Agora É Tarde
4 Capítulo 4
Ao saírem do escritório de Grissom é chamado por um homem que está indo em sua direção
H: Dr. Grissom? O senhor é o Dr. Gilbert Grissom?
Grissom: Sim sou eu.
H: (vendo a expressão de dor e tristeza estampada no rosto de Grissom) Desculpe se não é uma boa hora eu sou Jonathan Trent, diretor do departamento dos CSI’s de San Francisco, estou procurando a agente Sara Sidle.
Cath: (surpresa) E o que o senhor quer com ela?
JT: Quero levá-la de volta a San Francisco.
Cath: É verdade... a família dela é de lá. Assim que chegarem os resultados da autopsia o senhor poderá leva-la, todos nós gostaríamos de ir junto mas não sabemos quanto tempo irá durar a investigação.
JT: Desculpe-me, mas, acho que não entendi o que a senhora disse, veja bem isso não tem nada a ver com a família dela, e eu não quero atrapalhá-la em nada, se ela estiver no meio de uma investigação eu posso esperar, eu sei o quanto ela respeita e admira o seu trabalho Dr. Grissom, mas o fato é que o antigo supervisor de Sara está se aposentando e ela é a pessoa mais indicada para assumir o lugar dele, já que trabalhou com ele desde o início de sua carreira, é a pessoa em quem ele mais confia e por que tem grande simpatia a admiração, aliás, toda a nossa equipe de San Francisco a respeita e admiram muito, todos ficaram tristes quando ela anunciou que viria para Vegas, mas estão felizes com a possibilidade de que ela retorne e agora como supervisora, francamente não acho que ela vá recusar a oferta por mais que ela o admire, é uma grande oportunidade para a carreira dela. Para falar a verdade também estou com saudades, conheço Sara desde a faculdade, fui professor dela e sempre acompanhei seu crescimento profissional, será que poso vê-la, creio que será uma grande surpresa eu não a avisei, fiz questão de vir até aqui para dar a notícia pessoalmente.
Catherine e Grissom se olham sem saber o que fazer. Como darão a notícia de Sara está morta, Grissom não consegue falar pois ele mesmo ainda não acredita nisso. Cath percebendo o amigo não está em condições nem mesmo de pensar muito menos de dar esta noticia toma sua frente.
Cath: (medindo as palavras) Eu sinto muito Sr. Jonathan, e...eu realmente não gostaria de ter que dar está notícia ao senhor mas........mas a Sara está............ morta.
JT: O...o que....o que a senhora disse? Como assim morta.... a...a quanto tempo? Porque ninguém nos informou?
Cath: Sentimos muito, nós acabamos de saber, o corpo dela foi encontrado no deserto, eu realmente lamento muito.
JT: E...eu posso vê-la? Po...por favor?
Cath: É claro, venha comigo, eu vou levá-lo ao necrotério.
Os dois seguiram para o necrotério, e Grissom ficou ali parado, perdido em seus pensamentos, parece que finalmente o sentimento de perda caiu sobre ele, aquele homem veio para levá-la embora, mesmo que ela estivesse viva ele a perderia, mas seria diferente se ela fosse embora por vontade própria se as coisas não tivessem fugido do controle, se fosse assim sua consciência estaria tranqüila, o arrependimento tomou conta dele, como gostaria que ela estivesse ali, com eles, recebendo esta notícia, para que ele pudesse mesmo que pela última vez ver aquele lindo sorriso surgir em seu rosto, como gostaria de saber, de ter a certeza de que mesmo distante ela estaria bem e feliz, preferiria viver sabendo que nunca mais a veria, mas que ela estaria feliz em outro lugar, pelo menos foi isso o que ele sempre disse, mas agora sabia que não era tão simples, sabia o quanto sofreria sem ela a seu lado, uma dor que ele não suportaria, agora tem que aceitar a realidade de sua morte, não consegue se imaginar vivendo em um mundo onde seu sorriso e sua voz não possam mais iluminar o seu dia.
Grissom é despertado de seu transe por Eckley que apesar de não simpatizar com ele e muito menos com Sara compreende e respeita o momento de dor que a equipe esta vivenciando.
CE: Grissom. Sei que este é um momento delicado, mas, você precisa decidir se quer que sua equipe cuide do caso ou prefere que eu passe para o outro turno.
Grissom: (sem nenhuma emoção) Não Conrad, este caso é nosso, nós queremos resolver... Pela Sara, e não finja que se importa se eu tivesse que suspeitar de alguém aqui seria você, nunca a suportou!
CE: Ok, estou apenas tentando ser compreensível, e você também não parece estar muito sentido com isso, age como se não fosse nada. Eu encontrei Catherine na porta do necrotério e ela me disse que um CSI de San Francisco está aqui, ela acha que ele vai levar o corpo de Sara para ser velado e enterrado lá, talvez sua equipe queira alguns dias para ir até lá acompanhar o velório e o enterro, eu sei que vocês são como uma família e acho também que ela gostaria disso.
Grissom: (ainda indiferente) Obrigado Conrad, tenho certeza de que eles gostariam disso.
CE: Como assim eles? Você não vai?
GG: Não!
Disse isso e seguiu para a sala de descanso para encontrar com os demais CSI’s, chagando lá já estavam todos reunidos, inclusive Catherine que já havia se despedido do Sr. Jonathan que ficaria em um hotel até que o corpo fosse liberado, estava arrasado, veio para Vegas para reencontrar sua pupila e levá-la de volta para casa, e agora terá de retornar apenas com seu corpo e dar esta triste notícia aos seus amigos, já havia decidido que só daria a notícia quando estivesse em San Francisco, não poderia dá-la por telefone.
Na sala de descanso, Grissom fazia a divisão de tarefas e se esforçava ao máximo para não demonstrar nenhuma emoção, não gostaria que os outros soubessem a dor e principalmente o remorso que estava sentindo, se soubessem ele com certeza seria afastado do caso, pois estava tão atordoado que agia mecanicamente, sem de fato pensar no que estava dizendo, estava apenas sendo guiado pela sua rotina de trabalho, e esta atitude não passou despercebida por sua equipe.
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