After Ever After-Interativa
34 Chapter XXXII - Amigos e Inimigos
Notas iniciais
Esfreguei o álcool em gel em minhas mãos enquanto andava na direção de Apple. Ela me esperava na fila do self-service que tinha insistido que comêssemos em, enquanto Richard e Ahren tinham preferido pegar outras coisas. Eu tinha essa sensação de que ela só estava ali porque Ahren a tinha desafiado, mas quem era eu para fazer Apple mudar de ideia?
Pensando nisso agora, eu e Ahren precisamos ter uma conversa. As implicâncias entre ele e a Apple já começam a tirar-lhe do sério. Não percebo como conseguem passar tanto tempo um com o outro sendo que não fazem mais nada do que discordar! E o mais estranho é que não chegam a discutir a sério. É como gostassem de ter pontos de vista diferentes, de discordar um do outro. Falam, falam e falam. Implicam e criticam-se um ao outro mas não se desgrudam.
Afasto os meus pensamentos ao ver Apple chamar-me para avançarmos para chegar à comida. Eu me servo de macarrão ao alho e óleo, salada e frango; enquanto Apple fez um prato completo à brasileira. Quando chegamos ao caixa, eu espero pela minha vez, depois de Apple pagar, e seguimos procurando os meninos. Ahren parece ter pegado uma mesa do outro lado da praça de alimentação, provavelmente por pura implicância, o que fez Apple rolar os olhos. Ela sai marchando por entre as mesas, e eu a acompanho, quando reparo que Richard não está com o Queen. No ímpeto de olhar em volta e tentar encontrar meu amigo, sem querer acabo por esbarra minha bandeja na dele, fazendo com que sua bebida se derramasse pelo plástico até chegar à borda e molhar seus dedos brancos.
— Ah, pela rosa! – sussurro envergonhada, mas sem movimento. Eu teria pegado a bandeja das mãos dele e dado um jeito de conseguir uma nova, mas estava segurando uma bandeja eu mesma. – Ah Rick, me desculpa. Olha, eu não consigo segurar pra você, mas posso te pagar um suco novo e –
— Scarlet – ele me interrompe, e eu reparo que não ter olhado para meu amigo até aquele momento. Os cabelos loiros como um furacão rodeando seu rosto pálido como de praxe, mas os olhos castanhos anormalmente despertos. Comprimo os lábios para segurar um sorriso, lembrando-me que isso deveria ser pelo fato de que ele tinha tirado um cochilo no segundo período, durante a aula de Física Mágica. – ‘Tá tudo bem. Foi só um suco, relaxa.
— Mas a sua bandeja –
— Eu pego outra – Richard me garante, e depois sorri de leve. – Essa aqui está meio torta de qualquer jeito.
Suspiro alto e dou um sorriso mínimo, ainda encabulada.
— Tem certeza que não tem problema? Eu acho que tenho o dinheiro trocado para um refri novo na carteira e —
— Não se incomode – ele sorri de novo, meio que tentando me acalmar. Encolho meus ombros, tentando relaxar.
— Quer companhia, ao menos?
Richard me dá um sorriso travesso que fez uma covinha surgir em sua bochecha.
— Não, tudo bem, não vou demorar. É só pegar outra bandeja e já vou ter com vocês, ok?
— Ok – eu confirmei, e ele sorri mais uma vez antes de virar as costas para mim e andar em direção à lanchonete em que comia. Eu mordo meu lábio inferior, parada ali por algo como meio minuto, até girar em meus calcanhares para achar Apple e Ahren.
