Adão e Eva, numa galáxia distante

11 Cap. 11. A missão de Nestor


Notas iniciais
Infelizmente, Nestor chegaria ao fim dessa civilização. A missão dele era salvar os homens bons, que sobrevivessem à matança, e reconstruir um novo mundo. Com os assassinos ele podia fazer o que bem quisesse. Matá-los, condená-los, desintegrá-los, torturá-los, pois ele nem estava ligando. Ana riu pensando que era piada. Nestor levou um susto, pois não havia pensado que ele era um Justiceiro. Droga! Ele era incapaz de desintegrar uma mosca na sua sopa! Mas, ele aceitou o desafio. Olhou para Ana ao seu lado para ver se estava com medo e encheu o peito de orgulho. Ela estava valente, muito mais do que ele. Como “00” estava triste, Nestor lhe sorriu e acenou-lhe com a mão dizendo “Adeus”. Depois levantou Ana no colo, enquanto ela o beijava de língua, e esperou que “00” desaparecesse e que as luzes mudassem para sair do templo.

Depois do desafio, quando Nestor correu 150 km desde Esparta até Atalanta, deixando os desafiantes desmaiados pelo caminho, a festa de casamento foi marcada com tristeza. Os noivos receberam os presentes, e sem abri-los os foram encaminhando para uma nave interespacial branca, que flutuava no ar, por cima da casa de João.

Além disso, toda a família sofria e a Gangue se sentia órfã, pois nenhum deles havia sido convidado para ir junto. Todos sabiam que depois dessa festa, eles partiriam para uma guerra, num mundo primitivo, cuja viagem seria sem retorno. A única coisa que consolava Adão era que “Z” era relativamente perto de “V de BETA”, e que veria o irmão novamente, em algum momento do futuro.

Mas, para matar a tristeza, os amigos de Atalanta, e alguns de Esparta, organizaram outro espetáculo com magia para o casamento de Nestor e Ana, orquestra de rock, mas sem concurso de comilança de bichos desta vez, só para os mais íntimos. Todos os Sacerdotes de Atalanta, incluindo Adão, formaram um corredor humano na entrada do templo para homenagear o noivo.

Ana foi vestida pela sua mãe com um vestido branco curto, capa transparente nas costas até a cintura, e flores amarelas na testa. Ana havia mudado a cor de seus cabelos numa cirurgia simples que transformava a cor na raiz dos pelos. Desta vez era vermelho fogo, crespo, além da cintura, culpado de enlouquecer os homens desse mundo, de tão maravilhoso que ele ficara. Também ela fizera implante de cílios longos, depilado e pintado às sobrancelhas fininhas, e colocado batom permanente na boca, de cor vermelho vivo. Ela achava que num mundo primitivo não ia encontrar cosméticos de maquiagem, nem perucas coloridas como em Atalanta, e decidira fazer maquiagem definitiva, para o resto da vida.

Nestor vestiu sua roupa de Comandante, igual ao irmão, com o medalhão de ouro pendurado no peito e o cinto branco com uma esmeralda verde na testa.

João acompanhou Ana até o corredor formado pelos sacerdotes e deixou-a ao lado do Nestor, que nunca havia estado tão sério. E ficou olhando-os caminhar até a entrada do templo, onde as portas abriam e fechavam, sem deixar entrar ninguém além dos noivos. Depois invitou os sacerdotes para sua casa, onde havia um festão esperando-os, e riu alto quando todos em uníssono agradeceram com educação, mas partiram para lugares diferentes.

Dentro do templo, além de casar Nestor e Ana pela eternidade de todas as vidas, “00” deu-lhes também conselho de guerra.

