Adopted Children
6 Capítulo 6 - Aniversário Com Ketchup.
Notas iniciais
Londres, 09 de Julho.
Aniversários... Uma palavra tão gostosa quanto brigadeiro, apesar de neles haverem alguns bons bocados da bolinha de chocolate, mas a comida é o de menos, o mais gostoso e prazeroso é receber os presentes, os parabéns, a faca para cortar o bolo que finalmente você já tem idade para fazê-lo, a família...
— Uzumaki-san... — uma voz cinzenta e embargada chamava o loiro.
— Agora não. — reclamou virando para o outro lado da cama.
— Uzu... san... — iniciou a murmurar e logo um impacto tomou a cama de solteiro.
— Sou inocente! — o rosado quase machucou a cabeça quando pulou assustado da cama de cima da beliche.
— Estourou uma bomba? — indagou levantando da cama e vendo o moreno deitado na própria beirando o chão.
— Mamoru? — fitou o loiro, também perplexo.
— Oji-san... — murmurou agarrando o travesseiro. — Estou com sono, tente outra hora.
— Mas que folgado. — comentou vendo o rosado pular da escada.
— Ô! — gritou fazendo o moreno cair.
— Que foi? — sussurrou coçando os olhos sonolento. — O que estou fazendo no chão?
— A pergunta é outra. — iniciou o Uzumaki. — O que veio fazer na minha cama?
— Sua cama?... — fitou a cama de solteiro e um pedaço do lençol que estava enrolado encima nela. — Ah! Eu vim te acordar aí eu fiquei com sono e tombei.
— Que tipo de sono você tem? — arregalou os olhos bastante perplexo.
— E ainda é cedo. — justificou o Dragneel se espreguiçando e tendo o gato, ao seu lado, fazendo o mesmo.
— Realmente. Devo lhe dar os parabéns por conseguir esconder esse gato. A propósito, qual é mesmo o nome dele?
— É Happy, igual á Happy Birthday, entende? — explicou apanhando o gato e o pondo na sua cama.
— Sim... — murmurou. — A conversa está ótima, mas temos que pegar o café.
— Comida! — gritou. — Eu trago um pouco pra você, Happy.
— Vamos. — chamou revirando os olhos e abrindo a porta.
— Não estamos esquecendo de algo?
— Você acha? — iniciou visando o rosado.
— Não.
— Não deveríamos estar arrumados? — perguntou pendendo a cabeça em sinal de dúvida.
— É mesmo! — gritaram os outros dois carregando o moreno pelos braços.
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Depois de devidamente vestidos, os três desceram ao refeitório; o rosado entretido com um mini-game, e puxando a blusa polo amarela para baixo, o loiro andando que nem sonâmbulo e vez ou outra topando com a barra da calça azul, o moreno bocejava consideravelmente enquanto punha as mãos nos bolsos do colete com capuz cinza. O refeitório estava pouco cheiojá que a maioria dos internos se empunham no terreno e tinha comido há algum tempo.
— Mamoru. — chamou Natsu pela terceira vez e o moreno fitou o outro assustado. — O que ficou fazendo na noite, pra ter tanto sono assim?
— Nada de importante... — murmurou mastigando o pequeno pedaço do pão.
— E se for algum vírus? — opinou sugando o líquido de chocolate da caixinha. — Temos que tomar cuidado, Natsu-san.
— Como é o nome? — murmurou batendo nos lábios de leve. — Vamos chamar o governo pra estudar isso, vai que acham uma cura.
— Tive problemas para dormir... — continuou na sua lerdeza.
— Naruto-chan! — assustou o mais velho fazendo-o recuar. — Porque não deixou o Mamoru-kun dormir? Podia parar de roncar por algum tempo, sabe.
— Que engraçado, eu estou morrendo de rir. — comentou com ironia.
— Fiquei com o nariz entupido. — reclamou assoando em um pequeno lenço.
— Natsu-san! — gritou batendo nas costas do rosado e o fazendo derramar o danone. — Porque não tomou um banho? Agora o Endou ficou com o nariz entupido.
— Meu danone de morango. — murmurou fitando a pasta rosa derramada na mesa. — É assim, né?
— Acho que fiquei gripado. — levantou-se deixando os outros dois em uma guerra de olhares.
— Quem piscar primeiro perde. — anunciou batendo na mesa e o rosado sorriu.
— Não chore quando eu ganhar. — fez pouco caso e se pôs a olhar o loiro.
E assim se iniciou a guerra do pisca-pisca, os dois, loiro e rosado, se encaravam com tanta força que algumas lágrimas saíram dos olhos pressionados. O moreno fitava os amigos com tanto interesse quanto uma pessoa tem em lixo, tinha aproveitado e capotado na mesa, dormindo ainda com direito de babar.
— Acho que são loucos. — opinou o moreno da mesa ao lado que se preocupava em comer.
— Do que esta falando, Shikamaru? — perguntou o vampiro depois que engoliu a comida.
— Do L3. — informou e prosseguiu quando viu a cara perplexa do moreno. — São os três novatos, o oxigenado, o zangado e o soneca.
