Agony
13 Oh shit!Don't come near me.
Notas iniciais
E aí,como foi o natal das minhas melhores leitoras?~levatiros~
Eu sei que demorei e tals,mas eu estava na casa da minha vó,e lá o CPU é tão velho que não tem entrada para pen drive!~chora~é complicado!
Deixando as lamentações de lado,estou de volta e com certeza,pessoas vão me matar...O Dei-chan já me encheu de ameaças...
Eu estou mega feliz,de natal,ganhei um perfume e uma camisa da Derpina,chorei de emoção.
Ah,e antes que eu me esqueça,obrigado a Lizzy-chan,que leu 13 capítulos num dia só e disse que minha fic é perfeita~chora de emoção~e as divas que deixaram review no último capítulo.E a Cyber-chan que falou que não deu para deixar review,tudo bem.Nunca vou me cansar de agradecer ao carinho de vocês!^^
Leitoras,não sumam de mim,ok?Me digam se estão gostando,se alguma coisa falta,quero saber se estão gostando da fic!Um review não basta para mim!
Bom,sem enrolações a mais,boa leitura.
Acordo com um sorriso bobo no rosto.
Ele está ali.
Ao meu lado, dormindo como um anjo. Meu anjo bipolar e viciado em chocolate, que ainda vai me matar um dia desses.
Sem acordá-lo, me inclino devagar e puxo a corda da cortina, fechando-a para impedir que os raios do sol incomodem o loiro, que se revira em meus braços e se prende no meu tórax. Por mais que sejam freqüentes nossas noites, nunca me canso de admirá-lo ou ajeitar seus fios loiros os afastando de seu rosto corado.
Por mais que quisesse ficar aqui e apreciar o silêncio dos meus suspiros, tenho que falar com minha mãe antes de ir sair em busca de um emprego. Levanto-me devagar, mas isso é o suficiente para que Mello abra seus orbes focando minha figura colocando uma Box decente para ir ao banheiro.
–Ohayo Mello. -Digo sorrindo a caminho do banheiro. Ele não responde e me dá um dedo do meio e se revira na cama.
Ohayo para você também, Madonna bipolar.
Depois da higiene matinal e de um belo banho para tirar os resquícios da noite passada, volto ao quarto com a toalha amarrada na cintura em busca de uma roupa decente para cumprimentar minha mãe sem estar nu. No guarda roupas, seleciono minha bermuda favorita e uma camisa vermelha, além de uma cueca preta que ganhei de presente da minha tia ano passado.
Tias...
Terminando de me vestir, desvio o olhar para a figura de Mello, que ainda dorme com sua expressão de serenidade sobre minha cama, com o lençol cobrindo metade de seu corpo.
Que visão...
Pego o celular da mesinha e verifico se melissa já deu o ar da graça. Em nossa última conversa, ela viajaria para a França a fim de visitar de visitar parentes, choraminguei e disse que sentiria falta dos seus escândalos e Beyond ficaria triste. Qual foi a resposta dela?
Ela começou a chorar.
Muito maduro.
Descendo as escadas e atingido a sala, nada de dona Charlotte no recinto. Suspiro e chego até a cozinha, onde o cheiro de café invade minhas narinas. Minha mãe está debruçada no balcão, esperando a chaleira apitar para tomar seu chá vermelho. Reparo em sua expressão. Claro e puro cansaço, mas uma coisa me surpreende: A marca visível em seu pescoço denomina que também teve uma noite daquelas, e seu sorriso infantil ao me notar no lugar também diz muita coisa.
–Ohayo mãe. -Digo abrindo um sorriso de orelha a orelha focando sua figura sentar-se ao meu lado segurando duas canecas de chá. Pego uma delas e beberico um pouco de seu conteúdo, queimando um pouco a língua. -Noite daquelas para nós dois está certo?
–Ohayo meu amor. E sim, noite daquelas para nós dois. -Responde bebendo um pouco de seu chá, sorrindo levemente. -Cadê o Mihael?
–Mãe, Mello odeia ser chamado assim.
–O conheci como Mihael, não me censure.
–Então ta. Ele ainda está dormindo. O Mikami já foi?
–Já. E eu não vou trabalhar hoje.
–Ah, entendi. -Olho mais uma vez para o chupão em sua pele alva, que está igual ao meu: feio e roxo. Ela percebe meu olhar e eu desvio o olhar para frente, mirando o fogão com a caneca em mãos ainda fumegando.
