Agora É Guerra!

19 Aquele do surto parental.


Notas iniciais
Possivelmente o penúltimo capítulo da história do Daniel. :( Boa leitura.

O resto da noite com o Rafael foi tão agradável quanto no inicio. Terminamos de assistir ao filme sem mais grandes contatos físicos, pois eu me sentia desconfortável em estar com o moreno e ainda não ter resolvido as coisas com o gigante. Após o filme o Rafa me levou pra casa, já que meus pais já haviam ligado preocupados com meu paradeiro. No fim, acabei por conseguir ter uma boa noite de sono. A cabeça parecia bem mais leve depois da noite de descontração, mas ao acordar toda a preocupação voltara. Eu veria o gigante hoje no colégio, e eu não sabia como reagir ao encontra-lo.

Toda a minha ansiedade foi em vão quando o Sean faltou aquele dia de aula. Fiquei chateado por não encontra-lo, mas levemente aliviado por não ter que vê-lo sem estar psicologicamente preparado. Pensei, infantilmente, que no dia seguinte teria mais coragem e a conversa fluiria mais facilmente. Foi decepcionante quando o gigante faltou novamente. A ansiedade lentamente era substituída por fúria, afinal era mais do que óbvio que ele estava me evitando.

— Ele teve sorte de não vim pela terceira vez seguida, pois quando eu o ver terei que o matar! — Falei raivosamente pra a Clary que se contorcia de rir na cadeira ao meu lado.

— É tão fofo te ver preocupado, por que você não liga para ele ein? Já imaginou que ele pode está doente? — A loira tentou colocar alguma razão em minha cabeça e um arrepio se passou por meu corpo só em imaginar o gigante doente.

— Eu? Ligar para ele? Ele deveria ligar pra mim! Já se passaram três dias Clary! TRÊS DIAS! — Ressaltei.

—Se isso fosse um cartoon já teria fumaça saindo da tua boa. Deve ser doloroso carregar essa agonia de pensar em alguém todas as horas do dia. Garotos... —

— Eu não penso nele. Penso raramente. Quase nunca. Ah, quer saber? Se você vai ficar do lado dele eu vou ir treinar. Até mais! —

Sai revoltado em direção a quadra, ouvindo a loira rir de mim e zombar algo que não consegui decifrar. No caminho ainda peguei meu celular e comecei a digitar uma mensagem para o loiro. Mensagem que foi rapidamente apagada antes de enviar. A Claire ficava colocando essas ideias na minha cabeça. Eu não ia ser fraco e procurar ele. Ele que foi embora, ele que estava me evitando, mais que justo que seja ele a me procurar e não o contrario.

Sentei na arquibancada próximo a um grupo de três garotas para esfriar a minha cabeça. Estava distraído em meus pensamentos até ouvir o nome dele vindo do grupinho próximo a mim.

— O Sean, né? — Perguntou uma delas chamando minha atenção para o grupo.

— É, ele mesmo. Tão triste acontecer algo assim com alguém como ele. — Comentou a mais nova, cujo rosto lembrava a de uma personagem inocente de animação japonesa.

— Ele tinha um futuro tão promissor. — Falou uma mais gordinha, cujo tom de voz deixou a aparentar certa paixonite pelo loiro.

— Desculpe interromper, mas do que vocês estão falando? — Indaguei curioso.

—Você não está sabendo? Só se fala disso no time de natação. — Questionou a mais alta do grupo.

— Se estou perguntando é obvio que não estou sabendo. — Respondi mais grosso do que o necessário, morto pela curiosidade. Acho que paciência não era exatamente a minha melhor virtude.

— O gigante da natação tentou se matar há uns três dias atrás. — A garota alta falou com um tom de voz meio defensivo devido a minha atitude rude. Demorei uns bons segundos para processar aquela informação na minha cabeça.

— Tentou se matar? Como assim tentou se matar? Ele está bem, né? Onde ele está? — Assim que a ficha caira, atirei milhares de perguntas na pobre garota que parecia desconfortável com a situação.

