Agora é hora de você assumir
3 Nossos sentimentos
Notas iniciais
A noite não demorou muito para passar, quando se deram conta, já havia amanhecido. Ambos estavam com o pensamento no ontem, ainda.
— Bom dia. – Humberto avistou Vivianne no corredor logo cedo.
— Bom dia. – Ela respondeu simpática.
Humberto sorriu e foi até o quarto de Juliana.
— O que quer com a Juliana? – Pergunta Vivianne antes dele bater na porta.
Ele sorri com sutileza e se vira. – Conversar.
— Conversar? – Ela chega mais perto. – Conversa comigo.
— Acho que você não vai querer conversar sobre você mesma.
Ela ri. – Não. Mas podemos conversar sobre outra coisa.
— Tipo?
— Tipo nossos sentimentos.
Ele a encara. – Tem certeza?
— Tenho. Ontem estava com os nervos à flor da pele. Aquele beijo inesperado piorou tudo.
— Me desculpe.
— Ta tudo bem. – Ela sorriu. – Vamos?
Ele olha a hora em seu relógio de pulso. – Temos uma hora antes da primeira gravação.
Ela sorri e eles entram no elevador.
— O que vai querer? — Pergunta Humberto depois de analisar o cardápio.
— Já escolheu? – Ela tira os olhos do cardápio e os joga em cima de Humberto.
— Já.
— O que vai pedir?
— Pudim.
— Pudim a essa hora, Humberto?
— Sim.
Vivi balança a cabeça rindo. Humberto chama o garçom e faz o pedido.
— Eu não queria ter falado aquilo ontem pra você. – Diz Vivianne.
— Ta tudo bem, Vivi.
— Não. Não está. – Ela desvia o olhar por alguns segundos. – Você não fez nada de errado, apenas agiu por impulso.
— Impulso?
— É, impulso. Na tentativa de saber o que estava sentindo ou se o que estava sentindo era mais forte quando esta comigo. – Ele apenas a observa. – Isso está tão confuso pra mim quanto para você. – Ela completa.
O garçom interrompe eles trazendo o que haviam pedido. Ambos agradecem.
— Eu não quero ser injusto com a Marcia, tampouco, com você.
— Eu sei disso. Vamos ver o que vai dar né?
Ele assentiu.
***
— Vivianne não esta no quarto. – Diz Juliana para Marat.
— Nem o Humberto. – Fabio entra na conversa.
Os três se olham e dão risada.
— Vocês não prestam. – Diz Juliana enquanto entram no elevador.
— E você presta muito né, Juliana? – Fabio zoa com Juliana.
***
— Olha só quem vem aqui. – Diz Humberto direcionando o olhar aos três que viam em direção aos dois.
Vivi sorri para eles.
— Já estão de pé, ora ora! – Juliana cumprimenta Vivi.
— Sentem com a gente? – Vivi diz.
Humberto olha novamente as horas.
— Acho que vai ficar para uma próxima. – Ele se levanta e vai até Vivi.
— Por quê?
— Hora das gravações.
— Ah, é mesmo. – Juliana diz.
— Da próxima os pombinhos não vão se escapar da garras de Fabio Assunção.
Vivi bate levemente nos ombros de Fabio.
— Palhaço. – Ela faz a volta na cintura dele e caminham até o local aonde irão se caracterizar para darem vida aos personagens.
A carga horária das gravações era um pouco exaustiva, mas só de olharem a maravilhosa paisagem a frente, tudo se resolvia.
Ao encerraram as gravações, Vivianne liga para os filhos.
— Oi meus amores. – Disse ela na esperança dos dois filhos estarem do outro lado da linha.
— Oi, mãe. – Responde Lara.
— Esta tudo bem por aí? Já estão sentindo falta da mamãe?
Lara ri.
— Esta tudo bem sim e como vai a senhora?
— Estou bem, meu amor.
— Se estamos sentindo saudade? Estamos com certeza. Ficar aqui no meu pai enjoa.
Vivianne ri. – Lara! – Ela chama a atenção da menina.
— Mãe, tenho que ir fazer o dever de casa, senão meu pai vai brigar feio
— Filha, cadê o seu irmão? Quero falar com ele.
— Ih, mãe, acho que agora não vai dá não.
— Por que, Lara?
— Ele ta dormindo.
— Dormindo essa hora? E o curso?
— Não teve curso hoje. Depois que almoçou foi direto pra cama e tá lá até agora.
— Ah, Deus! Ok então. A noite eu ligo, tudo bem?
— Ah-hã.
— Beijos meu amor. Eu te amo.
— Te amo. – responde a menina.
Vivi encerra a ligação com um sorriso do tamanho mundo.
— Falando com os filhos? – Humberto chega de mansinho fazendo-a ter um sobressalto.
— Que susto! – Ela sorriu (mais ainda). – Com a filha, o filho estava dormindo.
Humberto ri. – Garoto esperto!
— Estou com tanta saudade dos meus pequeninos.
— Imagino. Estou morrendo de saudades dos meus também. E olha que só uma ainda é pequena...
Vivi sorri.
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