Aproveitamos o resto da festa de ontem, aliás, não teremos muitos momentos de liberdade assim. Mas hoje é outro dia, e temos que descobrir mais sobre as pessoas que vivem do lado de fora dos portões do acampamento.

Sento-me encolhida em minha cama, pensando em um plano. Horas mais tarde Paul acorda e me faz uma pergunta ainda sonolento: "O que você está fazendo?" Respondi com uma simples palavra: "Pensando". Paul levantou-se e ficou sentado esperando a comida chegar pela pequena abertura em nossa porta.

A abertura, pensei. Um bom começo, mas é claro, como nunca pensei nisso. Ela é nossa única comunicação com o corredor e com os guardas, e com qualquer um que passar por ela. Ideias vão enchendo minha mente, e tudo vai tomando forma. Talvez de certo, talvez não, mas temos que tentar pois talvez seja nossa única chance.

Todos acordam e continuo sentada, quieta e sozinha, pensando e repensando o plano. Muito provável nossa única chance de obter verdades. Nosso café da manhã chega no mesmo horário de sempre, apesar de ser meio difícil ter noção de tempo aqui dentro, nem vemos a luz do sol. Me aproximo dos outros e pego minha comida.

— O que aconteceu Kim? – pergunta Ash tentando descobrir o motivo de meu silêncio.

— Nada. Estou apenas pensando. — digo.

— Pensando sobre o que? – indaga Scar.

— Uma maneira de descobrir a verdade.

— Como assim? – diz Scar confusa.

— Uma maneira de obter a verdade sobre aquele povo, sobre como sobreviveram, sobre quem são eles de verdade, sobre tudo o que não sabemos. – respondo.

— E também sobre quem realmente estamos lidando, digo, aqui dentro e lá fora. – diz Matt.

— Ainda está com o que aquela velha disse na cabeça? – zomba Scar. – Ela é uma doida que vive no meio do nada, não deviam acreditar nela. Nem se quer conhecemos ela.

— E que te diz que conhecemos quem diz que nos protege? – retruca Matt com um tom desafiante na voz.

— Você tem razão, e é por isso que temos que descobrir a verdade. – digo.

— E o que realmente você tem em mente? – pergunta Matt.

— Temos que falar com o comandante.

— O que você quer dizer com "temos que falar com o comandante"? – questiona Liam.

— Kim, não vai rolar. Ele não vai falar com a gente, quebramos varias regras, ninguém liga pra gente. – argumenta Ash.

— Exatamente. Ninguém liga para nós.

— Desembucha logo Kim. – resmunga Matt.

— Vamos fazer o comandante de prisioneiro. Vamos arrumar uma desculpa para falarmos com ele, trazê-lo aqui, e então pegamos ele. Fazemos ele de refém, e torturamos ela até nos dizer o que queremos.

— Você só pode estar maluca! – Scar diz.

— Kim, essa não é uma boa ideia. – diz Paul – como vamos fazer tudo isso, além do mais, ele é o comandante, irão nos pegar.

— Não, vocês não estão entendendo. – digo.

— Então explica direito. – Matt diz, curioso, ansioso e arrogante.

— Ele é o cara com mais poder aqui dentro, se fizéssemos de refém qualquer outra pessoa ela não nos diria nada e morreria por não ter tanta importância. Mas ele, ele não, ele é o chefe, sem ele aqui tudo desanda. Talvez ele não nos fale nada, mas alguém falara. Temos que saber o ponto fraco dele, que atingir bem no centro. Talvez essa seja nossa única chance e talvez possa dar errado, mas temos que tentar. Caso contrario, nunca saberemos a verdade. Todos tem segredos, todos tem algo importante que não podem dizer. Deve ter algo que temos que saber para podermos ameaçar ele, para arrancar a verdade dele.

— Talvez possa funcionar. – diz Matt.

— Mas para isso precisaremos de algumas coisas, que já sei como conseguir. – digo com um sorriso no rosto.

PS: ESTOU POSTANDO NO DOMINGO POIS AMANHÃ NÃO SERÁ POSSÍVEL POSTAR O CAPÍTULO POR CONTA DE COISAS PESSOAIS. ESPERO QUE ENTENDAM!!!

RECOMENDO QUE LEIAM O CAPÍTULO 6,7,8 NOVAMENTE. OUVE UM PROBLEMA NOS CAPÍTULOS MAS JÁ ESTÁ TUDO RESOLVIDO. ESPERO QUE ENTENDAM! SE NÃO LEREM FICARAM PERDIDOS (eu acho)