Notas iniciais
Que saudades de vocês flores (espero que não tenham murchado ¬¬)
Até que enfim eu voltei o/ Primeiro, não foi minha intenção ter demorado tanto assim, mas meu computador me odeia :(
Enfim :D estou pra lá de feliz pois tem mais flores brotando no meu jardim >.< Daniela Nicacio, WolfBlack e Jhessy Lacerda. Sejam bem vindas e obrigada por se manifestarem meninas!!
Espero que mais e mais flores lindas como vocês desabrochem por aqui ^^
E, antes de terminar...
Leocádia, minha flor, hoje sim o capítulo é "dedicadíssimo" a você!! Tudo por conta do último comentário que você me deixou... sem falar da MP (também senti saudades suas!!)
Escrevi o capítulo de hoje pensando em você ^^ Espero que goste, viu!! ...ah, olha só quem (ainda) está sofrendo...

Ouviu os pássaros cantando lá fora, anunciando que o dia havia começado. Olhou na direção da janela, as cortinas estavam abertas permitindo que os raios de sol entrassem e iluminassem todo o quarto.

Moveu o corpo um pouco, virando-se na direção da janela para poder contemplar melhor o céu azul. Mas foi impedida pelo braço do marido.

-Aonde você pensa que vai? — sussurrou, abraçando a esposa pela cintura.

-A lugar nenhum. — a loira virou-se de frente para ele. — Eu nem sequer pensei em sair da cama hoje. — sorriu maliciosa.

-Que bom saber disso! — retribuiu o sorriso, em seguida tomou a esposa nos braços e a beijou.

...

Vindo do quarto para a sala, Amanda cumprimentou Laura que estava sentada no sofá tricotando.

-Bom dia tia! — sentando-se com ela.

-Bom dia minha querida! — disse recebendo um abraço da sobrinha. — E como foi ontem? Você chegou e logo teve que sair novamente. Nem deu tempo para me contar como foi o almoço na casa do Vitor.

-Foi..., não sei, tranquilo. — não queria entrar em detalhes.

-Mesmo? Que bom! Eu fico feliz, acho que você e o Vitor fazem um belo casal.

-Sei... Já tomou café tia? — levantou-se indo a cozinha e tentando fugir do assunto.

-Sabe Amanda, — começou enquanto a sobrinha se retirava. — eu também acho que se vocês estão juntos é porque precisam um do outro.

A moça parou onde estava abismada e virou-se para a senhora no sofá.

-Vocês parecem fazer bem um para o outro. — ela continuou.

-Hãn?... — não conseguiu falar.

-Além de vocês se gostarem muito. Você não acha? — sorriu para a sobrinha e voltou-se para suas agulhas e novelos.

Amanda não entendeu o sentido das palavras de Laura e procurou não pensar nelas, afinal ela pensava que o compromisso deles era de verdade e com certeza imaginava que eles estariam apaixonados. Sua tia não teria como saber de nada.

Voltou-se para onde ia, a cozinha. Estava realmente com fome.

...

Abriu os olhos acordando de uma noite mal dormida. Fitou o teto pensativo.

A ideia de ir para a casa de praia não lhe agradava. Aquele lugar lhe trazia algumas lembranças das quais queria esquecer.

Não disse nada a ninguém por não querer tocar no assunto, mas mesmo que estivesse tentando negar, ir até lá o deixava tenso.

Já fazia algum tempo, mas pelo visto ainda não tinha conseguido deixar tudo aquilo de lado.

Tinha sido exatamente lá onde passaram sua última noite juntos.

flashback on

-Nossa Vitor, a vista daqui é linda! — sorriu. — E a praia é maravilhosa!

-Sabia que iria gostar. — chegou a abraçando pela cintura. — Queria ter trazido você aqui antes mas, assim, só nós dois. — beijou a namorada.

-Eu adorei. — sorriu e retribuiu o beijo dele.

flashback off

Levou as mãos ao rosto. Não iria conseguir dormir mais. As lembranças estavam vindo involuntariamente e bagunçando seus pensamentos.

Sentou-se da cama levando os pés ao chão frio se perguntando onde estava com a cabeça pra se deixar levar por essas recordações. Isso não deveria acontecer, não deixaria que acontecesse.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo insistente latido de seu cachorro. O animal logo se levantou de onde estava ao perceber que seu dono já tinha despertado.

