Notas iniciais
Vou fazer uma pergunta no final quero minha resposta por favor. bjssss

Britt tinha decidido jogar tudo para o auto. Não aguentava mais viver aquela vida certinha que os pais queriam para ela. Sempre fez de tudo para agrada-los. Cursou direito mesmo sendo apaixonada por artes plásticas, dirigia as empresas e estava de casamento marcado com o noivo ideal que seu pai escolherá a dedo para ela. Já estava com 26 anos, mas se sentia como uma garotinha de 6 que obedecia a tudo que lhe era imposto e não tinha vontade própria.

Sim, era uma bonequinha de porcelana que seguia todas as vontades da família e nunca tomou uma atitude para mudar aquela situação. Nunca ate agora. Estavam em um jantar ela o noivo Sam e os pais, mas Britt simplesmente não entendia o porque de não partilhar daquela sensação de felicidade de todos. Alias ela duvidará que algum dia tivesse sido realmente feliz.

Achava que isso não existia. Era apenas algo inventado a fim de movimentar o mercado econômico. A gota de água que fez tudo transbordar foi o momento em que sua mãe no meio do jantar tirou os convites da bolsa e os mostrou.

Eles eram realmente lindos. Feitos em um papel especial e as letras gravadas com uma tinta feita sobre encomenda e que continha ouro em sua composição. Mas foi no momento que leu as palavras que ali estavam escritas que decidiu que não queria mais nada daquilo para si.

Por que a vida é uma dádiva, que deve ser compartilhada com quem se ama. E duas almas que se encontram devem partilhar este amor pela eternidade... Pois só assim serão felizes.

Pronto, ao ler aquelas palavras Britt teve noção do tamanho da mentira que estava vivendo. Resolveu que não queria mais aquilo. Não queria ser mais a garotinha perfeita em tudo. Respirou fundo, pegou a sua taça de vinho que ainda não tinha tocado e sorveu todo o liquido de uma só vez. Olhou para o noivo e depois para os pais.

-Mãe, Pai, Sam. Eu gostaria de dizer que estou feliz por tudo isso, gostaria realmente de levar esta farsa adiante. Mas eu simplesmente não consigo, não dá!

-Minha filha o que você quer dizer com isso?

Seu pai perguntava perplexo.

-Eu estou dizendo que não vai mais ter casamento.

Disse se levantou da mesa e saiu do restaurante. Não olhou para traz. Nada mais ali lhe interessava aquilo pertencia a uma vida que ela não queria mais. Decidiu naquele momento que não queria mais nada da vida. Nem mesmo a vida.

Certas pessoas poderiam nunca entender o por que de uma jovem que aparentemente tinha tudo desistir de viver. Mas o fato é que tudo se resumia aquilo “aparências”. Britt podia ser rica, ter um noivo apaixonado, pais atenciosos, um ótimo emprego. Que motivos poderia ter para tomar aquela decisão? A verdade era que nada daquilo era real. Os pais sempre cobraram nada menos que perfeição, o noivo pensava mais em sua ascensão com o casamento do que na noiva, nuca pode escolher o que seria. Todos os passos de sua vida já tinham sido traçados desde seu nascimento e não cabia a ela muda-los. Não ate aquele momento, onde ela decidiu dar um basta em tudo.

Caminhou pelas ruas frias de Paris onde começava a nevar naquele inicio de madrugada. Caminhou por um longo tempo, pelas ruas que conhecia tão bem. Acabou parando na Ponte Alexandre III aquele que era seu lugar favorito na cidade luz.

Olhou para as águas gélidas do Sena e decidiu que ali seria o cenário perfeito para dar fim a tudo. Ainda deu um leve sorriso ao pensar nas manchetes do dia seguinte. “Jovem milionária se atira no Sena após desistir de casamento” Não os pais certamente iriam inventar uma boa desculpa.

