Ago(u)ra
107 La Luna
Notas iniciais
Ou: La Lu(a)na.
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Nas estrelinhas de tuas estrepolias, acometias-me
Entre os olhos e a franja, beijava-teCaçavas os meus olhos e protelavas nossas falasUm ato enlouquecido, pronto para existir, que berraE implora.Os sons duma pernoite no teu SubúrbioMancham e se propagam em direção às calendasDe Setembro, que me levaram como uma brisapara a encosta onde descansasE repousa tua cauda azulE a tua pele morenaE os teus olhosPerimetrados como um solo de guitarra.Os vértices de um crepúsculo longo e reprisado.A trama dos três dias e o medo da réplicaOs pratos estão limposE os copos cheios de CocaE a comida está quente.A mesa está postaEu estou à postosEu estou em prantos.O meu andar filisteu me guia à CanaãE de lá me aponta o meu amor,Que anda pelas colinas verdes do amanhã,Cobertas de tulipas e ébano e pampas,Ela é o Mar, a onda avassaladoraQue me olha nos olhos e sorri, que me deserdaDa Terra Prometida.E então você é a Lua, agreste e póEmpoeira-me com o flamejar da paixãoDá-me, pois, a mãoPara que, no olho do do furacão, contigo eu possa seguirO furacão que me derrubouMas que transformou minha baguncinha (de merda)Numa bagunça ajeitada.
Notas finais
Caramba, estar amando é muito bom.
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