-Eu sei, eu sei. — levantou-se. — Você está com fome e eu também. Vamos logo comer alguma coisa.

Saiu sendo seguido pelo mascote.

...

Afonso e sua esposa estavam no jardim aproveitando a bela manhã daquele agradável domingo para tomarem o café ali.

-O que você achou daquela mocinha, a Amanda.

Afonso olhou para a esposa e antes de responde-la , tomou um gole de café da xícara a sua frente.

-Sem dúvidas é uma boa moça, educada, responsável. Uma ótima companhia para o Vitor. — continuou a tomar seu café tranquilamente.

-Bom, eu não posso negar, ela me parece ser uma boa pessoa mas,... — virou-se pensativa.

-O que? Não vá me dizer que você não gostou dela. Por que se for assim, o Vitor tinha toda a razão de não querer...

-O Vitor exagerou, eu somente queria conhecer a namorada dele. O que ele pensou que eu faria? Impediria o namoro dos dois? Ridículo. Nunca fiz isso nem com ele ou com o Vinícius, por mais que eles merecessem. — observou ela.

-Então?

-Você sabe como o Vitor é, então eu achei melhor não falar nada, mas, eu não vi aqueles dois como um casal.

-Ora Marta, deu pra ver que a moça estava bastante nervosa, sem falar que ela me pareceu meio tímida.

-Exatamente. O Vitor nunca se interessou por uma garota assim... tão simples. Não vou negar, ela é bonita, mas não me parece ser o tipo de garota que ele namoraria.

-E você não acha melhor que ele esteja com uma moça como ela do que com umas e outras com quem ele já se envolveu?

-E se no fundo ela também for como todas as outras?

-Agora eu acho que é você quem está exagerando. Você mesma viu, a moça estava sendo sincera.

-Sim, mas mesmo assim Afonso...

-E por que se preocupar com isso? O namoro deles ainda é recente, deixe que eles resolvam isso, talvez eles nem continuem juntos, não é mesmo? — encheu uma xícara de café para ela. — Vamos deixá-los de lado e aproveitar esse lindo dia, sim?

-Bom dia mamãe, papai!

Ambos foram surpreendidos pela saudação da filha caçula.

-Não acha que acordou tarde de mais? — cobrou de maneira distante.

-É que hoje é domingo mãe. — tentou se justificar.

-Marta, por favor. — reprovou a atitude da esposa. — Vem filha. — pegou a mão da menina, guiando-a para sentar-se na cadeira ao seu lado. — Venha tomar café com a gente.

O gesto do pai fez com que se esquecesse do tratamento rude e exigente da mãe. No fundo, até que estava acostumada com o jeito rigoroso dela.

...

Mais à tarde...

Já fazia algum tempo que havia saído, estava a caminho da casa do amigo. Tocou a campainha do apartamento e esperou até que fosse atendido.

-Vitor, entra aí.

-A Carla não tá aqui? — entrou já procurando pela amiga.

-Não, desta vez ela teve que voltar mais cedo.

-Imaginei. — acomodou-se em uma das poltronas.

-E você?

-Eu tô aqui. — pegou o controle remoto da imensa televisão que o amigo tinha em sua sala e começou a procurar algo para assistir. — Sem nada pra fazer.

-E o almoço, como foi? Você nem me disse nada. — sentou-se na outra poltrona. — A Amanda conseguiu sobreviver a dona Marta?

-Nem entendi direito o que aconteceu, mas parece que ela se saiu bem. — largou o controle, desistindo de encontrar alguma coisa que lhe interessasse. — No final a atitude da minha mãe foi meio estranha mas, não foi das piores. — disse sem expressar emoção.

-Parabéns para a Amanda então. Conseguiu conquistar mãe e filho.

-Você está tentando ser engraçado? — disse sério e mantendo a atenção na tevê.

-Não. É sério cara. Ou vai dizer que o fato da Amanda ser uma gata não deixou tudo mais fácil pra você. — comentou de propósito, na tentativa de irritar o amigo. — Porque vamos combinar, ela é muito linda.

Respirou fundo se mostrando entediado com a conversa forçada por ele. Paulo riu ao ver a expressão na face do amigo e prosseguiu.