— Ah, está falando do grupo do loirinho. Eu não os acho má pessoas.
— Ninguém acha. Só que deveriam estar em um hospício, não aqui.
— Falando nisso, quem são eles mesmo?
— Eu posso te ajudar. — iniciou o moreno com uma pintura na cara. — O loiro, Uzumaki Naruto, o de cabelo rosa, Natsu Dragneel e o de cabelo marrom, Endou Mamoru.
— Uzumaki? — murmurou surpreso. — O que ele ta fazendo aqui? A empresa faliu?
— Parece que o loirinho oxigenado ali, é o dono de tudo e só vai assumir quando fizer 18. — comentou Shikamaru tomando o suco de laranja.
— Nossa. — expressou a pequena de olhos pérolas. — Como sabe disso tudo, Kankurou-kun?
— Fontes. — disse voltando ao livro de histórias.
— Ele só diz isso. — murmurou o moreno com uma gota de suor na testa.
— Ganhei! — ouve um chafurdo geral e o rosado estava encima da mesa comemorando.
— Não valeu! — reclamou puxando o menor. — Você me fez espirrar!
— Fiz nada. — contradiu mostrando a língua.
— Seu...
— Uzumaki-san! — ecoou pelo refeitório e logo a mulher de cabelos castanhos do dia anterior lhe pareceu familiar. — O senhor Jasper está lá fora.
— Jasper? — pronunciou e soltou o rosado da chave de braço. — Depois eu volto, Natsu-san.
— Por aqui. — guiou-o até o portão onde o motorista esperava com um sorriso.
— Bom dia, jovem mestre. — alegrou-se ao ver o loiro do outro lado do portão. — Vim trazer seus parabéns.
— Jasper... Não precisa.
— Ora, não é sempre que alguém passa dos cinco, sabe? — sorriu mostrando-lhe um embrulho. — Abra. O mestre me instituiu de o lhe dar caso algo ocorresse com ele.
— Papai? — perguntou e depois fitou o embrulho retirando a fita e o papel. — O que é isso, Jasper?
— O mestre não me informou, sinto não poder ajudar, jovem mestre. — o sorriso se apagou por um instante e puxou um outro embrulho. — Este é meu.
— Jasper. — reclamou abraçando o motorista. — Não devia gastar seu dinheiro.
— Abra, acho que acertei.
O embrulho amarelo, embrulhado com muita peleja foi aberto e os olhos do loiro brilharam carregando algumas lágrimas junto. Na caixa azul, um porta-retratos que caiu no chão quando ele tinha poucos meses, uma foto de natal de toda a família; o vovô, a vovó, tia Bethie, o pai, a mãe, ele, o primo Wall, a irmã Jesse, o tio Berny, o cunhado do pai junto da mulher e a última pessoa famíliar viva, um Huskie da Sibéria chamado Kurama que mais se parecia uma raposa branca das neves... O melhor presente que ele podia ganhar.
— Jasper... — murmurou em meio a soluços. — Onde foi parar o Kurama?
— Ele morreu alguns dias depois. — sussurrou vendo-o chorar mais. — Agora, o último presente é da sua mãe.
A porta da limusine escura foi aberta e um vulto vermelho pousou no chão, um pequeno Huskie vermelho-rubro exalava um tom superior, os olhos de fenda amarelos e as orelhas levantadas, ele rosnou tentando arrancar a fita prata ridícula que o homem de terno tinha posto nele, mas depois de falhar caminhou até o loiro e rosnou mostrando as duas únicas presas que tinha, quando um laço lhe passou o pescoço e ele estava de coleira.
— Um filhote? — observou curioso. — Parece uma raposa.
— Mas é um Huskie raro de cor vermelho-rubro.
— Vermelho... — murmurou coçando o queixo. — Bem-vindo Youko.
— Youko? — pronunciou estranhando. — Desejo-lhe um feliz aniversário, jovem mestre.
O loiro ficou parado ali enquanto o motorista seguia para a limusine e acenava saindo. Ele estava estático, segurando o porta-retratos junto do suposto cachorro e na outra mão um cubo de prata com umas figuras estranhas. Voltou ao refeitório e os demais fitaram-no surpresos.
— Naruto-chan! — chamou o rosado. — O que é isso?
— O nome é Youko. — resmungou andando com o cachorro até o banco. — E é meu presente de aniversário.
— Aniversário? — pausou. — Sério? Parabéns cara!
— Obrigado. — resmungou pegando o sanduíche e partindo em dois. — Toma aí.
— Graw! — grunhiu como agradecimento e começou a comer.
— Queria eu ganhar uma raposa de aniversário.
— Não é uma raposa. É só um cachorro.
— Pois parece...
— Não vou emprestar o Youko para suas maluquices, antes que pergunte.
— Eu não ia pedir isso. — emburrou. — Me magoa você pensar algo assim de mim.
— Eu já disse não. — suspirou.
— Mas era só para me ajudar no meu sistema solar, eu preciso de um Marte.
— Construa um.
— Vamos lá... — reclamou. — Ele é vermelho e todos saem ganhando.
— Não significa que eu deixe você levá-lo para a lua.