Quando me sento, Apple começa a contar alguma coisa sobre Finn Haddock e ser líder de torcida, com Ahren pontuando o relato com comentários sarcásticos. Quando ele começa a falar de Destiny, a irmã mais velha de Apple, e como os dois haviam caído como colegas de laboratório e que ela provavelmente tiraria uma nota bem alta pelas poções que ele fazia sozinho, Richard volta. Ele havia pegado uma bandeja nova, mas parecia ter desistido do refrigerante, o que me faz abaixar a cabeça, ainda meio envergonhada. Ahren e Apple estão muito distraídos com sua conversa e sua comida para perceber, mas acho que Rick vê, e provavelmente não gosta. Sinto um tênis encostando de leve na minha sapatilha, como que para chamar minha atenção, e subo os olhos para o loiro. Rick sorri de leve, como dizendo ''Está tudo bem'', então me estende o seu biscoito da sorte. Eu nem me tinha apercebido que ele estava comendo chinês até então, mas aceito o biscoito quebrado e leio a sorte.
“Se te importas muito com o detalhe, acabas esquecendo a figura geral.”
Sorrio para mim mesma enquanto lhe devolvo o biscoito, e Richard pega-o de volta rapidamente. Depois disso, comemos normalmente, embora eu e Ahren acabemos bem antes dos outros dois. Richard e Apple parecem não ter nada para fazer até mais tarde, embora Apple tenha clube de Culinária às três e meia. No entanto, eu não posso me atrasar para o clube de moda. Não quando a professora me odeia tanto, sem nenhum motivo aparente. Ahren diz precisar ir para casa pegar algo antes de ir para o clube de desenho, mas ele tem de achar ou sua irmã ou sua mãe, provavelmente porque elas eram quem tinham chaves do carro; então me oferece companhia de volta até o campus, muito embora este fosse logo do outro lado da rua. Eu aceito, já que seria bom estar com alguém que não fosse minha irmã, Apple ou Richard, para variar um pouco; e nós dois partimos depois de eu garantir à Apple que lhe ligaria e combinarmos de fazer qualquer coisa, os quatro, no sábado à noite. Saímos do shopping caminhando lado a lado, ele com as mãos nos bolsos e eu segurando a alça da bolsa, sem que nenhum dos dois dizer nada. Quando estamos esperando no sinal, porém, levanto a cabeça para o olhar enquanto pergunto:
— Por que você faz isso?
A pergunta deve ter vindo meio do nada, porque ele me olhou em confusão. Claro que, dois segundos depois, tudo o que seu semblante mostrava era uma diversão duvidosa.
— Isso o quê? – ele me devolveu uma pergunta.
— Questionar tudo o que a Apple diz – digo, olhando-o mais atentamente, esperando a sua resposta. Ele não é tão alto como os O’Crown ou delicado como os Montgomery, mas ainda assim tem algo de charmoso nele. E como eu não sou lá muito alta também, ele me ultrapassa em alguns bons quinze centímetros. – Tirá-la do sério. Implicar com as ''manias'' dela. Discordar do que ela diz em tudo, só para a obrigar a justificar-se. Porque é impossível nos dias de hoje alguém achar que as mulheres não devem ter direito ao vot...
— Certo, já percebi! – exclama irritado, interrompendo-me quando falo sobre uma das várias dissertações deles desta semana. Foi ao ouví-lo dizer que as mulheres não deveriam ter qualquer influência no mundo da política que percebi que era tudo fingido. As provocações, os contra-argumentos, eram apenas para tirar a Apple do sério.
Ahren hesita antes de dizer mais alguma coisa, mas acaba por falar:
— Acho que... Eu não sei – o garoto me respondeu enquanto chegávamos ao outro lado da rua – Talvez seja porque vê-la irritada é engraçado.
— Mas só?
— Já te disse, Scarlet, eu não sei – Ahren tornou a dizer, já impaciente. Caminhamos para dentro da escola. – Eu tenho de achar minha irmã, o teleporte só funciona com ela. Sabe onde poderia estar?
— Teleporte? – eu perguntei, confusa, e ele assentiu.
— Como achou que eu fosse para casa? – me perguntou, uma pitada de arrogância na voz.
— Como qualquer um, de carro – falei, como se fosse óbvio.
— Bom, eu não sou qualquer um – ele contra-argumentou – Ouvi ela falando de um clube de moda. Sabe onde fica?
— Estou indo para lá agora – expliquei, sorrindo de leve – Talvez ela já esteja lá, posso mostrar-te onde é.
