Against All Odds

1 Capítulo 1 - Conhecimento


Notas iniciais
É realmente a primeira história que eu posto, não é a primeira que eu escrevo, mas nunca tive coragem de postar algo. É um início simples para uma história que pretendo que não seja assim tão longa, então verei se ela será uma short-fic ou uma long-fic. Sem mais delongas, vamos a história.

New York | Final de 1968

Os pés moveram-se e ela deu um belo sorriso ao rapaz na entrada, estava acostumada a estar naquele bairro com seus amigos, bebiam sempre no mesmo bar que tinha um preço realmente elevado para os frequentadores, devido ao risco que o estabelecimento corria mesmo sendo em um bairro nobre de New York. O vestido preto colado ao corpo, o cabelo havia mudado a pouco e estava em suas ondas mais naturais, com as pontas mais claras e uma nova franja que deixava seu rosto com um tom melhorado. O tal bar em que estava era realmente privado, ainda mais para conseguir esconder o que acontecia ali dentro, eram os anos 60 e apesar de todos estarem dizendo-se com a “cabeça aberta”, aquilo era uma mentira que os ricos adotavam para não dizerem-se preconceituosos e não serem taxados como antigos em um tempo dito “tão moderno”.

No que você entrava no lugar era notável que o ambiente era aconchegante, a iluminação era mais baixa e deixava certos lugares mais escuros, somente a iluminação próxima ao bar era mais forte e a música parecia tranquila e somente era um complemento para as atividades que aconteciam por ali. Todos pareciam incrivelmente bem trajados e bebiam sempre em um copo enfeitado, as conversas eram baixas e a mulher parada logo na entrada somente deu um sorriso torto com seus lábios cheios, afinal ela estava em um lugar que ela sabia que era totalmente dela e nada poderia estragar sua noite para esquecer.

Os amigos haviam ido viajar e esquiar em algum lugar longe dali, era quase fim de ano e o pai da morena a fizera ficar por ali para fazer a recepção da conquista de seu irmão, afinal não era todos os dias que Noah começava a namorar alguém e realmente mantinha esse relacionamento por mais de duas semanas. Não havia recebido a notícia, vulgo ordem, de que teria que ficar ali por mais algum tempo e evitar viajar com seus amigos para as festas de fim de ano, como era seu costume. Havia batido o pé, reclamado, feito birra e drama até que Leroy deu um ultimato: “Ou você fica e mantêm a sua herança, ou então poderá ir e arriscar-se a viver sem seu dinheiro.” e com isso a morena decidira que era mais fácil ficar na cidade.

– Eu gostaria de um Martini, por favor. – Pediu a morena dando um sorriso ao bartender enquanto sentava-se próxima ao bar, tendo uma boa visão de todo o lugar e caçando sua vítima, ela não mudava muito de personalidade com seu irmão por parte de mãe, somente o sexo, eles eram considerados contraparte um do outro com um distinto orgulho. – Perdoe-me, aquela mulher vem sempre aqui? – Perguntou ao rapaz que lhe servia e rapidamente ele fitou onde a garota lhe apontava antes de negar suavemente com a cabeça e afastar-se a fazendo dar um sorriso torto.

Passou uma parte da noite somente mantendo seus olhos na bela loira a sua frente, ela tinha feições perfeitas e parecia estar sozinha por todo o tempo em que a garota manteve seus olhos nela. A outra notava que estava sendo totalmente vigiada e ergueu os olhos inclinando a taça de champanhe para sua admiradora que acabou tomando como incentivo e aproximou-se sentando-se logo a frente da garota no sofá oposto colocando sua bebida sobre a mesa com um belo sorriso.

– Perdoe-me ficar constantemente te olhando e também o fato de ter vindo aqui falar contigo, mas sua beleza é impossível de não ser admirada. – Comentou em um tom de flerte sem perder a visão que tentava identificar a coloração que tinham os olhos dela, tendo problemas graças a luz baixa naquela parte mais reservada.

– Não creio que isso necessite de perdão, mas sua falta de educação em se aproximar sem sequer dizer-me seu nome deveria ser passiva de pedir que se afastasse... – A voz dela dizia que a loira ainda tinha mais coisas a falar e de toda forma a morena não estava pensando bem depois de ter ouvido aquela voz rouca e que tinha um tom baixo, mantendo um ar mais sedutor entorno daquela mulher, mesmo que a tivesse provocado. -... Mas eu sou uma garota curiosa e realmente adoraria saber o nome dessa bela mulher a minha frente. – Mal ela terminava de dizer tais palavras e a língua se apossava dos lábios que ela julgava estarem secos e rapidamente levou sua bebida aos lábios.

– Perdoe-me, sou Madeline e é um prazer estar em sua presença... Agora que me corrigi, poderia saber qual seria o seu nome? – Pediu evitando dizer seu verdadeiro nome e inclinando-se na mesa, levemente para frente e para mais perto daquela loira que estava deixando-a totalmente fora de si.

– Eu adoraria dizer meu nome para você, mas está mentindo para mim e isso torna tudo mais complicado. – Sua voz inquisitiva e a cabeça levemente tombada para a direita e seus olhos semicerrados faziam com que ela ficasse ainda mais bela na visão da outra mulher.

– Observadora, creio que não tenha como eu usar meus modos habituais contigo, certo? – Comentou dando-se por vencida, sabendo que ela estava totalmente derrotada já que ela deveria conhecê-la de alguma revista ou de uma fofoca recorrente. – Sou Rachel, Rachel Barbra Berry. – Arqueou as sobrancelhas quando ela deu de ombros, mostrando que já sabia. – Nada que você não soubesse, mas eu estou em desvantagem aqui... Não estou sabendo nada sobre você. – Disse com um tom mais baixo e tentando realmente ganhar algo com ela.

