Aegis Meishu By Shii Suzukawa

5 -------------- Capítulo 5: Endless sorrows


Notas iniciais
eeeh, cincoooo

weeeeeeeee
Roy! – a garota deixou a janela e adentrou à habitação, o vidro batendo às suas costas – Roy!

Frio, rosto manchado de lágrimas, olhos apagados.

-Toma vergonha nessa cara nojenta, teu estúpido! – disse e desferiu-lhe um grande tapa com as costas da mão direita, que moveu-lhe bem uns cinqüenta centímetros.

Roy, o rosto ainda inexpressivo, levantou seu tronco. Seu olhar fixo em sua agressora tinha um ar de leve dúvida e confusão.

-...Quem...?

-Suzu, sou Suzu – disse abraçando-lhe – Vou fazer um café. Deita na cama. Ou pelo menos se cobre.

Como o homem não fazia menção alguma de se levantar, Suzu pegou as cobertas sobre a cama ao lado e envolveu-o com elas.

-Volto logo.- disse e deixou-o no quarto.

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-Cara, há quantos anos será que ele não usa a cozinha...?- resmungava enquanto procurava o pó de café.

Ouviu então um ruído de madeira rangendo. Ele descia as escadas.

-Não gosto de café...

-... Você é muito ingrato, sabia?

-Prefiro achocolatado...

-... Isso definitivamente soa infantil — riu a garota, mas na mesma hora pegou leite e chocolate em pó e os transmutou em chocolate quente com um círculo escrito em um lenço que tirara do bolso – toma.

-Obrigado – Roy aceitou, sentando-se em uma das cadeiras da mesa quadrada.

Suzu acomodou-se em frente ao outro. Olhava-o fixamente enquanto bebia também o seu chocolate quente.

-Vergonhoso. Chorando por causa de um garotinho de dezesseis anos.

Roy lançou-lhe um olhar afiado, mas ainda um pouco sentido, porque aquilo era a mais pura verdade. Ainda lhe doía muito o peito.

-Não se preocupe. Ninguém percebeu o motivo de você ter voltado mais cedo. Até a Hawkeye acha que você tá só matando o serviço. Aliás... como vocês conseguiram se esconder até mesmo dela?

Ele riu baixinho.

-Mas você... como você percebeu?

-De cara. Você fica um pouco alterado perto dele. Isso porque vocês estavam se separando, nah?

-...Você é terrível mesmo...

-...Eu... nunca te vi chorar por mulher alguma...

-...hah...

Silêncio.

Suzu levantou-se de sua cadeira, foi deixar sua caneca vazia sobre a pia. Roy fechou os olhos.”Chorando por um garotinho de dezesseis anos, han?” riu irônico para si mesmo “Você está no fim, Mustang ”. Sentiu com surpresa uma mão em sua face.

-Você ainda tá gelado. Tome um banho quente e deite-se. Ou então vai morrer.

-...Você parece com o seu irmão.

A menina não respondeu a tal comentário, apenas lhe deu um leve tapa no rosto e disse-lhe que andasse logo.

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-...Envy...

-hm?

-...você é... um idiota.

-O que é agora de repente?

Envy perguntou ao ouvido do pequeno Ed de costas, sentado entre suas pernas e envolvido pelo seu abraço. Este teve um leve calafrio ao escutar a voz de seu amado tão próxima, mas manteve-se firme em sua queixa, na medida do possível.

-Você! Isso é injusto! Você aparece só quando te dá na telha... Não vale! Eu tenho de ficar te esperando...

-Estou aqui agora, não estou? – sussurrou-lhe maciamente e acomodou sua face pousada no ombro do outro, rostos lado a lado.

-...Eu...

-Você o que?

Ed suspirou desanimado.

-...O que aconteceu, ahn? – perguntou Envy estreitando mais o abraço – algo errado?

-Não...nada...

Envy o olhou com ar de desconfiança. Contorceu-se um pouco para poder olhá-lo.

-... De que adianta conseguir prender suas lágrimas se fica com essa cara? Até criança percebe...

-...Seu...! — e começou a soluçar, lágrimas escorrendo, chorando com vontade.

Envy riu e atraiu o rosto de Ed para si com uma das mãos e beijou-lhe a face, muito próximo do canto de sua boca, fazendo-o passar um pouco de vontade, por pura provocação.

Ed abriu os olhos lacrimosos e fixou-os em Envy. Soluçou algumas vezes mais, o rosto ficando rubro.

-Envy...- a voz trêmula – Seu...- e soluçou profundo, em mais um acesso de choro.

-Ahh, é tããão divertido te irritar, chibi...

-...Você... não gosta de mim...né?- soluçou com esforço

A risada de envy sumiu em uma fração de segundo. Apertou o pequeno corpo de Ed com força.

-Eu devia te dar um bom castigo por essas palavras, sabia? – sussurrou enfurecido em seu ouvido – Tem coragem de repeti-las sério?

Ed soluçou, mais lágrimas escorreram.

-Como você ousa duvidar... – Envy murmurou também um pouco para si mesmo, um semblante sentido. Os braços afrouxaram.

-... Tá – Ed murmurou – Eu entendi – sorriu interiormente

Edward virou-se para Envy e beijou-o tímido, mas profundamente. Envy surpreendeu-se um pouco, sendo beijado pelo seu amor introvertido. Com certeza estava mais acostumado a estar no controle, mas ser beijado não era ruim.

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Notas da autora:
Agh, esse fim me agrada e me desagrada ao mesmo tempo... /o\\

Essa cena de um duvidar do amor do outro e este se sentir mal com isso é o tipo da qual eu gosto bastante, mas as ações do Ed até aí, para falar para o Envy que duvidava foram muito radom /o\\

Mas é que eu realmente não sabia como fazer.

E ainda mudei a reação dele à incredulidade do Envy. Antes ele sorria. Mas ele sorrir de verdade is ser muito p, então agora ele só sorri para dentro. Melhor assim, né?

A única parte que me agradou desde o começo foi desta vez o Ed tomar a iniciativa de beijar o Envy.

Go go ukeees /o/

Endless Sorrow é o nome de uma música que eu gosto muito... de que banda mesmo? ah esquece...

É claro... existe um motivo especial para o título desse cap ser no plural.

Shizu

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!