Notas iniciais
Olá, leitores anônimos e não anônimos espero que estejam bem! Ah o capítulo mais comprido que já fiz até hoje.

P.O.V Daniel.

Tenho que tentar uma aproximação mais direta.

Em uma tarde estava em frente ao espelho falando comigo mesmo, tentando imitar uma aproximação direta, com Lucy é claro.

– Luciana, que tal sairmos qual quer dia desses? – Não, muito direto — Oi Lucy, quer dar uma volta por ai? Não, não, menos direto Daniel – falava comigo mesmo tentando achar uma forma de falar com ela. – Oi, Luciana quer sentar conosco no intervalo hoje? – isso, perfeito!

– Falando sozinho Daniel? – a voz calma de Gabbe invadiu o ambiente. – Você tem que relaxar, eu tenho quase certeza que ela já esta no ‘papo’. – Ela colocou as mãos em meus ombros, me rebocou até a cama e me fez sentar lá e começou uma massagem.

– Ela não esta pronta para mim, ela gosta do Mateus. Eu estou perdendo-a – falei e fechei os olhos aproveitando a massagem.

– Não fique assim Daniel, ela é toda sua e sempre será você sabe disso – Gabbe parou a massagem e ficou na minha frente. – Ela sempre será sua, e você sempre será dela – falando isso ela se aproximou de meu rosto e colou seus lábios aos meus, fiquei paralisado, o que ela estava fazendo. Empurrei Gabbe para longe com delicadeza. – Daniel, não me rejeite, ela com certeza já deve ter feito isso com o Mateus – e se aproximou novamente. Suas palavras me machucaram muito, só de imaginar ela beijando outro, amando outro, aquilo era torturante.

– Não Gabbe, se ela fez, é por que não sabe quem é, não sabe quem eu sou. Não insista. – e a afastei novamente e sai do quarto.

Desci as escadas em espiral e sai porta fora.

Andei o quarteirão inteiro até uma floresta ue havia ali, adentrei-a e fui até a parte mais densa e libertei minhas asas, quando o fiz parecia que grande parte de meus problemas tivessem uma solução.

Lucy, eu precisava dela, do seu abraço, de seu carinho, de seu amor.

Quando cheguei ao meu destino sentei-me no rochedo da grande cachoeira, e fechei meus olhos e sua imagem apareceu em minha mente. Lucy corada depois do beijo que dei em sua bochecha, inconscientemente sorri.

Perdi a conta de quanto tempo havia passado desde que tinha começado a pensar em Lucy e suas versões antepassadas: Lucinda Prince, Lucinda Biscoe, Lucia... e quando percebi já era noite. Voltei para casa mais livre, mais feliz, com as ideias mais claras.

Entrei em meu quarto pela janela que havia deixado aberta, deitei em minha cama e esperei amanhecer.

Assim que o dia clareou, entrei num banho quente, e logo após vesti meu uniforme e desci as escadas e fui tomar o café da manhã.

– Ops a did it again, I play with your heart I got lost in this game, oh babe babe, ops you think I’m in love… — A voz de Ariane preencheu o ar logo de manhã.

– Já cantando Ariane? – Roland perguntou.

– Quem canta os males espanta – respondeu alegre.

Entrei na cozinha e lá estava Ariane dançando com uma frigideira na mão e um ovo.

– Tá pronto o seu Roldy¹ — ela colocou o ovo no prato de Roland e lhe deu um selinho.

– Brigado Ary – ele agradeceu.

– E o meu? – perguntei a Ary sentando em frente ao Roland ou, como Ariane diz, Roldy.

– Se acalma Sr. Estressadinho.

– Eu estou calmo Ary – falei cruzando os braços.

– Olá, bando de pessoas felizes – Cam falou entrando na cozinha.

– Olá, pessoa infeliz – Ariane falou sarcasticamente.

– Bom dia – cumprimentei.

– Boom Diaaa – Gabbe veio atrás, quando olhou para mim desviou o olhar.

Após o café fomos todos para a escola.

– Grigori, hey Grigori! – Mateus o amiguinho da Lucy me chamou.

Apenas me virei para ele.

– Temos que conversar – ele falou seriamente.

– Agora? – perguntei.

– Sim. – respondeu. – Eu sei um lugar. – sugeriu.

E andamos até o local onde eu encontrei Lucy e ele brigando.

– Quais suas intenções com a Lucy? – como é que é?