— Disseram que ele está internado no hospital central... — E eu não fiquei para ouvir o resto do que ela tinha a dizer. Com uma velocidade que eu não sabia possuir, corri em direção ao estacionamento. Ao chegar no local me dei conta de que estava sem a minha moto. Coloquei as mão na cabeça em desespero, um milhão de pensamentos rondavam-me assombrosamente. Estando totalmente imerso em meu mundo tomei um susto ao sentir alguém tocar em meu ombro.

— Dani, você está bem? — O rosto franzido do David mostrava dúvida e preocupação no rosto.

— David, eu preciso do seu carro. — Pedi.

— Não acho uma boa ideia você dirigir nesse estado. Me diz onde é que eu te levo. — Sugeriu.

— Por favor, David! — E eu não precisei falar mais nada para que o moreno me desse, ainda que receoso, as chaves do veículo. Entrei no carro e antes de dar partida respirei fundo, tudo que eu menos precisava agora era de outro acidente. A caminho do hospital tudo parecia sem valor, sem cor, sem forma. Nada tinha sentido. O céu escuro sobre mim, não mostrava um único raio de sol, as nuvens negras acompanhavam o vento frio que entrava pela janela do carro e quando as primeiras gotas começaram a cair, eu soube que o céu chorava comigo.

— Qual o quarto do Sean Stanford, por favor? — Perguntei ao chegar na recepção.

— Boa tarde senhor, qual seu parentesco com o paciente? — A enfermeira de olhar doce e roupa rosa bebê perguntou simpática.

— Ele é meu irmão, soube agora que ele está no hospital e vim correndo. — Justifiquei eufórico. Eu nunca havia mentido tão rápido em toda a minha vida.

— Senhor se acalme, seu irmão está bem. Ele saiu hoje pela manhã da UTI e está em repouso no quarto... — Ela fez uma pequena pausa checando a informação no seu computador. — 1307. — Caminhando em passos excessivamente largos, soltei um obrigado já na metade do caminho para os elevadores.

Eu não fazia ideia do que dizer a ele, mas ele talvez nem estivesse acordado. Repreendi essa ideia ao imagina-lo desacordado em uma cama de hospital. Eu só sabia que tinha que vê-lo, toca-lo e ter a certeza que o loiro estava bem.

Cheguei ao seu quarto e não hesitei em entrar. O gigante estava lá sozinho, deitado virado para a janela, admirando as gotas que batiam violentamente contra o vidro amplo que ocupava quase a metade de uma das paredes do cômodo. Meu corpo tremia das pontas dos pés ao último fio de cabelo. E só quando os olhos do Sean encontraram com o meu, eu pude finalmente respirar.

— Daniel? — Sua voz foi um sussurro incrédulo, mas seu sorriso foi genuíno. Me aproximei da sua cama e toquei seu braço. Como que para me certificar que ele era real, que ele estava bem. E assim que eu fiz isso dei-lhe uma tapa com força.

— Você enlouqueceu? O que você fez?! —Perguntei num misto de alegria e raiva, mas com toda certeza, uma predominância de confusão.

— Aí! — Exclamou em dor. — Daniel, eu estou tão feliz que você está aqui! — Ele segurou minha mão e abriu um espaço ao seu lado para que eu pudesse sentar. — Eu te prometo te contar tudo, mas deixa nesse momento eu só apreciar que você está aqui comigo. Eu pensei... — Sua voz falhou. — Pensei que não o veria novamente. —

Existia uma divergência de opiniões em minha cabeça. De um lado eu queria mandar ele me explicar o que diabos aconteceu agora mesmo e sem enrolar. E de outro, o mais forte, tinha o lado que sentia o calor da mão do Sean sobre a minha, os lindos olhos azuis brilhando ao me ver e sua doce voz em meus ouvidos.

— Eu me sinto tão idiota, pensei que você estava me evitando... E-eu não sei o que faria sem você Sean. — O sorriso do gigante iluminou o quarto e foi o meu sol naquele dia nublado. Sua mão apertou ainda mais meu braço e com a outra ele limpou meu rosto, onde as lágrimas ainda teimavam em cair. — Eu queria tanto te beijar. — Deixei escapar meu desejo, anunciando minha intenção. E antes de juntar nossos lábios, eu tive a certeza que vi a sombra do seu sorriso prepotente aparecer. Eu sentia tanta falta daquele calor que seu corpo me transmitia. Nossos lábios se encontraram com a calma de antigos apaixonados, apenas um roçar de lábios lentamente com a transmissão de um milhão de sentimentos não ditos.

