Against All Odds

15 Capítulo 15 - Faça!


Notas iniciais
Eu demorei muito nesse, problemas de mais aqui em casa... Mas eu não vou incomodar agora, só espero que gostem do capítulo, um totalmente Faberry pra vocês, que inclusive é um dos meus preferidos, junto com o primeiro de natal e outros mais, haha... Enjoy.

Rachel estava sentada na poltrona de lado, com sua cabeça apoiada no encosto, mas suas pernas passando por cima do braço da mesma, e em suas mãos tinha uma pequena bola que ela girava nos dedos. Quinn estava deitada no sofá e tinha suas pernas dobradas e cruzadas sobre o encosto enquanto estava deitada em algumas almofadas.

–Ah eu não sei! Não tem como escolher o melhor musical da Broadway, Quinn. – Reclamou a morena enquanto apertava o pequeno objeto em suas mãos. – E você? Melhor música do Elvis? – Jogou a bola para a loira que recepcionou-a com uma careta e revirou os olhos.

– Essa é fácil. Lançada ano passado, A little less conversation! – Virou a cabeça e deu um sorriso brilhante para a morena que amuou-se. – Melhor cantora viva? – Devolveu a bolinha.

– Barbra! – Falou antes mesmo de recepcionar a bola e em seguida já rebateu-a para a garota. – Vestido de bolinha ou de riscos?

– Ah, Rach! – Pegou novamente a bola lançada e começou a jogá-la para o alto enquanto pensava. – Achei que questões de moda não valiam, somente artes desta vez...

– Então me diga qual seu escritor favorito e não seja tão chata, Fabray.

– Hmm, eu simplesmente amo Shakespeare, mas eu também tenho esse abismo por Jane Austen, Anne Rice e...

– Ah não, faça logo sua pergunta e me passa a bola pra cá, você está me deixando entediada. – Revirou os olhos enquanto Quinn lhe mostrava a língua e jogava a bola para ela, mas na verdade, jogava na cabeça dela. – Que porra, Quinn!

– Eu não faço caretas quando você derrama seu amor pela Streisand, então me deixe com meu amor por livros. – Bufou e viu que a morena se inclinou e pegou a bola. – Ok... Melhor forma de arte?

– Teatro, eu sou simplesmente apaixonada por tudo que ele pode oferecer. – Um sorriso genuíno apareceu em seus lábios e então jogou a bola pra loira. – Diz ai o seu.

– Fotografia.

– Oi? Que porra é essa? – Pela primeira vez ela sentava encarando aquela mulher que riu e começou, novamente, a jogar a bola para cima. – Fala logo.

– Boca suja... – Riu baixo, simplesmente pelo quanto Rachel já estava se sentindo bem para ser ela mesma próxima a Quinn. – Fotografia é para pegar pequenos momentos, mostrar coisas e eternizá-las para quando a mente não for fiel aos detalhes, Rachel. Não precisa ser somente de uma família, mas pode ser algo sobre uma paisagem, a sombra das árvores ao entardecer, o sorriso descuidado de alguém, momentos onde ninguém mais vê beleza, até ser fotografado e mostrado que tudo pode ser belo, por um certo ponto de vista.

Naquele momento Rachel simplesmente ficou calada, ela olhava diretamente para o rosto daquela garota e começava a pensar em várias imagens que tinha visto, algumas pinturas eram retratos, mas era uma visão que nunca seria tão fiel... Mas a fotografia também não era. Oh Deus, como a mente daquela loira era confusa.

– Você tem uma câmera fotográfica, Lucy Quinn? – Perguntou enquanto ela ainda estava distraída e pode ver aquela sobrancelha arquear-se fazendo-a bufar levemente, não sabia se odiava aquilo ou se achava natural dela.

– Não tenho. Meu pai nunca me deixou ter coisas assim, ele diz que uma moça não deveria ter essas ambições, só casar. – Revirou os olhos e parou de jogar a bolinha pra cima, Rachel levantou e caminhou até o gabinete que tinha no canto da sala, então voltou com uma máquina em mãos.

