After Midnight

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Então gente, ai esta o terceiro capítulo Ele esta meio grandinho mas esta bem legal (na minha humilde opinião) Lembrando que o capítulo começa justamente com o final do anterior, então não achem estranho quando virem que já começa com os personagens falando kkk Boa leitura beijinhos

–Porque mesmo que você atravessou o oceano e veio pro outro lado do mundo? –perguntei enquanto sentávamos no sofá
–pra ver de perto como você estava
–eu to bem, já pode voltar – falei e depois ele me olhou sério
–Meredith...
–ta, vai ficar por quanto tempo?
–uma semana
–sabe que não precisava vir né?
–sei, mas eu vim assim mesmo
–e a Wilson? Não falou nada de você vir?
–nós brigamos, ela não queria que eu viesse mas não sou homem que pede a permissão de mulher
–você que sabe...
–Semente do mal!! –disse Cristina entrando na sala
–estava me perguntando onde você estava porque a casa estava muito tranquila
Cristina riu e respondeu
–Estava no hospital
–e você pode sair assim? No meio do dia?
–posso, ja que eu sou a dona
–oi?
–é, o Burke me deu o hospital, por isso eu vim pra cá
–e é só um instituto de cardiologia?
–não, tem de tudo, lógico que o forte é a cardiologia, alem de ser um centro de pesquisa e to pensando em abri a emergência, pra deixar as coisas emocionantes... –dizia Cristina
***
Bom, nosso dia não foi tão emocionante quanto eu queria que fosse. Era muito bom ter o Alex lá, muito bom mesmo, ele sugeria muitas coisas mas 99% delas envolviam bebidas e eu não posso beber então digamos que eu estragava tudo, mas só de ter o Alex já era ótimo. Anoite depois de colocar as crianças pra dormir eu fui me deitar, dei a desculpa de que estava cansada por causa da gravidez. Fui pro quarto da Cristina já que agente dormia juntas, me deitei e peguei meu celular e vi a foto minha e do Derek como plano de fundo. Eram momentos assim que me deixavam mal, quando eu ficava sozinha as coisas que vivi a uma semana atras voltavam e me assombravam, eu tinha que me manter ocupada, manter minha mente trabalhando. No outro dia eu coloquei o despertador pra tocar no horário que a Cristina acordava, ela não usava despertador mas sempre acordava na hora certa. Sai do quarto ja pronta, ela estava na cozinha e quando me viu já foi logo perguntando
–te acordei?
–não... –falei pegando uma xícara de café
–onde você vai?
–trabalhar, com você
–oque?
–por favor, se eu ficar aqui sozinha mais um dia eu entro em depressão
–ta mas nada de trabalho pesado e cirurgias que durem no máximo três horas, você esta gorda demais pra ficar em pé muito tempo
–feito mas e o Alex?
–oque tem eu? –disse ele entrando na cozinha e parando do meu lado ainda com a roupa de dormir
–não me diz que você vai também?
–você disse que lá tem todas as especialidades. Vou ficar por lá essa semana
Sorri ainda olhando pra Cristina e estendi a mão pro lado e Alex bateu
–e as crianças Meredith?
–Creche
–vai deixar elas o dia todo lá?
–qual o problema?
–Nenhum Ellis Grey
Olhei séria pra ela, Alex deu de ombros e saiu e eu sai também
–vocês ainda vão acabar comigo