— Eu pensei que você me odiasse. — Foram as suas palavras quando nos afastamos.

— E talvez eu odeie. Eu odeio o quanto eu gosto de você. Eu te amo, seu gigante idiota! — Dessa vez não foi apenas um vislumbre do seu sorriso prepotente, eu pude ver em grande proporção o seu sorriso estampar o rosto que antes pálido, agora tinha um leve rubor nas bochechas.

— Você acabou de dizer que me ama? — Perguntou prepotente.

— Eu retiro o que eu disse. Eu te odeio. — Afirmei fazendo pirraça.

— Você não me engana, é claro que você me ama, é física. Somos como duas crianças. Um mais birrento que o outro. Nós somos mimados e cheios de vontades. A gente briga, muito. A gente discute, se bate, se xinga, e até dizemos que nos odiamos. Ah, e se todo ódio fosse assim. Mas você acaba voltando pra mim e eu para você. Um lado positivo atraído por um lado negativo. O que nós temos Daniel, é puro magnetismo. —

— Não sei se você sabe como isso funciona, mas teoricamente você deveria dizer que me ama também. É cortesia, sabe? — Comentei com um misto de insegurança e medo. Dizer eu te amo para mim nunca foi fácil. Eram apenas palavras, mas que juntas em uma frase tinham um significado grande demais para caber em meu peito. Além dos meus pais e do David, acho que nunca tinha dito aquilo a ninguém, pelo menos nunca com o que tinha significado como significou quando eu finalmente disse para o Sean.

— Daniel, alguns me acham assustador, mas a verdade é que passei a maior parte da minha vida apavorado. Apavorado com a ideia de amar um garoto. Apavorado com esse sentimento bom que me preenche sempre que te vejo. Eu te amo, Daniel. E te direi um milhão de vezes, até que você não tenha dúvida alguma da veracidade do meu sentimento. Eu quero ser o homem mais importante da tua vida, eu sei que não serei o primeiro, mas eu adoraria a honra de ser o último. Você quer ser meu namorado? — Aquelas palavras foram como a canção mais bela que eu já ouvi. E de repente quem se sentiu apavorado foi eu. Apavorado com a possibilidade de não ter o loiro ao meu lado a cada segundo da minha vida. E quando eu disse sim ao seu pedido e nos beijamos, eu posso afirmar, com toda a certeza do meu ser, foi o momento mais feliz de toda a minha vida. Fiquei deitado ao seu lado, rindo do nada. Sentindo seus toques e ouvindo a sua risada. Ali não era qualquer um, era o meu namorado, o homem que eu amo, era o Sean. As horas passaram tão rápido naquele doce momento que quando meu telefone ligou fiquei surpreso ao perceber que já era noite.

— Eu preciso ir, eram meus pais. — Falei cabisbaixo ao desligar o celular.

— Eu não quero que você vá. — O Sean fez o bico mais fofo que eu já vi alguém fazer.

— Não fala isso seu idiota, já não quero ir. Você fazendo essa carinha vai impossibilitar. — Pedi.

— Ótimo, ceda aos meus desejos e passe a noite aqui comigo. — Deu uma piscadela

— Sean, eu não posso. Amanhã eu volto para te ver. — Barganhei.

— Não precisa, eu terei alta amanha. Posso passar na sua casa se você quiser. —

— Excelente! — Dei-lhe um beijo rápido e aproveitei a pouca coragem para sair daquele quarto, pois o que eu mais queria era ficar com ele ali para sempre.

— Ei! — O gigante chamou quando eu já estava com a porta aberta pronto para sair. — Eu te amo, namorado. — Meu rosto atingiu o tom mais avermelhado conhecido pela humanidade. Acabei me dando por vencido e voltando para o quarto lhe dando um último beijo.

— Eu também amo você, idiota. — E com um sorriso nos lábios eu deixei aquele hospital.

