Notas iniciais
Enquanto isso no Egito, Amon-rá escutava Quéops falar de seus planos para o futuro, e lhe dava os últimos conselhos. Quéops achava que a biblioteca dentro da Esfinge era uma boa empreitada, mas sempre existiria o perigo da extinção. E falava: — Eu acredito que com a reencarnação, os assassinos vão se disseminar na terra como uma peste... — Eu sei disso! Mas, onde quer que exista uma invasão, sempre haverá os defensores... — Mas os invasores não vão assassinar só as pessoas, vão eliminar as opiniões, as filosofias, os escritos, nossos inimigos vão vasculhar em tudo e a fogueira sempre será a nossa pior inimiga...

Enquanto Adão e Eva se divertiam na África, Amon-rá preparava seu substituto no Egito. Quéops e Mira, os melhores ex-alunos de Lemúria, chegaram junto aos colegas para mostrar o medalhão de ouro para o Faraó. Imediatamente, eles passaram a trabalhar no Palácio, pois Amon-rá explicava que Quéops seria seu sucessor, mas se ele morresse envenenado, Mira assumiria seu lugar. Como Rama estava junto se preparando para ocupar o lugar de seu pai, na Índia, os três homens começaram a estudar como se governa um povo, evitando guerras, sofrimentos de fome, de doenças, pestes e, o mais importante, de que forma se descobre um traidor.

Para dar início ao aprendizado, os três começaram a receber o povo, na hora dos julgamentos. Amon-rá escutava os soldados falar dos furtos, das infidelidades entre homem e mulher, dos crimes, e os ataques aos soldados que vigiavam periodicamente as fronteiras do reino. Dos quatro, Rama era o mais cruel. Ele queria amputar as mãos aos ladrões, decepar a cabeça dos delinquentes, apedrejar as mulheres adúlteras, e Quéops era o mais calmo. Ele queria perdoar tudo. E Mira ficava com medo de dar palpites. No máximo, ele recomendava dar umas chicotadas nas costas.

Finalmente, Amon-rá dava a sentença. Quando os julgamentos finalizavam, a discussão de todos principiava.

Rama achava que ser bom ia ocasionar tragédias ao Egito. Que os agricultores um dia partiriam levando com eles rebanhos inteiros, riquezas, causando fome ao povo. Quéops achava o contrário. Alegava com veemência que um povo feliz nunca foge. Ele sempre fica onde encontra generosidade. E a disputa ia longe da noite, com Amon-rá no meio, tentando explicar que nenhum deles possuía a razão. Existiam casos e casos. Havia que ser cruel com o traidor, mas bondoso com o delinquente iniciante.

E seis meses se passaram. Rama e Inês viajaram finalmente para a Índia, e Quéops começou a tomar o lugar de Amon-rá aos poucos.

Uma noite, Amon-rá elevou as ondas telepáticas para Adão, e pediu uma nave para visitar sua noiva. Mas, ia ser uma surpresa. Não podia falar nada de nada para ninguém, sequer para Eva. Na manhã seguinte, colocou suas roupas mais elegantes, contou para suas escravas que ele viajaria, e pediu que tratassem Quéops como se fosse ele mesmo. Saiu com dois robôs femininos, subiu na sua espaçonave, e cruzou o mundo sorrindo.

Quando a nave chegou a Lemúria, era o final da tarde. Procurou uma vaga no aeródromo para pousar, mas teve que deixar a nave voejando no ar. Estava lotado. Desceu através de um raio de luz, que o deixou no chão com suavidade.

Cruzou caminhando pelo centro, até chegar ao Ginásio redondo. Enquanto caminhava examinava as damas, pois as havia em todo lugar. Nativas que o olhavam com admiração, e mulheres de Atlântida que o cumprimentaram sorrindo. Mas, ou eram morenas, ou eram loiríssimas, no máximo com cabelo ruivo. Entre o pessoal que chegava, apareceu uma moça de cabelos vermelhos como o fogo. Seu coração bateu forte. Depois fechou os olhos, pois parecia piada. Sua noiva continuava tão bebezinho como a última vez que a vira. Os homens ao redor começaram a rir, explicando que essa não era Noemi. Depois apareceu mais uma, e outra, pois essa Escola estava invadida de meninos de ambos os sexos de cabelos vermelhos e ruivos.

