Against All Odds

19 Capítulo 19 - Epílogo


Notas iniciais
E é isso...

24 de dezembro de 1973 | Em algum horário da tarde.

As luzes de natal piscavam mais uma vez na mansão Berry-Fabray-Puckerman, o nome agora era um pouco comprido, mas os ocasionais moradores estavam se acostumando com o fato da mansão ser tão compartilhada. Leroy estava na cozinha com Hiram enquanto faziam os preparativos finais, a festa anual estava marcada para logo mais a noite. Rachel rapidamente pulou nas costas do pai e deitou sua cabeça nele quando o mais velho passou os braços por baixo de suas pernas para continuar usando, mesmo que com movimentos complicados, as mãos.

– Você já tem 26 anos, Rachel! – Reclamou Hiram, mas logo teve que sorrir quando notou como ela estava contente. – O que você aprontou?

– Nada, papai! Noah está chegando com meu sobrinho, você sabe como eu fico contente... E manhosa nessa época. – Reclamou ela com seu beicinho, sabendo que o pai estava realmente feliz em mantê-la nas costas. — Não vai me tirar daqui não é? Poxa...

Hiram revirou os olhos mesmo sorrindo e estendeu os braços e envolveu-os na cintura de sua nora, ou bem, quase-nora ou... Ah, ele não ligava para como sua complicada família funcionava. O importante é que depois de tanto tempo ela funcionava e todos na casa pareciam realmente felizes, constantemente sorrindo e sempre reunindo-se.

– Senhores, o Senhor Noah chegou com a esposa e criança. – Foi anunciado ao mesmo tempo que um menino pequeno e com o cabelo praticamente em moicano entrou correndo na cozinha chamando atenção de todos os presentes.

Foi realmente engraçado, no que fora mencionado Noah, Rachel já estava no chão e em segundos ela quem tinha um pequeno em seus braços apertando com força enquanto dava inúmeros beijos por todo seu rosto. Ele estava segurando a camiseta da tia enquanto gargalhava para o prazer de toda família. Era impressionante como Rachel mudava e parecia uma tia babona quando estava perto do rapaz, ele era a primeira felicidade em forma de criança que a morena tivera.

– Para titia! – Rachel praticamente o obrigava a chamá-la assim, dizendo que ele tinha outras pessoas para chamar de “tia” e que o termo mais simples a fazia parecer velha. – Eu tô saudade do vô e vovô também!

– Só porque você, Jake, é a coisa mais linda desse mundo e eu ainda vou ter muito tempo pra te apertar, meu amor. – Ela beijou-o mais uma vez e soltou-o no chão, que foi mais contido até os dois avôs para dar um abraço, ele podia amar a todos, mas a cumplicidade era diferente. – Noah, e o meu abraço? – Perguntou vendo que ele estava entretido com a loira que acabara de dar um tapa em seu peito fingindo-se de ofendida, então ele soltou-a e abraçou a irmã mais nova, já mostrando a mulher com quem estava, em seguida.

Kitty não quis manter o filho e Noah assumiu-o com sua família, porque ele queria ser um bom homem e não deixaria seu menino de lado. Ele cuidou realmente muito bem, sempre tendo a ajuda de Rachel que o manteve firme. Mantendo sempre a irmã e os pais por perto, ele foi criando Jake sozinho, para depois encontrar essa mulher incrível que ajudava-a e era uma bela morena.

– Tudo bem, Sidney? – Perguntou Rachel ainda sorrindo quando abraçou a cunhada de bom grado, e logo toda a cozinha já era uma bagunça quando os amigos da família chegaram e começaram a conversar.

Porque aquela mansão tinha sempre muita gente e isso tornava tudo divertido. Rachel retornou para sua loira e então enlaçou-a pela cintura, para que pudesse beijar seus lábios, como sentia vontade de fazer o tempo todo, a loira retribuiu de bom-grado, feliz em estar no meio da família.

