Ago(u)ra

39 Olhos de mosca


Notas iniciais
É, viciei no fim do álbum Night Visions, do Imaigne Dragons. E eu estou tentando decifrar o tal anagrama do nome da banda a semana toda. Acho que é impossível. Mas não vou parar. Fiz esse ouvindo Nothing left to say, Rocks, Working man e Fallen (um pouquinho só da última, mas está valendo).

Depois daqui, aonde vamos?

Para que lugar iremos?

Espero sua resposta sentado nas pedras

Ao som da música praiana.

Observando teu rosto

E vendo as ondas embaçadas ao fundo

Eu me apaixono mais.

Ouço ainda mais.

Bum, pá, bum, pá, rum!

Ainda posso ouvir.

Caindo estou

Ao teu lado, eu estou.

E vens comigo.

Nossos sorrisos encontram-se

Estamos caindo

E mais

Sem fim nem chão à vista.

Eu adoraria ver seu rosto como está

Até minhas pupilas secarem.

Talvez ter olhos de mosca.

Oh, sim! De mosca certamente

Para assim ver-te

Várias e várias vezes

Por que não consigo ver

O que está bem na minha frente?

E até o dia em que verei

O casamento de meus bisnetos,

Desejo lhe ver, o teu riso.

E não há nada – jamais haverá –

Algo que me faça mudar de ideia.

O fim está chegando

Estou aqui!

Vê comigo o último ato, mon amour!

Vê!

Notas finais
E desculpe pelas onomatopeias sem sentido no meio da poesia. Não consigo tirar esse sonzinho da cabeça, arh!