – Eu quero ir embora desse maldito lugar!

- A resposta pertence somente a Aizen-sama – a voz de Ulquiorra estava repleta de devoção – O tempo e as leis pertencem a Aizen-sama mulher.

- Tsc...

- Nada pode ser mudado mulher – o arrancar desembainhou a espada, fazendo com que a face da ruiva fosse tomada pelo espanto – Enquanto for necessária, eu estarei te vigiando e zelando por você– os dedos pálidos caminharam pela lamina afiada – Mas quando o seu tempo chegar, eu mesmo darei um fim a sua existência – um brilho assassino passou pelos orbes esverdeados – Eu irei te matar na frente de Kurosaki Ichigo mulher – o Schiffer guardou a espada e caminhou até a beira da cama, onde Orihime estava sentada

- Seu... – o arrancar parou na frente de Inoue, prendendo a face delicada com os dedos longos e pálidos

- Você recusou-se a se alimentar – os orbes esverdeados confrontavam os azuis ainda úmidos – Me desafiou mulher

- E você tentou me violar – os orbes azuis desviaram-se dos verdes inexpressivos por um momento, mas o arrancar apertou a mandíbula e as bochechas da ruiva, forçando-a a olhar para ele

- Como disse anteriormente, você será castigada – o aperto se intensificou – Vai acatar a todas as minhas ordens mulher

- Eu irei me alimentar – Orihime baixou os orbes – Ulquiorra-sama

- Apenas Ulquiorra – o moreno sibilou – Eu irei providenciar uma nova refeição, e você irá comer tudo

- Sim, assim o farei – a mão do arrancar libertou a face da menina em questão de segundos e Orihime suspirou, finalmente teria um pouco de paz.

- Eu volto em alguns minutos – o espada girou nos calcanhares e desapareceu corredor escuro. Alguns segundos depois um dos servos entrou no aposento e limpou a bagunça causada pela queda de Ulquiorra, deixando o mesmo rápida e silenciosamente.

- Eu queria ser forte – Orihime murmurou enquanto repousava as costas doloridas contra os lençóis brancos, as sensações ainda vividas em sua mente

"Arrancar asqueroso, como ousa?

Ulquiorra Schiffer é um idiota! Que direito ele pensa que tem para me tocar tão despudoradamente? Hein?!

As mãos dele eram tão geladas... Ele é frio, sem coração

Ah... Kurosaki-kun... Onde você esta? Porque não veio me salvar?

Eu tenho que ser forte, eu vou superar essa dor

Aquele arrancar vai se arrepender, ou não me chamo Inoue Orihime!"

- Ele me tocou – as mãos rumaram até o pescoço que ardia em brasas – "Tal como um amante" – a ruiva suspirou e o odor de Ulquiorra invadiu suas narinas – "Não consigo esquecer o cheiro dele"

O corpo feminino rolou pela grande cama e o aroma tornou-se mais intenso

"É a cama"

Orihime levantou-se em um pulo e arrancou os lençóis acetinados que continham a fragrância de Ulquiorra e deitou-se novamente, o odor ainda se fazia presente

"Está impregnado em minhas roupas e em mim"


Com determinação levantou-se novamente e rumou até o banheiro, precisava de um longo banho.

- Estou entrando mulher

Ulquiorra adentrou o aposento com uma nova bandeja em mãos e instantaneamente percebeu a ausência de Orihime

- Mulher? – o arrancar indagou e mirou ao redor, logo concluiu que ela estava tomando um banho. Orihime ouviu batidas na porta

- Estou tomando banho! – a ruiva limitou-se a responder

- Não lhe ordenei que tomasse banho – Ulquiorra concluiu do lado de fora da porta

- O que? – o barulho do chuveiro a impedia de ouvir a voz do arrancar

- Saia daí agora mulher – o espada ordenou prontamente

- O QUE?! – Orihime gritou – JÁ VOU TERMINAR!

O arrancar depositou a bandeja na mesa recém trocada e sem nenhuma dificuldade destrancou a porta e adentrou o banheiro.

- Aquele arrancar maldito – a ruiva murmurava para si mesma e não percebeu a presença de Ulquiorra – Quem ele pensa que é?

- Sou Ulquiorra Schiffer

Com um grito entalado na garganta a ruiva girou a cabeça e percebeu o homem sentado sob o vaso sanitário a lhe fitar atenciosamente

- PERVERTIDO! – Inoue bradou enquanto tentava a todo custo cobrir o seu corpo encharcado com as mãos

- Você tem exatamente dois minutos para sair desse chuveiro – o moreno levantou-se e rumou em direção a porta – Se não o fizer, eu mesmo lhe arrastarei desse banheiro mulher

Com uma expressão incrédula a ruiva mirou a porta de madeira se fechando. Ulquiorra Schiffer era um cara muito estranho.

Notas finais
E ai?