Agora eu tenho você

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Minha primeira One-shot. Te agradeço Carol Guimarães por ter me ajudado betando meu capítulo. Você é um anjo ♥ ~Espero que gostem.

Verão, bela estação. Sol quente, pessoas felizes, festas, brincadeiras. Estação da diversão.

Mas para algumas pessoas não é bem assim que o verão é visto.

— Que calor do inferno! – o moreno murmurou sentando em sua cama pensando aonde iria para ler em paz, já que seu ar condicionado tinha pifado e estava sozinho em casa. – Que arrependimento de não ter ido quando tive chance.

O rapaz de olhos azuis murmurava, pois rejeitara o convite de um refrescante banho de cachoeira com seus primos por julgá-los "chatos”.

Pegou uma de suas blusas na gaveta e saiu pela porta de seu quarto. Fora de casa colocou o livro no bolso da bermuda azul Florida que vestia e montou na bicicleta.

Depois de aproximadamente dez minutos de pedaladas, pode sentir a maravilhosa brisa do mar. Aquela sensação de calor excessivo havia sumido. Seus cabelos negros eram jogados para traz pela força do vento.

Aproximou-se de um coqueiro onde havia uma bicicleta conhecida.

— Fernanda! – sorriu ao ver sua amiga saindo da água, loira e molhada.

Sentou-se na pequena canga estendida na areiarecostando-se na árvore que mantinha o lugar sombreado.

Segundos depois recebeu uma verdadeira chuva de respingos, Fernanda sacudia o cabelo para irritá-lo.

— Terminou? – Haz perguntou sorrindo com as mãos á frente do rosto tentando se proteger dos respingos gelados.

— Quase... – a loira debochou balançando mais o cabelo, molhando parcialmente o livro.

— Para. – o moreno sorriu pedindo.

— Hazcomo você consegue ser tão chato? – Fernanda sorriu apanhando o livro e jogando-o longe de seu dono.

— Cala boca, metida á sereia. – Hazeo debochou levantando-se para buscar o livreto.

— Bobão. – fez língua. — Vamos à festa hoje?

— Festa? – surpresosentou-se novamente ao seu lado.

— O Kadu vai dar uma festa hoje. – Fernanda revelou já desanimadapois sabia a resposta para suas expectativas.

— Bebida, drogas e gente chata? – “Dispenso”, pensou.

— Sim. – Fernanda sorriu amarelo.

— Não, muito obrigado. – Hazeo desviou o olhar para o livro.

— Larga de ser chato. – A loira deu um tapa no livreto, tomando a atenção do rapaz toda para si novamente.

— Chato nada, apenas não gosto daquela gente. – justificou.

— Por quê? – Fernanda perguntou, depois sorriu olhando para o mar. — Já sei.

— Não é por isso. – disse meio sem querer.

— É sim... É porque eles implicam com você. – os orbes castanhos agora o miravam com precisão.

— Não é... – Haz deu as costas.

— Enfim... Aposto o que você quiser que você vai mudar de ideia. – sorriu maliciosa.

— Não entendo. – Haz virou o rosto para olhá-la de frente.

— Ele vai estar lá. – disse baixinho provocante.

— E daí? – já convencido, sorriu envergonhado.

— E daí? E daí? – Fernanda avançou no moreno fazendo cosquinhas em sua barriga. — Vai deixar as vacas cuidarem dele?

— Não me importo. – mentiu, revirando o olhar.

— Ah... Sei... – a loira sorriu parando o que fazia para olhá-lo nos olhos.

— Sério, não ligo mais. – para não fraquejarvoltou sua atenção ao livro, que agora não tinha nada de atrativo.

— Tá... – Fernanda pegou o livro na mão e começou a sacudi-lo.

— O que foi que você fumou? – Haz sorriu perguntando enquanto olhava a atitude no mínimo estranha de Fernanda.