– Como assim? — fiz como se não houvesse entendido.

– Eu sei muito bem que esses encontros entre vocês não são meros acasos, mas deixe-me lhe alertar uma coisa: ela é minha entendeu? E você, novato, não vai tirá-la de mim! – Eu não consegui me controlar e gargalhei alto. Eu? Novato? Até parece.

– Não se convença muito disso – eu falei assim que conseguir para de rir.

– Como? – ele perguntou confuso.

– Você não iria entender – falei, é claro que não iria, ela era minha, ela sempre vinha para mim.

– Ta me chamando de burro? – ele estava a ponto de explodir.

– Não, só estou dizendo que você não iria entender – expliquei calmamente. Juntei a mochila que havia deixado no chão a coloquei no ombro. Comecei a andar para sair daquele lugar, mas fui puxado para trás violentamente e fui acertado em cheio no rosto.

– MATEUS ROBERTO, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? ENLOQUECEU GAROTO?? – Ouvi os gritos de Lucy e a vi sair correndo até onde estávamos. – SAIA DAQUI MATEUS, SAIA AGORA!

– Mas...

– SEM “MAS” MATEUS, SAIA! – continuou gritando com ele.

Ele pegou sua mochila e antes de sair disse;

– Isso não termina aqui Grigori.

– Ah meu deus, o seu nariz está sangrando – Lucy falou preocupada – Levante a cabeça, vou lhe levar até a enfermaria — ela me ajudou a levantar e passou um de seus braços por debaixo dos meus para me dar apoio. E foi desse jeito que fomos até a enfermaria.

– Enfermeira Noeli... enfermeira!

– O que houve? –perguntou.

– Acho que ele quebrou o nariz. – Lucy falou preocupada.

– Tudo bem, o coloque ali – e apontou para uma maca² que havia no canto da sala.

Assim que a enfermeira avaliou meu nariz disse:

– Você mocinho não quebrou o nariz por sorte sabia? O que andou fazendo para ficar desse jeito? — ela perguntou.

– Foi culpa do Mateus – Lucy falou antes que eu disse algo.

– Sr. Roberto?

– Sim, não sei o que houve, só sei que quando cheguei Mateus já tinha dado o soco – Ela explicou o que sabia.

– Hm, entendo, vou à sala do diretor, tenho de avisar. — a enfermeira avisou.

Nós só afirmamos com a cabeça. Quando ela saiu Lucy veio até meu lado.

– Me desculpa, não sei o que deu no Mateus, ele nunca foi assim... — ela tentou se desculpa por aquele idiota. Peguei sua mão.

– Não precisa se desculpar por ele – falei calmo, ela ficou em silêncio olhando nossas mãos.

– Eu tenho a impressão que já nos vimos antes sabia? É meio louco e estranho, mas eu tenho essa impressão. – ela falou confusa, mas com aquelas palavras meu coração bateu mais rápido.

Ela se lembrava!!! Eu a trouxe para mais perto.

– Como assim? – lhe perguntei.

– Não sei, é como se eu já tivesse lhe visto antes, antes mesmo de você entrar na escola, parece loucura, mas eu me sinto segura perto de você, como se nada pudesse me ferir... – ela corou violentamente falando as últimas palavras, e eu percebi que ela não queria falá-las, porém eram muito importantes para mim. Ela se sentia segura comigo e isso era ótimo!

– Lucy – falei baixinho e a trouxe para mais perto, e com a outra mão livre segurei seu outro pulso. Quando nossos rostos estavam bem pertos uma voz invadiu minha mente.

Ela com certeza já deve ter feito isso com Mateus’

Que se dane se ela já fez. Olhei para seus olhos, eles me estimulavam a continuar. Lucy queria isso tanto quando eu. Gemi por antecedência, fechei meus olhos, assim como ela e me aproximei mais. Quando nossos lábios estavam finalmente se encontrando...

– Sr. Grigori o Sr. Já está liv... Ah estou atrapalhando? – a voz da enfermeira se fez presente e Lucy se afastou rapidamente corando.

– Na-não, eu-eu j-já estava de sa-saída – ela falou gaguejando. – Até depois Daniel – falou sem olhar para onde eu estava e saiu correndo.

AH DROGA! MALDITA ENFERMEIRA! Eu estava quase sentindo o gosto de seus lábios.

