Aegis Meishu By Shii Suzukawa
2 --------------- Capítulo 2: Conversa (I)
Notas iniciais
Informações sobre a fic e disclaimer e talz tá tudo no prim cap, não vou escrever tudo de novo não P
- É tudo coisa daquele Taisa idiota...mas eu não posso desobedecê-lo, me desculpe, Al.
-Já disse que está tudo bem...
- Ele disse que enquanto eu estiver fora você pode ficar na base do exército; a biblioteca vai estar “reservada para Alphonse Elric durante a ausência de Edward Elric”
-Então é melhor eu ficar mesmo, quando é que nós vamos ter a biblioteca da Central inteira só para nós? – Disse a armadura móvel que era Alphonse, tentando animar seu irmão
Ed sorriu meio contrariado, derrotado pelas tentativas de seu irmão mais novo.
-Está bom, então.
Neste momento ouviram-se batidas à porta.
-Já vaai! – falou Al andando em direção à mesma para abri-la.
A porta abriu-se e parada no portal estava a menina que Ed acabara de encontrar no escritório do Coronel.
-Aew! Hagane no!
-...Niisan... quem...?
-...Não me chame assim...- uma expressão entre cansado e exasperado no rosto de Ed.
-Você é Alphonse? Muito prazer, sou Suzu Strife, estou invadindo o quarto de vocês porque seu irmão não diz “entre, por favor” como a maioria das pessoas – a menina disse dando risada e avançando pelo cômodo.
-Ah, desculpe o meu irmão, ele não tem modos, entre – Alphonse apressou-se em dizer, fechando a porta atrás de Strife.
-... E o que você vaio fazer aqui? – Perguntou Ed para a visita inesperada que já tinha puxado a cadeira da escrivaninha abarrotada de livros e folhas para se sentar e inclusive tinha tirado o casaco e pendurado-o no encosto da cadeira.
-Eu? – rebateu com uma leve surpresa – Vim fazer uma “integração” com o meu colega de trabalho – riu divertida – Mas falando sério, eu não posso ir e missão com um cara do qual eu só sei o nome – disse apoiando as costas no encosto da cadeira e cruzando as pernas.
-...Ah, Niisan! ... Eu... vou dar uma olhada hoje mesmo na biblioteca, para ter uma idéia de que livros pegar, tá bom? Volto antes do pôr do sol. Strife san, não se ofenda com as coisas que meu irmão disser, ele é mal humorado assim mesmo – disse Al, vendo que talvez não fosse muito conveniente ele estar lá.
-Ei, Al...! – Ed tentou detê-lo, mas ele já tinha saído e fechado a porta atrás de si.
-...Vai seguí-lo? – perguntou Strife, com uma expressão estranhamente séria no rosto.
-Não precisa, ele sabe se virar sozinho e tenho certeza de que ele está realmente indo para o QG.
- Vocês são irmãos tão bonitinhos... – sorriu Strife – Só fico em dúvida... você é mesmo o mais velho?
- TÁ INSINUANDO QUE EU SOU TÃO MENOR QUE PAREÇO SER DEZ ANOS MAIS NOVO QUE O AL?
-Não, não, só que o Al é bem mais adulto.- A menina deu risada sem se afetar muito com o chilique de Ed. – Mas deixando isso de lado... Como vai fazer com o seu sobretudo? Vai deixá-lo?
-Ah... – Ed havia acabado de se dar conta de que o sobre tudo seria a única roupa com a qual ele suportaria neve e frio. – Putz...
- Hein?
- Droga, eu vou precisar comprar outro sobretudo...
-Se você só tem esse, eu posso dar um jeito de apagar temporariamente a estampa.
-... Sério?
-Aham. Empresta ele aí. Tem um pouco de tinta?
Ed passou o sobretudo vermelho que estava pendurado na cabeceira da cama e pegou um frasco de tinta mal fechado que estava em cima da escrivaninha.
Strife estendeu o sobretudo no chão, com o emblema virado para cima. Pegou a tinta e tirou as luvas. Ed viu com uma grande surpresa, que a mão esquerda da menina, cujo dedo ela mergulhara na tinta para desenhar um círculo de transmutação na palma direita, era na verdade um automail. Sua atenção foi distraída do braço metálico da garota, então, pela luz de uma transmutação. Strife havia usado o círculo de transmutação em sua mão direita e apagado completamente o símbolo nas costas do casaco de Ed.
