Ago(u)ra

34 Torpor da estrela da manhã


Notas iniciais
Eu estudo de manhã. E todos os dias, eu vejo as cores do nascer do Sol. É belo demais para ser representado, mas não custa nada tentar.

Vê o Sol, vê a Lua

E os contrastes do amanhecer.

Vem comigo

Aceite o meu convite

De forma alguma o recuse.

Acredite em meus olhos

E em minhas palavras.

Refresque a memória.

Os momentos que compartilhamos.

Recorde.

Não deixe passar.

Depois disso, diga sim à minha chamada

Como já lhe pedi.

Vem, pois esta é a hora

O momento é esse.

É limitado, portanto

Seja rápida.

Afinal de contas, a hora é chegada.

Sinta.

Vem comigo ver, vem.

Observa o erro no céu

Magnífico erro

Lua e Sol unidos

Ah!

E, entorpecido em mim mesmo

Sinto a voz roçar minha garganta

Desejando liberdade.

E meus pés formigam

Querendo sair do chão.

Quando isso acaba

Vejo como isso é tão limitado

E rápido, também.

Pergunto-me:

Como o mundo consegue conviver sem isso?

Sem tudo isso?

Sem ver as cores mais pelas dando pinceladas no céu;

Eles dão conta?

As respostas para isso

Não me pertencem.

Ô, mundo.

Mundo, mundo, mundo...

Tão incompreensível, mas

Também

Incompreendido.