Contou-lhes que após a partida de Carlão o mundo de “V” havia virado um verdadeiro inferno. A fome estava matando tanto quanto as pestes, que se espalharam pelo mundo através do ar, com as bombas bacteriológicas. Os Espiões de “E” tinham inventado vacinas contra diversos gérmens e imunizado a muita gente. Caim havia-lhes enviado medicamentos para deter as epidemias, mas os homens cismavam em inventar novas maneiras de se matar. Existiam as bombas que eram jogadas sobre plantações inimigas, destruindo as colheitas e envenenando as pessoas. Já outras poluíam os rios matando os peixes e deixando o povo sem ter o que comer. E a última excentricidade era uma bomba que terminava com a vida humana e animal, mas preservava a matéria. Havia oito cidades intactas, com milhares de mortos nas ruas. Os corpos apodreciam embaixo do Sol, e os Espiões passavam o dia desintegrando-os para que não contaminassem mais esse mundo. Infelizmente, Nestor chegaria ao fim dessa civilização. A missão dele era salvar os homens bons, que sobrevivessem à matança, e reconstruir um novo mundo. Com os assassinos ele podia fazer o que bem quisesse. Matá-los, condená-los, desintegrá-los, torturá-los, que ele nem estava ligando.

Ana riu pensando que era piada.

Nestor levou um susto, pois não havia pensado que ele era um Justiceiro. Droga! Ele era incapaz de desintegrar uma mosca na sua sopa! Mas, ele aceitou o desafio. Olhou para Ana ao seu lado para ver se estava com medo e encheu o peito de orgulho. Ela estava valente, muito mais do que ele. Como “00” estava triste, Nestor lhe sorriu e acenou-lhe com a mão dizendo “Adeus”. Depois levantou Ana no colo, enquanto ela o beijava de língua, e esperou que “00” desaparecesse e que as luzes mudassem para sair do templo.

Já em casa de João, Nestor foi abraçado pelas famílias e pelos amigos, que não paravam de fazer gozação sobre seu lindo uniforme. Depois, a música invadiu o ambiente, beberam, comeram, dançaram, até o raiar do Sol do dia seguinte.

As lágrimas só começaram depois que eles partiram, pois a Gangue fez questão de encher Nestor de piadas a noite toda. Davam-lhe conselhos de como se apresentar nesse mundo, com essa mesma roupa, falando: — “Amigos, estou aqui em sinal de paz” . Para dar um susto aos primitivos, a melhor coisa a fazer era lhes apresentar a Ana com esse cabelo de bruxa, pois iam desmaiar. E no meio das risadas, Nestor se consolou, pois com certeza um dia “00” os faria nascer a todos juntos mais uma vez, para continuar com a bagunça, num outro canto do Universo.

Depois que eles foram içados pelo raio de luz branca e partiram, as mulheres começaram a chorar abraçadas aos seus homens e os machos caíram nas lágrimas junto com elas, todos de uma vez. Em seguida, cada um foi triste para sua casa, pois sem Nestor a vida de Atalanta ia ficar chata e sem graça nenhuma.

Dentro da nave, os 30 robôs da tripulação olharam para os humanos e cumprimentaram-nos com educação e em seguida fecharam as comportas. Nestor deu a partida, marcou a rota no mapa astral, e a nave atingiu a velocidade do pensamento em pouco tempo.

Os robôs na pilotagem conduziram em direção ao mundo “C de BETA”, onde 80 naves se alinhariam atrás da nave do Comandante. Depois, viajariam até o mundo de “D de BETA” cujas 50 naves acopladas entrariam na fila. Em seguida, 60 naves de “I de BETA” os alcançariam. E, por último, viajariam para “L de BETA”, onde Caim fecharia a formação com 300 naves de combate, enormes, formando um triângulo entre todas elas, que cruzaria a imensidão. Na verdade, todos os guerreiros dessa missão se conheceriam quando chegassem ao “Mundo de V”.

Nestor e Ana ficaram olhando para o “Mundo de A” até ficar convertida numa estrela em meio de uma Nebulosa. Abraçados, tristes, com uma dor no peito, muito forte, e com Nestor totalmente impotente, sentaram numa poltrona, sem falar nada e depois adormeceram ali mesmo. Quando acordaram, a Galáxia ficara para trás. Um robô veio servi-los com uma bandeja cheia de frutas e disse que não iam precisar fazer nada, pois ele era um excelente cozinheiro e sabia todas as receitas de Atalanta. Ana lhe pediu preparar verduras com cogumelos e molho escuro, como fazia seu pai, e Nestor pediu uma torta de legumes, que sua mãe fazia para ele desde que era criancinha. Depois, Ana falou:

—Amor, o que vamos fazer para recuperar a alegria de viver?

—Strip-tease...

—Você começa...

