Agent Hooper
8 Capítulo 7 (Let's get it on)
Notas iniciais
Com as mangas da camisa social erguidas, Sherlock estava à beira da piscina com uma bebida na mão. Uma mulher ao seu lado dançava ao seu lado, longos cabelos loiros vestida com short e camiseta regata branca molhada que revelava a parte de cima do biquíni. Ambos eram iluminados por um foco de luz vindo ao longe da parede do hotel. A música alta os impediam de entender bem o que o outro dizia, mas aparentemente animados, Sherlock dava um novo rumo a conversa, que antes era sobre as noites de festa da hotel.
— Eu cheguei há poucos dias, você estava aqui quando houve aquela morte aqui na beira da piscina?
— Sim — ela riu, sorvendo mais um pouco da própria bebida — estávamos dançando, foi horrível.
— Uau, você esteve num momento histórico desse hotel. Aposto que nunca houve um assassinato aqui — ele gritava perto do ouvido dela.
— Verdade — ela foi sucinta.
— Viu alguma coisa?
— Eu estava de costas quando ouvi os tiros, não lembro bem, acho que corri para a areia — ela riu novamente, claramente descontrolada pelo álcool, talvez por outras coisas também.
— Minha amiga está ali, depois volto! — ele disse apontando para Molly, seus cabelos vermelhos contrastando com o tom verde esmeralda do maiô e túnica de tecido fino da mesma cor do resto do traje, quase transparente.
— Tchau!
Andando até ela, a viu quase fuzilá-lo com os olhos.
— Onde você estava?
— Não posso dizer que estava me divertindo.
— É claro que não, mas veremos — ela disse um pouco incerta. Talvez não tivesse sido realmente uma boa ideia a aposta. Ela ia acabar perdendo as últimas noites da viagem.
A música trocada ao fundo, fez Molly relaxar um pouco, apesar das palavras de Sherlock, tomou todo o conteúdo do copo que segurava, colocando-o em algum lugar. Ouviu ele provocar:
— Pensei que devesse ser divertido — Molly congelou quando o sentiu tão próximo do seu rosto. Seu rosto esquentou, provavelmente ficando ruborizado. Virou-se de costas para ele, como se procurasse alguém, mas só queria esconder seu estado. O calor no seu estômago piorava as coisas, mas não como a música sendo trocada bruscamente.
Algo com mais batidas graves, um rap, algo assim, uma mulher começou a cantar, Molly reconheceu a música no mesmo instante, cantando junto.
— Não sabia que gostava desse tipo de música — Sherlock falou, indo na direção da porta do hotel foi parado pela amiga, que sequer ouviu o que ele disse.
— Vamos dançar! — ela segurou a mão dele com uma mão e com a outra tirou o copo que ele segurava, bebendo todo o líquido mantendo os olhos nos dele. Sorriu, deixando o copo perto do outro que jogou fora.
— Essa música nem faz sentindo! — ele reclamou quando ela o puxou para o meio do local, sem piscina, apenas chão. Ela começou com os movimentos enquanto ele permanecia quieto.
— É assim, Sherlock — ela ria e levantava os braços ritmadamente com o refrão mais suave. Ele mantia-se duro, não dando espaço para ela. Mas ela acabou o convencendo.
“I'm so fancy, you already know”
“Eu sou tão extravagante / Você já sabe.”
Segurando nos ombros dele, olhando para os lados ela remexeu o corpo, já notando ele — quase — entrar no clima, sorrindo um pouco, alternando os passos.
“Remember my name, 'bout to blow-oh-oh-oh”
“Lembre-se do meu nome / Estou prestes a estourar”
Ela se soltou dele, repetindo os passos que já havia feito, agora balançando a cabeça e os cabelos vermelhos prestando total atenção somente a música e sua batida envolvente.
“Trash the hotel, let's get drunk on the minibar
Make the phone call, feels so good getting what I want.”
Destruindo o hotel, Vamos ficar bêbadas no mini bar
Faça o telefonema. É tão bom conseguir o que eu quero
Molly realmente só prestou atenção quando notou que a música estava no fim e Sherlock olhava para ela sério, sem esboçar nenhuma reação. Olhando fixamente para ela dançando, como se estivesse hipnotizado. Estático via os movimentos, flashs de memória trouxeram a tona lembranças de uma sexta a noite em Londres, não apenas das imagens selvagens, mas das sensações.
“Look at it, I bet you wishing you could clutch that
That's just the way you like it, huh?”
Olhe para isso, você desejaria poder tocar?
É do jeito que você gosta, não é?
Ouvindo aquela pergunta sussurrada por Molly através da letra da música, ele se virou e saiu dali andando rapidamente na direção da praia. Bufando, ela foi atrás dele. Ao pisar na areia quentinha o viu mais ao longe, perto da água sentado.
