Ago(u)ra

107 La Luna


Notas iniciais
Ou: La Lu(a)na. Marionete: https://www.facebook.com/anaeomaar

Nas estrelinhas de tuas estrepolias, acometias-me

Entre os olhos e a franja, beijava-te

Caçavas os meus olhos e protelavas nossas falas

Um ato enlouquecido, pronto para existir, que berra

E implora.

Os sons duma pernoite no teu Subúrbio

Mancham e se propagam em direção às calendas

De Setembro, que me levaram como uma brisa

para a encosta onde descansas

E repousa tua cauda azul

E a tua pele morena

E os teus olhos

Perimetrados como um solo de guitarra.

Os vértices de um crepúsculo longo e reprisado.

A trama dos três dias e o medo da réplica

Os pratos estão limpos

E os copos cheios de Coca

E a comida está quente.

A mesa está posta

Eu estou à postos

Eu estou em prantos.

O meu andar filisteu me guia à Canaã

E de lá me aponta o meu amor,

Que anda pelas colinas verdes do amanhã,

Cobertas de tulipas e ébano e pampas,

Ela é o Mar, a onda avassaladora

Que me olha nos olhos e sorri, que me deserda

Da Terra Prometida.

E então você é a Lua, agreste e pó

Empoeira-me com o flamejar da paixão

Dá-me, pois, a mão

Para que, no olho do do furacão, contigo eu possa seguir

O furacão que me derrubou

Mas que transformou minha baguncinha (de merda)

Numa bagunça ajeitada.

Notas finais
Caramba, estar amando é muito bom.