— Eu sei que está aqui... – ela sorria balançando o livrinho.

— O que está ai? – Hazeo perguntou meio sem entender.

— Peraí... – concentrou-se por alguns segundos virando as páginas do livro. — Por isso ela não caiu.

— Me devolve! É sério! – Haz levantou-se já meio corado nas bochechas. — Fernanda eu odeio essas suas brincadeiras.

— A foto não caiu porque você colou! – a loira sorria vitoriosa dobrando a capa do livro e mostrando a foto de Bernardo que Hazeo guardava como um tesouro. — Você lê enquanto fica admirando a foto dele, é?

— Devolve! – o moreno caía totalmente nas provocações de Fernanda e, por isso, ficava totalmente sem graça e vermelho.

— Eu acho muito fofo. – ela sorriu, finalmente devolvendo a coisa mais preciosa para Hazeo, a foto de Bernar.

— Às vezes tenho vontade de te socarsabia? – brincou guardando o livro no bolso.

— É... Você e meio mundo... – sorriu amarelo abrindo sua bolsa.

— Não. – negou fechando os olhos e virando o rosto.

— Não o quê? – Fernanda perguntou ainda com as mãos grudadas no interior da bolsa.

— Não vou sujar minhas mãos. – o moreno avisou.

— Claro que vai... – a mulher sorriu maliciosa entregando-lhe o frasco de cor laranja.

— Eu odeio você e esse troço. – desabafou derrotado enquanto segurava o frasco em sua mão.

— Aham... Aham... Você é lindo em silênciosabia? – Fernanda deitou-se na canga enquanto Haz passava o produto na mão apara aplicar em suas costas.

— Me conte mais da festa... – sorriu lambuzando as costas bronzeadas á sua frente.

— É o aniversário do Kadu e ele chamou uma galera. – Haz ouvia e não gostava nem um pouco. — Vai ser legalHaz... E é sua chance de se enturmar... – Fernanda dizia com pesar, tinha uma pontada de pena pelo preconceito que seu amigo sofria na escola e no meio dos conhecidos. Era pura pirraça dos outros rapazes, mas isso machucava Haz, por mais que ele demonstrasse não ligar.

— Não preciso me enturmar. Eu tenho você... Meus livros... – sorriu amargo.

— É... – Fernanda não sabia o que dizer. Apenas fechou seus olhos, sentido a brisa fresca balançar seus cabelos.

— Enfim... – Haz suspirou tentando contornar aquele clima tenso. — Eu acho que vou ir.

— Já vai embora? – Fernanda levantou-se para olhá-lo.

— Não... Eu vou á festa. – Haz sorriu olhando suas mãos totalmente sujas do líquido preto.

— Aaawn. – Fernanda realmente queria que ele fosse, o abraçou-osorrindo.

— Tá... Senhora melosa. – Haz sorriu se levantando. — Vou pra casa me arrumar.

— Eu passo lá pra te dar uma carona.

— Vai cedo pra me ajudar...

— Lava essa juba... – ela disse jogando um pouco de areia nos chinelos que Haz calçava. — Vou levar minhas coisas pra sua casa e te mostrar um pouco da minha mágica.

— Cala boca. – Haz sorriu indo até sua bicicleta ecom um leve acenovoltando para casa, já mais relaxado e feliz.

Sua mente estava totalmente concentrada na festa que teria naquela noite. Estava preocupado, será que Maurício e sua gangue de patetas estariam lá?

“Claro que vão estar.” –pensou sorrindo amargo.

Tentava não se machucar com as investidas e agressões verbais que sofria de pequena parte da escola. Às vezes conseguia, ás vezes não.

Chegando em casafoi direto ao banheiro abrindo a torneira de sua banheira e jogando alguns produtos dentro. Ascendeu algumas velas por perto. Rapidamente entrou em seu quarto abrindo o guarda roupas para olhá-lo e escolher o que vestir.