–Até nossos chupões estão iguais. -Ri de leve, corando um pouco. Sorrio e ergo a caneca em sinal de brinde.
–Um brinde aos chupões feios. -Brindamos e minha mãe se levanta ainda rindo, deixando a louça na pia. -Mãe — Chamo sua atenção para depois prosseguir com uma voz firme e suave. -Vou arrumar um emprego.
Sua expressão ficou pesada.
–Já falamos sobre isso. -Diz séria. Suspiro em reprovação.
–Mãe, sabe que Mello quebrou meu PSP, Tenho que comprar outro o mais rápido possível e para isso preciso de um emprego. -Retruco ainda mais sério.
–Eu sei disso, só não concordo. Tenho como comprar outro para você.
–Não quero ficar dependendo de você. E a melhor forma de não fazer isso é ter um emprego.
–Odeio ver você trabalhar. Da última vez, você comprava cigarros escondidos com o dinheiro que ganhava.
–...
–Ah. -Fez uma pausa que pareceu uma eternidade. Sua expressão se aliviou, mas eu ainda temia algo de errado com sua decisão. -Tudo bem meu querido. Se quiser independência, vai ter. -Relaxei na cadeira, mas ela ergueu um dedo em minha direção e estreitou os olhos. -Mas se fizer algo errado, vai para a cadeia e nunca mais vai ouvir falar que teve mãe, ouviu bem?
Engoli em seco. Assenti freneticamente. E vi sua figura desaparecer em direção a área de serviço.
Posso entender o ponto de vista da minha mãe numa boa, mas não quero fazê-la trabalhar mais horas extras para garantir nossa sobrevivência. Logo o cheiro adocicado foi substituído pelo o de chocolate. Mello passou por mim, com seu semblante pesado e abriu a geladeira e tirou um prato de bolo floresta negra. Sentou-se ao meu lado e começou a comer o bolo sem garfo nem nada. Levantei, peguei um talher e lhe estendi com um sorriso, mas ele ignorou minha presença e continuou comendo olhando para as cerejas que boiavam no mar de chocolate a sua frente. Voltei a me sentar, contrariado.
–Até que parte ouviu?-Perguntei já sabendo em que rumo àquela conversa levaria. Minha mãe passou pela cozinha e parou seus orbes em Mello.
–Ohayo Mihael. -Olhamos ao mesmo tempo para minha mãe. Mello sorriu.
–Ohayo. -Respondeu — Que chupão enorme tia Charlie!-Apontou para a marca no pescoço dela. Minha mãe sorriu e olhou para o meu.
–Não tão enorme quanto o que deu Matt ontem. -Corei.
–Ficou muito grande mesmo. Foi por causa de uma vadia que deu em cima dele ontem. -Minha mãe olhou para mim com cara de “-Isso você não me conta” e me levantei.
–Essa conversa não pertence a mim. -Anunciei saindo da cozinha e deixando Mello contar suas aventuras comigo como se fosse uma menininha para minha mãe.
Entrando no quarto, ouço o toque do meu celular: L
–Ohayo, L
–Ohayo. Melissa está me ligando como uma louca atrás de Beyond sabe o paradeiro dele?
–Não. Vimos-nos ontem, mas nossa conversa foi breve.
–Espero que ele não esteja na cadeia — Um suspiro pesaroso surgiu na outra linha. -Não consigo falar com ele, está desligando minhas chamadas.
–Vou tentar falar com ele e te retorno depois, ok?
–Ok. Arigatou Matt.
–Até.
Onde foi que Beyond se meteu?Verifico na lista de contatos e disco o número de Beyond. Sento na cama recém arrumada e Mello aparece no quarto sorrindo senta-se ao meu lado, dando-me um selinho. Beyond atendeu.
–Olá querido Matt, que honra ouvir sua doce voz a essa hora da manhã.
–Odeio seu maldito sarcasmo BB, poupe-me dele.
–Se prefere assim. O que quer?
–L quer saber onde está. Não dormiu em casa?
–Estou na casa de um conhecido meu, ele me fornece geléias importadas de graça em troca de favores.
–Que favores?E quem é esse cara?
–Acha mesmo que vou te contar?
–Não interessa. Só vá para casa porque a Melissa está enchendo o saco do seu irmão com o amor dela.
–Ela me ama?Que coisa linda.
–Beyond, eu te odeio. Vai brincar com a Mel?Ela está louca por você e sabe disso.