-Não se preocupe, só está transparente. Depois eu volto-o ao normal... posso lavar as mãos?
-Ah, claro. – disse Ed apontando o banheiro do quarto do hotel em que estavam.
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-Eu não sabia que você tinha um automail...
Strife pareceu pensativa enquanto olhava para sua mão esquerda ainda sem luva.
-...Você...Também tem um, não tem?- disse levantando apenas os olhos para encontrar os dourados de Ed
-Como...?
-eu soube quando você bateu as mãos na mesa, no escritório do Flame. Eu reconheci o barulho na mesma hora, eu também tenho um — Ela riu ironicamente.
Ed olhou-a por um tempo. Apesar de leviana e risonha, tirando sarro de tudo e de todos... talvez fosse mais profunda do que ele havia pensado ser em seu primeiro encontro.
-mão... não... braço ...direito, certo?
-É — disse Ed despindo a jaqueta preta e mostrando o ombro e braço feitos de aço – E uma perna.
-O meu é só o braço esquerdo. Disse ela também tirando a blusa preta, ficando só com uma outra, também preta, de gola alta e decote de nadador nos ombros, mostrando perfeitamente um automail prateado, desde o ombro, de aspecto um pouco delicado e preciso, mas também muito agressivo, assim como todo o resto de seu portador.
-... os seus automails... são das Rockbell, ao leste, certo? – perguntou novamente a menina
-Mas como...?
-Eu também sou cliente delas, sempre vejo os preparados para você pendurados por toda a casa — riu.
-Ah...- Ed sorriu triste por Winly e pela velha Pinako. Sempre dependendo delas...
-...Posso perguntar – começou Strife num tom sério – Como você perdeu esses membros?
Ed hesitou. Por alguma razão, ele não se sentia à vontade para contar a verdade para a garota.
-... Por troca equivalente, eu conto a minha perda primeiro, certo? Eu perdi meu braço em Ishbar. Fui tomada como refém por um traidor e o perdi. Foi isso. Como viu, não disse detalhes, você também não precisa citá-los.
-...Eu ...- seus lábios tremiam. Nunca se sentiu tão intimidado ao contar isso para alguém, então porque...? – eu os perdi... pela troca equivalente, numa tentativa de realizar uma transmutação humana...
-... Entendo...- Disse a menina vendo um Ed trêmulo e sem defesas como uma criança. – Só mais uma pergunta. O corpo do seu irmão também foi...?
-Também – Ed respondeu, levantando os olhos do chão e fixando-os bem nos de Strife. Dourados, quentes e certos.
Strife olhou-o lentamente, sem querer tirar seus olhos dos de Ed.
-Haha...- ela riu desanimada – isso é horrível... nós somos dois, não é? Ambos temos quinze anos, mas somos cães do exército. Não somos exatamente o que se chamaria de crianças, não é?
-...É... – Ed concordou finalmente, abaixando seus olhos para sua mão direita.
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-Strife, há quanto tempo você conhece o Taisa...?
-Oh... bastante tempo... eu o conheci enquanto ainda tinha os dois braços – riu da própria desgraça.
-Bastante mais ou menos quanto?
-Eu o conheci quando... nos últimos meses da guerra de Ishbar... ele serviu o exército como um cão obediente e foi parar lá...- fez uma leve pausa e percebendo a pequena confusão na cabeça de Ed – eu também servi ao exército na guerra civil do leste.
-Mas...- Ed começou surpreso – a guerra acabou há uns seis anos!
-Eu tinha nove quando fui para lá – A frieza dos olhos de Strife, tratar coisas espinhosas com trivialidade... então era isso. Mesmo quando pronunciou tais palavras, nenhum resquício de dor ou indignação passou-lhe pelo rosto. Nem mesmo de raiva.
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Notas da autora:
Ohooooooo, como eu amo essa menina /o/
Vocês vão ver \\o/
É o tipo de personagem que eu realmente gosto w
Com o tempo vocês vão gostar dela tbm. ou não
Shizu
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