Adormecedor 097, Hypno.
1 Sleeper 097
Notas iniciais
O vento frio batia de encontro à Pallet, o pequeno vilarejo em que nasci. Ouvia-se assobios da ventania, cuja vinha em direção da Pokémon Woods.
Estava fora de casa, em plena madrugada-dia, digamos que ainda não eram nem dez horas da noite, mas tudo estava escuro, sombrio.
Nesta manhã, havia pegado meu primeiro Pokémon, cujo deveria descansar, não ficar vagando à noite comigo pelo vilarejo, aliás, o mesmo já havia batalhado muito pela floresta Pokémon, ou Viridian Forest, hoje.
O ar era gelado, e aquilo me constrangia, sozinho, fora de casa, todos dormindo, e eu lá, esperando por uma oportunidade de sair em jornada.
Meus país trabalhavam em um ginásio, em Hoenn, um outro continente, bem longe de mim, e eu, já com 16 anos, vivia aqui, sozinho.
Ultimamente, muitas pessoas estavam desaparecendo, e justamente, em Viridian Forest.
A curiosidade tomava conta de mim, quando resolvi seguir, passando por Viridian, e chegando às bordas da Floresta, parecia que a morte me esperava ali.
Ouvia uma voz, vinda do além, aquilo me mandava prosseguir, na qual foi minha exata decisão, o vendo abria as rotas ao matagal que vinha à frente.
Um vermelho, no final do mato, de encosto à uma árvore, trazendo naqueles olhos profundos, ódio, raiva, e vingança.
A ventania não abria aquela tal parte da mata, muito menos o encosto, mas sim, o tampava, e quanto mais ventava, mas escuro ficava o olho de tal.
Tomei coragem, e abri aquela parte, quando ouço uma repentina canção:
"Venham criancinhas, venham comigo
Seguras e felizes, vocês serão
Longe de suas casas, agora vamos correr
Com Hypno, vocês vão se divertir muito
Oh, criancinhas, por favor, não chorem
Hypno não faria mal a uma mosca
Sejam livres pra se divertirem, sejam livres para brincar
Venham comigo para ficar na minha caverna
Oh, criancinhas, por favor, não se contorsam
As cordas, eu sei, vão te segurar firme
Agora olhe para mim, o pendente chama
Para trás e para frente, suas pálpebras caem
Oh, criancinhas, vocês não podem sair
Por vocês, suas famílias sofrerão
A mente deles irá desvendar as costuras
Permitindo-me assombrar os sonhos deles
Não chorem, não esperneiem
É hora de vocês irem dormir
Oh, criancinhas, vocês não foram espertas
Agora vocês ficarão comigo para sempre"
Eu cai em um mundo, eu não sabia mais explicar o que estava acontecendo, era um inferno oculto, era o fim, quanto mais andava pela caverna infernal, mais pessoas eu via, MORTAS, em decomposição, porém, aquilo não fedia.
Me lembrava da rádio de Lavender, que ao chegar em uma rota da tal caverna, eu me encontrei na torre transmissora, que agora, um cemitério.
Em minha sepultura, se encontrava escrito "Red, 16, died in viridian forest,be free to frolic, be free to play,those ropes, I know, will hold you firm"
Eu tinha morrido, quem sobrevivera era minha alma, quem sobrevivera, era minha mente, ou não.
No fim da torre, tudo se terminara em um jardim oculto, e lá, no centro, se encontrava Hypno, com seu pendente, fumaças, e eu apenas chorava, mas do inferno, ninguém me ouvira.
Imagens, se passavam por ali, tempos, um replay da minha vida, que na ultima imagem, se encontrava minha sepultura, agora escrito "Não é somente o tempo quem alcançará a morte, mas sim, a morte que alcançará o tempo, aliás, quando alguém se encontrará na solidão, inevitável será ela."
I-IPZ0, 06L
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