After Undertale

3 Memórias Genocidas - Parte 1


Notas iniciais
Olá pessoas, sim depois de meses eu finalmente trago um novo capítulo que vocês pedem tanto, e espero que gostem do mesmo. Outra coisa que eu quero dizer é que esse provavelmente vai ser o último capítulo, agora calma não se desesperem, não estou dizendo quebrei cancelar ela ou que esse capítulo dará um fim à história anda disso, e sim que eu irei reescrever a fic, tem muita coisa na história original que eu de fato não curto e que eu acho que poderia ser melhor escrito, então aguardem que provavelmente próximo mês já está pronto, então sejam pacientes ok? Sem mais, aproveitem o capítulo.

Era um dia ensolarado de domingo, Asriel foi visitar Asgore como sempre ele fazia aos domingos, e eu fui até a casa de Undyne, ela disse que precisava da minha ajuda, quando chego até sua casa vejo Undyne completamente desesperada. — Frisk! Preciso de sua ajuda! — disse enquanto me agarrava pelos ombros. — Tudo bem Undyne, agora relaxe, respire fundo — Undyne respirou fundo e pareceu mais calma — agora me diga do que se trata.

— Hoje é o meu aniversário de 2 anos de namoro com a Alphys, e eu não sei o que fazer! — disse, voltando a ficar esterica, sério que essas duas só foram começar a namorar a 2 anos atrás…

— Tudo bem, relaxe… porquê você não faz um jantar para ela, do jeito que ela é ela iria adorar — naquele momento Undyne pareceu se acalmar, porém logo no momento seguinte ela me puxa para dentro de sua casa.

— Exelente ideia! Agora venha e me ajude — por algum motivo, já esperava por isso, então nao recusei, ajudei ela a preparar o almoço, ela parecia nervosa, ela não estava cozinhando daquela maneira agressiva que eu conhecia, ela está… diferente.

— Aqui, experimente — levei a colher quente até a boca de Undyne.

— Está bom… mas para que esse seja o aniversário… precisaremos fazer melhor do que isso — naquele momento memória que nunca havia visto na vida vinham a minha mente, eu estava enfrentando a Undyne porém, ela estava diferente, ela não estava usando sua típica armadura, era uma armadura negra, ela também estava sem seu tapa-olho ela estava furiosa partindo com tudo pra cima de mim.

— Você terá que fazer melhor do que isso! — gritou enquanto disparava centenas de lanças em minha direção, naquele momento eu fechei os olhos, e quando abri estava de volta a casa da Undyne, estava sentada no chão, Undyne olhava para mim preocupada.

— Está tudo bem Frisk!?

— Sim… estou bem, só um pouco tonta… — undyne me ajudou a ir de volta para casa, Toriel me pegou e me levou ate minha casa, estava fervendo de febre.

Uma hora se passou e Asriel voltou para casa, ele foi correndo até o quarto para ver se eu estava bem, ela estava preocupado.

— Relaxe Asry, eu estou bem… eu acabei passando mal na casa da Undyne, ela me trouxe de volta, nao precisa se preocupar

— Ainda bem, mas como isso aconteceu? — naquele momento Frisk se lembrou do estranho acontecimento.

— Não faço ideia, simplesmente aconteceu — porém não queria preocupa-lo.

—... muito bem então, só… melhore logo ok? — ele disse me dando um beijo na testa.

Se passou um dia e eu já estava completamente curado, Asriel foi até o mercado com Toriel e eu estava sozinha em casa, alguns minutos se passam e alguém toca a companhia, era Asgore.

— Frisk, Asriel está em casa? — Ele parecia um pouco cansado.

— Infelizmente não, ele saiu com a Toriel, aconteceu alguma coisa? Parece cansado.

— Bom, pode se dizer que esse é o motivo que eu queria falar com Asriel — ele disse, o convido para entrar em casa — Eu na verdade, irei viajar em breve, e ficarei um bom tempo fora, e bom, eu queria me despedir dele.

— Viajar? Mas, você vai voltar, certo?

— Sim, claro isso com certeza, porém, talvez demore um pouco, então…

— É a Toriel certo? — Tentei ser direta sem ofende-lo.

