Ager- uma história

3 Joias Brilhantes


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOE TIA MIKAN VOLTOU TA AI ESPERO QUE GOSTEM

Estava escuro. O frio da floresta me envolvia como um manto fazendo com que meus dentes começassem a tremer. A cada passo que dava sentia que a luz diminuía, não conseguia enxergar quase nada . A coleira de Nicolau estava amarrada em meu pulso, o que era bom, pois me fazia sentir um pouco de alegria, mas nao durou muito, percebi que esse sentimento estava saindo de mim, porem aquilo nao importava no momento , eu precisava achar logo aquele gato.

Lagrimas mornas desciam lentamente pela minha bochecha por causa do panico e do medo. Sentia cada pelo do meu corpo arrepiando cada vez que um vento uivava perto de mim. Não sei porque aquele lugar me dava tanta agonia ou por que me fazia lembrar coisas horríveis . Meus pés doloridos imploravam por descanso, os galhos dos arbustos perfuravam meus bracos e minhas pernas.

“Existe tantos lugares legais no mundo, por que diabos você tinha que escolher em entrar nessa floresta?, gato maldita” pensei em uma voz bem chorosa.

Por algum tempo o som dos ventos uivantes e os galhos se batendo com forca foram trocados por um super tranquilo canto de cigarras, isso fez com que meu copo começasse a relaxar e que eu andasse tranquilamente, embora meus pés estivessem extremamente cansados.

Olhei para o céu. Nunca tinha visto o céu tao estrelado. Havia tantas constelações desconhecidas para mim que aquela cena me deixou encantada, tao encantada que me fez tropeçar em uma raiz e cair de cara na lama, foi uma delicia provar o gosto de terra de uma floresta medonha. Por sorte, se eu podia chamar isso de sorte, o meu belo tombo me ajudou a encontrar um lado. Ele era incrivelmente lindo. As gigantescas arvores retorcidas nao atrapalham o brilho da lua de se refletir nele, como um cristal. Caminhei lentamente ate a borda, aonde havia pedras que pareciam pequenas joias brilhantes de tao coloridas que eram. Abaixei e coloquei minhas maos em forma de concha dentro da agua. Passei aquele liquido gelado em meu rosto sujo de lama, foi uma sensação totalmente refrescante.

Depois que consegui limpar um pouco meu rosto e minha roupa, tirei meu tênis e coloquei meus pés delicadamente dentro da água , em minutos a dores que os consumia estavam indo embora, me deitei nas pedras e voltei a admirar as estrelas.

Apos um tempo, o canto tranquilo da cigarras também foi trocado, pela minha tristeza, por um silencio estranhamente assustador. O som da minha respiração se tornou muito alto, me encolhi e pensei algos positivos para ver se aquela sensação passava. Tirei meus pés da água e calcei os sapatos.

“Cara, como eu queria um bichinho de pelúcia agora, to quase me borrando aqui, eu nem sei o que eu vou fazer quando entrar aquele felino desgraçado.” pensei de uma forma furiosa (eu acho)

Um rugido ao longe quebrou o tal silencio medonho, naquele instante descobri que havia um sexto sentido e ele dizia : CORRE!

Levantei de um jeito desajeitado e rápido e automaticamente meus pés começaram a se mover, me levando, em passos rápidos, para longe do lago. Quando ja havia entrado na floresta, dei uma olhada para tras para poder registrar aquele lugar maravilhoso. Os rugidos estavam mais altos. Sem perceber ja havia penetrado em um lado mais escuro e frio da floresta, fazendo meu sangue arder por causa do pavor, meus passos ficavam cada vez mais ligeiros confome os rugidos ficavam mais altos. Os arbustos dessa parte da floresta parecia ter o dobro de espinhos, pois sentia minhas feridas ficando cada vez mais fundas e doloridas.

A minha caminhada não estava adiantando muito, já que junto com os rugidos, o barulho de patas batendo fortemente no chão como um galope também pareciam mais altos e perto. De repente eu travei. Nenhum musculo se mexia e eu estava tremendo. O rugido tambem parou. Uma respiracao forte bateu em minhas costas. Senti como se algo estivesse me cheirando ou me analisando. Um arrepio na coluna me consumiu por inteira. Por um instante , um pindo de curiosidade bateu dentro de mim, fazendo com que eu olhasse para tras. Que arrependimento. No mesmo instante algo agarrou meu pe de uma forma tao brusca que cai com forca no chao. Senti uma dor aguda no peito me fazendo perder o ar. Estava sendo arrastada. Sentia a carne de minha perna sendo perfurada como uma tortura. Tentei me segurar no chao, o que fez com que eu perdesse a pele das pontas dos dedos. Gritos tentavam sair da minha garganta mas nada acontecia. Do mesmo jeito de tive um pingo de curiosidade tive coragem.

O medo era tanto que eu só queria fugir e me esconder. Uma forca descomunal , e extremamente necessaria, e sorte cabulosa me ajudaram a dar chuta na coisa que soltou minha perna para se preocupar com seu novo machucado, o que meu deu oportunidade de correr o mais rapido posssivel. Eu nunca havia corrido tanto.

Os ferimentos não estavam mais incomodando, o que eu achei que fosse culpa do instinto de fugir. O grito de raiva da coisa ecoou por toda floresta. Tambem era possivel ouvir seu galope brusco ecooar tambem. Eu estava arfante, não conseguia pegar ar suficiente e isso estava me deixando tonta, minha visão estava falhando.

Ignorar as dores dos machucados não estava sendo uma tarefa fácil. Um rugido repentino me fez ficar surda por alguns segundos. A criatura estava muito perto. Lagrimas desceram de novo, mas com um intervalo menor de tempo, atrapalhando mais ainda minha capacidade de enxergar. Já era possível ouvir respiracao da criatura violenta.

E de novo a sorte, se podiamos chamar aquilo de sorte, me fez tropeçar novamente em um raiz., só que dessa vez eu não cai de um jeito muito legal. Senti meu corpo rolando e com isso aconteceu uma freiada forcada, que me fez ter uma dor horrivel na cabeca. Naquele momento nao importava se tinha um monstro atras de mim ou que eu estava arrebentada ou presa em uma floresta pois meus olhos fecharam automaticamente e nisso entrei um um sono pesado e totalmente forcado, se podiamos chamar aquilo se sono.

Notas finais
PRONTO ATE A PRÓXIMA BEIJO TCHAU