Pegou uma de suas blusas em gola V, na cor preta, uma calça jeans branca com detalhes em cinza, bem parecida com a farda do exército, uma cueca branca e um par de meias.

Foi até outra parte do quartose abaixando e puxando algo de debaixo da cama, uma caixa. Abrindo-aliberou mais um sorriso, usaria seus novos sapatos, eles tinham detalhes brancos e eram na cor preta.

Haz levantou-se, os jogou em cima da cama e voltou ao banheiro.

Retirou sua roupafechando a porta do banheiro e também a torneira. Colocou calmamente um de seus pés dentro da banheirasentindo a água morna lhe confortar. Deitou-se sentindo os músculos relaxarem dentro da água.

Fez algumas espumas e fechou seus olhos, tentando imaginar como Bernardo estaria naquela festa.

— Loiro... Fumando... Bebendo... – sorriu amargo. — E acompanhado dos amigos.

Estava fora de cogitação algum tipo de aproximação de Hazeo até Bernardo, primeiro por seus amigos, segundo pela timidez aguda que Haz tinha. Nunca se aproximaria para uma conversa amigável.

O telefone tocou.

— Sim... – Haz ouviu apenas uma respiração ofegante ao outro lado da linha. — Olá... Posso ajudar? – Haz tinha certeza de quem era do outro lado, por isso falou doce e calmamente enquanto se acariciava por debaixo da água. — Tem alguém ai? – queria acreditar que era Bernardo, porque,numa dessas ligações mudas que recebia, acabou por ouvir uma voz um tanto conhecida. A de Maurício, amigo de Bernar, que chegava ao seu quarto cumprimentando o rapaz, que desligou o telefone. Naquele diaHaz dormiu mais feliz, presumindo que Bernardo queria apenas ouvir sua voz. — Se não for dizer nada, eu vou desligar... – o homem ao outro lado da linha, prendeu sua língua, pois quase pediu para que não o fizesse. — Adeus... – Haz desligou sorrindo.

O moreno se afundou na banheira, tentando esvaziar sua mente, sentindo seu coração pegando fogo só de pensar que Bernardo também sentia o mesmo por ele. Só que ao lado dessa fantasia vinha também à sombra da realidade que rugia em sua mentedesmentindo e apagando qualquer e mais doce sonho de ficarem juntos, o fazendo crer que era tudo fruto de sua imaginação.

Algum tempo depois, Hazeo saiu da banheira se secando calmamentejá pensando se iria mesmo até a tal festa. Sentou-se em sua mesinha, que não gostava de chamar de penteadeira, e começou a secar o cabelo olhando para o espelho.

Sua pele estava ótimanenhuma espinha á vista, cabelos cheirosos, seus olhos brilhantes. Seus lábios perfeitos para um bom beijo. Sorriu nessa parte.

A porta da frente se abriu e, com rapidez, Haz vestiu sua cuecapois Fernanda já estava entrando.

— Por que eu nunca te vejo peladinho? – a loira sorriu brincando.

— Talvez algum dia tenha sorte. – Hazeo sorriu provocante.

— Você tem malhado é? – perguntou passando as unhas pelo abdômen que já tomava forma.

— Estou tentando...

— Tá bom... – ela sorriu fechando um pouco os olhos, maquinando algo em sua mente. — Sente-se que vou cuidar desse seu cabelo.

O rapaz sem camisa sentou-se na poltrona em frente aoespelho, Fernanda, agilmente, pegava as mechas de seu cabelo negro e secava com agilidade com o instrumento barulhento em sua mão.

Os cabelos de Haz iam até abaixo do queixo, uma franja longa cobria metade de seu olho, seus olhos estavam fechados, Fernanda enrolava daqui, puxava dali, e balançava de alguns lados.

Ao abrir os olhos, estava totalmente diferente.

— Nossa... – Haz abriu um pouco a boca em espanto.