— Seria ótimo – Ahren disse, e eu quase senti a falta de um por favor mas depois de uma semana, já me tinha acostumado com a falta de cortesias acompanhadas de sarcasmo que sempre vinham com o garoto.
Girei em meus calcanhares e peguei um folheto do clube de moda em minha bolsa, embora não tenha precisado ler para saber que deveria ir para a sala B05, e me coloquei a andar, Ahren no meu encalço. Quando chegamos na sala, ele rapidamente encontrou sua irmã e os dois se afastaram um pouco para discutirem em voz baixa, me deixando sozinha com meus pensamentos. Olhando em volta, pude reparar que minha irmã estava de pé perto de alguns pedaços de tecido estampado, analisando-os meticulosamente. Aproximo-me dela, ficando ao seu lado, mas então reparo que ela não está prestando atenção em nada.
— Rose? – eu a chamo de leve, ao passo que ela não me repara. – Rosetta?
— Ahn? – ela levantou a cabeça em surpresa, esbarrando em mim e me fazendo perder o equilíbrio. – Ah, Scarly! Me desculpa, tá tudo bem?
— Acho que sim – respondo, me estabilizando – Você parecia meio desligada, porém.
Rose me atirou um sorriso sem-graça.
— Sabe como é, a primeira semana de aula – ela colocou as duas mãos em volta do pescoço e girou a cabeça de um lado para o outro – Eu devo estar melhor semana que vem, mas preciso de um spa com massagem. Quer ir ao spa da senhora Matchmaker (n/A: ela aparece no filme Mulan, é só jogar no google)amanhã? Não venha dizer que tem aula, é sábado!
— Na verdade, eu não ia dizer isso – me justifico, e ela me olha torto – É verdade. Eu ia falar que combinei com meus amigos de fazer qualquer coisa.
— Que seja – ela deu de ombros – Pode ser que a Rosie queira vir.
— Bom, espero que você melhore – sorrio à minha irmã.
— E eu espero é que vocês fiquem quietas – alguém diz, e eu viro minha cabeça para ver nossa professora. Drizella Tremaine havia entrado na sala com as mãos nos quadris e uma careta no rosto, seguida de perto por Destiny e Spencer, que pareciam querer rir. Olhei para Rosetta, que parecia querer revirar os olhos, mas nenhuma de nós duas falou. Em vez disso, nos sentamos nos sofás que eram algo como as carteiras da sala, mas a carranca da professora não melhorou; – Alguém faria o favor de me dizer onde estão Skellington e Queen?
A classe respondeu com silêncio, ao menos por algum tempo. Quem abriu a boca primeiro foi Destiny.
— Ah, senhorita Tremaine, já reparou que é a segunda vez que Anastácia se atrasa? – ela disse, com uma falsa inocência que me fez querer revirar os olhos. – Creio que essa é uma conduta muito inesperada, não?
— Algo que certamente é esperado, Destiny, é toda sua falsidade – Rosetta chispou. Eu bem sabia que ela e Destiny eram bastante brigadas, então minha irmã se virou para a professora novamente. – Tenho certeza que ambas tiveram algum imprevisto, mas já devem estar quase aqui, professora.
— Bom, creio que não temos tempo a perder, portanto – Drizella chispou de volta, e se pôs a falar sobre o uniforme que desenharíamos para as líderes de torcida na próxima semana, mas eu não conseguia concentrar-me. Olhando de minha irmã para Destiny consecutivas vezes, eu só conseguia chegar a uma conclusão: aquele ano não acabaria sem barraco.
Depois do clube de culinária da professora Anastácia, sinto-me completamente exaurida! Parece impossível que mesmo sendo só a primeira semana de aulas já esteja ansiosa para que as férias voltem.
Combinei encontrar Catelyn no portão da escola quando acabasse a aula, por isso ando até lá, ainda pensando nos meus suflês falhados. É meio impossível descrever o meu desânimo quando vi que em vez dos bonitos montinhos úmidos como os que a professora fez, os meus pareciam apenas bolos comuns que torraram demasiado.
