Adoentada.
10 Lullaby Love
Abby fez todos os exames que precisava para determinar alguma consequência proveniente da broncopneumonia ou do ataque cardíaco.
— É um milagre ela não ter nenhuma sequela agente Gibbs. – Disse o médico.
— É muito bom ouvir isso. – Disse Gibbs. – Descobriram alguma causa para a parada cardíaca?
— Nenhuma droga foi encontrada no sangue dela, nenhuma causa especifica. – Disse o médico. – Um dos agentes mencionou que ele poderia estar sonhando.
— Acha que essa é a causa – Perguntou Gibbs. – Não acredito que seja realmente isso.
— Às vezes a pessoa sonha com algo que a perturba de tal forma que a pessoa quer escapar de qualquer jeito. – Disse o médico. – Quando ela conseguir falar talvez ela explique o que a perturbou.
— Quando ela vai recuperar a voz? – Perguntou Gibbs.
— A broncopneumonia machucou um pouco a garganta dela. E ela precisa se recuperar. – Disse o médico. – Mais ou menos dois dias.
— Obrigado Doutor. – Disse Gibbs apertando a mão do médico.
— Chame se precisar de mim, agente Gibbs. – Disse o médico saindo.
— Chamo sim doutor. – Disse Gibbs voltando para o quarto de Abby.
Ela continuava no monitoramento por segurança.
— Fico feliz que tenha acordado Abbs. – Disse Gibbs sentando-se ao lado dela. – Fiquei preocupado.
Gibbs sabia que Abby não podia falar.
— Eu sei Abbs. – Disse Gibbs compreendendo o olhar de Abby. – Seja qual for o sonho que fez você ter aquele ataque você vai me contar. – Disse Gibbs olhando para Abby. – Ou não. De qualquer jeito eu só quero que você saiba que eu vou fazer plantão aqui até que os médicos me expulsem.
Dois dias depois...
Abby começava a falar as primeiras palavras ainda com uma voz fina, mas Gibbs estava disposto a ajuda-la como pudesse.
O médico apareceu no quarto de Abby de surpresa.
— Quem quer ir para casa? – Falou o médico.
— Ela já pode ir doutor? – Perguntou Gibbs.
— Pode, mas precisa ficar sob a supervisão de alguém. – Disse o médico.
— Não a deixaria sozinha nem se pudesse. – Disse Gibbs. – Onde assino?
O médico passou uma prancheta com uma folha para Gibbs.
— Nessa linha. – Falou o médico. – E esse formulário para assumir a responsabilidade de cuidar dela.
— Nesse caso preciso chamar os outros. – Disse Gibbs. – Ei. Tony, McGee e Ziva venham aqui. Tem mais folhas dessas? – Perguntou Gibbs.
— Por que agente Gibbs? – Perguntou o médico.
— Porque eles também são a família da Abby. E se eu assino eles também assinam. – Disse Gibbs.
— Acho que tem espaço suficiente para vocês todos nessa folha. – Disse o médico. – É tão bonito ver o jeito que cuidam dela.
— Abby já se sacrificou tanto pela equipe. – Disse Gibbs assinando. – Acho que ela merece que a gente se sacrifique por ela. Tony. É sua vez.
Tony pegou a folha e assinou, passando para McGee e Ziva que também assinaram.
Gibbs ajudou Abby a levantar da cama e a levou no colo até a saída.
— Não vou deixar você se esforçar Abby. – Disse Gibbs.
— Mas Gibbs... – Abby tentou começar a falar, mas Gibbs a interrompeu.
— Nem adianta recusar Abby. – Disse Gibbs. – Eu vou cuidar de você do jeito que eu faria por qualquer um da minha equipe.
McGee, Tony e Ziva entraram no elevador. Vance já havia voltado para o NCIS há um dia para seu lugar de diretor.
— Ela vai para a casa de quem? – Perguntou Tony.
— Para a minha Tony. – Disse Gibbs. – Ele já conhece a do McGee então não é uma boa idéia. A sua tem que subir uma escada. A da Ziva é perigosa por causa do Mossad querer colocar uma bomba ocasional.
— Então vou com você chefe. – Disse Tony. – Dois é melhor que um.
— Está certo Tony. – Disse Gibbs. – Você cuida enquanto eu estou na agência e depois eu cuido dela enquanto você está na agência. – Disse Gibbs entrando no carro ao mesmo tempo que Tony. – Revezamento.
Abby estava no banco de trás recostada no estofamento do carro. Gibbs havia colocado o cinto nela mesmo com as negativas de Abby. Ele ligou o carro depois que Tony entrou. Pisou no acelerador e foram para a casa de Gibbs.
Alguns minutos depois eles chegaram na casa do agente. Abby parecia dormir, mas acordou quando Gibbs a chamou pela primeira vez.
— Eu posso andar? – Perguntou Abby.
Mesmo achando que ela devia se poupar Gibbs deixou ela andar um pouco.
— Mesmo assim vou segurar você Abby. – Disse Gibbs para Abby.
— Está certo Gibbs. – Disse Abby. Ela sabia que mesmo que ela não quisesse Gibbs a seguraria.
Tony foi na frente para abrir a porta da casa. Gibbs entrou com Abby e a casa do agente estava completamente revirada. Gibbs deixou Abby no sofá enquanto ele e Tony engatilharam suas armas e foram um para cada lado da casa. Abby ficou no sofá sem Gibbs tirar o olho dela.
— Limpo. – Gritou Tony.