Quem sabe ela ainda sairia de heroína. Poderiam ate mesmo inventar que ela pulara para salvar uma criança que estava se afogando. Sim certamente seria o mais provável a acontecer.

Mais ela não se importava mais. Não queria mais saber de nada daquilo. Pulou o corrimão da ponte e respirou fundo. Como que a tomar coragem para finalmente por fim a tudo. Não chorava, pois sabia que não deixava nada de importante para trás. Quando finalmente tinha tomado coragem para pular, escutou uma melodia maravilhosa vido do fim da ponte. Mudou de ideia e decidiu adiar um pouco sua decisão. Queria escutar aquela musica ate o fim.

Decidiu se aproximar para ver melhor do que se tratava. Pulou novamente o corrimão da ponte e começou a caminhar em direção ao som. Viu a poucos metros dali. Uma pessoa debaixo de um poste a luz a iluminava por cima e ela tocava acordeom divinamente estava trajada como um típico francês ou talvez fosse como uma francesa a pessoas em questão usava uma boina e a luz que vinha de cima formava uma sombra seu rosto o que não permitia lhe identificar.

A fumaça que a pessoa expelia do cigarro que tragava só aumentava o clima de mistério em volta daquele ser que produzia tão bela melodia. Britt ficou a observar tudo por largos momentos. Ate que a musica finalmente teve fim. Ela respirou fundo e decidiu que aquele era o momento. Não tinha mais por que esperar. Caminhou novamente ate o meio da ponte pulou o corrimão e quando ia finalmente pular. Sentiu um leve toque em seu ombro.

-Por que vais fazer isso?

Ouviu a voz feminina em um Frances perfeito. Se voltou para a pessoa que a interrogava e se perdeu naqueles olhos negros que a questionavam.

-Pelo fato de que não tenho o porque não fazer.

Respondeu também em Frances.

-Só por isso?

Os olhos negros continuavam a lhe interrogar.

-Achas que não é motivo o suficiente?

Respondeu tentando se justificar.

-Acho que precisas de mais tempo para decidir.

A estranha lhe falava sem desviar o olhar.

-Já demorei a vida toda para decidir. Acho que mais tempo não mudaria minha decisão.

-Me de ate o nascer do sol para tentar lhe fazer mudar de ideia. Se já esperou tanto creio que uma noite a mais não fará tanta diferença.

Disse a estranha com um brilho diferente no olhar. Britt não sabia como ou porque, mas o fato é que sentia confiança na estranha. E uma noite não a faria mudar de ideia então decidiu aceitar a inusitada proposta.

-Certo.

Disse e pulou novamente o corrimão da ponte ficando de frente para aquela estranha. Notou que ela tinha um acordeom nas costas e que as roupas era as mesmas que a pessoa que ela passou um largo tempo a observar tocar trajava. Então era a estranha a sua frente que produzira aquela musica divina.

-Rachel.

Disse a estranha estendo a mão para Britt.

-Brittany mas pode me chama de Britt.

Ela respondeu apertando a mão da estranha que agora ganhara nome.

-Vamos. Afinal tenho ate o nascer do sol para lhe mostrar o quão bela é a VIDA.

Britt duvidava muito que Rachel conseguiria convencê-la daquilo. Mas ainda assim a seguiu.

Caminharam por algum tempo ate que Rachel entregou o acordeom para um grupo de músicos que estavam à margem do Sena e tirou Britt para dançar.

Britt achou que Rachel estava completamente louca. Mas a verdade e que adorou ser guiada pela francesa de não deixava de olhar em seus olhos por um único segundo que fosse.

No meio da dança Rachel aproximou a boca da orelha de Genevieve e falou com a voz calma ao seu ouvido.

-Por que tens esse olhar tão triste?

E voltou a encara-la. Mas sem em momento algum interromper a dança. Britt ficou encantada e atordoada com aquela pergunta. Não sabia o que responder. Tinha o olhar triste por que nunca conhecera a felicidade. Mas isso não era resposta ou era? Não sabia o que dizer.