– Tem uma visão realmente diferente das coisas, então porque não praticar esta visão? – Perguntou e tirou uma foto de Quinn naquela posição, com sua cara de confusa. – Bem, esta é uma Nikon, meu pai deu para mim quando eu fui viajar, registrar os bons momentos... Então eu dou a você, para registrar os seus bons momentos.

A loira levantou e observou a câmera preta com prata nas mãos da morena, seus olhos não conseguiram sair dali e sua cabeça começou a mover em negação em seguida, totalmente medrosa sobre aquilo. Quando ela começou a gaguejar sobre não querer e poder aceitar, Rachel segurou uma das mãos dela e colocou o objeto ali com um sorriso.

– Rachel...

– Não, Quinn. Eu não uso isso, só usei na viagem. – Explicou e forçou mais o objeto na mão dela, para soltar em seguida levemente. – Você tem suas visões e vai apro...

No mesmo momento a câmera ficou entre elas e Rachel só podia sentir a boca de Quinn na dela, a mão livre em sua nuca e toda a pressão de ter a garota consigo. Não deixou para lá e levou suas mãos até a cintura dela, começando a sentir o incômodo de ter a câmera entre elas, perdidas por um tempo naquele beijo a morena sentiu a falta dos lábios nos dela quando um barulho foi ouvido.

– Agora eu sempre vou poder ver como você fica depois de ser beijada. – Brincou Quinn com aquele tom provocativo de sempre, Rachel revirou os olhos e soltou-a caminhando até a cozinha. Somente para ouvir outro barulho. – E também como são suas coxas descobertas e essa bela bunda.

– Vai se foder. – Reclamou ela e ouviu que a loira depositava a câmera em algum lugar. Deixou-se pensar em outra coisa e foi até a geladeira, abriu e procurou uma água, assim que tinha pego a jarra pegou um copo no escorredor e serviu-se. No que estava já bebendo a água ela se virou e começou a tossir, precisando soltar o copo. – Caralho, Quinn.

– Que boca suja... Rachel... – A voz dela saiu ofegante e ela jogou a cabeça para trás enquanto abria mais as pernas e mordia seus lábios em seguida. Havia muito tempo que ela não fazia algo assim e honestamente ela não estava reclamando de ter que fazer naquele momento, se fosse trazer a atenção que ela realmente queria receber.

Rachel engoliu em seco e precisou beber o restante de sua água para manter o foco, mas o problema é que seu foco estava nos dedos daquela garota entrando e saindo dela mesma. Oh, merda, ela mesma quem havia mandado Quinn se foder, só não esperava que ela pegasse a ordem tão a sério como estava fazendo. Sequer notou que os olhos de Quinn não saiam do corpo dela.

Como evitar sua própria cunhada, a quem você já tinha levado pra cama e que passava o tempo todo te provocando, alimentando sua libido e simplesmente não cair de boca nela?

Pois é, ela também não estava achando uma forma de.

– Quinn... – Chamou em um tom baixo, reclamando interiormente com o que estava acontecendo ali, mas a única resposta que recebeu foi um gemido alto. – Por favor, pare. – Pediu e virou o corpo inclinando-se para esconder o rosto na bancada, sem sequer notar que assim deixava mais sua bunda a mostra para a loira.

Ficou enfiada ali por um tempo enquanto ouvia os gemidos ocasionais, quando ela já estava começando a ficar constrangida com a cena e virou novamente os gemidos aumentaram, seus olhos focaram onde estavam antes e os movimentos de Quinn estavam ainda mais rápidos até que ela gritou e afastou os dedos subindo a calcinha com a outra mão.

– Obrigada pela visão. – E a morena achou que o papel de provocar sempre fora dela, isso até conhecer aquele lado de “Lucy”. – Me ajudou muito. – Comentou simplesmente e levou os dedos aos lábios, arrancando um gemido de frustração da outra.

– Foda-se.

– Me dê cinco minutos e é claro que eu posso recomeçar. – Outro gemido de frustração saiu e ela caminhou firme até o sofá de sua sala, parou dentre as pernas da loira e colocou as mãos na cintura.

– Já deu! Em algum momento você vai entender que eu sou a irmã de Noah e eu amo ele mais do que minha vontade clara de meter meus dedos em você? – Reclamou e então se curvou apoiando suas mãos no encosto, ficando cara-a-cara com ela. – Pode se masturbar quanto quiser na minha frente, mas eu não vou fazer nada com você.

