Against All Odds

14 Capítulo 14 - Complicações


Notas iniciais
Esse capítulo demorou um pouquinho mais do que eu esperava, e ele só vai mostrar um geral do dia... Como o ponto principal, enjoy.

New York |1 de janeiro de 1969

– Ah não, é totalmente oficial, Rachel! – Quinn mordia os lábios com sua melhor expressão de que havia gostado de algo, suas mãos estavam segurando com força na bancada à sua frente e mesmo assim os cantos dos lábios traziam um sorriso.

– Realmente gostou disso, Q? – Perguntou e puxou a mão de volta enquanto mantinha um sorriso nos lábios e observava a garota na sua frente ter praticamente um orgasmo sobre aquilo. – Mas, por favor, seja sincera!

– Eu juro! Melhor coisa do mundo! – Rachel evitou que ela atacasse o que estava fazendo colocando seu corpo na frente e deixando que a loira somente colocasse seus braços entorno dela. – Deixa eu conseguir mais, Rach. – Pediu próximo ao ouvido dela e sentiu o corpo da morena tremer em suas mãos.

– Não, sai pra lá! – Moveu-se tentando fazer com que a outra soltasse-a e quando viu que não seria possível praticamente rosnou... Aos ouvido de Quinn parecia um ronronar. – Você está atrapalhando, Fabray! Vai se sentar e espere, como uma garota normal.

Quinn bateu o pé e caminhou até o toca discos para mudar o LP que estava sendo tocado, procurou algo mais agitado e largou a morena fazendo o que queria. Logo estava dançando ao som de Elvis pelo loft enquanto balançava a cabeça e simplesmente cantava sem se importar com mais nada. Estava usando somente uma camiseta, agradecendo aos céus pelo aquecimento, assim como Rachel, mas a morena também tinha um shorts, que ainda deixava amostra aquelas belas pernas.

Ela mal se dera conta que a morena estava de olho nela enquanto ela já estava dançando a terceira música seguida, encostada em uma das bancadas que tinha no lugar, para dividir o ambiente enquanto a loira parecia estar se divertindo, mas ela não podia reclamar da bela visão que estava tendo. Quando notou que a coreografia estava ficando um pouco mais audaciosa que o normal ela pigarreou alto e notou o susto que a outra levou.

– A comida vai esfriar, não foi você mesma quem disse que ela estava muito boa e você mal podia esperar? – Perguntou e a outra arqueou a sobrancelha, aquela merda de sobrancelha que deixava Rachel levemente nas nuvens. – Podemos almoçar logo? – Quinn caminhou até ela e revirou os olhos enquanto tomava seu lugar para sentar, iriam comer aquela caçarola de brócolis e também abóbora recheada.

– Como pode ser que uma comida vegan tão gostosa como isso? – Perguntou enquanto dava uma garfada, aquilo parecia tão diferente, mas era tão gostoso. – Sério, Rachel, é a melhor coisa que eu já comi e isso é vegano! – reclamou mais uma vez para um riso leve da morena, em seguida acabou dando um beijo no rosto dela para conseguir agradecer.

– Que bom que gostou, Q. – Comentou depois de sorrir com o beijo, mas se deixou comer. Aquilo estava tão leve que nem pareciam que eram elas ali, haviam começado o ano com o pé direito de qualquer forma.

Depois que havia sido comemorado o ano novo com um beijo elas terminaram de tomar seus champanhes e decidiram somente ficar conversando por um tempo, quando aproximava-se das duas da manhã elas estavam cansadas, mas já sabiam muito uma da outra. Rachel sabia as cores favoritas de Quinn, sabia suas bandas favoritas, sabia como ela gostava de tomar seu café e sabia que a família dela era cristã até de mais. Quinn sabia que Rachel era vegana, sabia que ela sempre gostou de musicais da broadway e também sabia que ela amava as artes como um todo e um dia ela queria atuar.

Muito conversaram até que não tinham mais como continuar e todo o tempo estavam bocejando a cada mínimo momento, então decidiram dormir. Sua briga voltou novamente quando elas começaram a discutir as roupas com que iriam dormir, até que Rachel convenceu que só tinha uma opção e era aquilo mesmo. Aquilo levou a uma pequena discussão sobre quem dormiria onde e ambas afirmando que poderiam facilmente dormir no sofá, mas mesmo assim acabaram levando-se juntas até a cama.

Abraçaram-se no meio da noite e perdidas em meio aos seus sonhos, acabaram acordando envolvidas, mas não fugiram uma da outra como era esperado, e rapidamente começaram a conversar ainda dessa forma, quando ficaram com fome comeram algo e então passaram o resto da manhã cozinhando o almoço que estava na cabeça de Rachel.

– Temos até amanhã de puro ócio. – Comentou a morena enquanto já estava tirando seu prato para a pia, Quinn já estava repetindo aquele prato e ainda ronronando enquanto comia por ser tão gostoso.

– Você tem livros aqui? Eu realmente estaria feliz com um livro em mãos. – Pediu enquanto levantava e prendia um último pedaço da abóbora no garfo, levando aos lábios enquanto andava, Rachel riu da cena e fez um aceno de cabeça. – Eu xó ajo c... – A morena fez uma careta pra ela e a loira terminou de engolir completamente e tomou um gole de seu suco. – Desculpe, sua comida é maravilhosa. Eu só acho que poderíamos tirar um tempo, conversar, jogar algo, ler, ouvir música... Ter um tempo.