***
Chegamos no hospital e eu fui levar as crianças pra creche, lógico que demorou um pouco mais do esperado porque eu me perdi umas duas vezes mas por fim achei, enquanto deixava as crianças a Cristina estava convocando todos para uma reunião. Cheguei na sala dela e o Alex estava comendo os pãezinhos que estavam em uma bandeja em cima da mesa da Cristina.
–vem, convoquei todos pro auditório –chamou Cristina saindo da sala e eu fui atras e Alex também mas só depois de pegar mais dois pãezinhos. Chegamos ao auditório que era em formato de semi-arena. Depois que o auditório estava completamente cheio a Cristina foi até o microfone e começou a falar
–Eu vou ser breve pra não tomar muito tempo de vocês –ela olhou pra gente e fez sinal nos chamando, eu ajeitei a blusa e fui la na frente junto com o Alex — Esses são meus amigos, Meredith Grey, deusa da cirurgia geral e Alex Karev, deus da cirurgia pediátrica. Eles vão ficar uns dias com agente então aprendam oque puderem com eles. E... não, é só isso mesmo, podem voltar aos afazeres –ficamos lá na frente enquanto iam saindo pouco a pouco
–desde quando somos deuses de alguma coisa? –falei meio discreto pra Cristina
–mal terminamos a residencia –completou Alex
–eu sei, é pra eles acharem que eu tenho amigos da alta –respondeu Cristina e instantaneamente eu e Alex rimos
***
Depois que Cristina já tinha apresentado o hospital pra gente e nos entregado um jaleco com o nome do hospital voltamos pra sala dela, Alex se sentou na cadeira dela e colocou os pés em cima da mesa
–isso que é vida!
–Tira os pés dai –disse Cristina se aproximando e dando um tapa na perna dele, Alex fez uma cara feia e tirou os pés
–Vou lá ver como estão as crianças –falei indo pra porta
–trás elas pra cá, hoje eu não tenho cirurgias... o ruim de administrar um hospital –sugeriu Cristina
Concordei com a cabeça e fui pra creche que ficava do outro lado do andar, cheguei até a mesma e vi os dois brincando pela parede de vidro. O Bailey e a Zola estavam sentados no chão. A Zola estava segurando duas bonecas, uma que era dela e que ela não saia de casa sem levar a boneca junto e o Bailey estava com um dinossauro na mão tentando fazer ele atacar a boneca da Zola mas ela falava que não é assim que brinca. Eu sorri olhando os dois, eles eram tão inocentes e tão perfeitos. Eu me pergunto se em algum momento minha já olhou pra mim brincando e sorriu, eu não me imagino sendo a mãe que a Ellis foi pra mim, ela cortou os pulsos na minha frente, essa imagem foi a que mais me marcou a minha vida toda. Meus filhos são tudo pra mim, será que minha mãe pensava assim também? Cortei meus pensamentos quando ouvi Bailey na parte de dentro da parede dando tapinhas no vidro e chamando “mamãe”. Coloquei um sorriso no rosto e entrei, Zola e Bailey vieram e me abraçaram no momento que eu entrei, me abaixei e os abracei
–ei meus amores!! Do que estão brincando?
–De boneca mas o Bailey não sabe brincar, ele quer que o dinossauro dele coma minha boneca- disse Zola com uma voz tão meiga
–Mamãe eu to blincando de dinossaulo –justificou Bailey e eu dei uma risadinha porquê ele falando erradinho assim era muito engraçadinho
–por que você não fingi que o dinossauro era bonzinho? Ai o seu dinossauro pode ser amigo da... –parei esperando Zola me dizer o nome da boneca
–Jane –respondeu Zola. Eu sorri lembrando da minha antiga boneca, a jane Anatômica.
–é um lindo nome! –respondi sorrindo. No mesmo instante eu ouvi no noticiário que estava passando na TV da creche um acidente de carro que teve
–olha, a mamãe tem que ir ta bom? Depois eu volto.
–Ta bom mamãe –disse Bailey me dando um beijo no rosto
–e cade meu beijo filha? –Zola sorriu e veio me dar um beijo no rosto –não briga com seu irmão ta? –ela balançou a cabeça que sim e eu me levantei –amo vocês! –falei e depois sai dali e fui correndo em direção a sala da Cristina. Cheguei lá e os dois estavam assistindo TV
–Vocês não fazem nada não? –eles olharam pra mim e eu fui falando- Cristina podemos receber as vitimas do acidente? Esse é o hospital mais perto que tem, e você ja ta querendo abrir um centro de trauma mesmo
–to querendo mas não temos ninguém aqui treinado pro trauma
–ah qual é! Nós já supervisionamos a emergência la no Grey Sloan umas 100 vezes
–seria uma boa! Até porque somos deuses da cirurgia –disse Alex com ironia olhando pra Cristina
–e usando oque eu disse contra mim... ta bom, vou avisar os bombeiros pra trazerem pra cá, vocês avisem aos médicos daqui e peçam pra abrir a entrada ambulatória
–achei que não tivesse emergência
–e não tem, nunca usamos
–ok...
Eu sai dali com o Alex e avisamos aos médicos que vimos nos corredores e eles no mostraram a “emergência abandonada” e abriram-na e depois olhamos em um catalogo ou sei la oque era aquilo mas dizia onde cada especialidade ficava. Corremos na Orto, Plastica e por ultimo a Neuro, a que mais me doía. Chegamos na área da Neuro e tinha um médico que estava vendo um prontuario
–Dr. She... –entrei falando e ele olhou pra mim- me desculpa, Dr. White é... –e como ondas os flashbacks invadiram minha mente, quantas vezes eu ja entrei na radiologia ou em algum quarto de paciente pra chamar pelo Derek, as vezes por algum caso sério ou só pra passarmos um tempo no quarto do plantão.
–Nós precisamos de você na emergência, chagará alguns traumas... –continuou Alex olhando minha expressão. Eu sai daquela sala e me encostei na parede do corredor. Quando finalmente achei que ja tinha superado, quando achei que estava seguindo em frente me acontece isso. Peguei meu celular e liguei pro celular do Derek só pra ouvir a voz dele dizendo “oi, aqui é o Dr. Derek Sheppard. Estou ocupado no momento, tente mais tarde” Algumas lagrimas caíram e quando eu percebi que o Alex estava saindo da sala eu as enxuguei e rapidamente
–Meredith... –disse Alex parando do meu lado e colocando a mão no meu braço –ta bem? -ele perguntou olhando pra mim e eu balancei a cabeça que sim e ele continuou –eu também sou cirurgião geral, não precisa ir se não quiser, pode deixar comigo
–Não, eu disse que to bem!!
–ta bom... –o nosso celular apitou nós olhamos, era a cristina informando que a ambulância ia chegar em cinco minutos- vamos! –eu comecei a correr e senti uma pontada na barriga, parei uns segundos e Alex olhou pra trás.
–correr pra que né? –disse Alex ficando do meu lado e pegando em meu braço
–pode ir, eu vou devagar
–Não. Vamos, eu te ajudo
–eu to bem, só não vou mais correr –falei e Alex concordou com a cabeça. Fomos andando e encontramos com Cristina no corredor
–são duas vitimas, uma mulher gravida e uma adolescente
–isso sim é medicina!! –disse Alex empolgado e comemorando
–que lerdeza é essa? –perguntou Cristina nos olhando e Alex fez com a mão gesticulando uma barriga de gravida
–ah... –disse Cristina entendendo o sinal de Alex
Ao chegarmos na emergência, eu fui colocar o avental amarelo e Alex segurou Cristina mais atras e cochichou “fica de olho na Meredith, ela não ta legal”
–Eu to bem!! E Alex, quando não quiser que eu não ouça não fale tão alto
–Meredith se você não estiver bem deixa com agente, não precisa... –começou cristina vindo até eu mas a interrompi
–vocês querem discutir sobre a minha estabilidade ou querem salvar vidas? –esperei um pouco e nenhum deles se manifestou –foi oque eu achei –falei indo pra entrada ambulatória. Instantes depois os dois chegaram do meu lado e uns dois minutos depois chegou uma ambulância, com dois pacientes e os paramédicos ja tiraram as macas e foram falando

