Adoentada.
17 Deceased
Notas iniciais
Passaram-se três dias desde que Terry foi colocado na cela da morte. A hora estava chegando. Abby insistiu em ver a execução. Ela precisava daquilo para poder seguir em frente e Gibbs concordou. Ele estaria ao lado de Abby todo o tempo.
Terry foi preparado para a injeção. Ele foi deitado na cama de braços abertos e intravenosa para as fatídicas injeções. Abby olhava tudo aquilo sempre com a mão de Gibbs na sua.
Já eram cinco para meia noite quando o padre começou uma oração apesar de que ele havia recusado a presença do sacerdote lá.
— Se arrepende dos seus atos? – Perguntou o padre.
— Não. – Disse Terry. – O que eu fiz foi preciso.
O padre se retirou.
— Que Deus tenha pena da sua alma. – Disse antes de sair.
Terry olhou com cara de poucos amigos.
O relógio anunciou meia noite. A cama onde Terry estava se elevou dando aos espectadores uma visão dele. Ele viu Abby lá.
— Ultimas palavras? – Perguntou o diretor da prisão.
— Você não vai ter um dia de paz Abby. – Disse ele assustando Abby que se escondeu em Gibbs.
Ele a acolheu em seus braços.
As injeções começaram a descer uma por uma lentamente. Terry começou a tremer e deu seu último suspiro. Abby levantou o olhar e viu que ele estava morto.
Ela se levantou acompanhada por Gibbs.
Eles entraram no carro e Abby finalmente falou algo.
— O que ele quis dizer com aquilo, Gibbs – Perguntou Abby.
Gibbs se virou para Abby e deu um beijo em seu rosto.
— Ele era um psicopata Abby. – Disse Gibbs. – Eles gostam de polemica até depois de mortos.
Gibbs se voltou para a direção e saiu dali.
Vance recebeu um documento na sua sala no dia seguinte.
Abby só voltaria a trabalhar em uma semana. Ela havia tirado uma licença depois de tudo aquilo acontecer.
Uma semana depois...
McGee ficou bastante agitado no dia em que Abby estava de volta ao trabalho. Ele, Tony e Ziva havia preparado uma pequena surpresa para Abby no laboratório. Abby chegou com Gibbs na sala principal. Todos os outros agentes bateram palmas para Abby quando ela saiu do elevador. Abby deu um sorriso até então esquecido.
Vance foi o primeiro a abraça-la. Ducky e Palmer deram boas-vindas a Abby. Ambos abraçaram Abby juntos. Abby ficou emocionada com aquela demonstração de carinho.
— Vem comigo. – Disse Gibbs pegando Abby pela mão e levando-a para o elevador.
Ducky, Palmer e até Vance foram juntos para o elevador. Gibbs apertou o botão para o laboratório.
— Ela está chegando. – Gritou McGee. – Todo mundo aos seus postos.
Tony se posicionou na frente do computador, McGee na porta e Ziva se escondeu afinal ela havia sido encarregada de dar a surpresa para Abby.
As portas do elevador se abriram e Abby saiu dele com Gibbs, Vance, Ducky e Palmer. McGee pegou Abby pela mão e tapou os olhos dela.
— Porque isso Timothy? – Perguntou Abby.
— Fizemos uma surpresa para você. – Disse McGee conduzindo Abby. Ele a colocou no meio do laboratório.
— Ótimo. – Disse McGee. – Me prometa que vai ficar com os olhos fechados.
— Está bem. – Disse Abby. – Eu prometo.
McGee deixou Abby no meio do laboratório de olhos fechados.
— Vou contar até três. – Disse se afastando dela. – Você pode abrir no três. 1, 2 e 3. Pode abrir Abby.
Abby abriu os olhos e viu que seu laboratório estava diferente. Eles haviam decorado com balões rosa e haviam flores vermelhas pelo laboratório inteiro.
Ziva apareceu com uma caixa médica nas mãos.
— Isso é para você Abby. – Disse Ziva entregando a caixinha para Abby
Ela abriu e encontrou um colar com uma pedrinha rosa.
— É uma zircônia Abby. – Disse Ziva. – Para carregar sempre com você.
Abby deu um abraço em Ziva.
— Que saudade desses seus abraços Abby. – Disse Ziva.
Tony, Gibbs, McGee, Ducky e Palmer se reuniram no abraço. Vance ficou receoso, mas resolveu entrar junto.
Abby ficou com McGee no laboratório. Quando não estava com Gibbs ou Tony ela ficava com McGee ou Ziva.
Algumas semanas depois...
Vance chamou Gibbs e Abby para uma conversa no escritório.
Ele entregou uma pasta creme para eles.
— Acho que vão ficar felizes ao ler isso. – Disse Vance.
Abby pegou a pasta e abriu. Ela leu o nome da vítima.
— Terry Spooner. – Disse Abby.
— O que ele tem? – Perguntou Gibbs. – Ele está morto.
— É a confirmação da morte dele. – Disse Vance. – Achei que ficariam felizes. Eu mesmo conferi o corpo desse lixo e o mandei para o crematório. – Disse Vance apontando um pote de barro na estante. – Podem pegar as cinzas e jogar na privada. – Disse Vance.
— Eu vou dar para o irmão dele. – Disse Gibbs. Ele pegou a jarra e a colocou sobre seus braços. – Pelo menos ele vai ter seu irmão para lembrar.
— É justo. — Disse Vance.
Abby se levantou levando consigo a pasta.
— Pode ficar com ela, Abby. – Disse Vance.
Abby saiu sem dar uma única palavra.
Naquela noite, na casa de Gibbs ela abriu a pasta novamente. Ele focou o olhar sobre uma palavra e deu um sorriso.
— Morto. – Falou Abby para si mesma.
Ela poderia voltar a ser feliz.
Fale com o autor