– Eu não estou te provocando, estou com vontade e não tem nada no meu corpo que não tenha visto ou provado, ou ambos. Então por favor, não venha me dar lição de moral, porque eu sei quem é meu namorado. – Aquela maldita sobrancelha estava começando a provocando-a novamente e não era mais sexy, era arrogante, ela simplesmente estava totalmente provocada e acuada naquele momento.

E Rachel Barbra Berry não ficava acuada, ela era forte e todos sabiam disso. Para provar seu ponto um alto barulho foi ouvido no apartamento e o rosto de Quinn foi jogado para o lado, ela bufou em seguida.

– Qual é a sua coisa com me bater, Rachel? – Quinn estava puta com aquilo, então ela mesma ergueu a mão e desferiu um tapa contra a face de Rachel que manteve seus olhos fixos no chão enquanto fechava as mãos em punhos. – Aceite que não é tudo sobre você!

– Eu estou cansada de você mexendo com a minha cabeça, Fabray. Não sei se você notou, mas mesmo quando eu e você estamos bem, ainda assim tem uma merda de um elefante roxo no canto da sala que simplesmente não vai desaparecer e ele, é a noite em que fizemos sexo!

–Não sei se você percebeu, mas eu não ligo para esse elefante e na verdade eu realmente adoro elefantes... O problema aqui é que você age como se tudo estivesse bem, perfeito, até ser provocada fora da sua zona de conforto Rachel. – Agora os tons estavam elevados e elas estavam se encarando fixamente, um de frente para outra e Quinn tinha seu dedo apontado diretamente para o rosto da morena. – Então vê se me entende... Você não está mais na proteção da sua casa, Rachel, nem sequer tem paredes aqui a não ser que você seja infantil o suficiente para se trancar no banheiro!

Definitivamente não foi preciso dar a ideia duas vezes, assim que Rachel saiu correndo para o banheiro a loira saiu em seu encalço e começaram a correr pelo loft, pulando o sofá, no que a morena conseguiu colocar seu corpo todo pra dentro e começou a fechar a porta, algo impediu isso e empurrou de volta, a fazendo cambalear pra trás.

– Porque você simplesmente não ficou na casa com meus pais, Quinn? Eu poderia estar sozinha e ótima aqui, não sei se você já percebeu, mas eu não preciso de ninguém e ninguém é no sentido real de nenhuma pessoa próxima. – Seus olhos estavam ainda irados, ela gesticulava agressivamente enquanto a loira tinha os braços cruzados. – E agora eu poderia estar tranquila ouvindo minhas músicas, cantando e fazendo algo realmente interessante ao invés de...

– Você está divagando! – Gritou Quinn de volta e respirou fundo. – Olha só, Rachel, eu só queria te fazer companhia e resolver as coisas entre nós...

– Pelo jeito sua tentativa não deu certo, porque estamos discutindo no banheiro do meu apartamento para absolutamente nada, Lucy. – Bateu o pé, como a diva que podia ser e passou por ela, agora saindo do ambiente e jogando-se na cama, ficando de barriga para baixo e o rosto enfiado nos braços.

Quinn bufou e parou olhando-se no espelho, antes de enfrentar a outra mais uma vez, ela prendeu o cabelo e lavou o rosto, para conseguir alguma calma e tentar não matar Rachel. A culpa podia ser sua sobre não ter avisado quem era e ter ido pra cama com a morena, mas ela estava tentando melhorar as coisas... Bem em alguns momentos ela realmente estava, quando seu cérebro não decidia parar e simplesmente deixa-la provocar, e a outra não estava ajudando muito de toda forma.

– Olha, eu sei que isso é um saco e que estamos na pior situação possível... Não podemos só parar com isso e deixar com que possamos ser amigas? – Pediu saindo do banheiro e mordendo o lábio inferior para não rir da situação em que a outra estava. – Sabe, eu realmente sinto muito, já te pedi desculpas, mas precisamos ser adultas e definir uma relação aqui.