-Desde que tudo isso começou, confesso que eu nunca entendi o por que de você ter escolhido a Amanda pra participar do seu "plano", já que tem tantas garotas que babam por você. — levou a mão ao queixo fingindo pensar numa resposta que esclareceria a questão. — Bastaria você estalar os dedos. — concluiu.

-Exatamente. — ignorou o comentário. — A Amanda não é assim. — pronunciou calmo.

-Tá, mas, até então você não sabia. Então como?...

-Eu tive que arriscar. — deu de ombros. — E só pra você saber, o motivo também foi porque eu me comovi com a situação em que ela estava.

-Sei... Mas vou te falar a verdade, isso é um tanto suspeito pro meu gosto. — cruzou os braços.

-O que, não acredita? — fingiu interesse, não tirando os olhos da televisão.

-Eu não duvido das suas boas intenções, mas é que... — fez questão de parar a frase, sorrindo de canto.

Vitor parou por alguns segundos. Não iria cair nas provocações do amigo.

-Vou tomar um copo de água. — levantou-se e deu-lhe as costas.

Mas Paulo ainda não estava satisfeito. Foi atras do amigo.

-Qual é Vitor, seja sincero, você não acha ela bonita? — o seguiu até a cozinha.

-Você ainda está falando sobre isso Paulo? — abriu a geladeira pegando uma jarra.

-É claro que eu tenho todo o respeito por ela, mas, a Amanda é uma gata! Ela tem um corpão. Você já reparou as pernas torneadas que ela tem, parecem que foram esculpidas. E o bumbum redondinho. Isso sem falar no belo par de seios dela.

Vitor apenas observava enquanto Paulo falava. Deixou o copo de lado ao terminar sua água, cruzou os braços e olhou novamente para o amigo.

-Terminou? — perguntou sério como sempre.

-Acho que posso parar por aqui. — deu de ombros.

-Você esqueceu uma coisa... — olhou para a cara do amigo que se perguntava o que poderia ser. — Os olhos dela. — deu as costas e saiu voltando a sala.

Paulo sorriu vitorioso, pois era exatamente algo assim que queria ouvir do amigo.

-Ah qual é, eu disse pra ser sincero. — o seguiu de volta a sala. — E você vai querer me convencer de que só reparou os olhos dela? Somos homens Vitor, a gente sempre repara muito mais do que isso em uma mulher.

-Eu não tô tentando convencer ninguém de nada. — mostrou-se desinteressado.

-Então você admite qu...

-Nossa. Como você é insistente. — virou-se para ele. — Sim, a Amanda é bonita, muito bonita. Satisfeito? Era isso que você queria que eu falasse? — acabou se irritando com aquilo. — Mas é bom você ouvir também que eu posso achar ela bonita mas ela não é o meu tipo. — concluiu.

-Entendi cara. — arregalou os olhos tentando não rir com a reação do rapaz.

-Droga. Parece até que está tentando me jogar pra cima dela.

-Não faria isso. Sei que não iria adiantar porque tanto você quanto o Vinícius tem esse gosto peculiar pelas loiras. — Paulo levou as mãos nos bolsos e deu de ombros.

-Podemos falar sobre outra coisa então? — abriu os braços ao questioná-lo.

-Tá, já entendi. Vamos encerrar o assunto, pronto. — sentou-se para assistir a televisão que tinha ficado ligada.

-Até que enfim. Você fala tanto que eu nem consegui te dizer o que eu vim te contar.

-Que seria... — esperou pela resposta que não viria.

-Não precisa ter pressa. — passou direto indo para a porta. — Depois eu te conto. Acho melhor ir antes que você comece a dizer mais besteiras.

-Vitor espera aí cara.

O jovem Navarro não respondeu, apenas bateu a porta saindo.

Paulo respirou fundo ao observar a cena. E um certo detalhe na conversa dos dois o fez se lembrar de um detalhe que poderia explicar as recentes atitudes do amigo.

A cerca de quatro meses Vitor tinha terminado o namoro com sua última namorada e, desde então não se envolveu com mais ninguém.

E depois que se separaram, Vitor se fechou, não se permitiu aproximar de ninguém assim e que ninguém se aproximasse dele também. Paulo temia o porque disso. Ela fora a primeira a despertar esse tipo de sentimento em seu amigo, a primeira e única capaz de fazê-lo mudar.