— Bom né? – sorriu vitoriosa.

— Sou eu mesmo? – Haz sorria apalpando seu cabelo.

— Você é bonito... Só precisa ver isso. – ela beijou o alto de sua cabeça enquanto segurava seu queixo.

Haz mudou de roupa enquanto Fernanda terminava de modelar sua franja na frente do espelho, seu cabelo longo e loiro, especialmente hoje estava enrolado. Sua franja era tão longa quanto à de Haz, á prendeu no alto da cabeça por julgar ter ficado tão boa quanto a de seu amigo.

Hazeo se sentou novamente na poltrona, dessa vez confiando totalmente para que ela fizesse uma maquiagem simples, apenas para mudar algumas coisas.

— Mascara não... – Haz tentava fugir.

— Só um pouquinho... – Haz acabou cedendo

.

Toda a arrumação terminou os dois se perfumaram e saíram trancando a porta em seguida.

A chave do foi girada e o carro saiu pelas estreitas ruas da cidade. Alguns minutos se passaram. A festa era bem perto, bem mais do que Haz esperava. O carro desacelerou, seus olhos se voltaram à entrada da mansão, várias pessoas bebiam do lado de fora, muitas também entravam. A música era alta e de batida envolvente.

Fernanda estacionou, Hazeo abriu a porta e saiu do carro olhando tudo em volta. Fernanda deu a volta no carro, pegou na mão de seu amigo e seguiu até a porta, a loira começou a cumprimentar amigos e conhecidos que vinham falar com ela. Haz com um sorriso simpático e se esquivou indo até a mesa de bebidas. Olhando, sorrindo e acenando.

Chegando até a mesa de bebidas, começou a procurar algo sem álcool, achou uma latinha que parecia ser de refrigerante junto às outras numa bandeja de gelo. Com a latinha em mãos subiu as escadas da enorme sala, chegando ao segundo andar, bem menos movimentado, Haz olhou com cuidado a decoração do ambiente.

Alguns vasos com flores, pinturas abstratas, tapetes persas. “Se essa casa fosse minha, eu não faria uma festa nela”, Concluiu abrindo a porta de vidro a sua frente. Encontrou um belo escritório, no centro uma mesa e um computador. Várias estantes repletas de livroscoladas à parede.

Achou o lugar um tanto quanto empoeirado, fechou a porta e saiu dali antes que tivesse uma de suas crises de espirros.

Voltou até a escada, descendo-a, eantes que seus pés pudessem tocar o ultimo degrau, avistou sua pedra no sapato, Maurício acabava de chegar à festa, como sempre o centro das atenções. Virou a sua esquerda esbarrando em um casal, bebeu mais um pouco de seu refrigerante e com passos rápidos, chegou onde parecia ser a cozinha.

Olhou pelo ambiente reparando em outro corredor menos iluminado com enormes janelas de vidroonde se podia ter uma enorme visão de um jardim magnífico fora da casa.

Hazeo continuou andando pelo corredor enquanto observava cada milímetro daquele ambiente. Após dar alguns passos,percebeu que uma porta estava entreaberta, com um pouco de receioentrou no quarto.

Uma cama Box no meio, com criados mudos de seus lados, uma estante repleta de coisas, fotos, objetos, brinquedos, mas nenhum livro. Rapidamente concluiu ser o quarto de Kadu, o anfitrião da festa.

Continuou andando por dentro do quarto, até que chegou perto de uma cômoda, abriu uma das gavetas, mas a ultima coisa que esperava ver era uma foto de Bernar e Kadu abraçados e sorrindo em algum lugar que no momento não havia reconhecido, passou levemente a ponta do seu dedo indicador sobre o rosto brilhoso e feliz de Bernardo. Pensou em roubar aquela foto, com moldura e tudo. Seria fácil...