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A campainha soou e rapidamente o mordomo atendeu anunciando quem havia chegado, Rachel abraçou sua eterna namorada, afinal não podiam casar-se ainda e cumprimentou um a um com o mais belo sorriso nos lábios. Ela era realmente uma ótima anfitriã e isso ninguém negaria.

Santana parecia animada enquanto estava abraçada com sua namorada, Brittany parecia ter o sorriso mais brilhante de todos por isso e ninguém sequer queria discutir sobre isso. Kurt e Blaine tinham uma bela política de “somos um do outro, mas não somos de ninguém”, eles amavam as idas e voltas, mesmo que os amigos já estivessem cansados. Sam havia passado muito tempo namorando uma garota que mostrou-se um problema, realmente um problema para ele e agora estava dando “passinhos de bebê” com Mercedes que acabara de sair de um complicado noivado. Nada como o casal Chang, que havia realmente casado e podia ser chamado assim.

Rachel estava feliz por seus amigos, mas era ainda engraçado olhar para a família Fabray e ver Brody com uma garota estranha, com voz completamente irritante e que tinha uma mania chata de jogar-se nos outros, chamada “Sugar” e que a morena simplesmente evitava chamar de toda forma, realmente distância com aquela mulher era o melhor de tudo. Os Fabrays mais velhos tinham acabado aceitando bem, e por bem queria dizer que tiveram várias ameaças, choros e gritos, mas que agora era uma família que se apoiava e não julgavam, a filha que tinham.

Falando sobre a Família Fabray, logo a princesa da família descia as escadas com Jake em um de seus braço que aproveitava o momento e Beth no outro com um sorriso, a menininha loira era adotada, mas era uma ótima criança e tinha superado todos os problemas que havia tido. Se os pais tinham precisado abrir mão dela, Rachel e Quinn jamais o fariam. Cuidaram dela mais do que tudo, antes mesmo que pudessem ter sua guarda real na justiça e com isso deram-lhe todo o amor do mundo, o que ela passava de volta, em seus 3 anos de idade.

Rachel sorriu para a namorada que havia passado o dia praticamente em silêncio, era sua época favorita do ano, mesmo quando ela e Rachel iam devagar no relacionamento, mesmo quando ela estava namorando com Noah, mesmo quando ela não sabia mais qual era seu lugar no mundo e se algo poderia ainda dar certo. A baixinha morena sempre estava com ela, sendo sua amiga, assim como sendo sua mulher em todos os momentos. E ela era parte da família.

Hiram e Leroy não tiveram problemas em aceitar tudo o que aconteceu tão rápido na vida dos filhos, porque eles mesmos tinham algo acontecendo entre eles. Eles realmente se amavam, eles tinham esse carinho maior um pelo outro que não sabiam diferenciar, algo construído depois de tantos anos bons vividos juntos. Não era algo que precisassem assumir, eles só continuavam vivendo e a família sabia, era como se sempre tivessem sabido...

Porque naquela casa, mesmo quando alguém era diferente, tinha dificuldades ou não sabia quem era ele mesmo, todos estavam juntos para dar suporte. O real significado de família.

Notas finais
Eu espero mesmo ter conseguido fechar todas as pontas que ficaram, resolver cada um dos relacionamentos de modo geral e dar um apanhado simples do que aconteceu... Mas bem... Obrigada, galera, realmente obrigada a todos os que leram, comentaram, favoritaram a história, recomendaram... Eu realmente amei cada segundo que escrevi esta história. Cada personagem seguiu sua própria mentalidade, louca as vezes, mas a mente humana é assim mesmo... E essa foi minha primeira história, tem muita coisa que eu mudaria, mas eu não o farei, porque cada história é unica por si. Obrigada mesmo a todos que leram e gostaram da história, me dando tanto apoio, vocês fizeram com que eu fosse uma escritora muuuuito feliz. [] Para aqueles que quiserem saber eu realmente postei minha história nova, ela é Back to the memories (http://fanfiction.com.br/historia/554860/Back_to_the_memories/), se alguém quiser acompanhar... Obrigada pelo carinho novamente e por todos os comentários, de verdade. Caso precisem de mim... Twitter: @AlexiaBit
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!