Against All Odds
10 Capítulo 10 - Natal Parte 2
Notas iniciais
Os olhos de Quinn não saiam dos de Rachel, que por sua vez tentavam ficar focados, mas constantemente eram pegos vagando pelo quarto, ou então tentando focar, mas caindo pelo rosto dela e focando em algum outro ponto sem a morena sequer notar aquilo. A loira achou graça e ergueu o rosto da outra para analisar cada aspecto.
– Você está tão bêbada, Rachel. – Comentou com um sorriso malicioso em seus lábios, havia tentado observar o quarto dela, caso nunca mais entrasse ali e precisasse lembrar de algo depois, algo que pudesse ajudá-la em sua missão. – Se eu abusasse de ti nesse quarto agora, você nem sequer teria forças para me recusar!
– Não... Seja... Idiota. – Demorou para formar aquelas palavras e Quinn podia jurar que não havia dito idiota e sim outra palavra completamente estranha. Afastou-se um pouco e foi até o banheiro, voltou de lá com a toalha molhada. – Estou calor. – A morena disse e jogou-se na cama sem pensar direito.
Podia parecer que não era assim tão bom, mas ao menos desta vez elas não estavam se agredindo e nem nada parecido. A mais alta acabou fazendo a outra deitar na cama e relaxar por um tempo, enquanto começava a colocar a toalha em seu rosto, nem sequer ligando a maquiagem dela, somente tirando o calor de seu corpo e também ajudando com o gelado e contando com isso para que seu porre diminuísse, não podia se dar ao luxo de dar um banho na morena agora. Batidas na porta a alertaram, mas só a ela, a outra continuava de olhos fechados.
– Quem é? – Perguntou franzindo o cenho de forma preocupada, mas a voz do outro lado anunciou que era a água pedida, caminhou até a porta e pegou a jarra assim como o copo. – Obrigada. Poderia manter isso em segredo, por favor? – Recebeu um aceno de confirmação e um sorriso tímido por parte do garçom que se apressou em sair. Voltava até a bêbada deitada e serviu um copo colocando a jarra na mesa de cabeceira. – Rachel... Levante, por favor. – Pediu em um tom calmo sentando-se na cama e acariciando o braço dela.
Rachel tentou levantar, ela realmente tentou, mas quando ela abriu seus olhos para tentar ver a menina que estava ao seu lado, mas não conseguiu. A tontura a assolou e um gemido correu por seus lábios, arrancando um sorriso dos lábios da outra. Sentiu uma mão em sua nuca levantando-a levemente, apoiando-a de todas as formas e o copo tocando seus lábios. Ela era uma péssima bêbada, mas tomou o líquido oferecido até que não conseguisse mais sequer engolir, recusando a partir dai.
A morena abriu os olhos e começou a realmente notar onde estava, mas não fazia total sentido em sua mente, não se lembrava de nada depois do brinde com os amigos. Tudo borrado. Ergueu sua mão e começou a correr as pontas dos dedos pelo pescoço da loira, deslizando a mão esquerda por ali, até que chegou em uma pequena marquinha na pele dela, em seu peito, um pouco antes de chegar aos seus seios.
– Cada um dos detalhes de sua pele são... – Só teve tempo de começar, o copo logo estava ocupando seus lábios novamente e a loira mordia seu lábio. Os dedos continuavam brincando com a pele dela, tocando aquele ponto e notando uma outra marquinha pequena na lateral esquerda do pescoço dela, como se cada mínimo detalhe saltasse e pedisse para ser totalmente tocado.
Havia terminado o copo e quando sua cuidadora tentou se afastar, acabou segurando-a próxima e continuou levantando até que pudesse fitar seus olhos, um sorriso parecia não deixar seus lábios de forma alguma enquanto os olhos corriam cada detalhe daquele rosto que ela observara nos últimos dias. Aquelas pequenas pintinhas dentro de seus olhos tão verdes, intensamente expressivos. Os lábios que tentavam não mostrar um sorriso e eram intensamente bem desenhados. Até mesmo o nariz lhe chamava atenção e ela só se perguntava porque.
– Eu deveria te odiar. – Comentou enquanto sua cabeça se inclinava um pouco para o lado, deixando o pescoço a mostra. Ela parecia totalmente louca e sem saber o que fazer, ao menos para ela mesma, Quinn só estava achando toda aquela situação fofa.
– Já passamos por isso, sete minutos no inferno... Você já me contou que não consegue me odiar, Rach. – Aquela voz rouca invadiu seus ouvidos e precisou de um breve momento para respirar fundo. Noah estava certo, aquela mulher era totalmente enlouquecedora, era sexy mesmo em pequenos detalhes. – Porque não deixamos isso de ódio para lá, poderíamos ser amigas... – Bem, não custava tentar, certo?
