Notas iniciais
Gente, só queria agradecer a Queijo e uvas passas por comentar. Vocês não sabem como esse comentário simples revitalizou meu animo de escrever, serio eu não esperava mesmo que alguém comentasse, mas mesmo assim eu fico grata.

Sorrisos...

Você tinha vários tipos de sorrisos, sim eu os observava.

Possui o sorriso envergonhado, onde repuxava levemente seus lábios para os lados; o sorriso de escárnio, onde mostrava toda sua arrogância apenas com o repuxar do lado direito de seus lábios para o inimigo e também possuía o sorriso de incredibilidade, onde fechava seu cenho levemente, soltava uma baforada pelo o nariz e dava um rápido sorriso sem mostrar os dentes.

Mas depois de todos os anos que a observei, de todos os sorrisos que cataloguei nunca vi um sorriso tão belo quanto aquele dia com Chuck, era a demonstração da mais pura felicidade e foi mais uma coisa para amar de você, Clarisse La Rue.

***

O vento batia balançando o longo cabelo de Clarisse fazendo com que o mesmo ricocheteasse agressivamente no seu rosto, mas aparentemente a filha de Ares pouco se importava com seu cabelo rebelde, na verdade a única coisa que importava para mesma era o pequeno Chuck, que corria entre areia e se agachava de vez em quando para pegar conchinhas. Por causa daquele pequeno ser os lábios de Clarisse contratavam o mais belo sorriso que já vira da dona, eles era a representação da mais pura e singela felicidade. Desejei que fosse mostrado para o mundo mais vezes.

Em certo momento Chuck se cansou de caçar conchas e correu para o colo da madrinha, deixando que a mesma o envolvesse seus braços na sua pequena cintura, poucos minutos depois já se podia escutar a respiração calma de Chuck.

— Obrigada! – Clarisse falou enquanto continuava a fitar o sol que começava a se pôr.

— Pelo o quê?

— Você sabia muito bem do que eu precisava Percy, Chuck é uma das únicas coisas que parecem ter algum sentido nessa minha vida. Sabe, depois da guerra contra Cronos, são poucas as coisas que verdadeiramente me importam! Chuck é uma delas!

— Sei como é! – assim que terminei de falar a frase Clarisse gargalhou, encarei a mesma chateado procurando a piada.

— Você não sabe! Não sabe como é perder alguém importante, sentir culpa todos os dias, todas as horas e minutos. Não sabe o que é viver se corroendo de culpa e pensar a cada dia que passa um modo diferente para salvar aquela pessoa que morreu por sua culpa. – olhei com incredibilidade para Clarisse enquanto a mesma continuava a despejar com calma e de um jeito mórbido tudo o que eu não sabia. – Olha Jackson, acho muito legal de sua parte tentar me ajudar e agradeço com sinceridade por ter trago Chuck pra mim, mas não tente entender o que se passa comigo.

— Você é uma baita de uma egoísta. Como pode dizer que não sei o que é perder? Na verdade metade desse acampamento perdeu algo importante La Rue, você não é a única. – Clarisse me olhou surpresa, não acreditando no que eu estava dizendo. – Por acaso se esqueceu de que eu estava com Charles na missão em que ele morreu; se esqueceu de que Bianca e Zoe se sacrificaram para nos ajudar e que deixaram pessoas sentindo saudade. Silena não foi à única que morreu por causa da guerra. E sim, eu penso todos os dias de como poderia salvar Charles, Bianca e Zoe, mas não fico me corroendo todos os dias por causa disso, afinal foram as escolhas que eles fizeram que nos levaram a vitória. E digo mais Clarisse, pare de viver no passado. Silena nunca iria querer que vivesse desse jeito.

Pela primeira vez dede que comecei a reparar em Clarisse não procurei ver como sua feição estava, apenas me levantei e fui para meu chalé com uma seria intenção de esquecer o que avia acontecido.

Sorrisos...

De todos eles um deveria ser meu favorito!

Mas pra mim apenas um não seria o suficiente!

De todas as suas facetas, uma deveria ser escolhida.