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—Daniel, nem pense em subir! — Foi a primeira coisa que ouvir ao entrar em casa. — Você vai sentar aqui e nos contar o que está acontecendo com você. Seu pai e eu estamos muito preocupados. — O Rodrigo falou no que parecia ser a sua voz de repreensão, algo que em meus 17 anos eu nunca tinha escutado.

— Calma ai, pai. Vamos conversar. — Respondi tranquilo indo sentar na frente do Marco que estava no sofá com um olhar que me analisava da cabeça aos pés. O Rodrigo sentou-se ao seu lado, fazendo com que ambos me encarassem.

— Você está se drogando, Daniel? — O Marco quebrou o silencio, sendo o mais sério.

— O que? — Indaguei incrédulo. — Claro que não! De onde vocês tiraram isso? —

— O que você quer que a gente pense? Você está frenquentemente com os olhos avermelhados, cheio de olheiras, inquieto, irritado, se tranca no quarto e passa noites fora de casa. Daniel, pode confiar na gente, estamos aqui para te ajudar. — O Marco pediu quase em lágrimas.

— Nossa, pai. Relaxa! Eu não to usando drogas! — Tentei soar sério, mas foi impossível não rir.

— Não estou brincando, Daniel! Nós eramos amigos, você contava tudo para a gente, mas desde que ficou de detenção você está mudado. Não nos conta mais nada. É normal nos preocuparmos. — O Marco justificou, visivelmente magoado.

— Pai, me desculpe se tenho andado afastado é que tudo tem sido uma loucura, mas eu lhe prometo que não estou me drogando, ok? — Tentei encontrar as palavras certas para acalma-lo.

— Com quem você está transando? — O Rodrigo perguntou fazendo com que eu e o Marco engasgarmos com a nossa saliva em evidente surpresa.

— Rodrigo! — Marco o repreendeu.

— Que foi? Você já tentou a sua teoria, agora eu vou tentar a minha. É um professor? Ele é casado? Pai de algum colega seu? — Tentou adivinhar.

— Meu Deus, qual o problema com vocês? Eu não to transando com ninguém! Bom... Eu estou namorando na verdade. Acabamos de oficializar. —

— Como assim namorando, Daniel? Oficializar? Um namoro não é oficial até ter a permissão dos seus pais, sabia? Quem é ele? Por favor, não diga David! — Marco perguntou infeliz.

— Vocês lembram do Sean? — Forcei um sorriso visivelmente constrangido.

— Sean, aquele moleque arrogante que te perturba desde que você tinha 5 anos? — Marco questionou.

— O mesmo Sean que quase fez você ser expulso do colégio? Esse Sean? — O Rodrigo completou o que o Marco dizia quase que em sincronia.

— É, esse Sean. Eu sei que ele pode ter mil defeitos, mas mesmo assim, para mim ele ainda é melhor que todos do mundo. — Deixei escapar um ar meio sonhador.

— Você ta apaixonado por um menino como aquele? Onde foi que erramos? Sinceramente... — O tom do Marco foi rapidamente substituído por decepção.

— Eu garanto a vocês que ele não é o mesmo garoto que vocês conheceram. Ele mudou. E bom, eu o amo. —

— Nossa filho, que mal gosto. Primeiro aquele metidinho do David, agora ele... —

— Marco vamos pegar leve, ok? Não deixe seu ciúme paterno atrapalhar a felicidade dele. Daniel, se você nos diz que ele merece você, nós vamos ter que acreditar em seu julgamento até que ele mostre o contrario. Mas isso não muda o fato de que queremos conversar com ele. — Rodrigo como sempre tentou ser a parte sensata do casal.

— Conversar com ele? Eu não quero conversar com ele! — O Marco fez birra recebendo um olhar de repreensão do Rodrigo. — Tá bom, eu converso com ele. — Concordou cruzando os braços. Visivelmente insatisfeito.

— Ele vem me ver aqui amanhã... —

— Ótimo, amanhã então. — O Rodrigo marcou sem mais delongas.

— Tá bom então. — Concordei. — Me desculpem ter preocupado vocês. — Pedi novamente.

— Não tem problema filho, só não deixe que se repita, ok? — Pediu o Marco.