-Tudo bem se não quiser falar.

-Não e bem isso. E que não sei o que falar.

-E fácil. E só falar tudo que vier a cabeça. Não importa se não fizer sentido.

Britt estava cada vez mais encantada com a estranha que conhecera há pouco. Nunca se sentiu tão à vontade como se sentia com aquela mulher de olhar perturbador.

Terminaram a dança e voltaram a caminhar. Nisso Britt começou a falar. Falou de tudo, da infância, da adolescência do tempo de FACULDADE da família que sempre lhe cobrara perfeição, do noivo que não amava e por fim do amor e da felicidade que achava que eram duas coisa inexistentes.

Em contra partida Rachel se via cada vez mais presa aquela mulher a sua frente com uma historia tão diferente da sua. E que tinha realmente todos os motivos do mundo para não esperar muito da vida.

Mas o destino quis cruzar os caminhos daquelas duas mulheres e Rachel estava determinada a fazer Britt a mudar de ideia. E para isso iria mostrar a ela tudo que a fazia ser apaixona pela vida.

Ao termino dos relatos de Britt tinham chegado a Torre Eiffel onde estava funcionando um pista de patinação no gelo. Rachel não deu tempo para Britt cogitar a possibilidade de não usar aqueles patins e quando ela se deu por si já estavam as duas patinando de mãos dadas.

Rachel tinha medo que Britt caísse e por isso decidiu patinar assim de mãos dadas. Mas ambas começavam a desfrutar de novas sensações. Britt nunca sentira o coração bater tão rápido na vida. Parecia que ele poderia sair pela boca a qualquer momento. Não sabia o que era aquilo. Mas pode deduzir que era felicidade. Sim talvez aquele sentimento utópico e ate a pouco inexistente não fosse tão surreal assim e realmente pudesse existir. Talvez não o tempo todo, mas em pequenos momentos como aquele.

E bastou isso para fazer a jovem abrir um imenso sorriso. Rachel deu um igual ao ver que algo nos olhos de Britt estava finalmente mudando e que a jovem pela primeira vez desde que a vira estava com um brilho de felicidade no olhar.

Britt acabou se atrapalhando e se desequilibrou. Rachel que era mais experiente com os patins se jogou no gelo primeiro para amparar a queda de Britt. Que acabou caindo por cima de Rachel antes de se levantar por breves momentos se encararam. Britt estava com a boca a centímetros da de Rachel e pode sentir o seu PERFUME e sua respiração quente. Olhos se encontraram e naquele momento parecia que o tempo tinha parado. Britt que já tinha o coração acelerado sentiu que ele criou pernas e saiu correndo. A deixando complemente sem reação. Mas que sensação seria aquela. De que o tempo tinha parado e as únicas pessoas no mundo eram ela e Rachel. Estava por demais embaralhada com todos aqueles novos sentimentos. Saiu de cima de Rachel e se desculpou.

-Rachel me desculpa. E que ainda estou aprendendo.

Rachel pareceu sair do torpor em que se encontrava e ficou de pé. Estendendo as duas mãos para levantar Britt, que as aceitou e também ficou de pé. Os olhos se encontraram novamente e o sorriso de ambas veio reluzente.

-Não tem com o que se preocupar. Mas venha tenho muito ainda o que te mostrar.

Rachel disse já conduzindo Britt para fora da pista de patinação. Calçaram novamente seus sapatos e voltaram a caminhar. Britt sabia que não era necessário que Rachel lhe mostrasse mais nada. Pois as breves horas que estiveram juntas já lhe provara que a vida tinha SIM muito a lhe oferecer.

E agora ela se sentia uma idiota por ate pouco tempo atrás achar que acabar com tudo seria a melhor solução para resolver seus problemas. Mas ainda bem que tinha aparecido um anjo chamado Rachel em sua vida e a fez ter uma percepção diferente de tudo. Mas não ira falar nada, afinal estava adorando todo o tempo que passava ao lado daquela mulher que transbordava vida.