E de repente, apareceu como miragem uma mulher cheia de joias, caminhando com sensualidade, boca vermelha como fogo, que quando o viu ficou paralisada e vermelha. A turma começou a rir e aplaudir, fazer piadas, e por último a gritar em coro: -“Beija, beija, beija”.

Eva estava saindo do ateliê de cerâmica, quando sentiu o tumulto.

Chegou mais perto e viu seu filho, vestido de Faraó, dando show de beijo em público. Depois foi chegando Adão, Fernando e Mônica, que estava com enjoo, grávida de três messes. E em meio desse grupo enorme, todos foram para o Ginásio, pois Lemúria inteira queria conhecer o Faraó. Noemi, abraçada nele, e como quem diz: Este homem é meu, sentou no colo do noivo, e ficou escutando as piadas dos amigos. Telepaticamente, escutava as palavras ardentes de Amon-rá, suas promessas de amor eterno, que ela respondia com o mesmo fulgor.

A única maneira que encontraram de fugir dessa multidão, que não ia deixá-los sozinhos, foi viajar para Atlântida. Com a desculpa de ver seu cavalo, Amon-rá levou Noemi para sua nave e viajaram em busca da cidade submersa. Ficaram no aeroporto os amigos assobiando, gritando, acenando, pois por mais incrível que fosse Noemi era mesmo noiva do Rei do Egito.

Fernando tentava consolar sua mulher, falando que a filha nunca fora deles. Na verdade, esse pirralho havia-a roubado antes dela sequer nascer. Mas, depois pensaram nos netinhos que chegariam, pois Amon-rá estava louco em voltar para casar.

Quando a nave pousou no aeródromo de Atlântida, mais uma turma chegou a rodeá-los. Abel e Isabela já tinham uma festa de boas-vindas, e queriam saber tudo sobre o Egito.

Um cavalo pequeno apareceu ao galope, com mais ou menos 20 cavalos iguais a ele. Também chegou um falcão enorme, que Amon-rá abraçou com carinho e depois o colocou no ombro. Em seguida, Abel os convidou para ver os peixinhos, que haviam se transformado em cardume. A maioria estava no lago junto às tartarugas, que ficaram gigantes. Uma delas era do tamanho de um cachorro de tão monstruosa. Abel estava levando-as para um rio na América do Sul, pois nesse lago não havia mais comida suficiente para elas. Ele só queria que Amon-rá concordasse.

Amon-rá aceitou, mas pediu colocar no casco um sinalizador para rastreá-las.

E entre os humanos e os bichos, eles viram as horas se passar, sem poder sequer dar um beijo. Noemi perguntou com telepatia:

— Não dá para hipnotizar a todos?

E começaram a gargalhar, pois as pessoas chateavam apenas por excesso de amor. Adoravam Amon-rá, que viajara com uma tripulação adulta durante mais de dois anos. Amavam Noemi, pois nascera durante essa longa viagem. De todos os filhos de Atlântida, eles eram os primeiros “em tudo” naquela cidade. E os bichos, bem, quem os trouxera a todos era o próprio Amon-rá na nave de Fernando.

Finalmente a sós, estendidos na beira da piscina da casa de Eva, sobre um colchão inflável, ficaram durante longo tempo se olhando, sem falar nada, examinando cada detalhe um do outro. Amon-rá estava um homem forte, musculoso, moreno, e seus olhos verdes cingidos por grossas sobrancelhas. Quando ria, mostrava uns dentes perfeitos, deixando-o fascinante. Noemi estava tão linda, mas tão linda, que mais parecia uma miragem encantada. Tinha se transformado na rainha da sensualidade, com peitos enormes, quadris volumosos, que balançavam ao caminhar. Sua boca vermelha não tinha batom algum. Seus olhos verdes, com cílios longos, o hipnotizavam.

Lentamente juntaram as bocas, pois não havia pressa alguma.

Depois foram as línguas entrando e saindo, que mexeu com o sangue. Quando Noemi caiu de costas embaixo de seu amado, perdeu a virgindade sem dor. E ficaram novamente quietos. Se olhando. Grudaram mais uma vez as bocas, e ficaram ali, até o dia seguinte. Amon-rá então falou:

— Amor, eu vou ser pior que o meu pai, pois eu vou amá-la a toda hora.

