Agemo Jenny
2 Segredos e memórias quase esquecidas...
Notas iniciais
Todos ainda aplaudiam a apresentação de Jenny mesmo após 5 minutos de seu término, as luzes voltaram ao seu tom de antes e a neblina de fumaça rosa estava se esvaindo aos poucos, voltando a sua densidade anterior, e assim o salão voltava ao seu normal depois de mais uma apresentação provocativa de Jenny. Mas os efeitos dessa apresentação não passariam tão cedo.
Sam estava de olhos arregalados e sem expressão, mas por dentro sei que estava louco para ir atrás de Jenny.
Vejo Castiel, o segurança particular de Jenny e Dean, se aproximando de nós, até sei o que ele vai dizer. Aqueles olhos azuis sempre me deixam desconcertada, parecem ler minha alma.
_ Senhorita Anna?
_ Sim?
_ Você e seu acompanhante podem me acompanhar por gentileza? Jenny quer vê-los em seu camarim.
Sam me olha no mesmo instante, quase suplicante. Ele não havia falado desde o momento em que Jenny desapareceu atrás das cortinas, mas seus olhos me diziam tudo. Os feromônios estavam fazendo efeito em seu organismo, como fui tola de imaginar que limpando suas mãos ele estaria livre daquela droga maldita! Não pude nem pedir para Baltasar deixar os inibidores de odor de Sam ligados, eles achariam estranho se eu pedisse para ligarem os meus inibidores e os de Sam na mesma noite.
Mas talvez isso seja algo bom afinal, era melhor ele estar desatento no momento que eu e Jenny conversássemos.
_ Sim. Vamos Sammy?
Ele assente e se levanta, quase derruba a cadeira no processo. Levanto-me em seguida e juntos seguimos Castiel para o fundo do clube, nos bastidores.
_ Calma Sammy, você já vai realmente conhecer Jenny.
_ Estou muito ansioso para isso.
_ Ela também está muito ansiosa para isso Samuel. – Castiel diz sombriamente, seguindo na frente.
Sam está tão fora de si que nem se interessou em saber quem era o homem que estava nos levando até Jenny, parecia uma criança interessada somente no seu presente de natal.
Passamos por homens e mulheres, a maioria seminus, que corriam para vários lados ao mesmo tempo. O clube estava fechando, todos estavam se preparando para irem para suas casas descansarem.
O aroma doce havia parado, e o ar estava normal ali dentro. Haviam parado de injetar feromônios no ar. Mas a música continuava tocando, não sei ao certo que música era agora, mas era sombria e me deixou com mau pressentimento assim que começou a tocar, ela me lembrava alguém do meu passado. Alguém que amei.
“_ Por que você está fazendo isso comigo? Depois de tudo que passamos. — grito a plenos pulmões, chorando como nunca chorei. Ele está de costas para mim ainda empunhando a katana que quase me fez em pedaços. Seus cabelos negros esvoaçavam com o vento da chuva que caia sobre nós. Ele parecia um anjo da morte, a princípio achava que ele seria o anjo que ceifaria minha vida, mas estava enganada.
_ Eu faria tudo para está em seu lugar... — ele diz antes de me deixar sozinha, com o coração despedaçado e com uma dor maior no peito do que no lugar onde antes estava meu braço esquerdo. Se algum dia me amou de verdade não sei, mas o amei e ele me abandonou. Ele havia saltado do arranha-céu e desaparecido, nunca mais o vi.”
Aquela foi a primeira e, jurei pra mim mesma, a última vez, que falharia em uma missão e amaria alguém. Se para amar fosse preciso quase ser morta, preferia não amar nunca mais. Partes de meu corpo doem com a lembrança dos cortes daquela lâmina. Meu corpo foi reparado, mas ainda hoje minha alma continua em pedaços.
Estou tão distraída que só saio de minhas lembranças quando um homem esbarra em mim, o que quase me leva ao chão, mas o desconhecido me segura pela cintura com braços fortes bem a tempo. Olho em seu rosto e tenho a impressão que já o vi antes. Cabelos escuros, olhos cinzas e frios como gelo, braços fortes, e quando aperto seu antebraço percebo que é mais duro que aço.