– Que tal assim? Você dorme naquele sofá, eu durmo na minha cama e a partir de amanhã a gente simplesmente não se fala nunca mais? – Rachel havia virado e fitava Quinn diretamente, mas assustou-se quando os olhos verdes tomaram uma expressão diferente, que ela nunca havia visto, seu primeiro instinto foi encolher-se.

– Seja adulta! Pelo amor de Deus! – Gritou ela e colocou as mãos na cintura enquanto fitava Rachel fixamente. – Admita de uma vez o que quer ou não fazer e tome consciência das consequências de seus atos, Rachel Berry.

– O que eu quero ou não fazer?! Se eu estivesse fazendo o que quero, eu nunca mais poderia olhar na cara do meu irmão, e se eu não tivesse consequência, eu provavelmente não me sentiria tão mal por algo que eu mal tenho culpa! – Gritou de volta, mesmo que estivesse com receio.

Quinn caminhou e colocou-se mais próxima, ainda com as mãos na cintura, mas agora com uma sobrancelha arqueada, parecendo maior ainda. Ela negou com a cabeça algumas vezes, e então suspirou, começando a parecer abatida, cansada de toda aquela conversa.

– Já deu, Rachel... Eu peguei seu ponto. Não vou mais te incomodar de toda forma. – Não precisou continuar, simplesmente virou-se e já estava saindo para ir para o sofá, apesar de unicamente querer pular daquela janela com aquele clima que estava. Assim que tinha dado um passo sentiu uma mão em seu bíceps.

– Isso vai ficar aqui, não é? Noah nunca precisa saber... Eu vou saber não estragar o relacionamento de vocês e vou apoiar, Quinn... Não se preocupe. – Disse quando a loira parou, então forçou seus dedos e a puxou um pouco, precisava que ela olhasse para si. – Eu sinto muito, por tudo isso, mas ainda mais por agora.

– Não é nada, obrigada por isso que fará e sinto muito por te provocar... Foi injusto, mas eu consegui sua atenção, é o que vale. – Rachel maneou a cabeça, não podia discordar dela de toda forma. – Podemos ser amigas?

– A partir de amanhã, Fabray... – No que suas palavras foram ditas os lábios de Rachel colidiram nos de Quinn mais uma vez, enquanto as mãos dela já começavam a erguer a camiseta que havia emprestado a ela, deparando-se com os seios descobertos e a calcinha somente. – Hoje eu vou ter mais algo para me arrepender depois.

Apesar de querer contestar aquela informação, e realmente queria fazer Rachel parar e dar um tapa em seu rosto, Quinn não pode falar nada com os lábios novamente a beijando como na primeira noite. Os corpos logo se colaram, fazendo-a notar que não era só ela quem estava somente de calcinha e perguntava-se em que ponto Rachel havia simplesmente deixado sua cabeça tão confusa assim a ponto dela não notar algo desse tipo.

– Só me fode, Berry. – Pediu com os lábios no ouvido dela quando ambas caíram na cama e os dedos da morena já estavam descendo sua calcinha. – Somente faça! – Agora era uma ordem, era o impulso que a outra precisava, não foi preciso pedir uma terceira vez para que ela sentisse os dedos provocando seu clitóris e em seguida dois deles penetrando-a e arrancando-lhe gemidos.

Foi realmente complicado não render-se àquilo e deixar-se levar somente, mas ela queria retribuir, então desceu a mão e somente desceu um pouco a calcinha, até onde conseguia, antes de passar os dedos por toda a extensão e então seguir os movimentos da outra e penetrá-la com dois dedos também, pegando a morena totalmente de surpresa. Isso só incentivou Rachel a ir com mais força e Quinn somente copiava seus movimentos...

Amanhã seria outro dia e elas estariam de volta a casa Berry-Puckerman.

Mas hoje elas estavam no apartamento onde tudo começou.

Notas finais
O que acharam para essa conversa e último dia sozinhas delas, e claro, totalmente boca suja? Logo mais elas terão que voltar para a casa e vai ter mais problemas para elas enfrentarem e cada vez que elas tentam resolver algo parece dar errado... Onde acham que essas duas vão parar sem conversar direito sobre tudo isso? Bem, de toda forma, eu espero que tenham gostado, mas deixem-me saber se foi o caso, ou se não foi (principalmente).