Afterworld-Recomeço
1 Prólogo-EDITADO
Notas iniciais
No ano de 2051, as duas maiores potências mundiais entraram em guerra pela supremacia tecnológica e o controle total do mundo para manter a paz ja frágil no mundo, porém, por causa do armamento usado acabaram destruindo todas as formas de grande civilização encontradas pelo mundo e os que não morreram pela destruição, foram mutados pela radiação e se tornaram mutantes
Os sobreviventes que não se alteraram buscaram reconstruir a civilização o mais rapidamente possível, levando cinquenta anos até que alguma forma de sociedade "avançada" fosse encontrada.
Mas muito diferente de tudo até agora.
Dragões, demônios, anjos, máquinas, todos os seres que pensávamos que só existiam em nossa imaginação surgiram num passe de mágica. Era surreal, tantos seres diferentes, até os mutantes apareciam dos cantos mais inóspitos, gigantes, animais, tudo, era um novo mundo, nosso antigo planeta Terra tinha morrido e renascido como algo novo, muito melhor. Finalmente a paz que tanto almejávamos tinha surgido. Minhas criações, antes pequenos automatos de manutenção e armaduras de guerra controladas remotamente evoluiram para seres inteligentes, que podiam pensar por si mesmos, amar, odiar, lutar. Livres de todas as limitações de seus parentes primitivos, minha maior criação, DKS-8, ou Octa, era o ápice da evolução da robótica, totalmente independente e impossível de reprogramar. Meu filho, se posso ter a presunção humana de chamá-lo.
Os anjos nos ajudaram muito, e incrivelmente os demônios e mutantes também com o que eles puderam dos dados e planos de um século atrás, os dragões tinham uma civilização própria onde ficava a África antigamente, porém, nem tudo que é bom dura pra sempre.
Especialmente quando você descobre que os males do antigo mundo ainda nos assolam.
A última empresa militarizada, especializada em armas biológicas, tinha sobrevivido graças a bunkers e as suas criações, pegando inocentes de vilarejos isolados do pós-guerra e os transformando em mutações horrendas ou máquinas de guerra. Um colega meu usou o filho de cobaia, a aparência dele não mudou em nada a não ser pelos olhos amarelos e ter lançado um tanque pela parede do hangar deles com oito anos de idade, definitivamente inaceitáve[...]
DADOS CORROMPIDOS, IMPOSSÍVEL CONTINUAR A LEITURA DO DOCUMENTO.
REINICIAR?
—Merda!
Eu soquei o teclado digital, as teclas holográficas se dissipando na minha frente e se refazendo logo depois, o brilho azul neon delas e o branco da tela do computador eram as únicas coisas que iluminavam meu rosto, esse laboratório tem pelo menos mil anos de idade e eu estou a três hora perambulando ele, ja até perdi o contato com os meus colegas pelo menos quatro vezes e devo ter ignorado umas duas tentativas de contato enquanto lia isso, chutei um endoesqueleto de um protótipo inacabado, imaginando se ele era o tal Octa do documento. Pegando devolta minha mochila e caminhando pelos corredores enferrujados, senti que algo me olhava e o zumbido contínuo do gerador a frio desse laboratório enferrujado não ajudava a acalmar os animôs.
Derrepente o protótipo que eu chutei se moveu.
Gritei, com o susto repentino e peguei meu Z-43A.1, uma pistola de pulso elétrico, feita especificamente para lidar com esse tipo de problema e disparei, o feixe de energia púrpura atingindo a máquina no peito, fazendo ele dar um pequeno pulo no lugar. Grunhi, notando que era apenas uma dos muitos aracnobots de reparo, unidades de menor importância destinadas a manutenção tentando dar continuade a sua programação. Suspirando denovo, pensei em voz alta:
—Por que esse mundo não pode ser como o desses documentos....
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