— Faça isso. Vamos ter uma Lua de mel de uns 100 anos.

— Pirou? Eu quero ter uns 50 filhos e começar a fabricá-los esta noite...

— Enlouqueceu? Eu vou ficar gorda, horrível, e você vai me trocar por outra. Eu vi como as mulheres olhavam para você...

— Ah é? Você beijou um beduíno! Eu nunca sequer beijei uma boneca de borracha...

— Jura? Nunca fez amor com uma boneca?

— Nunca! Meu pai nunca fez, e eu não sou menos do que ele, em nada...

E começaram a gargalhar. Após uma semana, eles viajaram para o Egito.

Entraram no Palácio rodeado de escravas ciumentas, pois todas eram apaixonadas até a alma pelo Faraó. Elas se ajoelharam formando uma fila dupla, e depois caminharam atrás do casal, com algumas derramando uma lágrima furtiva. Quando o Farão as dispensou e enviou para a cozinha, elas saíram correndo, e desta vez havia soluços de verdade.

Noemi conheceu todos os cantos desse Palácio, e em cada canto escuro, foi beijada por um homem sempre pronto para fazer amor. Se amaram dentro da Esfinge, no chão empoeirado, rolaram pelas areias do deserto, e percorreram as lavouras num carro puxado por cavalos. Mas o melhor de tudo foi a viagem de barco pelo Rio Nilo. Deitados em almofadas, tampados por uma manta até o nariz, ficaram abraçados sem fazer mais nada do que estar juntos, formando um corpo só. Cochilavam, e teve vezes que pularam no Nilo para namorar embaixo das águas. Mas cansavam logo. Assoviavam para os navegadores lançar cordas, e subiam no barco rindo como guris.

Depois de um mês de Lua de mel antecipado, Noemi voltou para casa, deixando Amon-rá no seu trono, com data marcada para casar.

Enquanto isso, na Índia, Inês ganhava seu primeiro filho. Rama, formado em Construção e Medicina em Lemúria, recebeu seu filho e cuidou de sua mulher com carinho. Quando Adão chegou correndo, o seu neto lhe caiu no colo, olhos negros e profundos, moreno como o pai, cabelos crespos como Adão. Em seguida, Eva recebeu o menino, feliz, sem poder evitar as lágrimas, pois seu neto era tão lindo quanto seus filhos. Deu banho, passou cremes cheirosos que trouxera de Atlântida, colocou roupas indianas, e levou para sua primeira mamada. Adão revisou os peitos de Inês, e viu que o bico do seio estava pequeninho. Massageou, e foi aumentando, aumentando, até formar um bico grosso, pronto para o desfrute do recém-nascido. Virou-se para o genro e falou-lhe:

— Colega, tem que cuidar melhor desses seios...

— Fiz tudo que me ensinaram. Massageei com óleos, limpei com algodão, lavei com sabão, tem algo que ainda não sei?

— Mamar! Tem que chupar, sugar, não dar descanso para as glândulas mamárias...

Inês começou a rir, pensando que era piada.

Adão e Eva ficaram uns meses na Índia, passeando com o netinho, pois Rama cuidava pessoalmente de sua esposa nos seus aposentos. O casal tomava banho juntos, e depois comiam estendidos em almofadas enormes. Como havia no Palácio duas amas de leite, o filho chegava nessa alcova ao meio-dia do dia seguinte a mamar.

Quando Inês parou de sangrar, Adão fez o exame ginecológico final. Diminuiu a vagina, reduziu o útero, energizou o colo, para ela só engravidar, depois que ela mesma pedisse.

Enquanto isso no Egito, Amon-rá escutava Quéops falar de seus planos para o futuro, e lhe dava os últimos conselhos. Quéops achava que a biblioteca dentro da Esfinge era uma boa empreitada, mas sempre existiria o perigo da extinção. E falava:

— Eu acredito que com a reencarnação, os assassinos vão se disseminar na terra como uma peste...

— Eu sei disso! Mas, onde quer que exista uma invasão, sempre haverá os defensores...

— Mas os invasores não vão assassinar só as pessoas, vão eliminar as opiniões, as filosofias, os escritos, nossos inimigos vão vasculhar em tudo e a fogueira sempre será a nossa pior inimiga...