_ Quem é você? Eu te conheço...
Ele aperta meu corpo mais contra o seu por um segundo, depois sorri e me solta devagar, como se quisesse prolongar aquele toque. _ Me desculpe, tenho que ir.
Voz grave e zombeteira, velocidade e agilidade incomuns. Ciborgue.
Vejo-o se afastando rapidamente, quase como se estivesse fugindo de alguém, meu coração se aperta e minhas mãos tremem. Será mesmo que era ele?
_ Dianna! — Sam grita mais a frente, não havia percebido a distância que nos separava, mas isso foi algo bom, pois ele não viu o que havia acabado de acontecer.
_ Estou indo. — corro para alcançar ele e Castiel. Minhas mãos estão tremendo um pouco ainda, tento me acalmar, não preciso que eles reparem em como estou um pouco transtornada. Preciso me concentrar no que havia ido fazer ali.
Mas meu Deus, como estava sendo difícil depois do que aconteceu... Será que tive algum tipo de alucinação ou aquele homem que esbarrou em mim era mesmo ele? Se fosse mesmo ele o que estava fazendo naquele lugar?
Quando me aproximo mais de Sam e Castiel percebo que estão parados em frente a uma porta com uma estrela rosa desenhada na frente com um J no meio. O camarim de Jenny.
_ É aqui, podem entrar. — Castiel abre a porta e entramos, Sam na frente e eu em seguida. A porta se fecha atrás de nós, Castiel não entra conosco. Estamos sozinhos com Jenny.
_ Oi, Sammy, Di. — Jenny acena para nós dois, ela está sentada de pernas cruzadas num sofá lilas com formato de caixão, bem inusitado. Seus cabelos agora estão amarrados em um coque preso com uma caneta, está vestida com um robe de seda branco e seus olhos brilharam como duas esmeraldas quando nos viu. Ela parecia até uma cobra antes de dá o bote.
_ Oi. — dizemos juntos, Sam está meio boboca ainda, não sabe o que fazer com as próprias mãos.
_ Vocês vão ficar ai parados ou vão se sentar? Sintam-se à vontade, eu não mordo. A não ser que me peçam. — ela sorri de canto ao perceber a hesitação de Sam em se aproximar.
Sam finalmente se decide e se aproxima devagar de Jenny, sentando ao seu lado, admirando sua beleza sem piscar os olhos. Permaneço no mesmo lugar, não me atrevo a me aproximar de Jenny, ela tem um ar predador como Sam antes de assassinar alguém.
Ela sorri mais amplamente quando ele se senta ao seu lado. _ Você foi bem ousado para sua primeira vez no clube Sammy, me tocando daquele jeito. Que menino mau. — ela estreita os olhos e balança a cabeça em negativa, mas dá pra ver que ela havia adorado cada minuto daquilo.
Sam não diz nada em resposta.
Ambos se olham predadoramente, se eu não estivesse ali aposto que Jenny já teria se jogado pra cima dele sem pensar duas vezes. Isso é tão desconcertante para quem observa...
_ Desculpe meu irmão Jenny. — interrompo a troca de olhares dos dois fazendo ambos desviarem seus olhares para mim. _ Ele não tem muita ação em dias normais e acabou se descontrolando quando viu uma “mulher” tão bela como você.
Sam fica vermelho com isso e Jenny sorri mais ainda, convencida.
_ Não fale assim de mim Dianna, ainda estou aqui sabia?
_ Eu sei e Jenny também, e essa é a razão pela qual ainda não começamos a tratar de nossos negócios. Correto Jenny?
Seu sorriso se desfaz e ela olha séria para mim, Sam não fica confortável com isso.
Sei que não deveria ter falado aquilo naquele momento, não seria bom Sam saber por que eu estava ali e muito menos porque eu havia levado ele junto, mas meu lado protetor chutou e isso foi a única coisa que me veio em mente que poderia trazer Sam um pouco a realidade. Não quero que ele seja pego pelas garras de Jenny e transformado em seu mais novo brinquedinho, mesmo com nosso acordo não quero isso.