— Eu prometo, mil desculpas mesmo. É que quando eu estou com ele eu meio que esqueço o resto do mundo. — Eu vi o Rodrigo sorri e segurar a mão do Marco ao seu lado.

— Eu entendo perfeitamente o seu sentimento, filho. — Rodrigo disse.

Depois daquela conversa cheia de carga emocional eu pude finalmente ir ao meu quarto onde eu tomei banho e deitei na cama. Mandei uma mensagem para a Claire e para o David avisando o que acontecera, mas não tive coragem de responder a excessiva quantidade de perguntas que vinheram depois.

Quando me acomodei na cama pronto para o que viria a ser a melhor noite de sono da minha vida, meu celular tocou. Visualizei o nome na tela antes de atender.

— Oi, Rafa! —

— Oi, Dani, tudo bom? —

— Tudo ótimo na verdade e com você? —

—Eu estou bem, um pouco entediado na verdade. Quer fazer algo hoje a noite? — Convidou, mostrando o real motivo para aquela ligação.

— Desculpa Rafa, mas eu tenho aula amanhã. —

— Sem problema a gente sai qualquer dia desses então. —

— Claro, claro. Eer, Rafael tem algo que eu acho que deveria lhe contar. Sabe o garoto que lhe contei sobre? —

— Sim, o que tem ele? — Indagou curioso.

— Nós estamos namorando. — Revelei.

— Ah, felicidades! — Desejou visivelmente descontente.

— Desculpa? — Pedi, sem saber exatamente o que eu deveria dizer.

— Dani, não tem porquê se desculpar. É só meio triste pensar que eu nunca realmente tive uma chance de te ter para mim. Quando eramos mais jovens tinha o David e agora eu cheguei tarde demais, mas tudo bem o meu coração é teimoso, ele fica insistindo no que já deveria ter desistido a muito tempo. —

— Rafa eu gosto muito de você e adoraria que não perdêssemos o contato. —

— Ah, mas é claro que isso não vai acontecer Daniel. Eu te adoro, não é por que não vamos ter algo físico que não posso ser seu amigo. Eu não te culpo por não termos dado certo. Ninguém tem culpa. Só não era para ser. Não fomos feitos para ficarmos juntos. Quem sabe em outra vida... —

— Obrigado Rafa, é muito bom ouvir isso. Sempre que eu pensar em algo bom, lembrarei de você. —

— Dani só me reponde uma coisa. Você tem certeza que com ele é para sempre? —

— Eu não posso ter certeza de algo assim Rafa, mas eu tenho a certeza de que eu quero tentar. E que se for para dar errado, eu quero que der errado com ele. Espero que esteja tudo bem com você. —

— Bem eu estou, só não to feliz. — Riu sem graça. — Mas sem problemas, Daniel agora que me libertei de você eu posso conhecer o amor da minha vida a qualquer momento. — Comentou com humor. — Bom, você tem aula amanhã. Melhor te deixar dormir. Boa noite, Dani! —

— Boa noite, Rafa e até qualquer dia. —

— Até. —

Aquela conversa tinha sido difícil. Por mais que eu não tivesse dúvidas do meu amor pelo Sean, era inegável que eu gostava muito do Rafael. E mesmo não tento nada com ele eu só podia esperar que podéssemos canalizar nossos sentimentos em uma relação de amizade. Essa é a graça da vida, em um mundo com 7 bilhões de pessoas, quando você conhece a certa, você não quer trocar ela por nenhuma outra. Enquanto o Rafael foi um ótimo capitulo da minha vida, o Sean era o meu final feliz.

Deitei novamente, abraçado ao meu casaco que agora tinha o melhor cheiro do mundo, o cheiro do Sean. E enquanto o sono não vinha eu fiquei revivendo aquele momento, as suas palavras, os nossos beijos, de novo. E de novo. E de novo...

Notas finais
Geente achei esse cap tão amorzinho S2 O Sean tentou se matar galerinha, coisa séria que será explicada no próx cap, até pq o Dani não vai deixar nosso gigante sair dessa sem uma explicação, ne? Próx capitulo encerramos nossa historia :( ** Estou considerando encerrar com um Lemon, opiniões?