– Você poderia ter pensado nisso antes de se deixar levar e ir parar na minha cama no apartamento. – Apesar de sentir-se mal com aquilo, seu tom parecia incrivelmente amigável e sua mão apoiou-se na coxa da outra. – Eu sinto que vou vomitar, Lucy.
– Quer que eu te leve para o banheiro? – Perguntou e a envolveu pela cintura, caso precisasse levantá-la no mesmo momento, Rachel buscou seus olhos e não conseguiu novamente, somente sentiu aquele solavanco e quando se deu por conta a loira a segurava, totalmente colada ao seu corpo. – Vem, vamos...
– Não, eu estou bem, só preciso respirar. – Pediu e encostou sua testa no ombro da mais alta, fechando seus olhos. Precisaria de realmente algum tempo para se recuperar daquela bebedeira. – Onde está Noah?
– Eu usei-o para tirar Brody de perto de ti antes que ele te agarrasse e fizesse algo contigo. – Respondeu e começou um carinho leve nas costas da outra, somente para que pudesse acalmá-la com aquilo, não queria mais que ela ficasse mal e ainda sentia-se levemente culpada pelo que havia acontecido no geral. – E ele tem uma bela mania de querer dar em cima de qualquer saia que veja. – Não havia feito nada até sentir o rosto da mulher em seu pescoço e precisar morder o lábio inferior.
– Porque você tem que ser a namorada do meu irmão? – Lamentou-se contra a pele alva e depositou um beijo no lugar, na mesma hora a porta abriu fazendo com que Quinn virasse o rosto e se deparasse com o namorado que entrou pegando Rachel em seus braços. – Noah! Eu quero vomitar. – Reclamou de forma infantil e moveu o rosto para se esconder no peito do irmão mais velho.
– Eu sei, minha princesa, vamos para o banheiro. Obrigado, Quinn... Mas poderia me ajudar mais um pouco? – A loira sorriu e acompanhou-os para o banheiro, sem saber se ele havia ouvido algo ou não, mas por sua atitude e tendo em vista que elas estavam somente sussurrando, achou que estavam seguras.
–
A festa corria sem nenhum problema grave, as pessoas estavam comportadas em seu geral e ninguém dera por falta dos mais jovem Berry-Puckerman e também da namorada o rapaz, somente continuavam bebendo e conversando sobre seus assuntos chatos de sempre, bem, isso até Hiram bater algumas vezes em uma taça e ser seguido por outros até que todos virassem sua atenção para o palco improvisado com um sorriso ou então confusos pelo que acontecia. Uma dessas pessoas confusas era Russel, mas quando notou o sogro de sua filha, acabou deixando-se acalmar e tocou a cintura da esposa.
– Obrigado por sua atenção. Hoje é uma noite muito especial para mim, sendo o primeiro natal que passo com meu filho tendo uma namorada e sua família está toda presente. Então, sejam bem vindos ao primeiro natal de muitos, família Fabray. – Muitos voltaram-se para os nominados e eles agradeceram com um sorriso, erguendo sua taça em reconhecimento. – E como tradição, cantamos uma canção do ano, algo que tenha a ver com o que passamos e para isso unimos toda nossa família.
– Este ano escolhemos uma banda recente e não muito aclamada por aqui, Beatles. Noah sempre gostou de rock e decidimos deixar que ele e Rachel fizessem toda a música este ano, sem nos infiltrarmos nela como geralmente. – Comentou Leroy ao lado do outro homem enquanto apoiou sua mão entorno dos ombros dele, como grandes amigos. – E também pedimos para que Quinn, a namorada de Noah, cantasse uma música também e ela pediu para que algumas pessoas pudessem cantar com ela. Então veremos onde isto irá parar. Depois disso o microfone fica sempre aberto. – Sorriu e entre palmas os dois homens retiraram-se.
Rachel agora estava um pouco mais sóbria e subiu no palco sendo amparada por Noah que somente tinha um violão em suas mãos, colocaram-se de pé e todos abriram um sorriso em expectativa, já haviam cantado muitas músicas em cada natal e tinham talento desde jovens. Noah começou a dedilhar alguma notas enquanto Rachel tomava fôlego e simplesmente começava a cantar em seguida.
Hey, Jude, don't make it bad
Take a sad song and make it better
Remember to let her into your heart
Then you can start to make it better
Hey, Jude, don't be afraid
You were made to go out and get her
The minute you let her under your skin
Then you begin to make it better
Parecia que a letra havia sido feita para ela, feita para aquele momento, se você analisasse a fundo, parecia que encaixava com o que acontecia naquele momento, então Noah sorriu para sua irmã e continuou a dedilhar enquanto ele mesmo começava a cantar a próxima parte, rodeando-a como se a cortejasse. Eles fariam um belo casal, se não fossem irmãos e se Rachel não gostasse de mulheres.