—... Ha, tá tão óbvio assim… — Asgore disse com um sorriso falso — a cada dia mais eu perco a coragem de encara-la, então, aproveitei a conferência que o Rei Humano convocou para, dar uma folga para mim mesmo, porém, eu não sei quanto tempo ficarei fora…

— Asgore… mesmo que Toriel te odeie ou seja lá o que ela ainda sinta por você, isso não muda o que eu penso de você, hoje e sempre, eu irei vê-lo como um pai.

— Oh Frisk… — Asgore diz com os olhos lacrimejando — eu também sempre verei você como uma filha…

Eu e Asgore ficamos conversando até que Asriel e Toriel chegaram, Toriel levou as compras que eles haviam feito e subiu, depois de uma breve conversa com Asgore, eu e Asriel levamos Asgore para o cais da cidade, ele abraça Asriel e se despede, logo depois vem até mim e me abraça.

— Foi bom te conhecer, Humano… adeus — Depois daquela frase mais uma daquelas memórias estranhas veio à minha mente.

Asgore estava na minha frente, ele parecia triste, porém determinado.

— Foi bom te conhecer Humano… adeus — Asgore estava pronto para me atacar com seu tridente, mas… ele foi morto… com apenas um golpe, eu… eu fiz isso, mas… não, eu nunca fiz isso, Asgore está vivo então… minha cabeça doía, eu estava tonta, eu simplesmente desmaiei.

Acordo em minha cama com Asriel ao meu lado, ele estava dormindo sentado com a cabeça posta em cima de nossa cama, depois de tentar levantar, Asriel acorda.

— Frisk! — Asriel estava preocupado — Ai graças a deus!

— Asriel… o que… o que aconteceu?

— Não faço ideia, estavam os nos despedindo de Asgore quando você desmaiou…

— Ah, então aconteceu de novo…

—... Frisk… você sabe o que estava acontecendo com você, não sabe? — É lógico que eu sabia, pelo menos eu achava que sabia, só que eu não podia preocupa-lo com isso.

— Eu? Não faço ideia, eu simplesmente fico com dor de cabeça e acabo desmaiando.

— Acho melhor… levá-la para o hospital — Asriel parecia mais e mais preocupado, justo o que eu queria evitar.

— O que? Não é necessário, eu estou bem, são só dores de cabeça, não é nada demais. — Disse tentando despreocupa-lo.

— Você tem certeza?

— Claro, sem dúvida nenhuma, não precisa se preocupar.

— Bom, tudo bem, mas se acontecer isso de novo, irei leva-la para o hospital.

— Tudo bem, não precisa se preocupar… — ainda bem, ele parecia mais calmo, aquela noite se passou e no dia seguinte já estava melhor, resolvi sair um pouco de casa, tomar um ar livre, quando encontro com Sans.

— Eae garota, soube que estava de “cabeça quente” por conta da febre — Disse, por que não estou surpresa.

— Sim, isso vem me atormentando já à um tempo.

— Relaxe não é nada demais.

— Espero que esteja certo…

— Você sabe que sempre poderá contar comigo, e quando estiver desanimada, só me chamar que eu irei dizer mais das minhas piadas hilárias… — Não sei como mas, o Sans sempre me passa uma tranquilidade — Sabe, hoje está um belo dia… — Minha cabeça começa a doer — Pássaros cantando… — Estava ficando tonta — Flores desabrochando… — Estava ficando sem ar — Em dias com esse… crianças como você… — tudo ficou escuro de repente — Deveriam queimar no irferno! — logo depois acordo no “Ultimo corredor”, Sans estava logo a minha frente, ele usava o cachecol do Papyrus, um de seus olhos brilhava azul, ele parte para cima de mim com tudo, eu por algum motivo o atacava, mas ele sempre desviava, e me matava mais, e mais, e mais, até que chegou um ponto que ele ficou cansado, devido a isso, eu acabei conseguindo mata-lo… porquê àquilo estava acontecendo? Por quê eu matei o Sans? Por quê eu matei a Undyne? Por quê eu matei Asgore, por quê diabos isso tudo está acontecendo?

