Again
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Notas iniciais
Kevin nos levou para uma casa grande azul claro, em um lugar que graças a minha perda de memória não me recordava nem por um segundo. Fiquei pensando se morei aqui, e que talvez fosse legal viver nesse lugar. Quando cheguei perto da porta estremeci. Fiquei com medo do que talvez eu fosse descobrir, talvez eu não gostasse de saber não é? No mesmo segundo quis me chutar por pensar isso. Medo é a ultima coisa que eu vou ter agora.
– Tem certeza que é aqui? – perguntei um pouco receosa.
– Sim, tenho. – pelo seu tom de voz eu não era a única com medo.
– Ok vamos lá. – tomei iniciativa.
Minha resposta foi um aceno, que dizia vamos em frente. Me dirigi para a porta tocando a campainha. O que não levou menos de 1 minuto para alguém atender. Era uma mulher mais velha que deveria ter em media 40 anos. Tinha cabelos loiros, olhos que eu juro eram amarelos. Quando me viu parou completamente como se eu fosse alguém que voltou dos mortos ou algo assim. OK obrigada por isso!
– Entre agora, não pode ficar ai fora. – falou ela em pânico. Fui entrando quando ela parou Kevin na porta não permitindo passagem. – você não garoto.
– Ele vai entrar ou então vou ficar aqui fora. – falei decidida.
– Ok. Logo após ele entra ela trancou a porta rapidamente. O que há de errado com ela? Me sentei em um sofá branco neve que deveria ser muito caro. Kevin sentou logo depois ao meu lado. Já a loira sentou em uma poltrona em frente ao sofá.
– O que aconteceu com você? Achei que estava morta! – falou preocupada.
Oh, quer saber o que aconteceu comigo? Para começar sim eu estou morta, então tecnicamente você não esta errada. Em segundo lugar perdi minha memória, um cara extremamente lindo me ajudou e logo depois foi embora. Encontrei esse garoto Kevin que é o único que esta sendo legal comigo. Por enquanto é só isso quer dizer, não é nada de mais. Mas me limitei a isso:
– Esperava que você pudesse responder a isso. – calculando cada palavra.
– O que? Espera, tem algo errado. Sinto cheiro de vampiro. – falou se levantando. Nessa hora alguém desceu as escadas. Era uma garota, que era uma replica exata da mulher a minha frente, só que mais nova.
– Sabia que tinha um chupador de sangue em casa. Só não esperava que fosse você! – disse pulando em cima de mim, me derrubando no chão.
– O que foi isso? – falei um pouco confusa. Nessa hora ela tentou me dar um soco, o que eu desviei extremamente rápido. Em seguida tentou novamente e o resultado foi o mesmo. Ela tentou de novo só que desta vez segurei seus pulsos, prendendo suas mãos. – Qual é seu problema? – perguntei. Então como resposta deu com seu joelho em meu estômago. Se eu dissesse que doeu estaria mentindo, eu quase não senti dor alguma, apenas um incomodo.
Joguei ela para frente, de forma que fiquei em cima dela. Estava com meu punho a um dedo de seu rosto quando alguém falou: — Pare! –histericamente.
Instantaneamente me levantei, olhei em volta para ver que quem havia dito era a loira mais velha. Que agora me olhava com horror. Bem, eu também estaria se fosse ela. Como no inferno eu consegui ser tão boa em brigar?
– Quem é você? Quem fez isso? – perguntou ela.
– Não é da sua conta o que eu sou, ou quem fez isso. – falei rudemente. Apontei para a garota no chão que agora se levantava. – Qual é seu problema?
– Não gosto da sua espécie. Vocês são nojentos. – disse ela com desdém e nojo na voz. E sinceramente não a culpava por ter essa reação.
– Sinto por isso. – disse com sarcasmo. – Mas aconselho a não fazer isso novamente. Eu sinceramente não sei se vou poder parar na próxima. –falei com sinceridade.