Ainda que o clube de culinária não conte para nota, não consigo deixar de me sentir desiludida. Cozinhar é das poucas coisas que gosto realmente de fazer e que sempre me fazem sentir melhor. Mas parece que até isso perdeu parte da sua piada. Pensar em cozinhar faz-me pensar em comida, e pensar em comida faz-me pensar em coisas boas, e pensar em coisas boas faz-me pensar em bacon, e pensar em bacon faz-me pensar em Sean, só porque ele adora bacon!
Como é que é possível sentir tanta falta de alguém que me fez tanto mal?
Suspiro, decidindo-me a pensar noutra coisa. Penso no que vou fazer quando chegar em casa, que livro vou ler hoje… Ou talvez me limite a fazer uma “Maratona Marvel. É meio bobo, mas é o nome que Sean deu às nossas inúmeras tardes passadas a ver os nossos filmes de super-heróis favoritos.
Lembro-me de ficarmos deitados lado a lado no sofá da sala de casa dele, ou então estendidos na minha cama, sempre com um pacote de pipocas no meio. Lembro-me de que às vezes a mão dele chocava com a minha quando por acidente tirávamos pipocas ao mesmo tempo. De que dizíamos os diálogos em conjunto, pois já sabíamos as falas de cor de tantas vezes que tínhamos o visto antes. De quando ele colocava as mãos sobre os meus olhos durante uma cena de beijo, e dizia “Aria! Não tens idade para ver promiscuidades destas, minha menina!”.
Lembro-me, também, que costumava imaginar que em vez de me tocar na mão por acidente, ele o fazia de propósito. De imaginá-lo inclinando-se para mim para me beijar e não para me tapar os olhos.
Suspiro e abano a cabeça novamente, continuando o meu caminho para o portão da escola com passos mais decididos.
Encontro Cat quase imediatamente, pois seus os cabelos flamejantes não passam despercebidos facilmente, e, para além disso, àquela hora já quase ninguém está perto da escola. Junto com ela estão mais três pessoas. Reconheço Azaleh e James, que estão no clube de culinária comigo (e que passam o tempo quase todo a alfinetar-se um ao outro), mas o segundo rapaz não me é minimamente familiar.
Decido-me a esperar que Cat acabe a sua conversa e venha ter comigo, a fim de evitar qualquer situação desconfortável que poderia acontecer se ela me tentasse apresentar aos seus novos amigos. Sento-me num dos bancos de jardim ali perto e retiro o meu exemplar novinho em folha de Ms Marvel – Superfamous. Quase não tenho tempo de ler duas páginas até ser interrompida:
— Uau, vejam só se não é a miúda em chamas! Não acredito que te encontro logo hoje que me esqueci do extintor em casa! – o meu olhar que se dirigia para baixo para ler a revistinha, desvia-se lentamente para cima na expectativa de reconhecer quem quer que fosse que tivesse dito aquilo de forma tão venenosa – Pensei que fosses mais bonita. Queimaste tua beleza, foi isso?
Reconheço a rapariga magra de saltos altos como Spencer Smith. Nunca falei realmente com ela, mas do que tenho ouvido não é flor que se cheire. Daí que opto por não dizer nada e voltar o olhar discretamente de novo para baixo.
— Então, não dizes nada?
Continuo sem a encarar, mas ela não parece gostar disso:
— Estás a ignorar-me?! Isso é uma tremenda falta de respeito sabias?! – Pergunta quase a gritar, agarrando o meu queixo e puxando-o para cima para que a olhe nos olhos.
Por momentos sinto-me gelar com o nervosismo, e só a muito custo tenho coragem para agarrar o pulso dela e mandá-la largar-me. No entanto a minha voz sai muito trêmula e não consigo afastar-me, pois ela agarra-me o suéter por trás.
— Quem é que pensas que és?! Não passas da filha de um vendedor! Um estúpido vendedor que vende gelo numa terra gelada! Diz-me, o teu pai cheirava tão mal que não consegui arranjar profissão menos inútil?!
