Adopted Children

4 Capítulo 4 - Orfanato.


Notas iniciais
Oi... Mal tive tempo pra postar, provas, deveres, trabalhos, pesquisas, fiquei entupida até a boca de coisas pra fazer, só tive tempo de postar hoje porque é quinta e amanhã sexta (Dã) então não há absolutamente nenhum motivo para eu ser morta.

Londres, 02 de Julho.


O loiro encontrava-se na entrada do Orfanato Lua, um dos quais milhares de jovens órfãos eram encaminhados por dia. Estava decidido que ficaria lá, mas custava a acreditar naquilo tudo. Não que ele fosse algum tipo de mauricinho, ao contrário, mesmo havendo nascido em um berço de ouro, seus únicos vícios eram o chocolate e um energético famoso de nome Krash. Os olhos alisavam com cautela o lugar; um prédio de cor pasta com várias crianças brincando em terrenos baldios dentro da propriedade, uma ou outra lia um livro ou coloria aquelas revistinhas de colorir, outras sentavam quietas enquanto escutavam uma das voluntárias lerem uma história infantil. Suspirou com um sorriso de canto e pegou a mochila dando adeus ao motorista que estava parado vendo se ele fugiria ou entraria.


— Então, ate uns anos mais tarde jovem mestre. — sorriu se distanciando e ligando a limusine.


Tomando impulso, o Uzumaki tombou com o peso da mochila e praguejou, jogou-a pro canto na tentativa de se levantar e depois pegá-la, aquilo não estaria tão pesado... Então notou que tênis azuis estavam encima da alça da mala, subiu mais um pouco e notou um moreno de cabelos pretos escuros, olhando-o como se ele não fosse grande coisa.


— Quer soltar a alça da minha mochila? — pediu educadamente, mas o garoto nem isso prestou atenção.


— Você é novo, né?


— Pareço novo pra você?


— Certo, vai se achando. — resmungou levantando o pé e mostrando a marca do sapato no bolsa.


— Obrigado, senhor vampiro. — alguns que estavam perto riram. De fato, o moreno parecia mesmo um vampiro, a pele cálida e o rosto esbelto, só faltavam os olhos vermelhos.


— Escuta, não sou eu o riquinho.


— Não importa, apenas me deixe em paz.


E saiu. A mochila nas costas e os olhos apontados para ele, o centro das atenções. No lugar de dentro, uma decoração clara, as paredes brancas e um ou outro sofá; em cada corredor uma porta que dava acesso a um dos quartos de três camas onde as várias crianças lá dentro saíram para olhá-lo atravessando, tinha algo errado? Parou de frente a uma escada procurando um elevador, sem sucesso na sua procura ele teve de subir as escadas e virar justamente na porta de um quarto, caindo para trás enquanto segurava o nariz.


— Hun? — soltou a garota de cabelos azuis que ao ver o loiro no chão logo percebeu o que tinha feito. — Tudo bem? Eu bati a porta na sua cara? Me desculpe.


— Não foi nada. — murmurou levantando e deixando a ver o nariz com sangue escorrendo.


— Sangue. — apontou e o loiro logo cobriu o nariz com a mão.


— Tchau.


Finalmente ele tinha chegado no quarto que era seu, abriu a porta e viu uma beliche e uma cama de solteiro, estaria dormindo no penúltimo quarto da fundação, atrás dele tinha apenas mais um e pelo visto, dormiria sozinho, sem nenhuma companhia. Tudo bem — repetia na cabeça enquanto caía na cama de solteiro, se fosse dormir só, era melhor aquela do que uma beliche que dava a falsa sensação de dupla.


— Estou te falando, não tem ninguém aqui. — um garoto sorria abrindo a porta.


— E quem é ele? — outro apontou para o loiro deitado na cama.


— Eu nunca o vi antes e você, Andrew?


— Também não.


— Nesse caso, vamos dar boas vindas. — sorriu de um modo perverso e se aproximou do loiro.


— O que estão fazendo? — pronunciou de olhos fechados.


— N-Nada. — respondeu o primeiro. — Ele não estava dormindo? — sussurrou.


— Saiam do meu quarto. — vociferou sentando e encarando os dois com os orbes azuis.


— Vamos Andrew. — chamou puxando o outro e fechando a porta.


Um outro suspiro, ele estava apaixonado? Suspirar assim não é normal... Levantou trancando a porta e depois se voltou para a cama, embrenhando-se entre os lençóis e sentindo o calor acolhedor e quente que as cobertas emitiam, algo tão maternal que o fazia adormecer muito rápido com um sorriso entre os lábios.


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— Tudo bem, Natsu?


O rosado murmurou algo e abriu os olhos cintilantes, agora vermelhos, ele devia ter dormido muito. Saltou da cama notando o moreno de antes dormindo em sono profundo, sorriu passando pela porta entreaberta e saltando para a cadeira, causando um susto ocasional em um Renshi de luvas e avental que fazia de tudo para segurar as panquecas no prato.