– Que seja, não tenho medo de você Emily. Pensão que são invencíveis só porque é difícil de mata-los. Vou dizer uma coisa, não é fácil de matar, mas não é impossível. – disse ela avançando um passo em minha direção.
– Pois deveria ter medo Celine. Emily é muito mais forte que você agora. Controle-se ou vá para seu quarto. – disse a loira velha.A garota bufou e subiu as escadas. – Desde quando você é isso?
– Uns dias. – respondi.
– Tem um controle muito grande para um recém formado. Mas como isso aconteceu? — Perguntou sentando-se novamente na poltrona e eu segui para o sofá onde Kevin estava com a boca aberta de horror. Provavelmente por cota do espetáculo.
– Respondendo a sua pergunta não sei como, por isso estou aqui. Quero saber como eu vim parar onde estou. – ela me olhou confusa e eu completei — Perdi minha memória recentemente, e quando acordei eu já era vampira. Eu tenho que saber o que aconteceu comigo, e espero que você pode ajudar.
– É claro que você pode ajudar não é? – disse Kevin em tom ameaçador.
– Você cometeu um grande erro trazendo este menino mundano para nosso mundo. Ele só ira trazer problemas.
– Eu o trouxe, portanto eu cuidarei dele. Agora se não foi incomodo poderia dizer como vim parar aqui.
– você realmente não sabe como estou feliz de ver você viva. Bem não completamente viva, mas quase isso. – disse dando uma risadinha sem humor. –Prometi a sua mãe que cuidaria de você até conseguir entender nosso mundo. E eu o fiz, com todo meu coração lhe criei por 7 anos. Levei você para escola, fui as suas apresentações, arrumei seu lanche, ajudei na tarefa de casa, dei carinho, brinquei, dei meu amor de mãe como dei para Celine ou Matt. Fiz tudo que sua mãe faria. Mas sinto muito pelo que aconteceu a sua mãe. Eu realmente sinto. Falei para seu pai esquecer o que ouviu, mas ele não escuta ninguém, nem mesmo sua mãe. – disse ela com sinceridade.
– O que meu pai tem haver com o que aconteceu? – perguntei cautelosa.
– Há duas semanas atrás seu pai ouviu uma conversa. Uma que nunca deveria ter ouvido, mas não foi proposital. Seu pai ai para o instituto como sempre já que era o Nefilin que cuidava da maioria das coisas no instituto, quando entrou indo em direção ao escritório de Lucas um dos anjos conselheiros, ouviu a voz de Matheus. Eles estavam conversando sobre um plano que destruiria o céus, inferno, tudo no mundo ira mudar depois disso. Essas foram as exatas palavras do seu pai quando pediu para que eu cuidasse de você. Seu pai ouviu a conversa e recuou, mas um dos Nefilins amigo de Lucas viu ele se afastar da porta, seu pai tentou disfarçar, mas não foi o suficiente.
“Dias depois seus pais vieram a minha casa pedindo para que se algo acontecesse a eles, para que eu cuidasse de você. Com isso fiz minha promessa de sangue há eles, prometendo lhe contar a verdade quando achasse que e estava pronta. Seus pais estavam voltando para casa naquele dia quando sofreram o acidente e morreram. Logo que soube fui até sua e lhe busquei. Você morou comigo desde então. Eu fiquei esse tempo todo com medo que viessem e lhe matassem, mas não vieram. Até a uma semana pelo que parece ou não."
– Como assim? – perguntei confusa.
– Há uma semana contei a você tudo o que lhe contei agora, quando fiz isso você saiu correndo com raiva e simplesmente sumiu. Procurei você por alguns dias, mas logo depois me conformei que eles haviam lhe encontrado novamente.
– Novamente?
– Sim, eles lhe encontraram há um ano, e lhe deixaram viver, mas para isso você esqueceu algumas coisas. Já a sua perda de memória recente, penso que foi pela transformação. Quando um Nefilin ou humano são transformados, as vezes eles perdem memórias. Isso acontece porque a visão de vampiros são muito mais apuradas e melhores, do que as outras espécies. As memórias perdidas podem voltar, mas deverão estar um pouco embaçadas.