–Eu não sei de nada, Mas irei ligar para minha amiga e dizer que estou bem.
–Então tudo bem. Sayonara
–Sayonara.
É depois desses conversas que ainda não entendo nada. Beyond estava a um tempo jogando charme para Melissa e depois diz que não sabia de nada. Fito o celular na mão e o deixo na mesinha. Mello continua sem falar nada.
–Pronto para conversar como um namorado gentil?-Pergunto.
–Eu ouvi tudo Matt. -Fala sério.
–Mello, não vai pira, não é?
–Não, mas não confio em você.
Fui atingido por uma flecha.
–Como assim?Sabe que não vou aprontar nada lá. Não temos mais 13 anos, não vou fazer nada.
–Não é disso que estou falando. É que — Mello hesitou um momento, que mais pareceu uma eternidade.
–Ah, o que seus orbes estão me escondendo em Madonna?-Pergunto, acariciando gentilmente seu rosto.
–Não é nada. -Seu tom inseguro me levou a outro lado de Mello.
Um lado que eu ainda não havia conhecido. Mesmo depois de 7 anos de amizade, ainda não havia se mostrado tão inseguro. Uma parte de mim naquela cama se perguntava o que Mello queria dizer com essa frase, embora outra já soubesse muito bem do que se tratava.
Trabalho+Garotas+Sem tempo=distância.
Se uma coisa tinha de ruim nessa história de trabalho, era o tempo que ficaria longe da Madonna e da minha mãe. Mas se ele ainda não aprendeu, é que temos que arcar com as consequências de atos como esses, independentes de uma simples crise de nervos ou de maldade. Dei-lhe um selinho e senti seus olhos se encherem de lágrimas.
Isso foi de partir o coração.
–Mello, se acalme. Não vou fazer nada de errado- Falei carinhosamente abraçando seu corpo. -Eu só vou trabalhar até que tenha dinheiro suficiente para o PSP- Ditei calmo e senti seu corpo estremecer. -Mello, o que está acontecendo com você?Tudo por causa de ontem?
Silêncio. Desfiz o abraço e sorri, Mello parecia bem mais calmo e pronto para me ouvir. Mas sua face assumiu um tom indiferente.
–Faz o que quiser-Disse seco.
Ah, qual é Mello?
–Não vai começar. Preciso arrumar um emprego por sua causa!-Perdi o lapso da paciência. Estou sendo criticado por tentar ser uma pessoa decente?É isso que querem?-A culpa disso é sua!
–Eu sei, mas não quero ficar sem te ver.
–Eu vou trabalhar meio período, vamos nos ver a noite!
–Não vai estar cansado?-Interpretei como uma pergunta retórica, não respondi. Em vez disso, me levantei a caminho do guarda roupas e peguei tudo para me trocar no banheiro.
–Mello, não vai me convencer a mudar de idéia. A menos que tenha dinheiro para um PSP novo.
Silêncio. Dei de ombros e entrei no banheiro.
Já arrumado, voltei ao quarto para me despedir de Mello, mas ele já havia ido. Deixou minha cama arrumada e minha camisa que usou anteriormente. Suspirei e peguei minha camisa para guardar. Eu sei que foi bobo nossa discussão e que não deveria ter dito coisas imbecis e sem nexo, mas Mello está cada vez mais egoísta em relação ao nosso relacionamento. Liga-me a hora que quer, diz que quando temos que sair ou for para a cama, tudo isso está me deixando digamos totalmente irritado.
Não vou abrir mão de mais nada além da meu coração para Mello, já que estou entregue a ele. Mas só o coração, não vou deixar que Mello controle minha vida mais do que já faz. Peguei meu celular e o guardei no bolso junto com um maço de cigarros. Desci distraído pelo lance de escadas até chegar à sala, onde minha mãe varria despreocupadamente o chão. Ao me notar no recinto, fez uma careta.
–Mãe, já estou indo, não vou demorar na loja de discos. -Anuncio chegando perto e depositando um beijo em sua bochecha. -O Mello já foi?
–Já. Quando chegar, vamos ter uma conversinha. Ouviu bem?
–Anw não, o que o Mello falou?
–Nada demais.
Lá vem bomba.
Será que pode ficar pior?
–Ok. Até mais tarde. -Falo abrindo a porta. Minha mãe não diz nada, só assente e fecha a porta atrás de mim.