O observou por quase um minuto, desistindo da sua luta interna de deixá-lo sozinho ali e ir se divertir, andou até lá, sentando ao seu lado.
— Me desculpe. Está tudo bem? — ela falou sem olhá-lo, fixando o horizonte negro. Ele ficou em silêncio. E ela desistindo novamente, deitou-se na areia, sentindo grãos de areia na sua coxa e se concentrou no barulho do mar, tentando não pensar na música do hotel que iniciava, que mesmo distante, ainda soava alta.
“Let' s Marvin Gaye and get it on”
Vamos dar uma de Marvin Gaye e deixar rolar
Ouviu Sherlock cantarolar baixinho.
— Oi? — ela mesmo deitada, surpresa por ele conhecer a música, se virou para ele. O ouviu dizer com a música ao fundo, olhando para ela e em seguida para a frente.
“Just like they say it in the song”
Assim como eles dizem na música
Ela riu, mas não entendia bem. Aquilo queria dizer o quê? Isso queria dizer alguma coisa? Ela nunca foi muito boa em ver sinais. Principalmente quando se tratava de Sherlock Holmes. Tratá-la mal não era nada romântico e ela ainda achava que ele esteva tentando ser seu amigo aquele tempo todo que lhe pedia favores; sempre gentil e esperançosa ela cedia. Sua ira voltou apenas por pensar naquele assunto. Uma revolta havia crescido dentro dela por ter se sentido tão culpada quando a culpa não era dela. Era dele, era ele. Ele a usava em seus experimentos sem dó de jogar com seus sentimentos, sempre foi assim.
Sem perceber quanto tempo ficou parada pensando, nem ligou quando deixou seus pensamentos de lado e sentou-se sobre ele. O fitou, vendo a surpresa passar pelo olhar de Sherlock ao sentar-se sobre suas coxas, segurando firme em seus ombros, recitou a letra da música com um sorriso sensual, notando como ele não tirava os olhos de seus lábios:
“Just like they say it in the song
Until the dawn, let' s Marvin Gaye and get it on”
Assim como eles dizem na música
Até o amanhecer, vamos dar uma de Marvin Gaye e mandar ver
— O que está fazendo?
— Me divertindo, sugiro que faça o mesmo — ela se aconchegou a ele, agarrando os cachos indisciplinados com força como se fossem cordas que a impedissem de cair de um lugar alto. Sherlock deixou um grunhido dolorido escapar por seus lábios arrancando um sorriso de Molly.
— Não estou achando graça, Molly. Pare agora!
— Se você realmente quer que eu pare, me faça parar.
Mas ele não a parou, mesmo quando ela começou a se mover sobre ele, a princípio lentamente, porém, ganhando força e rapidez de acordo com seu próprio prazer. No ritmo de Marvin Gaye, o provocou. O provocou mesmo.
Ele não resistiu, deixando que ela o levasse ao fundo, que o fizesse parar de pensar e começasse a agir. Sherlock estava aceso, sua pele sensível a cada mínimo toque. As memórias e os dedos de Molly passeado por seu corpo, seus ombros e pescoço deixava um trilha de arrepios.
No entanto a parte mais quente de seu corpo era aquela que estava em pleno contato com ela. Suas pernas, sua coxa à amostra, não resistiu, fechou os olhos com o contato constante de suas partes mais íntimas. Talvez, por um segundo, ele pensou em usar seu último fio de raciocínio para usar suas mãos para tirá-la de cima dele, entretanto, assim que suas elas tocaram a carne macia e quente dos quadris de Molly, por baixo da túnica, a única reação que teve foi a de ajudá-la com seus movimentos.
Pedindo por mais, com uma mão de cada lado, segurou por trás dos joelhos dela, sentindo-a se aconchegar mais a si, intensificando os movimentos lentos de vai e vem sobre ele.
Deixou um gemido rouco escapar e fechou seus olhos, sentindo o puro êxtase ao guiá-la de forma certeira, da maneira como ele achou que seu corpo se sentisse saciado.
— Oh, sim. Assim mesmo — ele falava baixinho.
Ouviu Molly ofegar. Aquele foi o combustível perfeito. Sherlock apoiou um braço na areia, pouco se importando se alguém os visse ali, segurou-a firmemente com outro pelo quadril e passou a mover-se mais avidamente sob ela. A fricção de suas intimidades era tão deliciosamente delirante. Ele não estava longe do ápice quando ela parou.
Sherlock respirou fundo pelos toques e respirou fundo mais uma vez quando a viu se levantar de cima dele, indo para longe sem olhar para o rastro de destruição que deixou.
Enraivecido pela situação em que se encontrava, bateu com uma mão sobre a areia, espalhando sobre sim, bufando.
Fale com o autor