Again

2 Salva pelo anjo


Notas iniciais
Espero que gostem desse capitulo tanto quanto adorei escrever. Pretendo postar segundas e sextas capítulos novos!
Não se esqueça de comentar!!!
Boa leitura.

– Esta tudo bem? Você esta bem? -disse uma voz em tom angelical- Quer ajuda? Esta perdida? -me distanciei na mesma hora em que ela se moveu em minha direção com a mão estendida. Ela pareceu entender minha recusa abaixando a mão e escondendo-a no bolso. -Mas se não quer ajuda tudo bem, já estou indo embora ok? — terminou ela com um tom ofendido como se tivesse dado um tapa em seu rosto.

– Estou bem, obrigado! -disse em tom severo, tentando não prolongar a conversa.

Nessa mesma hora minha garganta queimou como se tivesse engolido algo muito quente, mas muito pior, era como se fosse sede, uma sede incontrolável. Queria gritar de dor, mas não consegui mexer-me. Era como estar em um sonho em que você grita e ninguém escuta. Estava presa em meu próprio corpo imóvel.

Quando algo se aproximou de mim tão rápido que era como se já estivesse ali há horas.

– Ela esta bem, não se preocupe- disse ele uma voz dura, mas ao mesmo tempo cautelosa e protetora- vou cuidar dela agora. -A mulher já seguia seu caminho tranquilamente.

Queria virar e dizer o que ele estava pensando, dizer que eu não vou com ele a lugar algum, mas só o que consegui fazer foi ficar parada com a mão na minha garganta que queimava de dor.Ele pareceu notar a minha dor, pois me pegou firme pelo braço afastando-se da rua até um beco escuro do lado de fora de uma cafeteria já fechada. Jogando-me contra a parede com força o suficiente para sentir minha clavícula se quebrando. Mas não liguei, a dor estava com toda a minha atenção agora.

– Você já bebeu sangue hoje? -disse ele preocupado e ao mesmo tempo irritado.

Não conseguia responder, queria, mas não consegui. Estava doendo demais, uma dor que eu nunca havia sentido, nada parecido com isso. Era como se eu fosse morrer se a dor não parasse.

– Você já bebeu sangue hoje? -Agora com um tom mais de raiva do que de preocupação.

Finalmente percebi o que ele havia dito, e me questionei na mesma hora. O que? Por que eu beberia sangue? Você ficou louco? Quem é você? Por que você falou daquele jeito com ela? Por que disse que cuidaria de mim agora? Por que me jogou da parede com tanta força? Por que me trouxe para cá?

Mas nada saiu. Percebi que minha boca estava aberta, mas não havia som algum. Tentei novamente e então a voz saiu, mas estava rouca, sem vida e agonizante.

– Esta doendo muito!

– Então você não bebeu nada? Quando foi a ultima vez que bebeu? -perguntou com ar de divertimento, como se minha dor o deixa-se intrigado, alegre.

– NUNCA BEBI SANGUE! VOCÊ É LOUCO? -quando aumentei minha voz minha garganta doeu mais ainda.

– Espera um segundo, você nunca bebeu sangue, tipo nunca, em toda sua vida? -falou ele com espanto, como se eu fosse uma aberração, uma louca.
— Por que diabos beberia sangue pode-me explicar?

–Não sei. Talvez para não morrer. – mesmo não o vendo dava para sentir que estava sorrindo pelo seu tom de voz – Foi só uma sugestão.

– MINHA GARGANTA ESTA QUEIMANDO, DROGA! A dor havia intensificado, me senti fraca, , quando perdi o equilíbrio, estava indo ao encontro do chão quando ele me segurou pelo braço com firmeza.

– Viu o que quis dizer com morrer? Se você não consumir sangue agora não vai conseguir se controlar e vai atacar qualquer um que aparecer na sua frente. -Lendo o meu percebeu minha confusão e disse -Eu não. Quis dizer humano ou animal. Se você bebesse meu sangue morreria. Mas do jeito que você esta morrer não foge do seu futuro próximo.

– Vamos eu te ajudo, vou levar você a minha casa. -falou agora com calma e tranquilidade.

– Não vou a sua casa! -disse com voz fraca, porém decidida.

– Não vou agarrar você, não se preocupe você não faz meu tipo- disse com desdém, como se fosse impossível, o que me deixou feliz- Mas se quer castigar a si mesma o resto da sua vida, que alias é longa, por ter matado alguém. Tudo bem vai em frente, se me permite gostaria de olhar, quem sabe filmar. Vai ser engraçado ver e rever o dia que você desejou ter morrido -ele falou com tal convicção como se toda a historia absurda fosse verdade -Você não acha engraçada a palavra morrer considerando que você já esta morta?

– Quem é você?

– Onde estão meus modos. Meu nome é Jaime Henley. Mas pode me chamar de lindo se preferir- disse com tom de sarcasmo.
Revirei os olhos na hora. Parte pelo sarcasmo parte por se referir a si mesmo como lindo, parte por tudo parecer uma loucura demais até para alguém em um sanatório.

Queria discutir, gritar com ele na verdade, mas estava ficando cada vez mais fraca. A dor estava tão insuportável que senti como se tivessem derramado um tanque de gasolina me mim e atirado fogo.

– Eu não estou entendendo nada. Porque estou com tanta dor? PORQUE DOÍ TANTO? -já não estava aguentando mais.

– Nossa você é meio lerda! Sendo que meio lerda é um termo gentil de mais para a situação. Já falei você não bebeu sangue e sangue para você é como comida, você precisa disso para viver. -ele fez uma pausa como se estivesse esperando que eu compreendesse

–Essa dor que você esta sentindo só vai piorar até você não conseguir se controlar e fazer algo que vai se arrepender depois. E eu meio como ironia sou o anjo que vai salvar você de fazer algo ruim.

– Eu sou huma..- então tudo escureceu e senti cair em um abismo profundo, até apagar completamente.

Notas finais
Gostaram? logo postarei mais. Obrigada por lerem anjos!!!
comentem por favor!
Até sexta.