Adrien e Marinette: Um conto Romeu e Julieta
3 Na varanda...
Notas iniciais
Havia se passado uma hora desde que Kim, Nino e Adrien tinham saído do banquete, como a casa dos Agreste ficava longe da casa dos Dupain Cheng demorava até chegar, porém, no meio do caminho, Adrien havia desaparecido, literalmente, ele não estava mais com os amigos.
Kim e Nino resolveram voltar, para ver se o loiro não tinha se perdido, mas Adrien havia os despistado para tentar voltar a casa dos Dupain Cheng, o rosto de Marinette não saia de sua cabeça, e ainda mais o beijo, como poderia ter se apaixonado por alguém da família inimiga? Não ligava para isso, precisava vê-la novamente.
Ele observava os muros da casa cautelosamente, até que viu um lugar que poderia escalar e ouviu uma voz:
—Adrien! Você está aqui?
Ele reconhecia aquele timbre, era de Nino e falou baixo:
—Como posso me afastar se meu coração não saí daqui?
Começou a escalar o muro e adentrou a casa e seus amigos continuaram chamando:
—Adrien! Primo Adrien!
—Ele é sensato, com certeza ele já está em casa.
—Não, Kim, eu vi um vulto, parecia ser de Adrien.
—Pare de imaginar vamos embora.
—Está certo.
Eles se retiram e o Agreste já estava na casa, sabia que podia morrer? Sabia, mas queria correr o risco para ver sua amada novamente:
—Que luz é aquela da janela? É o sol nascendo e Marinette é o sol. Apareça formoso sol, mate a lua que está doente por ver que é mais bela do que ela. –Marinette aparece na varanda de seu quarto. – Um momento, é a minha dama, ela é o meu amor, se ela soubesse... sua face faz inveja as estrelas como o dia faz com a luz das velas e seus olhos fazem os pássaros cantarem, olhe como ela apoia o rosto a mão, como eu queria ser uma luva para tocar naquela face.
—Aí de mim. – Diz a azulada achando que ninguém ouvia.
—Falou? Fale novamente, anjo de luz. – Diz o loiro, mas a dama nada escuta.
—Adrien, Adrien, Adrien, por que você tem que ser um Agreste? Renegue seus pais, seu nome, ou pelos me diga se me ama que uma Dupain Cheng não serei mais.
—Respondo ou deixo ela continuar a falar?
—Meu inimigo é apenas seu nome, continuaria sendo o que é se não fosse um Agreste, é apenas um nome. O que chamamos de flor teria o igual perfume, o que chamaríamos de sol com outra designação teria o mesmo brilho. Aí Adrien, meu amor, risque o seu sobrenome e fica comigo para sempre.
—Aceito sua palavra. – Diz Adrien, praticamente gritando, mas dessa vez a Dupain-Cheng ouviu e tomou um grande susto. – Declare seu amor, que serei rebatizado.
—Quem é você, que me espiona escondido na noite?
—Não saberia dizer quem sou, a partir de hoje odeio meu nome e sobrenome, pois é de um inimigo seu.
—Nem cem palavras ouvi vindas de você, mas reconheço a sua voz, é você Adrien?
—Não, meu amor, se isso lhe desagrada. – Ele começa a escalar um pílar que leva até a varanda onde sua amada estava.
—Está louco de vir até aqui? Se um dos meus te vê irão mata-lo.
—Com as asas do amor passei com facilidade pelo muro, pois nenhuma barreira pode deter o que sinto por você, nenhum de seus parentes poderiam me deter, pois o amor tudo consegue e em seus olhos existe mais perigo do que em vinte facas de seus protetores, seu olhar doce basta para me blindar do ódio.- Ele já estava no topo do pílar subiu e se sustentou no parapeito da varanda.
—Jamais desejaria que o vissem.
—Não perderei por nada as palavras que disse. – Disse pulando o parapeito e ficando ao lado de Marinette.
—Que vergonha pensar que me ouviu falar.- Ela cora. – Sei que se perguntar que me ama dirá que sim, mas se jurar pode ser falso, dizem que Júpiter ri das juras de amor dos amantes, poderia ser mais prudente, mas se não tivesse me ouvido não saberia a verdade. Adrien, creia que serei mais fiel do que todas.
—Eu juro pela lua que tinge de prata as arvores...
—Não jure pela lua, toda semana ela muda de forma, assim pensarei que seu amor é incerto.
—Juro pelo que então?
—Não jure por nada.
—Marinette, onde você está? – Ouvem a voz de Tikki.
—Tenho que ir, boa noite, Adrien, meu coração bate junto com o seu.
—Vai me deixa insatisfeito?
—Que satisfação procura?
—Trocar nossas juras de amor.
—Antes de me pedir eu já os tinha dado.
—Marinette! — Novamente Tikki chama.
—Espere aqui, eu já volto.
—Espero que não seja um sonho, é doce demais para a realidade.
—Se seu amor é verdadeiro me proponha casamento.
—É claro, minha senhora.
—Responda através de minha enviada onde e quando realizaremos a cerimonia, que a seus pés deporei minha fortuna, para segui-lo pelo mundo como sua esposa.
—Marinette, você desapareceu? – De novo Tikki, ela só aparece pra terminar com o romance.
—Boa noite, mil vezes, Adrien.
—Meu amor.
Ele coloca a mão no rosto de Marinette e a puxa para perto de si e junta seus lábios aos dela, eles se separam por alguns segundos por conta do ar, porém ficam com as testas encostadas, mas Marinette o puxo para outro beijo, e se separam novamente:
—Que horas mando a mensageira?
—As nove horas.
—Será uma eternidade até lá, não sei se posso aguentar. E esqueci do que ia dizer.
—Ficarei ao seu lado até que se lembre.
—Esquecerei de tudo para tê-lo ao meu lado.
Adrien passa sua mão no pescoço de sua amada e a beija novamente (Beijo não falta):
—Eu ficaria para até que se esquecesse de outra casa que não fosse está.- Diz saindo da varanda.
—Adeus, meu nobre cavalheiro.
—Adeus, M’Lady.
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