Desde quando aconteceu, Paulo ficou preocupado com o amigo que se mostrava estar ainda apaixonado pela garota e não sabendo lidar com o fim do namoro. Isso com certeza pela maneira como tudo começou e terminou.

Teve que ver seu amigo se transformar na pessoa diferente da que conheceu. Vitor que sempre foi mais fechado, agora estava frio. Antes, reservado, porém agora era distante e até indiferente.

Mas Paulo pode perceber que ele começou a mudar quando Amanda passou a fazer parte de sua rotina. Ela certamente fazia bem a ele.

...

A caminho de sua casa...

Não levou muito a sério as coisas que Paulo havia dito, afinal sabia bem quando o amigo estava apenas brincando com ele.

Não estava mentindo em suas palavras, achava sim que Amanda era uma bela mulher, mas somente isso. Estava certo de que não a olharia de outro jeito.

Ela era muito diferente das moças com quem estava acostumado a sair. Era muito tímida, simples e um tanto inocente. Não que ele não apreciasse essas características em uma mulher, mas para ele uma mulher tem que, além de ser confiante, ter noção e acreditar no seu potencial. Mas a morena parecia ter baixa alto estima, e Vitor estava acostumado a sair com mulheres vaidosas, de personalidade marcante e que sabem seduzir. Amanda não fazia o tipo. Sem falar que por eles estarem na situação em que estavam, Vitor não se atreveria a se envolver com ela de maneira nenhuma.

Estava atento a estrada quando seu celular tocou.

-Alô? — perguntou por não ter reconhecido o número de quem estava ligando.

-E aí cara! Vou passar uns dias aí na cidade e estava pensando se podia ficar na sua casa... — esperou uma resposta.

-Depende de quem está falando.

-Vai dizer que já esqueceu o amigo?... Mas não faz nem um ano que nós nos vimos pela última vez...

-Thomas? — só então reconheceu a voz do velho amigo.

-Mas é claro. — riu da falta de atenção do amigo. — Você tá com cabeça aonde, hein?! Quando vê assim meu amigo, só pode ser mulher. — riu novamente.

-Qual é Thomas, já me basta o Paulo...

-E esse, como tá? Faz um bom tempo que a gente não se fala. Na verdade, faz tempo que eu não falo com ninguém.

-Pois é, quase um ano e ninguém mais ouviu falar de você. O que você tem feito?

-Então você não tá sabendo? Eu tô cuidando da empresa, passei a chefiar depois que o meu pai morreu.

-Claro. Eu fiquei sabendo sim. Na época eu estava fora e não de pra ir no velório. Foi mal...

-Mas já passou cara, esquece isso.

-E você, disse que tá querendo passar uns dia lá em casa?

-É, eu tô precisando resolver algumas coisas da empresa, tudo coisa rápida, mas pensei em ficar na sua casa um tempo, só pra aproveitar para rever alguns amigos e relaxar.

-Parece que não tá sendo fácil.

-Nem me fala cara, a minha sorte é o Clovis. Ele era o braço direito do meu pai e agora, o meu.

-Tudo bem Thomas, pode vir e ficar lá em casa o tempo que você precisar.

-Que isso, não é melhor com a sua família primeiro?

-Não esquenta com isso. Quando você chega?

-No final de semana. Pensei em ir na sexta, mas acho que vou ter que chegar na quinta.

-Espera, nesse final de semana?...

-Porque? Se você tiver algum compromisso eu posso ficar em um hotel, não tem problema...

-Não tem mesmo, pode vir.

-Valeu então! Sabia que podia contar com você!

...

Notas finais
Lhes apresento Thomas. Loiro, alto, bonito, simpático, rico, educado e blá blá blá... Veremos um pouco mais dele no decorrer da história, pois é um dos que veio pra ficar (vixii O.O) Daí se vocês vão gostar dele ou não,... eu já não sei... isso é com vocês :)
ai ai... Alguém aí pode me fazer um favor? Avisar para o Vitor que quem vive de passado é museu... (nossa, que autora insensível)
Um pedido (isso pelo bem dessa autora que não lida lá muito bem com esse seu terrível defeto -> a curiosidade ^^) Comentem!! :) A opinião de vocês é suprema pra mim. Sem falar que não tem como eu saber se vocês estão gostando (ou não) se vocês não me disserem :)
Bejosssss e até o próximo!!!