Ago(u)ra
47 Soneto II: O aroma dos sons das rosas
Notas iniciais
Agora, eu só ouço o som da estática do rádio.
Sei que um dia a poesia há de me deixar.
Isto fato inegável é.
Porém, enquanto por aqui ela fica,
Continuo a navegar nas águas do seu mar.
~
Melodias virão, canções irão,
Danças e valsas voltas darão.
E nesse tempo, aqui ficarei eu,
Aguardando o momento em que encontrarei o eterno breu.
~
Mesmo ciente disso tudo estando,
Não permito a meus pés que parem de andar,
E a rota eu sigo, sempre andando e andando.
~
Olhos cansarão, sujeitos perderão a mão,
E a poesia eu amarei, até que Tânatos ache minh’ alma,
Levando consigo mil palavras não ditas, e uma bigorna como coração.
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