— Limpo aqui também. – Disse Gibbs. – Seja quem fosse já foi embora. – Gibbs voltou para o lado de Abby.
— Porque revirar a casa de um agente federal? – Perguntou Tony.
— Procurando alguma coisa que ele queria. – Disse Gibbs pegando uma agenda do chão.
— Um endereço? – Perguntou Tony.
— Está aberto na letra A. – Disse Gibbs. – Tem uma folha faltando.
— Quem ou o que eles estão procurando? – Perguntou Tony.
— Abby. – Disse Gibbs.
— Acho que deveríamos leva-la para outro lugar. – Disse Tony.
— Para onde Tony? – Disse Gibbs indo até o sofá ao ver que Abby estava assustada com tudo aquilo. – Vai ficar tudo bem.
Gibbs sentou no sofá e abraçou Abby.
— Eu quero que ela fique segura. – Disse Gibbs. – Só isso.
Tony não estranhava o comportamento de Gibbs. Ele sabia o quanto Gibbs amava Abby e que ele faria qualquer coisa pela sua equipe. Ele lembrou de quando McGee quase foi atropelado e Gibbs entrou na frente do carro empurrando McGee e se machucando. E de todas as vezes que Gibbs arriscou sua própria carreira por Ziva e Tony. Ele sabia que ele era justo com todo mundo e que por mais estranho que fosse, a única relação de Gibbs com Abby era de pai e filha. Nada mais.
— Podemos ir para o NCIS. – Disse Tony. – Abby pode ficar com Vance na sala dele e eu posso ficar por lá também.
— Não é uma boa idéia. – Disse Gibbs.
— Então vamos para o meu apartamento. – Disse Tony. – Ele não sabe onde eu moro.
— É uma boa idéia. – Disse Gibbs. – Vamos com cuidado. Mande Ziva e McGee buscar provas de quem pode ter invadido minha casa.
— E falar com seus vizinhos. – Disse Tony.
— É pouco provável. – Disse Gibbs.
— Pouco provável? – Perguntou Tony. – Por que?
— Eles nem viram que minha casa foi invadida. – Gibbs pegou Abby e a levou para o carro. – Ziva e McGee podem procuram pistas aqui. Digitais talvez.
Tony acompanhou Gibbs e ajudou Abby a entrar no carro. Depois entrou na parte da frente. Gibbs ligou o carro e partiram para o apartamento de Tony.
Alguns minutos depois Ziva e McGee chegaram para coletar pistas sobre quem teria arrombado a casa de Gibbs.
McGee achou várias digitais na agenda de Gibbs e as escaneou procurando uma correspondência. A maioria era de Gibbs, mas haviam três que não eram. McGee as procurou no banco de dados e elas retornam.
— Terry Spooner. – Disse McGee mostrando o resultado para Ziva.
— Vai ligar para o Gibbs? – Perguntou Ziva.
— Vou sim. Tony está na página que ele levou junto da Abby. – Disse McGee. – Ele tem o endereço dos dois.
McGee tirou o celular e digitou o número de Gibbs.
— Vamos Chefe. Atenda. – Disse McGee. – Chefe. É o Timothy.
— McGee. Estou dirigindo. Fale logo. – Disse Gibbs.
— Terry Spooner levou a folha em que os endereços de Abby e Tony estão. – Disse McGee.
— Estamos chegando no apartamento de Tony agora. – Disse Gibbs. – Se ele estiver aqui eu o mato. – Gibbs desligou o telefone.
— Então? – Perguntou Ziva. – Falou com Gibbs?
— Falei. – Respondeu McGee.
— E? – Ziva estava curiosa.
— E eu acho que deveríamos mandar Ducky para o apartamento de Tony. – Disse McGee.
— Porque? –Ziva queria que McGee falasse tudo de uma vez
— Ele disse que vai matar Terry Spooner se ele estiver lá. – Disse McGee.
— Menos mal. – Disse Ziva saindo.
— Menos mal? – Perguntou McGee. – Ele pode se complicar.
— Acho que não. – Disse Ziva. – Terry merece morrer. – Falou Ziva.
McGee ficou espantado com a reação de Ziva, mas entendeu o que Ziva queria dizer com aquilo.
Em outra parte da cidade Gibbs e Tony chegaram com Abby ao apartamento de Tony. Gibbs pegou Abby e a ajudou a se levantar. Estava com a arma em punho assim como Tony que foi na frente. Não poderiam arriscar.
Tony abriu a porta do apartamento e entrou. Gibbs esperou com Abby do lado de fora.
— Limpo. – Gritou Tony. – Podem entrar.
— Parece estar em ordem. – Disse Gibbs entrando com Abby.- Sente-se aqui no sofá. – Gibbs colocou Abby no sofá e se sentou ao lado dela.
— E se ele vai aparecer aqui ainda? – Perguntou Tony.
— Aí a gente mata ele. – Disse Gibbs. – Ligue para Ziva e McGee virem para cá.
— É para já chefe. – Disse Tony saindo.
— Vai dar tudo certo Abby. – Disse Gibbs.
— E se ele conseguir me matar? – Perguntou Abby.
Gibbs se aproximou mais de Abby e a abraçou.
— Isso nunca vai acontecer Abbs. – Disse Gibbs.
— Eles estão vindo. – Disse Tony voltando.
— Ótimo. – Disse Gibbs.
Tony se sentou ao outro lado de Abby. Ele e Gibbs estavam prontos para atirar em qualquer coisa que não fosse conhecido.
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