– Teremos um tempo sim, depois que você me ajudar a guardar o que sobrou e lavar a louça, vamos logo, princesinha. – Começou a bater palmas e bater na bunda dela para que a loira se apresasse enquanto riam, em meio a isso o telefone tocou.

–

Hiram estava começando a ficar incomodado deitado em sua cama, primeiro porque a esse horário, Rachel já estaria cantando e pulando pela casa, como ela sempre adorou fazer no primeiro dia do ano, algo sobre ser um dia mais especial. Segundo porque Leroy estava na frente de sua cama caminhando de um lado ao outro sem cessar e aquilo estava deixando-o nervoso. Terceiro porque seu filho estava deitando ao seu lado com uma expressão totalmente emburrada.

– Vocês dois, já deu! – Exclamou e sentou na cama estendendo o braço e puxando Leroy para que sentasse também antes que ele acabasse com o piso que ele tinha recém trocado. – Elas estão bem, posso sentir que estão. – Deu um olhar significativo ao outro homem e então passou ao filho que continuava emburrado.

– Eu quero minha princesa e minha namorada de volta, papai. – Reclamou e jogou o corpo para trás, batendo contra a cama, Hiram deu-lhe um olhar feio. – Não adianta me olhar assim que eu sei que você e o pai já estariam lá se não estivesse tudo coberto de neve!

– H, eu e o Noah só estamos preocupados com as meninas. – Reclamou Leroy e cruzou os braços então Hiram se levantou e caminhou até o canto de seu quarto enquanto discava algo no telefone, eles já estavam nessa bobagem desde antes do almoço e agora aquilo estava dando indigestão ao homem.

Todos acordaram relativamente bem na casa, os Fabray foram muito polidos durante toda a manhã, assim como os amigos das meninas que estavam por ali e só isso já os fazia totalmente o oposto de Leroy e Noah que pareciam irritados o tempo todo. O mais velho dos Puckerman até tentou resolver aquilo, mas na primeira tentativa um início de briga se instaurou no meio da família. Então mantiveram-se separados e em clima ameno até o almoço e passaram bem por tudo.

– Olá, estrelinha... Que bom que estão bem, eu estou ótimo! Ah, não por mim... Seu pai e Noah estavam quase morrendo de infarto aqui, Rach! – Demorou-se um tempo e os dois fitaram H que estava rindo no telefone. – Ela realmente gostou de sua comida? Ah não acredito. – E então começou a rir mais uma vez, sendo cortados por um Leroy arrancando o telefone de suas mãos.

– Filha! Ah, eu estou com saudades, como está tudo por ai? – Lee estava bravo, mas era só porque a filha estava longe, ele ainda tinha o cordão umbilical depois de perder a mãe de Rachel. – Que bom que está assim, meu amor. Se divertindo... Oh, é mesmo? Quando voltarem farei vocês duas prepararem para mim! – Dizia já com um sorriso. – Eu amo você, filha... Oh, Noah quer falar com Quinn... Beijos. – Puck pulou da cama na mesma hora pegando o telefone das mãos de um de seus pais.

– Ah, oi princesa... Eu estou com saudades suas, claro! Volte logo para mim. – Pediu Noah para Rachel a fazendo rir, mas em seguida a voz da irmã fora trocada por outra que fez o rapaz mudar seu tom para cuidadoso. – Como está ai? Como foi o ano novo, o que fizeram? – Um tempo se passou e ele franziu o cenho com aquilo. – Ah, sim... Bem voltem logo para cá, sim? Ah, Quinn... Eu amo você.

–

Rachel estava assustada com a palidez no rosto de Quinn e ela estava certa em estar, porque a loira balbuciou algo e em seguida deixou o fone cair enquanto ela mesma caía na poltrona ao lado do telefone.

Ele havia dito que a amava.

E ela não tivera coragem de dizer de volta.

– Quinn? Está bem? – Rachel havia dado-lhes espaço para conversar e ido mexer em algumas coisas em um armário, mas quando ouviu os barulhos de ambas as quedas, ela simplesmente voou pelo loft até que pudesse ter Quinn segura em seus braços. Colocou o fone de volta no gancho e colocou-se de joelhos na frente da loira. – O que aconteceu?

– Eu não posso mentir para ele, Rachel. Seu irmão é especial de mais para eu fazer isso com ele. – E então ela se deixou chorar, ela nem sequer estava dando a chance de Rachel dizer que não havia absolutamente nada acontecendo ali para ela ser tão culpada por, mas não tinha outra opção, a Fabray estava desolada.

E pela primeira vez Rachel não se sentiu culpada por aquilo, pelos beijos e pelo sexo.

Ela sentiu como se o mundo estivesse começando a caminhar para o certo.

O problema era qual era esse certo e onde ela iria parar com Lucy Quinn Fabray.

Notas finais
Eu estive meio doente essa semana e também estou 100% de volta para a faculdade, então estive pensando em como finalizar essa história e se ela vai ser longa ou curta e acabar em mais alguns capítulos... Eu vou ver qual eu vou conseguir encaixar melhor na história e para onde esses personagens me levam, afinal essa história era para não ter nem sequer 10 capítulos, acho que ela está bem desenvolvida já! kkkkk. Ah sim, obrigada a todos aqueles que comentam e me deixam com mais vontade de seguir com a história, assim como obrigada a todos aqueles que acompanham-na.