Enquanto ando, milhares de coisas vem a minha mente. Como arrumar um emprego pode ser tão ruim?Estou cometendo algum crime grave em não querer ser igual à Raito?Ninguém entende isso?Idéias como essas vagueiam sem rumo em minha mente. O egoísmo de Mello, o controle que tem sobre mim me fazendo sentir como um babaca. Será que é pedir demais minha vida estar normal do lado das pessoas que amo?
No momento que chego à rua bonitinha que leva a loja de discos, penso que as coisas não podem ficar piores para mim. Meu celular vibra no meu bolso enquanto entro na loja que ainda tem cheiro de novo e de coisas antigas. Olho ao redor, nada está diferente, só os funcionários que parecem ter mudado. O Sr Takahiro(Danna-chan: Falta de criatividade, me processem ¬¬’) ainda está no segundo andar da loja e acena para mim enquanto passo pelas prateleiras abarrotadas de lançamentos. Subo as escadas e alcanço a pequena sala com ar condicionado. Bato uma vez e entro.
–Oh Mail, que bom vê-lo!
–Eu também. -Digo meio aéreo, esperando que palavras venham até minha boca e reparem as coisas que estão me afligindo.
–Que bom que veio, estou precisando de um novo rapaz para tomar conta dos meus negócios aqui. Os novatos não sabem os velhos esquemas que temos por aqui. -Um sorriso pinta meus lábios e ele entende o que quero dizer. -Você começa amanhã, às 15h30min. Tenho um carregamento de cigarros às 16h00min e — Hesita por um momento, pensativo — Você já sabe o que fazer. -Sorrio e me levanto, lhe estendendo a mão.
–É bom estar de volta.
–Que ótimo Matt.
Saio da sala e desço para o térreo, observando o lugar. Ainda estou sorrindo, efeito dos velhos tempos, em que Matt não era tão caidinho pelo Mello e ainda tinha controle sobre à pró pia vida.
Mesmo não tendo amadurecido o suficiente.
As coisas mudam muito rápido.O vento balança meus cabelos e me traz um cheiro inconfundível consigo enquanto observo um atendente de cabelos cacheados sorrir apaixonado para um menina que está na seção de artigos antigos da loja. Estou tão distraído com o sorriso do rapaz que não percebo que alguém encosta a cabeça no meu ombro. Como um choque elétrico, me afasto rapidamente e encaro com um misto de surpresa e pânico os orbes azuis de Yumi.
Ah não.
De novo não.
Ela está com aquele sorriso, me comendo de cima a baixo.
Estou começando a suar com o contato visual.
Fudeu.
É, foi boa a minha existência enquanto durou.
–Que bom te encontrar, Matt- Yumi se pronuncia segundos depois de contato visual. Meu pânico aumenta. -Ou novo colega de trabalho.
Yumi está vestindo uma calça jeans preta com duas correntes penduradas na parte lateral, cabelos presos num rabo de cavalo alto com uma espécie de franja nas laterais do rosto, uma blusa preta e all-star preto todo rabiscado com algo que não quis sair ou tenha sido posto de propósito. Ela ainda me analisa de cima a baixo e se dirige a mim, como se esperasse uma resposta ao quase comprimento.
–Oi. -É a única coisa que sai da minha boca no instante. Parece que foi injetado algum tipo de paralisante na meu corpo que me impede de me mover para a saída. -E de volta as raízes.
–Já trabalhou aqui?-Pergunta com um ar de curiosidade.
–Já sim, era uma beleza.
–Só estou aqui porque preciso de grana.
–Eu também.
–Vai começar amanhã?
–Sim. -O garoto que estava babando pela garota chama Yumi para algo que não ouvi e ela lhe lança um olhar maligno. Sorrio, pois ela vai se virar e ir embora.
–Que pena, vou ter que ir. -Fala como se nunca mais fôssemos nos ver. Meu sorriso se desfaz. -Até amanhã. -seu tom de voz é ameaçador, me causando um frio na espinha que tento disfarçar. Mas quando penso que tudo está indo legal e que vou embora dali antes que me arrependa, ela vem até mim e deposita em selinho em meus lábios e sorri. Meu corpo entra em choque, sinto que vou desmaiar. -Por Kami, você está pálido. Está tudo bem?
–E-estou b-bem. A-até Amanhã.
Até mais pessoal.
Calma aí que eu vou dar um tiro na minha cabeça e já volto.
Notas finais
Sayonara,Danna-chan
Fale com o autor