– Ainda estou triste porque você mentiu para mim, Rachel... – Ela tinha uma voz mais baixa e um semblante fingido para fingir tristeza, mas a mão da morena rapidamente avançou pela mesa para tomar a da loira e fez a mesma respirar fundo e dar um sorriso leve, que combinava com suas feições. – Sou Lucy e é só o que precisa saber sobre mim, Berry. – Confidenciou-lhe e puxou sua mão da dela rapidamente para seu colo.

–Lucy... Realmente é um prazer, Lucy. Espero que possa aceitar minha companhia. – Pediu-lhe como em confidência e tornou a recostar-se no sofá enquanto pegava sua bebida e terminava-a em um gole para soltá-la e chamar o garçom com um movimento de sua mão. – O que gostaria de beber? – Perguntou sem desviar o olhar dela.

– Eu gostaria de mais uma rodada do champanhe que eu bebia, por favor. – Levou aos lábios novamente seu copo e também sorveu a bebida acabando em alguns goles, sem o menor pudor de seus gestos. – Então, Rachel, seja honesta comigo e diga-me o que quer comigo esta noite.

– Duas taças, por favor. – Decidiu que seria uma boa acompanhar a garota em sua bebida e por fim voltou-se a loira que parecia querer absorvê-la, mas fazia isso somente com os olhos expressivos, que pareciam ser mel com pequenos pontos verdes deixando-os mais belos. – Honestamente? Eu a quero em minha cama, isso pode ser a pequeno ou médio prazo. Você é muito bela para estar sozinha, Lucy.

– Você não está me deixando estar sozinha, morena. Eu realmente aprovo seu plano, mas terá que me conquistar e até agora você não está conseguindo. – Cruzou os braços e arqueou uma das sobrancelhas de forma realmente característica, mesmo que Rachel ainda não soubesse desse pequeno detalhe.

– Eu pretendo não deixá-la sozinha por momento algum esta noite e também pretendo terminar a noite contigo se entregando a mim totalmente. – O lábio inferior fora tomado pelos dentes e ele fora puxado para que ela pudesse descontar a frustração sexual que sentia na dor que vinha com essa mordida e assim não saltasse sobre a mulher a sua frente. – Que tal dançar, Lucy? – Perguntou inclinando a cabeça depois que seus drinks já haviam chego e a cada gole ela ganhava mais coragem e chegou a um ponto que só queria colocar as mãos naquela loira exuberante. Quando se levantou já pronta para levá-la para a pista de dança notou que a mulher estava de vermelho e o vestido era justo mostrando cada curva do corpo claro.

– Porque não? Seria interessante. – Comentou Lucy ficando de pé e deixando ser conduzida a pista de dança pela mão da morena que estava na base de suas costas. Os dedos eram firmes e pressionavam um pouco acima dos quadris dela e a loira podia sentir um calor que a atingia logo abaixo dessa região e isso estava começando a deixa-la zonza pelo momento. – Irá me conduzir colada a mim dessa forma? – Sua voz estava mais rouca do que já era normalmente e aquilo fez com que Rachel respirasse fundo para manter o controle.

– Pretendo conduzi-la de uma forma diferente até o final da noite e com uma boa direção... O orgasmo. – Suas palavras foram realmente diretas arrancando um gemido de fundo de garganta que fora inaudível ao redor, mas a morena realmente conseguir ouvir e deu um sorriso malicioso puxando-a para si e rapidamente colando seus corpos em cada ponto.

– Gosto dessa forma como é direta, Rachel. – A loira replicou diretamente ao ouvido dela, com aquela voz rouca que estava deixando aquela morena completamente louca. Os lábios da loira simplesmente encontraram o pescoço moreno e os dentes tomaram o lugar mordiscando-a ali e fazendo a outra soltar um suspiro enquanto apertava as mãos entorno da cintura dela.

– Você só está me fazendo te querer mais ainda na minha cama esta noite, Lucy. – O corpo roçou-se ao dela colando os seios e fazendo com que a loira desse um sorriso total para aquela outra que simplesmente estava puxando-a contra si e deixando-a louca. – Deixe-me tirá-la daqui e irá ver como eu posso ser muito mais do que você imagina, deixe-me tê-la para mim. – Pediu próximo ao ouvido dela e afastou-se em seguida ficando com o rosto a milímetros do da loira.

– Beije-me, Rachel. – Ela pediu com uma respiração ofegante e a outra não demorou para atender o pedido dela e roçou os lábios aos daquela mulher e simplesmente pressionou-os para pedir passagem a um beijo real, subindo a mão da cintura diretamente para a nuca dela.

Naquele lugar ninguém olharia feio para duas mulheres se beijando naquela época, principalmente porque aquele bar fora construído para isso. Então ninguém poderia olhar torto para a mão da loira descendo até a bunda da morena, ou então para os beijos que saíram dos lábios e já iam ao pescoço da loira, afinal todos ali fariam o mesmo caso estivessem no lugar das duas mulheres que se deixavam levar pelo desejo que as tomava.

– Me leve daqui, eu quero ser sua. – Pediu em um gemido que a tomou totalmente fazendo com que Lucy se arrepiasse totalmente enquanto Rachel tomava seu pescoço em uma mordida leve antes de se afastar com um sorriso sacana tomando seus lábios enquanto a envolveu pela cintura simplesmente saindo do lugar depois de pagar a conta de ambas antes de pegar o carro, precisava levar a mulher para um lugar privado e fazê-la sua e era só isso que Rachel tinha em mente.

Notas finais
Pretendo postar mais do que uma vez por semana, assim que eu conseguir desenvolver mais um capítulo completo e revisar, principalmente ambientar a história por se passar nos anos 60. Bem, esse foi o primeiro capítulo, espero que tenham gostado.