Notas iniciais
Voltei com um capítulo fresquinho! É a partir desse aqui que os dois vão se aproximar mais, então ainda está tudo um pouco "frio" entre eles. Não vou falar muito pra não estragar as coisas hahah. Como sempre, eu aceito de tudo. Críticas, elogios, sugestões, dicas, puxões de cabelo, pedradas, tiros... comentários. Enfim, boa leitura!

Quando o sinal da entrada soou e as crianças foram direcionadas às suas respectivas salas, John descobriu que o moreno nada gentil estava na mesma sala que a sua. Não deu muita importância a isso, mas pensou que seria difícil estar na mesma sala com uma pessoa tão cabeça dura.

– Por que você tava falando com Sherlock? – um dos amigos de Mike, Anderson, o perguntou. John o tinha achado um pouco metido.

– Sherlock? O moreno? Ele tava sozinho em um dos bancos, só tentei me aproximar dele e fazer amizade.

– Aquele cara é um saco. Entrou ano passado e só arrumou confusão — Anderson deixava claro que não gostava nem um pouco de Sherlock – Ele se acha o sabe-tudo e fica adivinhando a vida dos outros e contando segredos em voz alta.

– Bom, eu não sabia... – John não sabia como responder.

– Agora que sabe, só fica longe dele – o mais velho deu um tapinha nas costas do mais novo, se afastando logo em seguida.

John escolheu um lugar nos fundos da sala, onde os amigos de Mike se aglomeravam. Viu algumas garotas entrarem na sala e sentarem na parte do meio, e logo alguns meninos já puxavam assunto com uma tal de Sarah, claramente apenas pela beleza. Sherlock se sentou na segunda carteira da fileira da parede, sendo recebido com alguns protestos dos ocupantes do “fundão”.

– Bom dia, classe! – a professora descansou sua bolsa na grande mesa ao lado do quadro e sorriu para todos, sendo recebida com alguns “bom dia” baixinhos – Sou a Mrs. Robinson, professora de matemática de vocês. Hoje por ser o primeiro dia de aula vamos só fazer algumas apresentações, certo?

E assim as apresentações começaram. John esperou chegar a vez de Sherlock para ver o que o moreno diria, mas só recebeu em troca um “Sou Sherlock e já estudei aqui”. Fazer aquele menino dizer um oi sem que ele queira enfiar um tijolo na sua cara seria difícil e o mais novo prometeu a si que não desistiria por isso. Ele não sabia por quê, mas já considerava questão de honra.

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O loiro agradeceu aos céus pelo sinal ter soado. Já não aguentava mais a monotonia da aula de português, dormindo em muitos momentos. Que tipo de professor passa matéria em pleno primeiro dia de aula? ele pensava, irritado. Seguiu o fluxo de seus amigos até o pátio e se sentou num banco para comer a maçã que tinha levado. Viu Mike de longe o chamando para um rápido pega-pega mas resolveu rejeitar, dando um pouco de importância a observar todos do pátio.

Via várias meninas indo e vindo, em seus famosos grupinhos, conversando e fofocando, como sempre. Notava umas e outras olhando para algum menino específico e cochichando, já sabendo que alguma delas tinha interesse. Riu ao pensar em quando isso aconteceria com ele.

Passou os olhos pelo pátio inteiro até os deixar cair na outra área de bancos, onde viu Sherlock com sua carranca natural e seu desinteresse por tudo aquilo. Andou até ele e se sentou ao seu lado.

– O que você faz no recreio? – perguntou.

– Olha, eu sei o que você está tentando fazer, – disse Sherlock, ríspido – e como já deve ter percebido, não estou com nem um pouco de vontade de participar disso.

– Mas eu já disse que só quero ser seu amigo – John rebateu.

– E eu já deixei bem claro que não quero amigos e que não quero que isso acon...

Sherlock voltou seu olhar para frente, fixando em um ponto em que John apenas entendeu quando seguiu seu olhar. Anderson vinha andando em sua direção com mais dois meninos, e raiva era o que se via em seu olhar.

– Escuta aqui, ridículo, eu já tô cansado de você espalhar nossos segredos por ai – Anderson se aproximou perigosamente de Sherlock, que mantinha sua expressão indecifrável – Acho que tá na hora de resolver isso...

John se assustou quando o menino ruivo ao lado de Anderson se pôs na frente do mesmo e agarrou a gola da camisa de Sherlock. Viu o menino cerrar seu punho direito e acertar o rosto do moreno em cheio, fazendo o mesmo soltar um urro de dor.

– PARA COM ISSO, CARA! – o loiro berrava, tentando segurar os braços do ruivo que não conhecia – O QUE VOCÊ PENSA QUE TÁ FAZENDO?

– Sai dai, Watson – rosnou Anderson, empurrando John para longe da briga – Eu já te disse pra não andar com esse esquisito e mesmo assim você não me ouviu.

O ruivo continuava descendo a mão com grande força em todo o corpo do moreno, que apenas soltava ruídos de dor e não resistia. Sangue já era claramente visto descendo de suas narinas. John se aproximou novamente e se enfiou no meio dos dois, usando toda a sua força para empurrar o mais velho. Acabou levando alguns socos e palmadas também, mas nada comparado ao que o menino encolhido no chão havia recebido.

– Eu te dei mais uma chance pra sair daqui, Watson, mas você não me ouviu. Agora eu sei de que lado você tá – Anderson falava com rancor em sua voz – Só não faça tanta merda assim como esse idiota atrás de você fez.

Uma grande roda já havia se formado ao redor dos cinco meninos, mas Anderson apenas virou e caminhou com seus dois amigos para uma extremidade dela que vários já começaram a se afastar para dar espaço. John se agachou próximo ao moreno, não sabendo o que fazer.

– Cara, você tá bem...? – o loiro ouvia alguns resmungos, até ver o corpo de Sherlock se mover e ele virar para cima – Meu Deus, você se machucou muito.

– Você não precisava ter se metido, idiota.

– Isso foi um agradecimento? – o mais novo disse, sorrindo.

– Talvez.

Notas finais
John pequeno e sorridente é uma coisa tão fofa que eu morro só de imaginar! Não pude deixar de lado o Mrs. Robinson porque amo Simon & Garfunkel e tive que colocar hehe. Eu não sei se vocês se incomodam muito com os "tá", "tô", "tava" ao longo do cap, mas eu preferi deixar assim porque quis deixar mais infantil, sabe? Bom, não sei como estou me saindo, então se vocês quiserem comentar...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.