Notas iniciais
Boa leitura!

A noite me saudou quando cheguei na fazenda Sutherland. O lugar era feio, cercado de galhos altos, uma grande casa de madeira velha e um celeiro igualmente em estado decrépito. Nada ali fazia sentido para mim. Por que trariam o filho de um Presidente, um homem tão importante, pra um lugar tão desprotegido e visível como esse? Não havia guardas ou qualquer outro tipo de segurança ou vigilância.

Estacionei distante da fazenda, escondendo a moto atrás de algumas árvores, cobrindo-a com folhas secas e arbustos.

Era um mistério pra mim aquele lugar. Talvez pensassem que a localização de um lugar tão simples não levantaria suspeitas, e de fato tinham razão se incompetentes fizessem o trabalho de procurar, mas eu fui treinada para observar além do óbvio.

Todas as missões anteriores que realizei envolviam seguranças armados até os dentes, casas com blindagens de altíssima qualidade e algum esconderijo secreto. Algumas missões eram até em outros países. Confesso que esperava algo mais... perigoso.

Sondei o entorno da fazenda e estranhei sons saindo do celeiro. Não parecia barulho que animais fariam. Agachei atrás da cerca quando ouvi passos e sons de corrente vindos do portão do celeiro.

— Droga, James. No que você foi enfiar a gente? — Era a voz estridente de uma mulher, ela gritava com alguém e parecia com bastante raiva.

— Vic, acalme-se. Isso vai ser por pouco tempo, me avisaram que vão fazer contato logo. Só precisamos manter o carneirinho vivo. — Um homem respondeu, ríspido, e os passos dos dois foram ficando cada vez mais distantes, a briga não sendo mais ouvida.

Isso sim era interessante. Tinha cada vez mais certeza que estava no lugar certo. Me perguntei quem estava por trás disso tudo e afastei os pensamentos, isso não era da minha conta. Meu único objetivo era resgatar o filho do Presidente Cullen, o resto não me interessava. Pulei a cerca de galhos com facilidade e avaliei o celeiro, não era muito grande, não havia janelas e possuía só uma entrada. O portão estava trancado com correntes grossas e cadeado, contornei o celeiro, empurrando algumas ripas de madeira da parede até encontrar alguma bamba. Voilá.

Eu não podia simplesmente dar um chute na ripa e entrar com tudo, eu precisava de uma estratégia mais silenciosa.

Tentei, sem sucesso, retirar os pregos, e mesmo se eu tirasse, duvidei se teria forças suficientes pra mover a madeira grande sem fazer nenhum ruído. Fechei os olhos e avaliei minhas opções. Eu sabia o que tinha que fazer, mesmo sendo arriscado demais.

Eu precisava da chave do cadeado.

Notas finais
Esse foi um capítulo curtinho, mas espero que tenha gostado. Amanhã sairá um novo cap quentinho então não perca! Beijos e me deixe saber o que achou, comente por favor!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.