Notas iniciais
Peço mais desculpas pela demora de um mês, e pelo capítulo.
Henry me ajudou a escrever esse último capítulo e pelo conteúdo, pessoas vão querer meu fígado e meus rins.
Decidimos fazer logo o final pois estamos enrolando demais e o Matt merece sossego.
Então, apreciem nosso último capítulo.

Precisava acabar com aquilo.

Cortar aquele círculo vicioso no qual minha existência havia se limitado. Com o cigarro em mãos, perambulei em praças e lojas sem nenhum destino, e ao ouvir meu toque de celular, tratei de desligá-lo.

Queria pensar até que minha cabeça doesse, despejar tudo aquilo em Mello até que ele sentisse dor, mas eu não conseguia. Em passos lentos, rumei até um parque qualquer e sentando em um banco.

Acabe logo com isso Matt, quebre-o...

Sentado naquele banco, com o cigarro aceso, queimando solitário sem ao menos ser tragado, pensei em tudo que me aconteceu. Exatamente; a culpa sempre foi minha por ser um frouxo sem amor próprio, domado por um ser moralista, narcisista e extremamente louco.

Entretanto, os pensamentos me torturavam lentamente.

Se não fosse terrível pensar em deixar Kanto, poderia ser cômico.

[...]

-Tem certeza disso filho? – perguntou minha mãe, enrolando um cacho do cabelo com ar sério.

-Tenho. – afirmei.

Ela deixou o cômodo sem dizer nada.

Egoísta estava sendo eu, por pedir a ela que comprasse a passagem para a Itália logo nesse momento próspero de sua vida. No entanto, eu não estava me importando com aquilo, queria deixar logo de uma vez esse lugar, e mandar meu relacionamento para os ares.

Iria embora o mais rápido possível, sem deixar rastros perante Mello, e viveria um período na Itália com meus parentes, ignorando o sermão que minha mãe deu por alguns minutos.

Burro, estúpido, dramático... Nada está fazendo diferença agora.

Por estar chateado, sentindo-me um péssimo amigo e amante, sofrendo de vários transtornos de pensamentos, decidi que livrar-me de Mello era o suficiente. Assinei minha ordem de transferência escolar assim que o recebi por fax. Liguei para Raito e pedi para que informasse aos outros.

Sendo criticado duramente pelo caramelo, deixei uma lágrima escorrer do meu rosto.

Estaria tudo bem quando chegasse lá. Mello e eu somos apenas dois caras problemáticos que, de um jeito incompatível, viveríamos bem se separados.

A dor no peito aumenta. Fecho os olhos, está tudo bem. Ficará tudo bem.

Caminhei até o guarda roupas, jogando minhas peças de roupa em cima da cama. Tirei uma mala debaixo da mesma e joguei tudo lá dentro, inexpressivo. Selar uma escolha nunca te deixa seguro.

Eu nunca estaria seguro, afinal.

Mello foi até minha casa depois das aulas. Pedi para que minha mãe não o deixasse entrar, pois não iria falar com ele. Não sei ao certo se foi embora ou ficou para tentar convencê-la, mas olhando para o quarto vazio e bagunçado, não vejo ninguém.

[...]

18h 56min.

-Mãe, onde está minha camisa branca? – perguntei, terminando de arrumar as malas.

Não houve resposta, apenas o barulho dos passos ecoando no chão. A porta abriu-se, e uma cabeleira loira era vista. Mello entrou sem rodeios, fitando as malas no chão e meu olhar perdido.

-Então... – começou, olhando profundamente para meu rosto; lendo minhas expressões. –Você vai embora assim?

Assenti com a cabeça, desviando o olhar para o chão.

Houve mais passos, e logo Mello estava na minha frente.

-Seu fraco! – gritou, cuspindo aquelas palavras no meu rosto. –Acha que pode ir embora sem ao menos dizer porquê?

Irritado, empurrei-o para longe de mim.

-Quer saber o motivo mesmo seu maldito? – vociferei, ficando vermelho de raiva. –Por que estou cansado de você, cansado desse fim de mundo!

-Ah, é mesmo? – questionou com deboche estampado. Passou as mãos pelo cabelo, alisando uns fios fora do lugar. –Agora o coitado do Matt vai embora por causa de uma saída minha?

-Olha o que está dizendo Mello... – suspirei cansado. –Eu nunca fui tadinho O.K.? Só que eu não vou mais ficar te aturando, está feito!

Ele riu com escárnio.

-Não acredito nisso. –cruzou os braços.

-Problema é seu. –retruquei ignorante. –Olha Mello, vamos acabar logo com isso. Eu vou embora amanhã, essa é a última vez que estamos nos falando e não quero brigar.

Sua expressão irritava-me tanto que nem o fitei por muito tempo, e logo apontei para a porta.

-Vai embora Mihael. –sua face expressava confusão, mas ele não disse nada. Chutou uma das malas e foi embora batendo os pés.

Respirei fundo, ajeitando o resto das coisas.

Terminado o trabalho, deitei-me na cama fitando o teto. Meus pensamentos estavam tão nublados e confusos que desejei um banho quente e uma noite de sono. Minha cabeça doía bastante, e minha cabeça girava. Com a visão embaçada, fechei os olhos.

[...]

Ah... Quantas manhãs nós teremos?

Ah... Estas noites irão acabar?

Ah... Estou morrendo rodeado de flores brancas

Ah... Que se espalham no céu.

“Mello.

Olha o que fizemos dessa vez não é? Você, com essa pose de durão imbecil, fazendo poucas e boas comigo e eu nunca revidei. De um jeito diferente do que esperava, estou fazendo isso agora.

Creio que somos muito idiotas para continuar uma coisa que nem deveria ter começado,e um dia talvez, você entenda que o que estou fazendo foi uma coisa boa.

É por te amar que estou indo embora sem previsão de volta.

Essa agonia que começou a muito tempo vai acabar hoje; e você vai ver que isso foi o melhor para nós dois. Deixei uma caixa de chocolates que andei escondendo na casa do Raito, então peça a ele.

Decidi fazer faculdade na Itália mesmo quando acabar os estudos. Algo que envolva jogos ou coisas do tipo. Mamãe não vai dizer para onde fui, então, nem adianta pedir. Sei que fará isso.

Bom, até qualquer dia,

Matt.”

Notas finais
Por favor, não nos matem, vai ser isso e ponto final.
Desculpe se deixou de atender expectativas, mas achei que desse jeito ficaria ótimo.
Foi muito bom escrever essa fanfic até agora, e esse foi o melhor final que conseguimos formular.
A música usada nessa capítulo foi Vanilla do Gackt, no qual estou apaixonada.
Um beijo a todos que nos acompanharam até aqui, e talvez eu volte a brincar com DN outra vez.
Sayonara!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!