Rachel a levou ate um pequeno restaurante que funcionava 24 horas. Não era um lugar frequentado por turistas era destinado a atender os trabalhadores parisienses que não tinham horário definido de trabalho.

O local era simples, mas bem acolhedor. Rachel parecia conhecer a todos e conseguiu uma ótima mesa para as duas perto da lareira. O que Britt adorou. Por que estava realmente sentindo um pouco de frio.

No cardápio não tinha nada das comidas refinadas da culinária francesa com que Britt estava acostumada. Pediram uma sopa de cebola que Rachel disse ser a melhor que ela já provara. Comeram e depois tomaram um vinho. Ficaram conversando por horas. E só se aperceberam do tempo quando viram o movimento do restaurante aumentar. Os primeiros raios de sol começavam a nascer no céu. A neve tinha parado de cair e a aquele inicio de manha estava especialmente bonito para Britt.

Saíram do restaurante e caminharam novamente. Pararam no ponto exato da ponte Alexandre III em que se conheceram naquela madrugada. Rachel segurou firme as mãos de Britt e perguntou encarando seus olhos azuis com a mesma determinação daquele madrugada.

-Ainda quer pular?

-Não.

Respondeu firme.

-E por que?

Quis saber uma curiosa Rachel.

-Por que agora tenho motivos para não pular.

Respondeu Britt repleta de convicção.

Rachel a abraçou e ficaram novamente com a boca a centímetros uma da outra. Britt encarou Rachel a olhando primeiro nos olhos e depois na boca. Não resistiu ao impulso e a beijou. Tiveram novamente aquela sensação que o mundo era só delas. E o tempo infinito. Britt percebeu que aquilo só poderia ser o tal do AMOR que ela pensava ate a noite anterior não existir. Rachel sorriu para Britt que estava ligeiramente envergonhada por seu rompante em beija-la.

Tomou suas mãos e voltaram a caminhar. Pouco tempo depois estavam a porta do APARTAMENTO de Rachel. Britt estava com o coração na boca. Mal continha a ansiedade em saber o que encontraria para além daquela porta, mas estava decidida a mergulhar de cabeça naquela aventura.

Assim que abriu a porta Rachel esperou Britt entrar e colou seus lábios novamente em um beijo arrebatador. Empurrando Britt contra a porta.

Rachel interrompeu o beijo por um breve momento e disso com a voz rouca ao ouvido de Britt.

-Estava louca para fazer isto, desde o momento que te vi me encarando enquanto eu tocava nessa madrugada.

Britt não respondeu não era necessário. Voltaram a se beijar e as roupas foram ficando espalhadas pelo APARTAMENTO. Ate Rachel empurrar Britt completamente nua contra a cama. Beijos, gemidos, saliva, e Britt enlouquecia cada vez mais, nas mãos abeis de Rachel. Tanto que suas umas arranhavam todas as costas de Rachel que parecia não se importar muito com a dor naquele momento.

Britt começava a perder o controle de suas ações e já rebolava enlouquecida nos dedos de Rachel que a penetrava cada vez mais fundo. Não demorou pra que Britt fosse tomada pela primeira explosão de prazer. Mas elas queriam mais, muito mais. E começara aquela dança perfeita de corpos novamente, parecia que a cada ponto novo desbravado no corpo uma da outra elas enlouqueciam mais e mais. E assim ficaram se amando naquela cama ate adormecerem, exaustas uma nos braços da outra.

Sabiam que ali era o começo de algo maior. Mas não queriam pensar naquele momento. Queriam apenas sentir a presença uma da outra. E assim fizeram.

Notas finais
Devo fazer uma fic sendo que o par romântico seria Rachel e Brittany? O que vocês acham?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!