– Sr. Grigori, já está liberado para voltar pra aula – a enfermeira falou. – E desculpe se interrompi algo – ela me entregou um bilhete para justificar a minha falta na aula.

– Não se preocupe, não atrapalhou nada. – Nada ALÉM DE EU PODER BEIJAR O AMOR DA MINHA VIDA DEPOIS DE ALGUNS SÉCULOS SEM VÊ-LA, NÃO É NADA.

Peguei minha mochila emburrado saindo da enfermaria e me pus a caminhar até a aula. Quando cheguei entreguei a justificativa ao professor e me sentei ao lado de Cam, que incrivelmente estava sozinho.

Abri minha mochila e tirei o caderno da matéria e o estojo, abri o caderno só para dizer que ia copiar, mas estava com vontade de fazer nada.

“Que, que deu em você hein?” Cam me enviou um bilhete.

“Nada não.” Devolvi.

Acredito... deixe-me adivinhar pela sua cara: você brigou com alguém, aí a Lucy meu teu amor apareceu e então vocês quase se beijaram e foram atrapalhados? :D”

O QUE? ELE ACERTOU??

“Hmm”

“Acertei? Que sorte!! Sério mesmo?”

“Sim”

“Uhul :D”

Então amassei o papel e enquanto o professor estava tentando explicar a matéria, que nem ele mesmo sabia, Cam começou a trocar bilhetes com Gabbe, Ariane, Roland e Molly.

Quando o sinal tocou, nós fomos para o refeitório, Gabbe e Ariane foram comprar lanches para si e o resto de nós, estava procurando um lugar para sentar, mas não havia nenhum.

Então eu vi alguém acenando escandalosamente para nós: o garoto que sentou do lado da Gabbe.

Paulo Elias.

– Eu acho que ele está oferecendo lugar para nós – Roland deduziu.

– Vamos aproveitar então, ou vocês querem comer de pé? — Molly se manifestou pela primeira vez no dia.

E fomos até a mesa deles. Quando chegamos, já tinha cadeiras à mais na mesa.

Ariane fez o favor de se sentar ao lado de Lucy que estava conversando com sua amiga, Emili acho. Todos se sentaram e eu fiquei de frente para Lucy.

Todos começaram a conversar entre si, mas Luce não conversava com ninguém apenas com sua amiga.

Hey look this boy Lucy he’s cute, pretty, wonderful perfect, and you refuse, you’re crazy³ (Hey olhe esse garoto ele é fofinho, bonito, maravilhoso, perfeito, e você recusa, você é louca). – Emili falou em inglês.

No, I'm just confusing, he’s my new classmate and I fallen in love with him, it’s crazy, you don’t understand (Não, eu só estou confusa, ele é meu novo colega e eu estou apaixonada por ele, isso é loucura, você não entende)Lucy respondeu. Elas estavam falando de mim, mas não sabiam que todos nós falávamos todas as línguas existentes além da língua dos anjos.

Eu olhei para Ariane e ela apenas concordou.

– Ela gosta de você — Molly falou do meu lado.

Apenas acenei com a cabeça.

E Lucy olhou para mim de canto de olho e quando percebeu que eu a estava encarando corou e voltou a se concentrar na conversa.

No, no, Lucy you’re stupid... (Não, não, Lucy você é idiota...) Emili a xingou.

HEY, shut-up girl (Hey, cale a boca/fique quieta garota)Lucy respondeu, isso detona ela Lucy, essa é a minha garota.

Quando o sinal tocou, nos levantamos e fomos para a aula, na metade do caminho Gabbe me chamou:

– Daniel? Posso falar com você? – ela perguntou.

Acenei positivamente.

– Vão indo na frente, já estamos seguindo – falei para os outros. E em pouco tempo estávamos sozinhos.

– Eu queria pedir desculpa por ontem, eu não deveria ter feito aquilo, eu estava confusa e...

– Não precisa se desculpar – coloquei minhas mãos em seus ombros – Você gosta dele não é? – perguntei voltando a andar junto de Gabbe.

– Quem? – ela falou desentendida.

– Cam.

– Não, não! – ela respondeu rápido demais.

– Sei!!

E voltamos para a aula conversando como nos velhos tempos.

Notas finais
A musica que a Ariane está cantando é a Ops I did it again da Britney Spears.¹ - Junção do nome Roland.²- Mesas quadradas.³ - Sou horrível em inglês se tiver algum erro me avisem.Então, comentário???? :'(I need. Eu mereço???