— Droga.
— Ei, garoto das empresas Uzumaki. — chamou o moreno branquelo.
— O que me diz, senhor vampiro?
— Primeiro, para com esse negócio de vampiro. Meu nome é Sasuke, Uchiha Sasuke.
— Prazer em conhecer. — sorriu apertando a mão do adversário. — A que devo a honra, Uchiha-kun?
— É Sasuke. — reclamou. — Onde achou essa raposa?
— Não é uma raposa, Uchiha-kun. — pausou dando ênfase no modo como o chamou. — É um cachorro e o nome é Youko.
— Ketchup. — gritou batendo na mesa.
— Ein? — soltou desentendido.
— Vamos fazer Ketchup, quem ganhar fica com o cachorro.
— Que droga é Ketchup? — interrompeu o rosado.
— É um jogo, se você conseguir ganhar o atual campeão, eu, pode ficar com a raposa.
— É um cachorro.
— Tanto faz. — mostrou indiferença. — Topa?
— Por mim tudo bem.
— Só que é em times. — sorriu apontando indiretamente para os dois amigos do loiro. — Vão ser vocês?
— Me parece. — cruzou os braços enquanto segurava o cachorro que nem ligava porque estava comendo.
— Uzumaki, Dragneel e Endou versus Uchiha, Sabaku e Inuzuka no Ketchup. — iniciou Shikamaru. — Isso me parece divertido.
— A gente se vê lá fora. — sorriu passando pelo loiro. — Não pronuncie Uchiha em vão.
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— Wolf!
— Meow!
— Olha o que esse seu cachorro raposa ta fazendo! — reclamou o Dragneel que via seu gato ser perseguido. — Ele quer matar o Happy!
— Problema dele! — reclamou. — Como se joga Ketchup?
— Uh... Jogando? — opinou o moreno e os outros dois pousaram olhares cortantes nele. — Eu sei, nem teve graça.
— Mas a gente... — parou quando viu a porta a centímentros de distância. — De novo não.
— Uh? — soltou uma voz doce que saía do quarto. — Ah! Eu te machuquei? Você está bem?
— Sim... Foi só o meu nariz. — reclamou enquanto os amigos o ajudavam a levantar.
— É o carinha do outro dia. — sorriu ao reconhecê-lo. — Vejo que ganhou servos.
— Se chama amigos. — reclamou o rosado baixando um pouco a cabeça para o gato subir. — Coisa que você não tem.
— Alto lá! — gritou empurrando ele com a palma da mão. — Eu tenho amigos, diferente de você, bafo de peixe.
— Sua...
— Ta bom, Natsu. — reclamou empurrando o amigo. — Nome?
— Melissa.
— Hun, Melissa, desculpe o Natsu-san, estamos procurando saber como se joga Ketchup.
— Ketchup? — repetiu. — O jogo idiota inventado pelo Uchiha boboca?
— Sinto que falam de mim. — murmurou o moreno já no pátio.
— Bobagem Sasuke. — disse o Sabaku, abanando a mão em um gesto despreocupante.
— Sim, ele mesmo.
— Coisa mais simples do mundo. — sorriu convencida. — É uma mini-maratona, quem perde em uma das etapas leva ketchup na cara, coisa fácil.
— Que tipo de etapas? — quis saber o soneca que já bocejava.
— Nada muito difícil, ele muda toda vez. — coçou a cabeça em dúvida.
— Obrigado! — disseram em coro.
— Que isso... — murmurou envergonhada.
— Desculpe por lhe chamar de velha mal-acabada, túmulo de espinhas e ossada. — murmurou Natsu se abaixando frente a garota.
— Quando que disse isso?
— Agora, eu acho.
— Suma daqui ou vai haver um corpo estirado no chão esta noite.
— Tchau viu! — gritou puxando os outros dois.
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— Prontos para perder? — iniciou alongando para a última prova.
— Só se você estiver. — provocou o rosado.
— Placar 5x5. — anunciou o Shikamaru. — Sasuke vai perder... Aquele arrogante, nunca pensa nas consequências...
— Ultima etapa! — esganiçou um branquelo de cabelos pretos. — Corrida sob a água!
— Esta pronto, Kiba?
— Pronto como nunca, Sasuke.
— Partida!
O corpo ágil do Dragneel corria como o vento, mas o corpo fera do Inuzuka corria mais rápido, segundo de distância, batida contra batida até que o Inuzuka desequilibrou e levou o rosado junto, mas ele desviou por um segundo e caiu com metade do corpo na água e a outra metade na terra fresca do outro lado, as pedras realmente eram escorregadias.
— Ganhamos. — decretou o loiro vendo o moreno ir acudir Natsu.
— Mas... Pacas! — resmungou jogando o cartão que tinham negociado.
— Obrigado. — sorriu indo direto para a casa. — Estamos cheirando a tomate.
— Ah! — lembrou o rosado depois que se levantou. — Feliz aniversário de seis, Naruto-chan.
— Não amole... — resmungou puxando Natsu pelo ouvido. — Você quase perdeu, vai ternar duro.
— Aniversário... Aquele loirinho ainda se vê comigo.
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