— Não faça mais isso — dizia enquanto colocava o prato com as panquecas sãs e salvas na mesa. — Quase perdemos o nosso café da manhã.


— Ah, Renshi-san. — chamou observando o chão. — A audição vai ser hoje?


— É. — sussurrou coçando a cabeça pelo fato do assunto ser delicado. — Mas eu fiz um café ótimo, não podemos desperdiçar, não é?


— Hai! — comemorou pegando três panquecas da pilha e derramando xarope.


— Não coloque muito! — advertiu puxando a jarra. — Vai ter dor de barriga.


— Ouw — fez uma cara bem fofa, mas o velho resistiu ainda que parecendo quase provocar arco-íris devido a fofura. — Você é tão mal pra mim! — emburrou.


— Ohayo... — murmurou o moreno chegando em meio a tropeços.


— Tudo bem, Mamoru-kun? — indagou em um tom preocupado. — Talvez eu devesse te levar para o hospital, ver esses ferimentos e esse olho roxo...


— N-Não precisa Renshi-sama. — acenou desesperado. — Eu estou bem, não é nada.


— Ok. — ascentiu colocando um pedaço da panqueca na boca. — A propósito, quem é Man?


— Ninguém importante, acho que estava maluco ontem. — sorriu sentando na terceira cadeira e vendo o rosado comer como uma máquina.


— Natsu. — chamou e bateu na cabeça do garoto com o jornal. — Coma mais devagar, a comida não vai fugir!


— H-Hai...


— Hun — chamou atenção enquanto engolia. — Que tal um passeio no parque?


— A gente vai! — gritaram animados e Renshi abriu um pequeno sorriso.


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O Uzumaki acordou fitando o teto branco, do lado dele a mãe de cabelos ruivos ketchup e o pai loiro com um sorriso cálido como o seu, no meio deles a tia; uma ruiva com os cabelos mais claros, todos sorriam como se ele estivesse fazendo o certo. Depois, um por um foi desaparecendo e ele acordou, os cristais vagavam o quarto inteiro e nenhum sinal de vida além da dele, notou o corpo suado e a quentura do quarto, tinha se esquecido de ligar a central de ar e havia transbordado de calor.


— Uzumaki-san? — viu uma mulher alta entrar no seu quarto quando ele estava tirando a camisa. — Posso chamar você assim?


— Uhum. — murmurou sentando na pequena cadeira. — Quem é você?


— Sou Hate Kepp, uma das voluntárias. — sorriu andando alguns passos para trás. — Me pediram para vir chamá-lo, já vão servir o almoço.


— Então ta. — agradeceu e a porta foi fechada novamente.


Gostaria dali... Apressou-se em desligar a central e fuçar a mala em busca de alguma nova roupa, algo que fosse servir para passar o dia no terreno baldio, sem se preocupar em se sujar. Ate que sorriu com uma blusa preta em mãos com o símbolo das empresas Uzumaki, um redemoinho laranja, depois achou uns shorts azul marinho; levou-os consigo ate a sala dos banheiros e depois de um banho desceu as "trocentas" escadas ate o térreo. E teve uma surpresa ao ver todas as crianças e meio adolescentes no grande refeitório, seguindo uma fila para o recebimento do almoço, correu para tentar ao menos um lugar mais curto e com a comida em mãos saiu do refeitório para o terreno, havia decidido almoçar lá.


— O garoto novo é estranho, não? — puxou assunto uma garota de cabelos róseos que comia no refeitório. — Não me admira que ele ainda não tenha amigos...


— Mas, Sakura-san, ele deve não querer amigos. — opinou uma morena de olhos pérolas.


— Ou se acha o rei da cocada. — debruçou o moreno de antes, depois que terminou de comer.


— Ele me parece um tanto chateado. — retrucou um ruivo de olhos azuis apagados.


— Gaara, ele é um mimado, isso sim. — o moreno continuava a reclamar.


— Hun, Sasuke, ouvi dizer que ele não tem família. — iniciou outro dos garotos.


— E daí? — zombou. — Todo mundo aqui não tem.


— Mas você...


— Não fale daquele cara. — gritou batendo na mesa e partindo.


— Ele ainda guarda rancor... Que problemático. — resmungou um outro garoto que bebia um suco de laranja.


Gostava da natureza, do vento batendo na cara e da sensação impagável de ser livre, voar por todos os lugares e ultrapassar os oceanos... Mas aquilo era um sonho estranho. Abriu os olhos e se viu colocando a ultima colherada na boca, engoliu fitando o nada e se levantou para deixar a bandeja na cozinha e sair para fora novamente, notando que em uma pequena árvore tinha um balanço, usou-o para subir nos galhos.


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— Estão gostando? — virou para os dois garotos tomando sorvete. — Foi uma boa idéia, não?


