Adventure Hunter

5 Problemas pra levar pra casa!


– Se eu voltar pra casa vou ter que enfrentar uma fera, viver por aqui é difícil! O que acha Daimon?

– Eu voltaria pra casa, mais evitaria ficar em casa, sairia o máximo que pudesse.

– Então é isso!- Tento me levantar e os dois me dão a mão para eu levantar!

– Agora você precisa se sujar e se machucar!- Fala o Jack.

– Por que?

– Porque vamos dizer que achamos você caído em um desfiladeiro!

– Tudo bem- Eu começo a descer a escada, e quando chego na metade da escada me solto, apesar de ser bem alto não me preocupo com os machucados que posso adquirir.

Eu caí na lama, então me sujei mais do que me machuquei, recebi uma forte pancada no braço e na perna que provavelmente deixaria roxo.

Eu tentei levantar mais além da tontura minha perna agora estava doendo muito.

Os dois desceram e o Daimon fez o esquema para subir a escada e eu finalmente entendi, ele puxa uma corda verde que parece um cipó, eu fazia errado ao jogar a pedra.

O Jack me levantou, e eu apoiei meu braço no ombro dele e mo do Daimon, e foram me levando igual o soldado quando se fere na guerra. Não fomos muito longe andando o carro do Daimon estava ali perto, uma BMW. Nós entramos no carro e o Daimon foi direto pro hospital, os médicos me levaram pra uma sala, me limparam, olharam com o que eu estava e depois me sedaram.

–Não foi nada sério! Ele apenas tinha deslocado a perna mas já colocamos no lugar, vai ficar uma semana de repouso andando com muleta mais está tudo bem! Agora, onde vocês o encontraram?- Fala a voz de um médico.

– Nós sempre fazemos trilha em uma floresta da região, quando chegamos ele estava caído em um desfiladeiro dentro da lama.- O Daimon responde.

– Esses ferimentos parecem recentes!

– Não tenho ideia de quanto tempo ele ficou lá! Só sei que quando chegamos ele estava lá!

Agora é minha vez de acordar, pena que o sedativo não ajudava eu estava recuperando a consciência aos poucos então era realmente difícil comandar meu corpo, eu fiquei quase uma hora consciente sem conseguir me mexer até que o efeito do sedativo passou, finalmente.

Assim que acordei duas enfermeira.Muito gostosas vieram me examinar, e me explicar que eu vou ter que usar muleta, e me explicar o que eu não poderia fazer, eu estava tão atento no corpo delas que nem prestei atenção, por sorte o médico já tinha explicado tudo pro Daimon, normalmente eu só sairia do hospital com minha mãe, mas como o Daimon já tem 18 eles me liberam como o Daimon como meu responsável.

Minha mãe sabia que eu fazia merda, mas não sabia quando eu era levado preso, ou pro hospital, sempre o Daimon que me tirava dessas enrascadas, além disso como o Daimon é maior, ele pode me colocar pra correr em rali de moto, em vários esportes, como ele sabe que sou bom ele aposta em mim.

Eu saí de muleta do hospital e entrei no carro do Daimon, em seguida o Jack entrou na frente com o Daimon ligando o carro.

– Pra onde vai Tyler?

– O único lugar que dá… vou pra casa.

Ele ligou o carro e acelero.

– Eu preciso voltar a pegar meu carro!

– Tira isso da cabeça Tyler.- Fala o Jack.

– Uma semana parado, sem esportes, sem dinheiro.- Fala o Daimon começando um discurso de regulagem.- Sério era um machucado de leve, você deslocou uma perna, cancele todos os planos de sete dias inteiros. Você tem demência ou algo do tipo?

– Devo ter demência por andar com vocês dois!

Ninguém falou nada dentre os vinte minutos que me deixaram em casa, tinha cartaz de procurado, vi minha foto no jornal que minha mãe não pegou.

O mais engraçado é que ninguém se importa comigo, eu fico chapado e vou dar uma volta e todo mundo fica preocupado. Mas agora onde está meu celular, minhas garrafinhas. Será que o maldito do Daimon pegou, aquela porra de Whisky foi caro, e as garrafinhas também, vou matar o Daimon se algumas das duas sumir ou tiver vazia.

Eu bato na porta da frente e minha irmã mais nova atendi a porta e eu a encaro falando em seguida:

– Ninguém pode saber que eu te aqu!

– Ganho quanto?

– Um copo de coca-cola batizada.

– Vodca ou Uísque?

–Uísque! Do bom!

– Que Uísque?

– Uísque 30 anos, só preciso pegar a garrafinha com o Daimon.

– Feito, a mãe saiu mais o pai…

– O esconderijo, está arrumado?

– Tá sim, é melhor ir rápido, acabou a bebida lá em cima.

– Por que não reabasteceu?

– Porque eu não subo muito lá pra cima, e a mãe presta mais atenção em mim que em você!

– Vai me ajudar a subir?

– Claro, to com vontade de tomar whisky 30 anos. E é melhor que o Daimon não tome tudo.

Não me leve a mal, eu tenho 17 anos, é mais que natural eu beber, ano que vem não vou ter mais problemas por beber, eu acho beber uma coisa natural tanto que eu não me importo que minha irmã de 15 beba e conheça as bebidas, eu apenas não deixo ela se drogar, mas o problema não é meu, a partir de agora é do capitão Foster, tenho até pena de minha irmãzinha.

Ela me ajuda a subir a escada, e puxa um pequeno fio que derruba uma corda que fica pendurada, ela puxa a corda que puxa uma escada pra baixo ela me ajuda a subir, e em seguida desce, agora eu que tenho que fechar, que é a parte fácil puxando a corda pra cima. Eu fecho e vou direto pra cama.

O sótão é uma parte da casa que minha mãe não sabe da existência já que quando nos mudamos a minha irmã “sem querer” colocou fogo na planta da casa, e já que o vendedor “esqueceu” de falar de sua existência só eu e minha irmã ficamos sabendo, quando nossa mãe não estava em casa, nós compravamos coisas como sofá, cama, freezer, fogão, isso mesmo, nós fizemos praticamente uma casa lá em cima, utilizamos uma rede de energia confidencial que sempre foi ligada na casa, eu configurei para não mandar conta, para eu fazer o pagamento online, como os fios sempre estiveram ali e ninguém nunca cobrou nada ninguém repara ou desconfia, é algo bem legal, semanalmente eu ou minha irmã trocamos coisas como comida e essas coisas, tomamos banho lá em cima em uma banheira, a água e os dejetos dá privada são jogados todos em uma fossa fechada,(Não pretendo explicar detalhadamente como funciona.) Por canos debaixo da terra, é algo bem complicado.

Assim que me jogo na cama pego um livro que tentei ler a um ano atrás mas só li algumas folhas, eu o peguei e comecei a ler. Quando percebi já tinha terminado de ler o livro inteiro e já estava acordando de um sono pós leitura.