— Mas, o que mais podemos fazer? Enterrar os livros? Fazer tumbas com eles?

— Exatamente. É ali que eu queria chegar, mas não sabia de que maneira. Pense comigo. Se eu começo a fazer meu túmulo, hoje, gigantesco, e colocarmos túneis, salas secretas, entradas ocultas, podemos deixar soterrado todo o conhecimento que contemos. Mas, não como livros. Escritos nas paredes.

— Hum... Podemos fazer melhor, ainda. Prever o amanhã. Alertar os machos do futuro. Deixar uma mensagem direta, como quem escreve uma carta para homens que vão nascer daqui a 5 mil anos...

— Isso! É isso que eu quero. Conhecimento, profecias, nossa história, nossa cultura, que eles saibam que os homens de nosso tempo receberam um legado, e que tentamos fazer da terra um Paraíso.

— Mas, você meu saiu um poeta, e dos melhores! Vamos escrever, também, que se a maldade triunfa sobre a terra toda a vida acabará. Não existirá volta. Ou a virtude toma o poder e inicia uma nova era, ou, sucumbirá toda a cultura humana.

— Os bichos também morreriam?

— Não. A bicharada sempre se regenera. Agora os espíritos dos homens ficam sem corpos para encarnar... Já pensou? Ter que nascer de uma barata?

E riram com vontade.

Durante o resto do tempo em que Amon-rá ficou no Egito, ajudou Quéops a transportar as primeiras pedras para levantar sua grande pirâmide. Adão enviou-lhes 5 naves com robôs para vasculharem terras distantes em busca de pedregulhos maiores. Uma a uma foram sendo carregadas em navios aéreos, empilhadas, e levantando as camadas uma a uma, deixando só as passagens abertas para pintar, decorar, escrever, como haviam planejado.

Dentro do Palácio, Amon-rá também tentava casar suas escravas, antes de partir. Quéops havia prometido deixá-las livres para viverem sua vida, e Amon-rá desejava dar-lhes uma casa como presente de casamento a todas elas. A única resposta que recebia, no entanto, era que o dever delas era morrer junto, ser enterradas com ele, para servir na vida após a morte.

Para terminar com essa besteira, Amon-rá passou a arrastá-las junto nos seus passeios entre o povo. Fê-las colocar roupas apertadíssimas, pois mal conseguiam caminhar, e as levava em seu carro. Uma de cada vez. Peregrinou entre escultores, médicos, agricultores, à procura de maridos. Amon-rá lia na cabeça dos homens se eram livres, bons, e quando encontrava o homem ideal perguntava a viva voz:

— Você casaria com ela?

— Majestade, eu não sou digno... Sou pobre, meu senhor...

— Ela também é. E eu vou dar para você! Ela é minha, e daqui em diante ela será sua. Se ela se negar a casar com você pode chicotear, pode bater, pois tem a minha permissão... Só não vai matar, pois eu mataria você... Mandem fazer a festa do casório, que eu dou tudo. E vão ganhar uma casa de pedras, para assim poder abrigar uma grande família.

De todas as escravas, Sara era a mais apaixonada por Amon-rá. Ela caiu em depressão, e jurou que tomaria veneno se o Faraó a obrigasse a casar. Por esse motivo, Amon-rá trouxe para o Palácio 10 escultores lindíssimos, cheios de músculos, e enviou suas escravas para servir a todos, pois eram seus convidados de honra. Pediu para Sara atendê-los e ficou examinando com qual ela ficava mais nervosa.

Depois invitou os escultores para dormir no Palácio, em alcovas maravilhosas.

E coisas estranhas aconteceram. Sara, enquanto dormia, foi imobilizada, amarrada nos pulsos para não fugir, e sua boca foi apagada por um beijo eterno. Quando o escultor a pediu em casamento, ela falou: — Não!

O que foi uma péssima resposta. Seu sedutor beijou-a mais uma vez, sem deixá-la sequer comer, pois ela abandonaria essa cama diretamente para o casório. E Sara desmaiou muitas vezes, de fome, cansaço, e resignada a ser uma esposa pelo resto de sua vida. A única exigência que esse escultor colocou ao Faraó foi de uma serviçal. Ele queria sua mulher descansada às noites para o desfrute eterno do amor. Coisa que o Faraó achou ótimo.