Eu mal ouvia o que ela dizia, pois a necessidade de respirar cortada pela gola do suéter, que me sufocava, fazia o resto sumir. Nem sequer tenho a certeza se gritei ou não. O que é certo é que quase derreti de alívio quando ouvi:
— Larga-a imediatamente!
— E tu, quem és? – Pergunta Spencer intrigada, atenuando levemente o puxão.
— Irmã da Aria, e alguém não queres ter como inimiga. – diz a voz de Cat, num tom tão frio como aquele que ela dirigiu ao Sean da última vez que se falaram.
— Vejam só, a outra filha do casal de inúteis!
Isto foi o máximo que Catelyn consegue aguentar. Num segundo o aperto no meu pescoço desfaz-se. Spencer encontra-se agora deitada no chão, com os braços e as pernas amarradas por um cordão de gelo.
Corro para o pé de Catelyn, e ela corre para mim também, me abraçando. Spencer, que eu não tinha reparado, tinha também um bloco de gelo a tapar-lhe a boca, impedindo-a de dizer algo mais do que sons indistintos.
— Estás bem? – pergunta a minha irmã, analisando-me da cabeça aos pés.
— Sim, não foi nada de especial. Mas congelei totalmente. Não consegui pensar em nada – digo, sentindo-me totalmente fraca de repente.
Cat não chega a dizer nada, pois alguém aparece de repente, perguntando:
— O que é que se passa aqui? – É o rapaz moreno que estava a conversar com a minha irmã há uns minutos atrás. Parece achar a situação muito bizarra e consigo percebê-lo totalmente.
Cat dirige-se ao rapaz, e eu sigo-a com passos lentos, ainda ouvindo os gemidos de Spencer. Ouço Catelyn, um pouco encabulada, mas principalmente furiosa, contar o que se passou, e tento reprimir a contínua sensação de fraqueza que cresce dentro de mim. Fico tão perdida em pensamentos que sou pega de surpresa quando Cat me chama:
— Aria, o Nahan ofereceu-se para nos deixar em casa, para não termos de apanhar o ônibus tão tarde.
Aceno com a cabeça, e seguindo Cat até ao seu amigo Nahan, que agora me olhava com compaixão – o que só me faz sentir pior comigo própria.
— Tenho o carro ali à frente – diz apontando. Sigo-o até ao seu carro, só me apercebendo de quer Cat ficou para trás quando já chegamos.
— Onde é que ela foi?
— Acho que quis tratar da Smith sozinha – diz ele encolhendo os ombros. – Vai dar-lhe o que ela merece, fica descansada.
Fico aflita com estas palavras. Lindo, Aria! Agora meteste a tua irmã em problemas!
Provavelmente porque reparou na careta que eu fazia, Nahan apressou-se a dizer:
— Hey. Não te preocupes, não é nada que uma víbora como ela não esteja habituada. Para além disso, a Cat é cuidadosa.
Quem é este rapaz afinal? Como é que ele conhece a Catelyn, e desde quando são próximos? E por que é que ele lhe chama Cat? Só a minha família lhe chama Cat! Porque é que estou a pensar nisto?
Os meus pensamentos são interrompidos pela visão de Spencer a tentar correr o mais depressa que consegue nos seus saltos altos, e atrás dela vem Catelyn, num passo muito mais relaxado e com um sorriso orgulhoso no rosto.
Rapidamente chega perto de nós ainda com o mesmo sorriso. Faz um aceno de cabeça a Nahan, e este sorri-lhe entrando então dentro do carro. Cat faz o mesmo, e eu não tenho outro remédio senão imitá-la.
Nada me vai fazer esquecer este dia. O dia em que o bullying voltou, mas mais que isso, o dia em que descobri (mais uma vez) que tenho a melhor irmã do mundo.
— X — X — X -
Só dizendo, gente, vocês realmente deveriam ler as notas iniciais e checar o tumblr.
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