–Mulher de 37 anos, gravida de 7 meses. Inconsciente, corte profundo na cabeça e fraturas no fêmur e tíbia. Pressão normal –Eu levei a maca pra dentro –Leva pra uma TC de cranio e chama a Neuro de novo!! –falei pra Alex que levou a maca pra dentro

–menina de 15 anos. Consciente, a pressão estava alterada e estabilizamos, e teve uma parada cardíaca... –eu e cristina assumimos a maca

–oque aconteceu? cade minha mãe? Elas esta bem? –perguntou a menina interrompendo a paramédica

–calma, ela esta aqui. Pode me dizer qual é o seu nome?

–Rose

–ok Rose, eu sou a dra. Grey e essa é a dra. Yang e vamos cuidar de você –falei tirando o cobertor de cima do abdomen dela e tinha um enorme pedaço de vidro enfiado na barriga dela, olhei pra Cristina e ela fez o mesmo e entramos com ela, fomos pra uma das salas de trauma. De acordo com a cristina eles não usavam as salas pra trauma mas todos os hospitais tem que ter e eu tinha que concordar com quem colocou essa regra. Tirei o cobertor por completo e apalpei com cuidado as bordas da parte atingida pelo vidro

–TC de corpo todo? – perguntei olhando pra Cristina

–Com certeza!! –concordou ela e quando íamos tirando a maca da sala ela começou a fibrilar

–desfibrilador!! –gritou Cristina e logo alguns enfermeiros que tínhamos chamado chegaram com o carrinho de parada

–carrega em 200 –falei pegando as pás, a enfermeira colocou um gel nas mesmas e eu as encostei uma na outra pra espalhar. Senti uma pontada mais forte na minha barriga mas ignorei. Encostei as pás na menina –afasta –falei e todos tiraram as mãos da menina e a descarga elétrica foi depositada na adolescente mas o coração não voltou –carrega em 250 –informei novamente e encostei as pás na menina –afasta –e fiz a mesma coisa e o coração não voltou e eu senti outra dor na barriga muito mais forte. Entreguei as pás pra cristina e fui me sentar
–Meredith! Oque foi? –perguntou Cristina preocupada olhando pra mim que estava de cabeça baixa e com a mão na barriga –carrega em 300! –continuou ela –Meredith!!

Afastei uma perna da outra deixando a mostra minha calça molhada –minha bolsa estourou!!

Notas finais
Oque acharam? Comentem ai obrigada por terem lido