—Mas depois é você, com música suave, lenta, e luzes vermelhas...

—Nossa! Vou ter um estupro primitivo sobre mim...

—Aguenta mordida no cangote?

—E você? Vou morder até doer também...

—Faça o que quiser, meu amor... Pode me torturar...

Dentro da suíte, depois de comer as delícias feitas pelo robô, Nestor levitou a cama até encostar-se ao telhado. Estendeu um tapete peludo e macio por cima do vidro que tampava a piscina no chão, espalhou almofadas, acendeu luzes, fez tocar a música, e ele começou seu show engraçado. Puxou a capa e a fez girar no ar, sem parar de mexer o quadril, e jogou-a por cima de sua mulher. Sua calça foi caindo aos poucos. Ana deu a primeira gargalhada, pois estava divertido demais. Depois, ele rodopiou, mostrando o bumbum, puxou sua blusa e ficou nu. Levantou os braços, rindo sem parar.

A dança da Ana começou com o desmanche do penteado.

Primeiro puxou as flores, girando, enquanto mexia a barriga para cima e para baixo, imitando uma dança primitiva. Soltou a cabeleira, e começou a girar a cabeça para balançar os cabelos para todos os lados. A capa saiu voando e tampou a cara do Nestor. Abriu seu vestido pela frente se exibindo para ele bem pertinho, provocando-o. Depois, com as duas mãos, abriu tudo. Nestor começou a gritar como um lobo na floresta. Ana deu início à retirada do vestido, para cima, deixando a vista uma calcinha rendada. Dançou tirando os sapatos, e por último a calcinha caiu lentamente até ficar toda nua. Nestor se levantou e ficou atrás dela, dançando no compasso da música. Pouco a pouco recobrou a virilidade, e fizeram amor até dormirem abraçados por cima do chão.

Quando o robô apareceu, Nestor desintegrou as fezes de ambos, com um dedo no ânus, fez Ana sentar por cima dos almofadões, e abriu a boca para ser alimentado como um bebezinho pela sua mulher. Engoliu o banquete gastronômico, cujas colheradas vinham entremeadas de beijos, e de risadas, pois Ana fazia de tudo para diverti-lo. Cochilaram. Depois, acordados, novamente se amaram até que o sonho e o cansaço tomassem conta.

Quando a dor da separação acabou, Nestor ria o tempo todo, como sempre fizera. Ana passou a dançar a todo o momento, pois, depois disso, ela desmaiava entre os braços fortes de seu amado. Sempre desmaiavam, pois o cinto na testa fazia isso para evitar-lhes a morte pelo vício do sexo. Ana só veio vestir uma roupa decente quando os robôs falaram que as 80 naves de “C de BETA” estavam viajando atrás deles. Vestiram seus macacões de soldados, Nestor de branco e Ana de verde, e correram até a parte posterior, para olhar o espaço através de uma janela enorme. Acenaram para as pessoas das cinco naves atrás deles, formando uma linha reta, lado a lado, em formação matemática. Na segunda fileira havia mais 10 naves, depois 25, logo atrás 40, fechando a formação triangular. Telepaticamente Nestor ouviu o Comandante de “C de BETA” vestido de branco igual a ele, que lhe contou que estavam ali como voluntários com câmaras filmadoras, prontos para realizar uma cobertura sobre essa guerra e guardar para registro histórico. Também estavam levando professores, Escolas pré-fabricadas, e barracas com equipamento cirúrgico com enfermeiros, médicos e nutricionistas.

Depois de alguns dias, 50 naves do planeta “D de BETA”, acopladas entre si como uma aranha gigantesca formaram atrás deles. Desta vez, Nestor falou com o Comandante no Espelho falante, onde soube que todos eles eram Demolidores, homens e mulheres com capacidade de desintegrar com o olhar tudo que estava na frente. Além de fazer desaparecer a matéria, eles podiam ver através dela, descobrir bombas subterrâneas, e laboratórios.

As 60 naves do Mundo de “I de BETA” apareceram logo, alinhando na horizontal, fechando o triângulo que crescia cada vez mais. Nessas naves só havia arquitetos capazes de construir uma cidade sobre a superfície da terra, embaixo dela, no mar, no espaço, onde Nestor mandasse. Havia materiais de construção suficientes para levantar 6 cidades com 300.000 pessoas cada uma. Entre os construtores, havia especialistas em edificação primitiva e pesquisadores de materiais de Mundos Inferiores.

