Notas iniciais
Eu não sei como é vida de aeromoça hehe hj em dia acho que não é assim, porem vamos fingir que ainda funciona desse jeito, isso se um dia foi assim.... enfim espero q gostem :D
Mais uma manhã fria em Londres, acordei, tomei um banho e já coloquei meu uniforme. Eu trabalhava como aeromoça em uma grande companhia aérea. Durante anos da minha vida não tive uma vida social, sempre estava viajando, eu não tinha direito a dia das mães, dos pais, às vezes nem natal, entre outros feriados. É claro que eu não vivia dentro de um avião, às vezes eu ficava alguns dias em algum pais, como era o caso, eu teria vários voos hoje, o ultimo seria para Paris onde eu ficaria por alguns dias. Eu já tive alguns namorados, nenhum levei tão longe, tanto por causa do meu trabalho, quanto por não ter achado alguém que realmente valesse a pena mudar minha vida. Eu realmente gostava do que eu fazia, sempre foi fascinante viajar, conhecer vários lugares, eu gostava tanto que não ligava em perder parte da minha vida social, porem ultimamente eu venho pensando sobre tudo isso, se parar e começar a curtir a vida era uma boa ideia, morar em um lugar só, conhecer pessoas novas, enfim procurar uma nova maneira de viver.
Mas agora enquanto eu ainda trabalho, tenho que ir logo antes que eu me atrase. Chamei um taxi e fui direto para o aeroporto. Os voos naquele dia seriam mais tranquilos, eu estaria apenas em países próximos, nada de ir para outro continente, já que tinha acabado de voltar da América do Norte.
Os voos foram tranquilos, não tive problema com nada, eu estaria indo para meu ultimo voo, seria para Paris, onde eu ficaria por alguns dias. Sempre que eu ficava em Paris, no lugar de ficar em algum hotel, eu alugava uma casa lá, claro isso quando encontrava disponível, e dessa vez eu tinha dado sorte, pois consegui alugar a que fica perto da casa de uma amiga que eu não via há tempos.
Tínhamos acabado de decolar, mal terminei de anunciar os devidos avisos aos passageiros e alguém estava me chamando na primeira classe, parece que estava reservada para uma banda lá. Eu fui me aproximando do passageiro, logo quando o vi reconheci que banda era, já que Anthony Kiedis estava ali. Quando o vi, comecei a me lembrar do show que fui dias atrás, eu o olhava enquanto me vinha os pensamentos daquele homem maravilhoso pulando naquele palco.
- Posso ajuda-lo? – perguntei e quando ele me olhou ficou bastante surpreso, mas depois abriu um sorriso.
- Você poderia me trazer água por favor? – pediu
- Claro.
Ele falou olhando profundamente nos meus olhos, com certeza era algum tipo de truque que ele usava com todas, eu conhecia a fama dele. Parei de pensar bobeira e fui pegar sua água, e logo voltei para entrega-la.
- Aqui está – falei lhe entregando a água.
- Obrigado – quando foi pegar a pequena garrafa segurou minha mão junto por alguns instantes.
- Com licença – falei já me retirando, antes que ele fizesse mais alguma coisa que me fizesse ficar viajando.
Voltei a fazer minhas funções, eu servi os passageiros da outra classe e voltei ao lugar onde normalmente as aeromoças ficavam. Quando mais uma vez alguém me chamava, esses chamados eram frequentes, mas normalmente era de passageiros diferentes.
- Com licença, mas teria suco de uva? – Anthony me fez essa pergunta mais uma vez olhando em meus olhos.
- Claro. Um instante.
Mais uma vez servi um copo com o suco e levei para ele.
- Obrigado – respondeu assim que lhe entreguei o suco.
Eu já estava me virando quando ele me segurou pelo braço, me virei rapidamente soltando meu braço da mão dele educadamente.
- Quanto tempo ainda tem de viajem?
- Estaremos pousando em Paris em uma hora.
- Hmm
- O senhor gostaria de mais alguma coisa?
- Sim, que você não me chamasse de senhor.
- Como prefere?
- Tony. – ele falou e eu ri por ele estar me falando isso.
- Como quiser Tony – falei ainda sorrindo e dando ênfase no Tony. – Com licença
Voltei para a outra parte do avião, e tinha acabado de atender um passageiro quando Lisa uma outra aeromoça aparece atrás de mim.
- Marisa, tem um passageiro na primeira classe te chamando.
- Me chamando?
- Sim, eu fui ver o que ele queria, mas ele pediu para que eu te chamasse – falou passando por mim – vai lá que eu fico aqui.
Eu imaginava quem estava me chamando, e isso já era palhaçada.
- Marisa, não? – fiz que sim com a cabeça – Bonito nome.
- Gostaria de mais alguma coisa senh.. Tony?
- Eu não acho os meus fones, sabe onde eles ficam?
Com certeza ele não olhou nem pra cima, estiquei meu braço e alcancei o pequeno headphone que ali estava.
- Nossa, eu nem olhei ai – comentou, e pegou o headphone da minha mão, mais uma vez a segurando.
Me virei e sai dali, dessa vez ele decidiu me dar sossego. Antes de Paris faríamos uma escala, onde grande parte dos passageiros iria desembarcar porem a banda iria continuar ali.
Como os passageiros da outra classe já tinham desembarcado, junto com alguns comissários, o avião estava mais vazio, e eu estava organizando as poltronas que acabara de serem desocupadas, quando percebo a porta do banheiro entre aberta. Fui direto para lá fecha-la. Quando peguei na porta para fecha-la uma mão me puxou para dentro do banheiro.
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