Mas o que posso fazer se quero desvendar até a mais simples faceta que existe em você.

São seus sorrisos que falam por você, enquanto seu rosto se torna um completo enigma para muitos!

Sorrisos era apenas isso que eu gostaria de ver mais vezes em seu rosto!

Não é tão difícil querida, mas sorria; sorria para vida, sorria por amar, sorria por nada!

Apenas sorria enquanto vai encantando mais um pouco do meu pobre coração!

***

O refeitório se encontrava extremamente barulhento como sempre, com semideuses interagindo com seus irmãos e contando possíveis aventuras, suspirei, era nessas horas que Tyson fazia falta, mas o mesmo tinha ido embora depois da queima de mortalha de Chris. Olhei levemente para a mesa dos filhos de Ares e a encontrei se destacando dentre os demais com Chuck no colo, a mesma dava gargalhada e fazia caretas para o garoto que devolvia as caretas e esbanjava sorrisos para todos os lados fazendo com que Clarisse suspirasse e acariciasse os cabelos de Chuck.

— Quando vai se cansar? – rapidamente voltei meu olhar para minha mesa e encontre Nico sentando em minha frente.

— De que? – fingi não entender do que o mesmo se referia.

— Oras Percy, todo mundo desse acampamento sabe que você esta caidinho pela Clarisse, menos a própria é claro! Todos vemos o que você esta fazendo por ela, e o que você recebe?! Uma bela de uma friendzone e um muito obrigado Percy por me tirar da lama! – Nico foi calado por Grover que lhe deu um tapa na cabeça e o mandou calar segundo ele “essa boca de merda”

— Não o escute Percy, sabe muito bem que na questão do amor o Nico e mais desengonçado do que um filho de Afrodite no mecânico. – Nico o olhou emburrado, mas não disse nada, apenas voltou a brincar com sua comida. — A única coisa que digo é não desista! – Grover disse indo embora logo em seguida.

Sorrisos...

É o que me encanta nas pessoas.

É o que mais me encanta em você.

Talvez eu seja uma pessoa que se encanta demais!

Ou talvez, seja você que encante demais.

Mas o que posso fazer?

Você já penetrou o local mais profundo do meu coração.

Então não para de sorrir, deixe-me ser seu espectador apaixonado que suspira por sua graciosidade no palco chamado vida.

***

Passava pela ultima vez na praia do acampamento, hoje era o ultimo dia aqui, logo teríamos que voltar para nossas vidas normais, normalmente eu estaria junto com os demais, me despedindo dos meus amigos e dos novos colegas que conheci, mas hoje não queria ver a tão costumeira euforia que são as despedidas, apenas desejava o mínimo de silencio e calmaria.

Bem, era isso que eu pensava e desejava ao vê-la com seu afilhado construindo castelos de areia. Era nítido que os dois se divertiam, já que suas risadas preenchiam meu secreto santuário; contrastando com as ondas que se quebravam ritmadamente.

Pela primeira vez eu vi paz preenchendo o coração da La Rue, seus fantasmas não estavam mais lá para assombra-la e tudo graças ao pequeno Chuck. Suspirei, novamente eu seria apenas um mero espectador na vida de Clarisse, o que de certo modo era frustrante.

Quem dera fosse eu a arrancar as belas e raras risadas da filha de Ares, ou que conseguisse fazê-la projetar mais um daqueles sorrisos que dava para Chuck. E novamente sentimentos contraditórios invadiam meu ser, não me entendam mal, eu estava feliz por Clarisse, mas também queria que fosse eu o causador e não que fosse Chuck.

Decide que daquele momento eu não fazia parte e com passos indecisos voltei para o meu solitário chalé.

GSorrisos...

Com inveja fiquei ao vê-los sendo projetados para outro!

Egoísta, sim, eu sou, mas não me culpe, por favor, sou imaturo quando a questão é você e seus raros sorrisos.

Mais viciante do que todas as drogas juntas!

É isso que apenas um sorriso seu me faz sentir.

Um viciado eu virei, e a espreita fiquei!

Esperado único sorriso, que seja direcionado...

Para mim, somente para mim!

Apenas pra mim!