And anytime you feel the pain
Hey, Jude, refrain
Don't carry the world upon your shoulders
For well you know that it's a fool
Who plays it cool
By making his world a little colder
Na na na na na na na na
Hey, Jude, don't let me down
You have found her now go and get her
Remember (hey, Jude) to let her into your heart
Then you can start to make it better
Todos os presentes continuavam encarando-os sem se mover, um ou outro estava murmurando a música, balançando os corpos ou por fim estalando os dedos. Ninguém queria realmente entender o motivo pelo qual aquela música havia sido escolhida, estavam somente apreciando o dueto que encaixava-se tão bem nas vozes – e vidas – deles.
So let it out and let it in
Hey, Jude, begin
You're waiting for someone to perform with
And don't you know that is just you?
Hey, Jude, you'll do!
The movement you need is on your shoulder
Na na na na na na na na
Rachel continuou sozinha, vez ou outra dando um leve agudo, fazendo a música mais sua, mais conectada a si e balançando o corpo também, simplesmente seguindo seu irmão naquilo, fazendo com que seus movimentos fossem sincronizados e então começaram a cantar a última parte em uma só voz.
Hey, Jude, don't make it bad
Take a sad song and make it better
Remember to let her under your skin
Then you'll begin to make it better (better, better, better,better, better, oh!)
Na, na na na na na, na na na, hey, Jude
Na, na na na na na, na na na, hey, Jude
Assim que terminaram, ele parou de tocar e acabou dando a mão para sua irmã, algumas palmas soaram pelo lugar, vários complementos e frases animadas. Curvaram-se em agradecimento e sorriram um para o outro antes de Rachel aumentar a voz, agora um pouco menos bêbada, conseguindo formar realmente algumas frases totais.
– Agora, deem as boas vindas a Lucy Q. Fabray, namorada de meu irmão, que irá cantar para vocês. – começou a descer do lugar, somente pensando em ir para sua cama quando Quinn segurou-a pela cintura e beijou-lhe a face demoradamente. – Espero que saiba cantar, seria uma decepção se não soubesse. – Comentou espirituosa podendo ouvir a risada da loira, terminou de descer enquanto ela subia.
– Boa noite a todos. Eu gostaria de apresentar uma música que chamou minha atenção nos últimos dias e que diz, entrelinhas, exatamente o que eu gostaria de dizer. Para isso eu vou chamar minha melhor amiga Santana Lopez e uma grande amiga da pessoa a quem eu vou cantar essa música. Brittany Pierce. – Quinn sorriu quando viu as garotas começando a subir no improvisado palco e colocaram-se um pouco mais atrás de si, Santana a sua direita e Brittany a sua esquerda. Só precisou de um movimento.
(I say a little pray for you)
The moment I wake up
Before I put on my makeup (make up)
I say a little pray for you
While combing my hair now
And wondering what dress to wear now
I say a little prayer for you
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever, we never will part
Oh, how I love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only meen heartbreak for me.
A música soava totalmente harmoniosa nos lábios das três mulheres, as duas garotas fazendo um ótimo vocal e que somente deixava a música com uma bela continuidade, alguns movimentos eram feitos sobre o palco, elas executavam todos eles em total perfeição e somente se olhavam com o canto dos olhos, um sorriso aparecendo em seus lábios vez ou outra.
I run for the bus, dear
While riding I think of us, dear (us, dear)
I say a little prayer for you
At work, I just take time
And all through my coffee break-time
I say a little prayer for you
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me
Elas continuavam, sempre elevando suas vozes e cantando como um trio no refrão, como se tivessem cantado juntas por toda sua vida. Alguns dos presentes estavam praticamente namorando as mulheres de forma a não perder nenhum de seus movimentos e ao fundo o sorriso do pai de Quinn era totalmente visível, praticamente iluminando o local, assim como o de Noah na lateral, Hiram e Leroy que estavam vendo-a bem da frente. A música tinha mais algumas partes, mas as mulheres pararam naquele ponto, Quinn não confiava que suas palavras dariam certeza sobre qualquer coisa, caso começasse a cantá-las. Começando a serem aclamadas, as três desceram enquanto Leroy tomava conta do palco e agradecia a todos os presentes, adicionando, novamente que agora o palco estaria liberado, caso alguém quisesse cantar.
Quinn fora recepcionada por um Noah contente, que acabou puxando-a para si em um abraço de urso, enquanto Rachel e Kurt abraçavam Brittany e Blaine fazia alguma gracinha recebendo um belo tapa de Santana. O único problema naquilo tudo eram os olhares que passaram o show todo se cruzando, assim como se cruzavam agora.
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