Advices
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Fic pedida por:
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E
Ela ->http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11407844942510593966
Ninguém me pertence nessa fic. Infelizmente...
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Ninguém me pertence nessa fic. Infelizmente...
Tony era especial.Ele não. Benji era quieto, era o que muitos chamavam de “só mais um punk-poser”. Não tinha expressões faciais intrigantes, e suas palavras nunca tinham o efeito desejado. Eram parecidos no entanto. A diferença era que Tony não tinha medo de fazer o que queria. Se estava interessado em algo, se tinha vontade de fazer algo, não pensava duas vezes. Achava que a opinião alheia não contava e que estaria tudo bem contanto que estivesse feliz. E tentava convencer Benji disso.Benji não. Ponderava tudo que ia fazer, cada uma de suas ações era calculada, previamente planejada, e pensava demais. Tanto a ponto de desistir de muitas coisas. Era isso que mais o frustrava, pensava tanto que desistia de coisas insignificantes e coisas realmente grandes para ele. Foi assim que enterrou para sempre o que considerava seu pior sentimento.Começou inocente, com uma brincadeira há um ano, quando sua banda e a de Tony precisaram fazer uma entrevista em uma rádio no fim da Warped Tour já. Estavam os nove integrantes das duas bandas um pouco incômodos e apertados no elevador. Benji estava em um dos cantos, Tony na sua frente, conversando com ele. Os outros riam e brigavam por mais espaço, se apertando e empurrando. Um dos empurrões causou o que ele costumava chamar de ”pequeno incidente”. O rosto de Tony estava há milímetros do seu, e Benji não conseguia lembrar-se de alguma vez em que ele tivesse lhe parecido mais perfeito. Ninguém notou quando Tony fechou a pequena distância que havia entre eles por alguns segundos. Saíram quando a porta se abriu, e nenhum dos dois trocou mais nenhuma palavra naquele dia.Depois disso Benji não conseguia evitar os sonhos que tinha com Tony, nem que suas mãos ficassem geladas e suassem frio quando ele sorria, e nem que suas bochechas ficassem quentes toda vez que Tony o tocava.E odiava isso.Parecia uma menininha apaixonada, e achava horrível qualquer comparação que pudesse fazer de si mesmo com uma garota, já não bastava estar sentindo-se atraído por seu melhor amigo que por acaso era um cara? Foi nisso que decidiu que ninguém ficaria sabendo dos seus sentimentos, e os guardaria com ele para sempre.Além disso, não era gay.Nem Tony.Ele beijava meninos ocasionalmente, mas sempre que fez isso estava bêbado.Por isso que Benji não bebia.-Benji? Oi? Ta na Terra, cara? –perguntou Tony sacudindo uma mão na frente de seus olhos. Ótimo, estava viajando outra vez. Deu um tapa na mão de Tony, rindo.-Tava pensando umas coisas... –admitiu. Tony abriu um largo sorriso, ajeitando-se ao seu lado, ficando mais perto dele.-Pensando no que? O que foi que fez você esquecer de mim...? Ou...quem? –perguntou sugestivo dando-lhe soquinhos no ombro. Ah, se ele soubesse...-Nada importante.-Nossa... –resmungou Tony deitando-se sobre a grama, mãos atrás da cabeça. Estavam no fim do estacionamento, e de lá podiam ver as pequenas luzes dos ônibus estacionados, e vez ou outra o som de risadas e música alta chegava até lá. Por que não estavam com eles mesmo?-Você ta viajando outra vez. –resmungou Tony. –Engraçado que quem bebeu fui eu.Benji riu.-Você sabe que eu não sou de falar muito... –retrucou olhando o rapaz. Ficava ainda mais bonito sob a luz da lua, olhos azuis cintilando com cada movimento seu. Era lindo, e Benji guardaria essa sua opinião para sempre.-Hoje você ta especialmente quieto. –respondeu. Benji sabia. Assentiu. –O que foi? Me conta.-Se você quisesse muito alguma coisa, mas achasse muito errado, e muito... estranho, o que você faria? –perguntou. Não devia, sabia o que Tony iria responder.-Você devia fazer. Sabe, nós podemos morrer a qualquer hora. E você já se perguntou por que estamos no mundo? Por que vivemos? O nosso único objetivo durante nossa vida inteira é sermos felizes, Ben. Se isso que você quer vai te fazer feliz, por que esconder? –disse. Benji ponderou as palavras de Tony. Naquele instante elas lhe pareceram fazer um sentido absurdo, mas não tinha coragem. Tony havia o beijado aquele dia, mas e daí? Ele nunca mais havia tentado nada, devia ter odiado.-O que te faria me odiar? –perguntou Benji olhando fixamente os olhos de Tony. Precisava saber. Tony franziu a testa, sério.
-Nada! Benji, que loucura! Eu nunca conseguiria te odiar, que idéia é essa? –exclamou. –Eu amo você! Eu nunca conseguiria te odiar.Eu amo você. O jeito como Tony lhe dizia isso vez o outra chegava a ser cruel, porque não era o que ele queria ouvir, não do jeito como ele queria ouvir.-Jura? –perguntou olhando para os ônibus lá em baixo.-Pela minha vida. –respondeu Tony. Benji engoliu em seco. Tudo que menos queria era perder Tony. Tinha horror só de pensar no assunto.-Eu amo você, Tony. –disse inclinando-se sobre o loiro, pressionando seus lábios sobre os dele, levemente. Sentiu Tony ficar tenso por alguns segundos, e não se mexeu até sentir uma mão em sua nuca, e Tony relaxando em baixo dele. Começou a mexer os lábios devagar, ouvindo o barulho fraco de seus piercings um contra o outro. Aos poucos Tony sentou-se, deixando ambos em uma posição mais confortável, sem parar o beijo.Era tudo como Benji imaginava que seria, era, inclusive, melhor. Amava Tony, não suportaria ser só seu amigo depois disso, não suportaria...Só se afastaram quando já lhes faltava ar, Benji tremia. Tony sorria.-Você...-Desculpa! –exclamou Benji.-Não aceito suas desculpas. –disse Tony sorrindo. –Eu te amo, Benji! Ok, isso não estava nos planos.-Ama?-Amo! Você, você... aceita ser meu namorado? –pediu Tony sorrindo, pegando as mãos de Benji nas suas.Namorado? Definitivamente não estava nos planos.-Minha mãe não pode saber. Nem o Joel. Nem ninguém. –exclamou Benji assustado.-Isso é um sim? –perguntou Tony confuso.-E eu não sou gay! –exclamou. Tinha um namorado, grande coisa. Não era gay.-Certo... nem eu! –riu Tony zombeteiro. –Temos que contar logo pro Matt! Vem! –exclamou puxando Benji na direção dos ônibus.-Não! Tony... espera! Não!Devia ter ficado quieto. Pedir conselhos para Tony era algo que realmente não se provava uma atividade sadia.No entanto ele tinha razão quando dizia que fazer o que tinha vontade o deixaria feliz...
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