— Você sabe por que tudo isso está acontecendo… — de repente a sala escurece, e uma figura muito familiar aparece na minha frente — Você sabe o que está acontecendo, você sabe, você matou eles, todos eles, mas por covardia, você simplesmente restou tudo e tentou ser boazinha, mais saiba Frisk, seu passado, seus diversos passados, sempre iram te perseguir.

— Não, eu nunca fiz isso… espere um pouco, voce é… Chara, certo?

— Olha só, como você é observadora, exatamente, eu sou Chara, foi eu que te acompanhei por todas essas mortes, e por medo, você me abandonou.

— Não eu nunca matei ele, eles estão vivos, estão felizes, certo?

— Bom, você está vivendo isso agora, mas você já matou eles, matou todos eles, sem remorso, e quer saber de uma coisa, só faltava você morrer para eu finalmente me tornar um deus.

— Um deus? você… você não é Chara, não a Chara que Asriel conheceu, Chara era bondosa e amável, e você é um monstro!

— Tola! Você e eu matamos todos eles, você está certa, eu não sou Chara, sou algo além dela, sou superior, nos somos superiores, agora Frisk, por quê você não faz o favor de resetar tudo, para finalmente nós tornaremos um só, um ser além dos humanos ou dos monstros, seremos deuses, estão Frisk, o que me diz?

— Não… eu não irei matar aqueles que eu amo, eu não quero me tornar um deus, e não irei tranforma-la em um deus, eu não farei nada!

— Ai ai, tentei ser amigável, mas parece que não tem outro jeito — Chara se aproximou de mim, ela iria me matar, isso era óbvio, porém, eu sentia, eu sentia a alma de todos batendo junto com a minha, seu sentia, a determinação de cada um, eu simplesmente segurei seu braço e me levantei — O que!?

— Você não irá me matar, eu não irei resetar, e você irá sumir — Meu olhos direito brilha em um azul deslumbrante e atiro Chara para longe.

— Como assim, ela, está usando os poderes do Sans? — Quando Chara observa, uma alma dourada aparecia em minha mão, era a alma de Asgore, essa alma se transforma no tridente de Asgore, Frisk avança contra Chara — Ok, eu lembro desse golpe, e só eu ver a luzes nos olhos de Frisk que eu saberia como desviar — Meus olhos brilharam em uma cor branca, isso significava, que não havia nenhum jeito de desviar, Frisk bate com o tridente em Chara e a lança longe, quando Chara se levanta, ela vê Frisk em pleno ar com diversas almas verdes em sua volta, ela a alma de Undyne, ele sabia o que ia acontecer, todas as almas se tornaram lanças.

— Você terá que fazer um pouco melhor do que isso! — disse enquanto disparava todas as lanças contra Chara lançando ela para longe novamente.

Logo depois no meio da fumaça produzida por seu último golpe, uma silhueta de Frisk é vista, e em seu olho direito, uma chama azul saia.

— Você está pronta para ter um péssimo momento? — disse enquanto dezenas de “Gaster Blasters” cercavam Chara, e com um único comando, todos disparam de uma vez.

— Frisk, você está morta! — disse Chara irada, porém sua feição mudou para medo, quando viu Frisk juntando suas mãos, e preparando o ataque final de Asriel.

— Muito bem Chara, agora… SAIA DA MINHA MENTE! — Gritei enquanto disparava aquele golpe contra Chara, Chara depois disso simplesmente desapareceu, e eu voltei para o mundo real, estava no hospital, Asriel, Sans e todo mundo estava em volta da cama, todos chocaram quando acordei, Asriel me abraçou e disse:

— Frisk… ainda bem, você não tem ideia — calei a boca dele com um beijo — Não se preocupe mais, eu estou bem, dessa vez, eu de fato estou bem…

— Frisk…

— Vamos para casa…

—... Vamos!

Asriel me ajudou a levantar e me levou até nossa casa, no dia seguinte pedi para ele me levar até o túmulo de Chara para “vê-la”, ao chegar lá me agacho e digo:

— Agora de uma vez por todas… descanse em paz…

Asriel e eu deixamos uma flor no túmulo de Chara, vejo uma lágrima escorrer dos olhos de Asriel, os seco, o abraço, nos levantamos, e vamos de volta para casa, que finalmente, estou livre para viver normalmente de novo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.