– E porque não simplesmente me mataram?
– Não sabiam da sua existência até um ano atrás, então você já era crescida e tinha amigos. Matar você seria um risco de investigações, e se isso acontecesse estragaria os planos deles. Mas de qualquer forma eles sabiam que eu não havia lhe contado nada, por isso os riscos eram menores. Já agora são muito maiores. Mas agora que você é vampira, isso com certeza vai inibir eles de tentarem lhe matar. Mas você ainda é um risco para eles, o que põem a sua “vida” em perigo. – desde que cheguei aqui notei que eles não eram muito fãs de vampiros, mas isso já estava me irritando.
– O que houve há um ano atrás?
– Há um ano atrás você cometeu um grande erro, e colocou sua vida e de minha família em risco. – disse ela grosseiramente.
– E o que seria isso? – ela obviamente não queria me contar, mas era da minha vida que estávamos falando.
– Fiz de tudo para você se sentir bem, mas não escolhemos como as coisas acontecem. Mas aconteceram e não há mais jeito de consertar, você saber vai só fazer mais estragos do que já foi feito. O erro já foi reparado.–falou com raiva na voz.
– É sobre a minha vida que estamos falando, então é da minha conta. Eu julgarei se é errado ou certo, não cabe a você dizer.
–VOCÊ NÃO TEM VIDA! Você só vaga pela terra, mas não vive. Porque a vida tem um tempo estimado, já você vai vagar para sempre. Você não se importa agora querida, mas logo seus amigos vão morrer, bebes irão nascer, fores irão morrer e arvores irão crescer. E você vai continuar igual, para sempre! –gritou ela com raiva. Tão alto que sua filha desceu as escadas e Kevin levantou-se. Mas aquilo não me surpreendeu, sabia que ela iria falar algo do tipo e seria em breve.
– Então esse é seu ponto? OK! – disse levantando-me. – Sei que não estou plenamente viva, mas sinceramente isso não me incomoda. O que me incomoda é não me lembrar de coisas que são minhas. Minha vida, minhas memórias, tudo isso é MEU! Você sabe coisas que claramente não deveria. Coisas que pertencem a minha vida, coisas que se você não quer falar. Não me importo quem você é, se foi ou não amiga da minha mãe, primeiro porque eu não me lembro dela e sinceramente não me importo com isso. Se não me lembro, não sinto dor. Mas ela queria que eu soubesse e eu tenho que saber, não cabe a você decidir se vou ou não. – minha voz estava firme, mostrando que não iria recuar. E disse obrigada mentalmente por isso.
–Você não pode fazer minha mãe falar garota. –falou sua filha Celine com raiva.
– Claro que você tem falar para ela, é a vida dela. –disse Kevin.
– Já esta na hora de você ir embora garoto. –disse Celine, indo em direção a Kevin e pegando seu braço. Kevin tentou se soltar, mas não conseguiu.
– SOLTE ELE AGORA, OU EU VOU FAZER VOCÊ SOLTAR. –gritei com força, para mostrar o quanto estava falando serio. Parecia ter funcionado pois ela soltou e eu corri para ficar entre Kevin e Celine. –Se você encostar mais um dedo nele, eu juro que você não vai sair da cama por um bom tempo. –ameacei.
–SAIA DA MINHA CASA AGORA! VOCÊ JÁ CAUSOU PROBLEMAS O SUFICIENTE. –gritou a mulher mais velha.
– Ok. – caminhei para a porta, parando para dar um ultimo golpe. – Algo me diz que você tem algo a ver com tudo isso, sobre o meu passado, a morte de meus pais, e essa coisa que você não quer me contar. Não sei o que é, mas eu irei descobrir. Se você tem realmente algo a ver com isso, eu ficaria com medo se fosse você porque eu vou descobrir pode ter certeza. – com isso fechei a porta.
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