_ Vocês têm negócios a tratar? Então por que você me trouxe com você Dianna? Se fosse mesmo uma conversa sobre negócios você nunca teria me trazido com você, isso não é de seu feitio. — Sam diz com raiva nos olhos. Graças a Deus, ainda bem que ele não está tão chapado como imaginei.
Antes mesmo que eu possa dizer alguma coisa Jenny intervém.
_ Ela te trouxe porque eu pedi, desde o dia em que Dianna disse que tinha um irmão fiquei louca pra conhecê-lo. Pensei, se Dianna é tão linda talvez seu irmão possua os mesmos atributos. — ela passa a mão pelo rosto de Sam e ele fecha os olhos saboreando o toque.
_ Então por que ela não me trouxe pra conhecer você antes? — ele coloca sua mão sobre a mão de Jenny em seu rosto e respira fundo, provavelmente sentir o cheiro de Jenny mais de perto deixe ele mais receptivo e calmo. Ou ela estava liberando mais feromônios através daquele simples toque deixando ele daquele jeito.
_ Por causa de Dean. — digo com a voz mansa e com um pequeno sorriso no rosto. Eu não deveria achar aquela cena interessante e até um pouco cômica, mas estava sendo muito gratificante ver Sam daquela maneira, manso e calmo que nem um carneirinho. Nem se parecia com o assassino calculista e inteligente que eu conhecia.
_ Sim, ele estava flertando e tentando levar sua irmã para cama Sammy. Meu irmão gosta de fazer isso as vezes.
_ Ei!
Ela olha pra mim e ri. _ Estou mentindo por acaso?
_ Não, mas você não precisa dizer essas coisas na frente do meu irmão.
_ E por que não? Agora ele está quase totalmente chapado com meus feromônios mesmo. — ela segura a cabeça dele com ambas as mãos e o beija na boca, um selinho, e ele não reage. Aparentemente o cheiro dos feromônios sendo liberados mais fortemente pelo corpo de Jenny haviam neutralizado os sentidos neurais de Sam durante aquele curto período de tempo em que ele se manteve encostado em sua mão, isso por si só, causou quase a falta de consciência do que ocorria ao seu redor.
_ Viu? Nem meus beijos importam mais. Qualquer coisa que falemos agora não vai significar nada pra ele. O estado de semiconsciência é um dos resultados pelo excesso de inalação de feromônios, isso é normal e em menos de 4 horas os sentidos dele serão como antes, como se não tivesse acontecido nada. E talvez ele nem se lembre direito do que aconteceu dentro desse clube.
Aproximo-me deles e puxo Sam pelos cabelos, ele não briga comigo, continua de olhos fechados, como se estivesse trancado em um sonho que não quisesse que acabasse. Eu sabia o que ocorria com o excesso da inalação daquelas drogas, mas era a primeira vez que testemunhava alguém naquele estado.
_ Você faz jus ao seu apelido Jenny, não é serpente?
_ Acho que sim. E é serpente doce, mas ninguém precisa saber desse detalhe concorda?
_ Plenamente. — libero os cabelos de Sam de minha mão, Jenny se afasta dele e levanta do sofá em seguida.
_ Jenny... Onde você está indo? Não me deixe... Sozinho... — Sam diz arrastado como se estivesse fazendo a maior força para conseguir pronunciar aquelas poucas palavras.
_ Estou bem aqui Sammy, agora durma meu bom garoto. — ela se ajoelha no chão e o faz se deitar no sofá, no lugar onde antes estava sentada. _ Durma meu anjo, sonhe comigo. — ela passa a mão por seus cabelos e ele adormece mesmo.
_ Você não acha muito cedo para chamá-lo de seu?
Ela se levanta e olha pra mim. _ Esse foi o trato, seu irmão em troca dos códigos de acesso da mansão Winchester.
