After He Returned
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Don Juan DeMarco pov:
Quase 10 dias se passaram desde quando Ana foi seqüestrada e ferida por algum maníaco. Se eu encontrasse esse louco, eu iria matá-lo. Eu tinha que o encontrar antes da polícia. Seria difícil, mas não impossível.
Don Octávio vinha quase todos os dias para ver a mim, Anita e cuidar de Ana. Sempre muito atencioso, ele me instruiu em como cuidar dos machucados de minha esposa. Quando eu aprendi a limpar e manter as feridas que Ana tem em sua intimidade, parei de permitir que Don Octávio cuidasse desta parte do corpo de minha mulher. Sei que ele a respeita muito, mas eu sou perfeitamente capaz de fazer isso.
Os cortes estavam quase todos cicatrizados. Por serem tão profundos, o processo de cicatrização era lento. Esse maníaco havia danificado minha esposa fisicamente de forma irreversível. Eu não queria nem pensar em como a mente de Ana poderia estar.
Foi algo violentamente íntimo e eu, até então, fui o único que a tocou durante toda a sua vida. Mesmo tendo feito aquelas fotos nuas no passado, ela jamais foi tocada por outro homem. Será que este acontecimento poderia fazer com que ela tenha algum tipo de repulsa por toque? Bom, ela me deixa tocar sua intimidade para tratar de seus cortes. Bem, talvez eu esteja exagerando. Eu tenho medo de que ela não me queira mais.
Entro em nosso quarto e vejo Anita sentada ao lado de Ana. Ela está mostrando à mãe os desenhos que fez de mim, Ana, Don Octávio, Doña Lucinda e uns amigos da escolinha. Já era noite e fui colocá-la para dormir.
— Venga, mi amor. – Eu chamo Anita.
— Si, papá. Boa noche mamá. – Anita abraça e beija Ana e vem até mim.
— Boa noite, meu amor. – Ana responde com carinho.
Eu ponho Anita na cama e canto para que durma.
Anita é muito pequena e graças a Deus não entende o que se passou com sua mãe. Dissemos a ela que Ana caiu e se machucou. Ela é uma menina muito carinhosa e quase nunca sai de perto da mãe desde então.
Volto para o quarto e vou logo para a cômoda pegar a pomada e o pano limpo de tirar o excesso. Ana entende e tira sua calcinha. Subo na cama e fico ajoelhado com as pernas de Ana entre meus joelhos.
— Eu posso fazer isso. – Ana diz.
— Eu sei, mas queres fazer? – Pergunto com um pequeno sorriso.
— Não. – Ela fala com um sorrisinho tímido. – Você gosta de cuidar de mim?
— Nada me da más placer que cuidar de la mujer que amo. – Confesso.
Ela então abre as lindas pernas e levanta sua camisola branca e rendada, mostrando-me seu perfeito sexo. Para mim sempre será, mesmo com os cortes. Eu me aproximo e olho com angústia para as marcas na doce e macia pele de minha esposa. Eu pego uma pequena quantidade de pomada e começo a passar envolta do sexo dela, cobrindo suas cicatrizes. Os olhos de Ana acompanham cada movimento meu. Eu passo o pano com delicadeza em todos os 8 pequenos cortes.
Quando termino o processo, olho para sua intimidade e a raiva e ódio me consomem por pensar que ele tocou minha mulher tão intimamente. Esta é minha mulher. E só minha.
Eu me inclino até o ápice de suas coxas e beijo uma das cicatrizes. Levanto meus olhos e vejo uma lágrima solitária descer pelo lindo rosto de Ana, que agora exibia uma tristeza profunda.
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