Depois desse incidente, o resto das escravas casou às pressas. Escolheram para casar primos, vizinhos, amigos de infância e escultores. Homens que as cativaram com a beleza e com o talento artístico.

Agora só faltava Amon-rá falecer, para que Quéops assumisse o poder.

Amon-rá morreu ao fim do dia, enquanto fiscalizava as obras da grande pirâmide. Uma parada cardíaca fulminante levou-o ao chão gemendo de dor. Quando seu corpo chegou ao Palácio, ele já estava morto. Foi colocado dentro do sarcófago dourado, aberto, para que a multidão o venerasse durante três dias. Depois, ele seria enviado para embalsamar. O povo caiu de joelhos ao chão chorando, se lamentando, muitos batiam a testa no chão, enquanto Quéops dentro do Palácio era coroado como seu sucessor.

Ao anoitecer, um robô fez a troca. Colocou dentro desse sarcófago um cadáver trazido do deserto, maquiado como Faraó, vestido como Faraó, enquanto outro robô carregava Amon-rá para muito longe. Quando a nave de Adão ficou boiando no céu, Amon-rá foi levitado às pressas.

Adão acordou seu filho, com uma mão por cima do peito. Pouco a pouco, uma energia invadiu seu corpo, o sangue entrou em ritmo louco, e ele de repente abriu os olhos. Abraçou-se ao seu pai, seu eterno cúmplice na vida e na morte, e sorriu. Um casamento e uma Lua de mel eterna estavam-no esperando. Nossa! Que experiência!

Quando chegaram a Lemúria, era o amanhecer de um novo dia.

Os alunos saíam do refeitório para o Ginásio, onde três mulheres lutariam contra três machos. A excitação era tanta que havia apostas em todo lugar.

Amon-rá, vestido com bermuda e camisa sem mangas desta vez, entrou no Ginásio em busca de sua noiva maravilhosa, caminhando com seus dois cachorros peludos ao lado. Quando a viu, ficou paralisado. Ela estava com um short mínimo, cabelos amarrados, uma blusa sem mangas, dando pancadas com pernas, socos e cabeçadas, num fenício. Bem pertinho, sua doce irmãzinha Areti, recém-saída da infância, baixinha, se media com um lutador de Atlântida de 2 metros, dando socos com luva de boxe, e outra guria, que parecia cretense, estava surrando um maia com saltos incríveis. A turma já berrava nessa altura.

E Amon-rá começou fazer torcida para as mulheres e a gritar como todo mundo. Depois das lutas desceu para beijar Noemi, suada, boca cortada e sangrando, levantou-a nos braços e raptou-a entre gritos e assobios, rodeado de todos os alunos dessa escola. Nossa! Ele nunca se divertiu tanto.

Uma semana depois, o casamento era nessa mesma cidade e a festa nesse mesmo Ginásio.

Noemi casou com um vestido egípcio, dourado, olhos maquiados com uma linha preta, boca com um batom vermelho, cabelos caindo em cascatas, com brincos gigantes nas orelhas, colar de diamantes, e Amon-rá se vestiu como os homens de Atalanta, a cidade onde nascera. Calça de bailarino, justíssima, peito nu, uma capa nas costas e na testa um cinto com uma esmeralda.

Quem os casou foi Abel, falando uma breve história dos noivos. Depois, os fez jurar fidelidade, e colocou uma coroa de flores na cabeça de cada um.

Mônica chorou e Eva também, Areti mais ainda, pois a maioria das mulheres que se encontravam ali presentes, estavam arrasadas pela emoção. Os homens de Atlântida encheram o peito de orgulho, pois eram os primeiros filhos de Atlântida a se casar. Outra história começaria a ser escrita. E uma nova era, na vida de todos eles, começaria naquele dia.

Notas finais
Uma semana depois, o casamento era nessa mesma cidade e a festa nesse mesmo Ginásio. Noemi casou com um vestido egípcio, dourado, olhos maquiados com uma linha preta, boca com um batom vermelho, cabelos caindo em cascatas, com brincos gigantes nas orelhas, colar de diamantes, e Amon-rá se vestiu como os homens de Atalanta, a cidade onde nascera. Calça de bailarino, justíssima, peito nu, uma capa nas costas e na testa um cinto com uma esmeralda.