_ Nosso acordo não foi bem assim, Sam não é um objeto que você possa ter, ele não é um brinquedo! Portanto ele não pertence a ninguém, somente a si mesmo.
Ela me olha com seus olhos brilhando. _ Você diz coisas bonitas, mas sabe que ele é um brinquedo, até você brinca com ele as vezes. Aposto que ele não sabe sobre o que você veio conversar comigo hoje e muito menos porque você o trouxe junto, estou certa?
Cruzo os braços. _ Ele não precisava saber.
_ Assim como ele não precisava saber quem sou não é mesmo?
Mordo o lábio inferior e balanço a cabeça. _ Tudo bem, assumo que você tem toda a razão, mas não sou eu que está praticamente entregando o próprio pai para a morte, não é?
Ela levanta as mãos como se estivesse se rendendo, agora seu sorriso não era um sorriso de alegria.
_ Você venceu! Estamos empatadas, mas você sabe porque estou te ajudando.
_ Sim, eu sei. E agradeço você por isso, mas meu irmão não é um objeto de barganha.
_ Eu sei, mas você não vai me dá nem uma noite com ele? — ela faz beicinho e me olha como uma cara de cachorro sem dono...
Suspiro alto. _ Depois que terminarmos nosso trabalho e Sam quiser vir te ver de novo a escolha é dele, não vou impedi-lo, mas se ele não vier você vai esquecê-lo, tudo bem?
_ Claro. — ela se vira e olha para onde Sam ainda dormia tranquilamente. _ Ele é tão lindo dormindo, espero que um dia o veja assim de novo.
_ Se for o que ele quiser, talvez você veja. — me aproximo dela, aperto seu ombro e ela me olha. _ Mas você não pode usar essas drogas nele para conseguir o que quer, ele tem que saber o quer e decidir por si mesmo.
Ela olha pra ele mais uma vez. _ Você tem razão. Agora... — ela se vira totalmente para mim e pega meu pulso esquerdo. _ Vamos ao que interessa.
Ela aperta uma de minhas veias a mostra um pouco acima do pulso, isso provoca o ativamento de meu telecomunicador de pulso, ela digita alguns números e letras, os códigos.
Em seguida ela aperta a mesma veia só que desta vez em meu antebraço e meu telecomunicador de deliga e desaparece.
_ Os códigos já estão armazenados em seu sistema operacional, assim que vocês chegarem na mansão todas as portas que vocês forem passar se abrirão automaticamente ao se aproximarem delas. Mantenha Sam sempre ao seu lado porque os códigos ficarão somente com você, entendeu?
Sorrio ligeiramente para isso. _ Sim, ele não vai sair do meu lado nem por um segundo, não se preocupe. — flexiono meu pulso, é sempre um pouco desagradável utilizar pele sintética em meu braço. Mas é mais bonito do que deixar as pessoas verem do que realmente é feito meu braço esquerdo, que não é exatamente de carne e osso.
_ Bom. — ela se afasta de mim e se agacha em frente Sam no sofá, passando a mão pelos cabelos dele ela sussurra, diria que até com carinho. _ Acorde meu menino, está na hora de você voltar pra casa com sua irmã.
A maneira como ela o estava tratando, era tão diferente de como ela tratava qualquer outro homem naquele lugar. Das outras vezes que estive ali escutei histórias sobre os vários homens que ela costumava seduzir e a vi fazendo isso algumas vezes, ela os tratava como seres inferiores que mereciam ser pisados pior que insetos pegajosos.
Eu diria que ela já estava apaixonada por ele se não fosse o fato de ter quase me exigido ficar com ele a força, mas acho que a única coisa que ela realmente queria com ele era o desafio de me enfrentar para tê-lo como um brinquedinho.
_ Humm... Jenny?
_ Sim querido, vamos, te ajudo a se levantar. — ela deixa Sam se apoiar em seu braço para se firmar em pé quando se levanta do sofá. Os efeitos das drogas ainda não haviam desaparecido por completo e ele ainda parecia meio grogue.