— Obrigado, Renshi-sama. — sorriu o moreno.


— É, foi uma boa idéia Renshi-san. — comentou o rosado que comia a pipoca. — Pena que você não tem elas o tempo todo.


— Ah seu... — grunhiu puxando o sorvete dele. — Não te dou sorvete.


— Pode ficar, a gente tem que fazer aquilo. — encarou o tutor comendo o sorvete.


— Ah... Mamoru-kun também. — resmungou fazendo uma bolinha com o papel e jogando no lixo. — Vamos, chegaremos lá em cinco minutos.


Os três seguiram para o velho carro conversível do Renshi, uma mercedes verde de alguns anos atrás que ele insistia em dizer que tinha acabado de sair da fábrica. Os dois garotos brincavam no bando de trás ate ele parar em frente ao Departamento, eles teriam de resolver algo bastante sério por lá, buscou os dois pelas mãos e os levou diretamente para a sala da mulher ruiva, ou Mizuka.


— Renshi! — sorriu levantando os braços. — Olá, Natsu.


— Olá.


— Vamos direto ao ponto, Mizuka. — iniciou repreendendo a superior. — O assunto não pede isso.


— Ah, vamos lá. — murmurrou. — É a ultima vez que o vejo, tenho de dar ao menos um tchau.


— Uh... Enquanto ao Mamoru-kun?


— Mamoru? — repetiu puxando uma ficha e observando. — Ah, Mamoru Endou. Ele também, mas eu quase nunca o vi. Olá!


— Oi. — murmurou em meio ao Renshi e ao Natsu, escondido.


— Bem... — começou jogando a pasta na mesa. — Acho que temos que achar um novo orfanato depois, já sabe pra onde os levar.


— Então a jurisdição já decidiu? Que bando de carcamanos... — resmungou sentando na poltrona vermelha.


— Bem, meu amigo, carcamanos ou não, as suas ordens devem ser acatadas.


— Vamos garotos, temos o que fazer.


— Não fuja com eles! — reclamou puxando um cigarro do bolso. — Vai ser preso pelo resto da sua vida. — completou o acendendo e cruzando as pernas.


— Você é uma maluca...


— Adeus! — sorriu depois que a porta se fechou. — Relatou isso? Espero que sim.


— Sim, Hatsuma-sama. — um ninja de preto surgiu das sombras.


— Mm? — murmurou levando a mão a sua orelha. — Do que me chamou?


— Desculpe Mizuka-sama. — abaixou-se no momento em que percebeu o erro.


— Melhor assim... — sorriu apanhando uma capa azul marinho e pisando perto do ninja. — Vá.


Em uma surpreendente rapidez o ninja e a ruiva desapareceram nas sombras, sem deixar qualquer tipo de rastro ou sujeira. E logo uma poça de piche ou algo igual apareceu em uma sala coberta de tochas e uma mesa gigante em forma circular que mantinha pelo menos 12 pessoas sentadas, essas que se calaram quando a ruiva chegou com o ninja a tira colo e se sentou na ultima cadeira vaga.


— Atrasada, Mizuka... — murmurou um senhor velho que estava aparentemente sentado em um trono.


— Desculpe, mestre Shan. Estava colocando alguns Mitsus em seus lugares. — retrucou deliciando-se com o cigarro.


— Mitsus? — pronunciou alisando uma barba longa. — Os últimos dois?


— Sim. — acentiu. — Aquele ultimo parecia ser um Mitsu de dois lados.


— Relaxe, um de dois lados é irrelevante. — comentou vendo a garota ficar tensa. — Enquanto á você, Ran?


— Nada que a Katsu não pudesse fazer. — relatou puxando a espada escura para a mesa.


— Senhores, senhoras — iniciou estalando os dedos e logo a luz acendeu. — Lembram quem somos e por que matamos?


— Lembramos. — sorriu a ruiva. — Estamos aqui para corrigir o que Kami-san fez, corrigir a raça dos Mitsus, ou melhor, tomá-la para nós.


— Simon, o que são Mitsus? — indagou abrindo um sorriso de orelha a orelha.


— Essa é fácil! — comemorou o homem. — São quem temos que tomar, ou na razão antiga, são seres metade humanos e metade celestiais, humanos caídos do céu.


— Então, meus amigos, guardem o que eu vou lhes falar. Existimos com um único propósito, uma única razão, livrar o mundo dos Mitsus e governar o Kaiou. Essas são as únicas razões porque o grupo ASAKA existe.


— Quando vamos ate Kaiou? Estou ficando com saudade. — exigiu a ruiva que consumia o último fio do cigarro.


— Em breve, Mizuka... — revelou com um sorriso estranhamente satisfatório na face.

Notas finais
Weee! Primeiro capítulo que finalmente não tem flash back! Estou digitando o próximo, ainda no começinho... Sábado eu já o tenho. Tchau!