Ago(u)ra

55 A chuva de um dia mau em Belo Horizonte


Notas iniciais
É, eu sou de BH.

Os brados ao longe

Ao sopé da montanha, destruidores

Ouvidos por cem velhos monges

Lançam as pedras ao contrário de seus lados,

Ah, amadores

Semeiam os seus fervores

Velejam seus rancores

Atraem seus desamores

Para a gota de gasolina em direção ao fogo

Um destino já não mais escrito pelas Parcas

Leva venta e monge toca o gongo

Quebra o vidro e saem suas marcas

A perna de pau nos alarde,

Atividade sentida no solo de Marte

O fogo que subia agora cai

E agora a Terra já não é terra mais

Já não há o que sentir para ter o que fazer

Morrer amar desesperar parar viver

Nem eu nem nós e eu e você,

Somos capazes como outrora,

Para de fato ser desfazer.

Notas finais
Adoro esse lugar.