_ Deixe comigo Jenny, levo esse bebezão pra casa. — me aproximo dos dois, apoio o braço direito de Sam em meus ombros e seguro firme em sua cintura.
_ Não sou um bebê Danna. — Sam mau consegue pronunciar meu nome direito.
_ Você é um bebê sim maninho.
_ Um grande e lindo bebê Sammy. — Jenny diz ao passar sua mão pela bochecha dele.
Sam fecha os olhos e relaxa contra meu corpo, ele larga quase todo seu peso sobre mim.
_ Sammy, você tá pesado! Fica em pé direito.
_ Eu quero ficar com a Jenny... Deixa Di...
_ Não, eu preciso de você bem amanhã cedo, então você vem comigo. — endireito seu corpo contra o meu e o arrasto até a porta do camarim de Jenny, ela abre a porta para nós. Não me surpreendo ao ver Castiel ao lado da porta montando guarda.
_ Está tudo bem?
_ Sim Cas, será que você pode ajudar Anna com Sam?
_ Claro.
Castiel agarra o outro braço de Sam e me ajuda a levá-lo para fora do clube. Jenny segue logo atrás de nós de braços cruzados e olhos entediados.
O ar lá fora estava fresco e um vento gelado sopra meus cabelos assim que pisamos no beco. Jenny treme ao entrar em contato com o ar gélido da madrugada, mas continua nos seguindo até onde deixei meu carro.
_ Não quero ir com você Di... Me deixa com a Jenny. — Sam tenta sem sucesso me convencer a deixá-lo ali.
_ Para sua informação Sammy, nem a Jenny te quer desse jeito.
_ É, prefiro que você vá com sua irmã mesmo Sammy, outro dia você vem me ver e te mostro o que os outros homens que estavam no clube queriam tanto ver.
Arregalo os olhos com isso, mas Sam parece contente com esse comentário, ele sorri grogue.
_ Vamos garanhão, para dentro do carro. Abaixe a cabeça. — ele geme em desgosto, mas obedece. Depois de acomodado no banco de trás Sam desmaia imediatamente, isso não é surpresa.
_ Acho que até de manhã ele estará bem para o trabalho de vocês Anna.
_ Tomara, para o próprio bem dele. — sorrio. É meio estranho ficar parada no meio da madrugada, em uma rua deserta, conversando sobre meu irmão drogado dentro do meu carro com uma pessoa como Jenny, sem falar em seu segurança que não parecia feliz em estar parado ali esperando Jenny voltar para o clube com ele.
Jenny sorri, parece ler minha mente. _ Obrigado por trazer seu irmão para ver meu show essa noite, foi muito prazeroso conhecê-lo. Só não me orgulho de tê-lo drogado dessa maneira. — ela indica meu irmão no carro. _ Você sabe que essa é minha devesa.
_ Eu sei. Não se preocupe com isso, ele provavelmente nem se lembrará do que aconteceu.
Sorrimos cúmplices, ela sabe o farei com ele, somos experts em manipular os homens.
_ Então acho que vou indo, tenho que colocar esse bebezão pra dormir.
_ Tudo bem, tenho que ir também. Tome cuidado amanhã.
_ Pode deixar. — entro no carro e buzino para os dois na calçada ao arrancar e sair andando pela rua escura do subúrbio de Los Angeles em direção ao hotel e depois de pegar todas as nossas coisas seguimos até o aeroporto particular onde um jatinho nos esperava. Sam dormiu dentro do carro durante tudo isso, mau acordou na hora de entrar no avião e resmungou durante todo o voo.
Suspiro alto enquanto olho pela janela as luzes da cidade abaixo de nós, eu tinha menos de duas horas para normalizar o organismo de Sam e fazê-lo esquecer de tudo o que aconteceu, Baltazar e Peter não podiam nem sonhar com o que aconteceu. Olho para Sam babando e murmurando o nome de Jenny e me levanto, preparo tudo o que preciso para começar os procedimentos. Aquilo doeria mais em mim do que nele.
_ Daqui a pouco você nem se lembrará do nome da bela que agora vive em seus sonhos maninho.
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