Quando as 300 naves de “L de BETA” alinharam atrás, e a imagem de Caim apareceu no Espelho, Nestor deu uma gargalhada enquanto a Ana gritava um -“oooiii”, abraçada nele. Era como estar em casa, com o querido Adão. Esse homem ia consolá-los definitivamente da falta da família. Nestor só sentia não poder dar-lhe um abraço através do espelho. Caim, que entendia da alegria deles, contou-lhes que estava levando 30.000 soldados de guerra, cujo poder se concentrava na desintegração da matéria, preservando a vida humana. Metade da frota era composta por homens e metade por mulheres, todos especializados em alguma coisa. Havia soldados que eram médicos, professores, engenheiros, nutricionistas, e gênios capazes de improvisar o impossível em qualquer lugar do Universo. Todas as naves levavam material suficiente para construir 9.000 cidades com capacidade para 200.000 habitantes cada uma.

Quando chegaram ao “Mundo de V”, todas as aeronaves dispersaram, e em seguida os homens saíram em comboios menores, a caminho da gigantesca nave de “D” em forma de aranha. À medida que os soldados chegavam apertavam as mãos do Comandante de “D”, que estava na porta de acesso, e com telepatia falavam com o máximo de pessoas possíveis seu nome, profissão, e se eram casados ou solteiros. Depois entravam por um corredor, que desembocava numa sala formidável cuja finalidade era receber pessoas em grande número.

Quando Nestor e Ana entraram nessa sala gigante, e subiram num estrado flutuante para que todos os conhecerem, um -“oooiii”, coletivo saiu de todos os cantos, e ao mesmo tempo. Afinal, Nestor tinha apenas 19 anos e media 1,75m de altura e Ana, ao seu lado, 25 anos e media 1,65m. Ela mais parecia uma boneca grande do que uma pessoa. Para piorar ele estava sem camisa, calça de bailarino apertada com uma protuberância enorme na frente, capa branca, cinto na testa, e Ana vestia um macacão verde, com um cinto que a cortava em duas, decote em V mostrando parte do busto, e seus cabelos vermelho fogo solto encaracolados, com dois brincos escandalosos. Somente o medalhão de ouro no peito de Nestor, mostrava que o mais inteligente de todos eles, era aquele menino.

Caim, para quebrar o gelo, pois todo mundo estava mudo, subiu a dar-lhe um abraço, se abaixando, pois ele media 2,20m e parecia um gigante ao lado de Nestor. Como os Demolidores de “D” mediam todos 2,40m Nestor falou que dali para frente ele ia andar sempre em cima daquele estrado, para que ninguém olhasse para baixo, ou colocassem o pé por cima dele. O pessoal caiu na gargalhada geral. Em seguida Nestor falou que estavam ali, para um trabalho que durariam longos anos, mas, que ninguém sabia ainda o que é que teriam que fazer. Portanto, desta vez ele não ia mandar a fazer nada, além de se conhecerem todos mutuamente, e se divertirem um pouco, para relaxar. Em seguida, desceu desse estrado aéreo abraçado na Ana, que sorria o tempo todo, para se misturar entres os guerreiros e iniciar uma longa amizade.

Notas finais
Quando Nestor e Ana entraram nessa sala gigante, e subiram num estrado flutuante para que todos os conhecerem, um -“oooiii”, coletivo saiu de todos os cantos, e ao mesmo tempo. Afinal, Nestor tinha apenas 19 anos e media 1,75 m de altura e Ana, ao seu lado, 25 anos e media 1,65 m. Ela mais parecia uma boneca grande do que uma pessoa. Para piorar ele estava sem camisa, calça de bailarino apertada com uma protuberância enorme na frente, capa branca, cinto na testa, e Ana vestia um macacão verde, com um cinto que a cortava em duas, decote em V mostrando parte do busto, e seus cabelos vermelho fogo solto encaracolados, com dois brincos escandalosos. Somente o medalhão de ouro no peito de Nestor, mostrava que o mais inteligente de todos eles, era aquele menino.