De repente a porta se abriu e um casal mais concentrado em transar entrou pela sala, já rumo à cama. A foto foi deixada de lado, Hazeo tentou não ser visto saindo por uma das grandes janelas de vidro transparente. Saindo do quarto respirou fundo e continuou andando calmamente sentindo o vento acariciar seu rosto.

A noite estava bela, lua cheiaalguns grilinhos faziam seus barulhinhos, Hazeo sorria, talvez fosse o “refrigerante” que tomara. Continuou andando, cantando uma de suas músicas, estava tentando relaxar.

Dando mais alguns passoschegou até uma parte do jardim mais decorada, talvez um espaço para recepções ou festas mais particulares, percebeu uma grande variedade de flores, bem cheirosas, concluiu jogando uma fora.

De repente, um cheiro não tão agradável chegou até ele, a fumaça vinha de um arbusto, Hazeo, sem pensardeu a volta, encontrando um pequenino chafariz e um rapaz sentado de cabeça baixa, com os cotovelos apoiados nas pernas, fumando.

Hazeo abriu um pouco os olhos em sinal de espanto, percebeu imediatamente de quem se tratava, suas mãos ficaram frias, seu coração estava mais acelerado que o normal, seu rosto esquentou. Virou-se rapidamente para sair dali, tinha esperança de que não tivesse sido percebido pelo loiro.

— Ah... Você está ai... – o loiro sorriu calmamente. — Venha, me faça companhia. Está frio... Quer um cigarro? – perguntou guardando o celular em seu bolso.

— Oi, Não tinha te visto. – sorriu mentindo descaradamente. — Ahobrigado, eu não fumo.

Haz ficou olhando-o por um tempo nos olhos, não estava se sentindo totalmente confortável com a situação, mas também não queria ir embora.

— Haz, não vai sentar? – Bernard sorriu batendo no banco ao seu lado.

“Haz? Haz? Ele me chamou de Haz...”, – Hazeo tentou conter seu sorriso brilhante e andou até próximo do banco, sentando-se em seguida.

Ficaram em silêncio por alguns instantes, Hazeo colocou as duas mãos no meio das pernas tentando aquecê-las, estava nervoso. Bernardo sorria bobamente com o cigarro entre os lábios.

— Desculpe pelo... – Bernar sussurrou amassando o cigarro com o tênis.

— Ah... Sem problema. – Haz tentou olhá-lo no rosto, Bernardo sorriu de volta, o loiro estava alegre, sua expressão tinha mudado drasticamente ao avistar o moreno.

— Você está diferente... – Bernardo chegou mais perto. — É esse cabelo, está bem bonito.

— O... – Hazeo tentou agradecermas sentiu uma mão quente em sua cabeça alisando seus fios. — Obrigado.

— Está gostando da festa? – Bernardo sorria entrelaçando suas próprias mãos em volta da cabeça, agora recostado no banco.

— Mais ou menos... – Hazeo tentou ser verdadeiro. Sorriu amarelo para o loiro de olhos fechados.

— Posso perguntar uma coisa? – Bernardo perguntou ainda de olhos fechados. Hazeo assentiu, respirou fundo sentindo o doce perfume entrar em suas narinas, sentiu-se nas nuvens apenas por sentir aquele maravilhoso cheiro natural, misturado com aquela essência amadeirada.

— Claro que pode... – Hazeo sorriu recebendo atenção daquele olhar castanho e brilhoso.

— Você... – Bernar deslocou sua mão bem devagar, sem que Haz pudesse perceber, e depositou a sua que estava quente, por cima da gelada e macia mão de Hazeo que estava apoiada no banco. – Já beijou alguém?

— Eu-n-não... – Haz não quis tirar sua mão de baixo. Estava ficando terrivelmente vermelho, mas tinha adorado aquela carícia. Parecia um sonho.

— Que Bom... – Bernardo se sentou e aproximou-se mais de Haz.

— Bom? – Haz olhou-o sorrindo, seus olhos estavam brilhando mais que diamante.

