Aghardoon

5 Chapter four


Acordo em um quarto totalmente diferente do primeiro. Estou com roupas novas e limpas e com o meu pé enfaixado. O quarto era branco. Só eu estava errada ali, fazendo contraste com a cor.

Me levanto apoiando no meu pé bom, já que o outro apenas de pensar doía. Vou observando o quarto cuidadosamente, absorvendo cada detalhe daquele cômodo que trazia uma estranha paz.

Fico por alguns minutos apenas olhando e ouço um barulho na maçaneta. Sem excitar eu pego um pequeno bisturi para me defender.

Uma moça entra no quarto e se assusta com a minha posição, o que chegava até a ser engraçado, já que estava me defendendo apenas com um bisturi e um pé quebrado.

"C-calma, só v-vim trazer seus r-remédios" a moça ergue um copinho.

Abaixo o bisturi e a olho desconfiada. Pego o copo ainda sem parar de encara-la. Vejo que alguns de seus fios azuis se soltaram da touca. Não sei qual é o problema deles em ficar pintando o cabelo.

Tomo os comprimidos e ela ainda me olhava.

"Tem alguma coisa errada?" pergunto.

"Não, só me intriga a cor de seu cabelos, qual é a combinação de poderes dos seus pais?" eu olho para o meu cabelo. Sempre esteve castanho escuro. Encaro ela inconformada. Me intriga a cor de seu cabelo . Ela só pde ser louca. Poderes? Estou achando que ela tomou alguns remédios também.

Eu não respondo e ela sai, deixando a porta aberta. Ela é burra ou o que? Aproveito e saio do quarto. Preciso achar Andrew e sair daqui o mais rápido possível.

Vou me escorando na parede e começo a procurar meu amigo.

Procuro ele pelas portas e quase caio quando bato em uma mesinha.

Seguro a minha respiração e conto até 10. Ouço gritos e manco até a sua origem. Me deparo com uma grande porta de metal e continuo a ouvir gritos.

A porta se abre do nada revelando um Andrew todo machucado. Ele me olha e desmaia, me fazendo "correr" até ele. Seguro sua cabeça antes que ela bata no chão. A pele dele ferve quase me fazendo solta-lo.

Fico alisando seu cabelo em meio as lágrimas. Por que tinham que fazer isso com ele? Andrew estava cheio de cortes e hematomas.

Um alarme começa a tocar e eu entro em desespero. Chacoalho meu amigo para ele acordar.

Andrew abre os olhos e eu o abraço. Ele me ajuda a levantar e corremos. Logo avistamos o grande campo. Ele me olha desesperadamente e eu o retribuo igualmente.

"Você tem que me deixar para trás" falo me soltando dele.

"Você está louca? Eu não saio daqui sem você!" ele continua a me puxar.

Começo a chorar e o abraço. " Não, você tem que ir. O que vão querer com uma adolescente irritante e com o pé quebrado? Vou estar te esperando aqui, foguinho" dou um sorriso para ele.

"Foguinho? " ele me dá um sorriso brincalhão.

"Sim, foguinho. Agora corre! Por favor não se esqueça de mim" digo enquanto ele já corria.

Ando em direção à casa com as mãos levantadas. Sou imobilizada e levada novamente para a casa.

"Você é um tanto insistente" chego em uma biblioteca e encaro uma grande cadeira.

A mesma se vira e dou de cara com um velho de cabelo verde grisalho. Dou uma risadinha e recebo um soco na costela. Respiro fundo tentando amenizar a dor.

"Onde está o fogus ?" Ele pergunta batendo na mesa.

"Quem?" O olho com uma das sobrancelhas levantadas com ar de brincadeira.

A mulher que me segurava tentou me dar outro soco, mas consigo desviar e sair correndo para o outro lado da sala rindo. Consigo subir na mesa e começo a rir e girar.

A porta é novamente aberta e o mesmo menino que vem me assombrando aparece fazendo todos pararem o que estavam fazendo, inclusive eu.

Continuo o olhando e todos ao me redor fazem uma saudação. Me sento na mesa e espero qualquer coisa. Ele agarra o meu braço e sai me arrastando. Tento me soltar e ele aperta mais ainda. Sou jogada em uma sala escura.

"Não direi nada, torturas não funcionam comigo" falo tentando me adaptar ao quarto.

"E quem disse que irei te torturar?" Fala ligando a luz do quarto.

Reviro meus olhos e me sento numa pequena cama que estava ali. Minhas costelas doeram no instante em que sentei. Levanto a camisa e analiso o estrago. Uma grande mancha vermelha vai ficando roxa aos poucos.

"E o que está planejando para mim? Pelo que eu saiba não tenho nenhuma utilidade para vocês" falo ajeitando a camisa e o encaro.

"Ainda não sabemos para o que você servirá, mas por enquanto você ficará aqui" ele fala e eu levanto as mãos.

"Você sabe quando eu poderei ir embora? Sabe eu tenho uma vida lá fora"

Ele ignora totalmente a minha pergunta e se aproxima.

"Bem vinda a sua nova casa meio metro" ele se senta ao meu lado e eu reviro novamente meus olhos. "Qual é o seu nome?" Ele me pergunta se virando para mim.

"Eduarda, e você? " pergunto deitando na cama com cuidado para não piorar a situação da minha costela e meu pé.

"Meu nome é Murilo" ele estica a mão e eu a aperto.

Outro alarme toca e Murilo me encara.

"Não tenho nada a ver com isso" falo me virando. Ele sai correndo me deixando ali sozinha.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.