— Não queria que ninguém fizesse isso antes de mim... – com um sussurro provocante, beijou os lábios rosados, levou uma de suas mãos à nucapodendo aproximar os dois corpos naquela noite um tanto gelada.

A vontade de fazer aquilo era enorme, há muito tempo Bernardo ansiava por coragem de tomar aquela coisa toda preciosa e delicada para si. Por isso forçou um beijo mais profundo, Haz deu passagem Àquela língua habilidosa e bem quente por algum tempo.

As mãos do moreno agarraram a nuca de Bernardodemonstrando que também não aguentava mais, queria aquilo tanto quanto ele.

O beijo cessou por falta de ar de ambas as partes.

O sorriso de Bernardo era branquíssimo e enorme, Haz não pensou duas vezes em abraçá-lo, ficaram assim por um tempo. A emoção foi tão forte que o coraçãozinho do moreno pôde ser sentido pelo loiro, que começou a afagar o cabelo e beijar o pescoço do seu amado.

Haz afastou-se um pouco, iniciando outro beijo, desse tinha total controle.

Bernardo deu uma mordidinha no lábio inferior de Haz, que sorriu colocando as duas mãos nos ombros do loiro tentando afastá-lo.

— Vem comigo.– o loiro pediu arrastando Haz pela mão.

Os dois saíram correndo pelo gramado até a rua de traz, Haz reconheceu o porsche preto brilhosoquando o barulho do alarme anunciou as portas destravadas. Sorriu ao perceber que a porta do carro tinha sido aberta pra ele.

Entrou sentindo-se tão feliz que poderia gritar.

Bernardo deu a volta no carro,entrando em seguida, deu mais uns beijos no moreno, que o olhava com aqueles orbes azuis brilhosos como as estrelas.

— Sabe... Sempre amei esses seus olhos... – Haz abaixou o olhar, seu rosto estava queimando. — E esse seu jeito todo fofinho...

Haz riu dando um selinho rápido em seu loiro.

— Aonde vamos? – perguntou ainda perto de seu loiro.

— Tenho um lugar especial pra você... – Bernardo beijou a testa do loirinho que voltou ao seu lugar e pegou em sua mão logo depois de girar a chave e sair pelas ruas.

Permaneceram de mãos dadas, Hazeo não conseguia tirar aquele sorriso.

O dia já iria amanhecer.

O carro parou. Haz abriu a porta, Bernardo retirou a chave, o sol estava nascendo no horizonte.

Bernardo abraçou o moreno por traz, cheirando-o fortemente no pescoço, Haz sorriu se arrepiando totalmente. Os dois ainda abraçados caminharam um pouco sentindo a areia abraçar seus pés já descalços, Haz se abaixou sentando na areia bem perto do mar.

Bernardo encostou seus lábios no alto da cabeça de Haz fechando seus olhos por um instante. O pequeno coração de Haz batia fortemente, seu rosto queimava, e seu sorriso não iria se apagar tão cedo.

— Haz, eu posso fazer uma pergunta? – Bernar olhou e sorriu para o moreno que o mirava com aqueles orbes azuis.

— Claro.

— Por quê você era tão triste?

— Porque não podia ter você pra mim. – Haz olhou no fundo de seus olhos e sorriu.

— Agora você está feliz? – Bernardo perguntou mordendo a orelha do moreno devagar.

— Sim – Haz se ajoelhou empurrando o loiro na areia e se aproximou. — Agora eu tenho você!

— Haz... – Bernardo ficou sério por um instante e o olhou nos olhos.

— O que foi? – o moreno achou que o empurrão poderia ter sidoum pouco demais.

— Eu te amo. – Sorriu puxando o moreno para mais perto. Enquanto os raios de sol os esquentavam em meio áquele beijo apaixonado.

Notas finais
Obrigado por ler. Comentários são bem vindos :P
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!