Admita, você gosta mim
3 III
Notas iniciais
"Como eu poderia descobrir sozinho?! Jerry, seu merda!" — pensou Tomas durante uma luta no karatê, estava agoniado de curiosidade, o que aquele baixinho poderia ter feito? — "Eu deveria saber como ele conseguiu aquilo? Pois coitado, eu não lembro de NADA. "
— TOMAS! A luta já acabou! Pare de ataca-lo. — ordenou o capitão. — Concentre-se aqui e não na garota que pegou na festa de sábado.
Os outros rapazes riram dele. Mal sabiam que seus pensamentos eram outros. Quando pensava no loiro, seu coração sempre batia mais forte, e desde pequeno deduziu ser de ódio, então por que de repente parecia outra coisa?
Jerry estava agindo de modo muito estranho com ele, não tinha mais aquele ar de grandiosidade, talvez estivesse apenas passando por um dia ruim. Também sentia-se estranho em relação a todas as marcas de chupões que vira a apenas algumas horas atrás, quem poderia ter feito aquilo? Queria muito saber.
Suava como um porco, como os outros garotos. Fazia aquela arte marcial mais para se defender do próprio pai do que qualquer outra coisa, não que levasse surras ou coisa parecida todos os dias, entretanto, como fazia muita besteira....
Não que não gostasse, muito pelo contrário, amava, só que havia entrado para evitar muitas marcas roxas. Foram finalmente liberados para tomar banho, e o vestiário masculino era só um, todos os garotos de todos os times tomavam banho juntos.
Viu o "rato" de longe, conversava com uns amigos, uma toalha amarrada na cintura, parou para observa-lo discretamente. Tinha a sensação de que conhecia o seu corpo, de que sabia qual era sensação de tocar na pele macia de suas coxas, beijar seus lábios e ouvir seus suspiros ao pé do ouvido.
Mas... que merda estava pensando?!
De repente sentiu uma sensação nada adequada para se sentir em um local público, agarrou a toalha com força na cintura, tentando fazer pressão na ereção que teimava em crescer.
Nunca entendera o porquê sentia-se excitado ao pensar em Jerry se o odiava e principalmente: se era hétero. Quando foi dito que pensava nele 24 horas por dia, era realmente isso.
Jogou-se no chuveiro gelado para tentar se acalmar.
— Tooooom, tem uma garota te esperando lá fora, sabe quem? Toodles. — falou em um tom de voz que pôde quase "ouvir" um coração saindo no final. — Não sei o que pode querer falar com você, um pedido de namoro talvez, ohohohoho.
Não sabia com quem tinha dormido, porém tinha certeza que não tinha sido com Toods e seus cabelos falsamente platinados. Teve a garantia de demorar muito durante a arrumação, na esperança de faze-la desistir e ir embora, não deu certo.
— Oi, Toom! — acenou animadamente e um largo sorriso no rosto. — Quer andar um pouco?
Ia recusar, só que havia uma horda de garotos furiosos atrás dela o obrigando a aceitar o convite, então acenou com a cabeça, sendo assim agarrado pelo braço e sendo arrastando para longe dali.
Com o olhar procurou o adolescente loiro, finalmente o achou perto de um amigo alto, parecia falar sobre algo sério.
— Gostou?
— Hm? Do que?
— Aah, dos nossos beijos, bobo, gostou de ficar comigo? — apertou o braço dele contra seus seios. — Você sumiu do nada e me deixou sozinha... pensei que fosse querer fazer mais coisas comigo. — balbuciou. — Com quem dormiu, afinal? Estou curiosa para saber quem tomou o que lugar.
O QUEEEEE?
Ela tinha mesmo dito aquilo? Na cara dura que queria dormir com ele? Agora decidira que realmente tinha que descobrir com quem transara.
— Prefiro não falar. — respondeu sem jeito. — Vai ser melhor para ela ( a pessoa).
— Que saco. — resmungou. — Ainda não se tocou que quero ficar com você, sabe, pra valer? — seus olhos verdes pareciam derreter os dele, puxou a gola de sua blusa com o intuito de abaixar sua cabeça, ia beija-lo.
Seus lábios estavam prestes a se tocar, apenas alguns centímetros. Quando Tom colocou o dedo indicador na frente de sua boca.
— Você... pode me dar um tempo para pensar?
_____ * _____
Chegou em casa com uma ardida marca de mão em sua bochecha. Ela o havia estapeado, em seguida implorou por perdão. Fazer o que? Não sabia o que fazer!
— Boa tarde... — chegou e pediu benção para os pais, indo logo para o seu quarto.
— Tome um banho e desça para o jantar, querido. — mandou sua mãe.
Já havia se banhado, então se jogou na cama e pegou seu celular, discou um número que sabia até mesmo ao contrário. Chamou e chamou, ouviu a voz.
— O que quer? Cara, ainda não me respondeu como descobriu meu número.
— Você 'tá muito estranho, quero saber o que aconteceu.
O telefone foi desligado sem respostas, tentou ligar de novo, mas ele desligara o aparelho.
_____ // _____
O que queria? Destruí-lo?! Enfiou a cara no travesseiro e gritou, não sabia o que fazer, será que deveria tentar lembra-lo daquilo? Mas Tomas era um babaca na maior parte do tempo, poderia muito bem rir da cara dele e sacaneá-lo.
Ficou pensando e pensando, chegou a um ponto em que sua cabeça parecia que ia explodir, mal conseguia abrir os olhos. Horas depois resolveu que deveria tentar dormir um pouco.
"—Então, por favor, me lembre."
A noite se resumiu em lembrar daquela frase, o local em que se encontraram, o momento, o cansaço.
Bom, no dia seguinte, quando o celular tocou o despertador, tentou se levantar e não conseguiu, só desligar o eletrônico necessitou de muito esforço.
Sentia frio e uma disposição extremamente baixa, seria possível que tinha ficado doente de tanto pensar? Enrolou-se no cobertor e fechou os olhos, o som dos pássaros cantando fazia seu cérebro latejar.
Quinze minutos de sofrimento até piorar, Teresa começou a dar fortes socos na porta, podia ser uma mulher passiva, só que tudo mudava quando se tratava da educação de suas crias.
— Acorda, J! Acorda já! Vai se atrasar e perder o primeiro tempo e isso não vai ser nada legal. — decidiu abrir a porta.
— Acho que 'to morrendo. — resmungou tapando as orelhas. — Você pode por favor me dar algum remédio?
Correu na direção do filho e tocou-lhe a testa.
— Você estava perfeito ontem! O que aconteceu? — sua expressão era curiosa e preocupada. — Vamos para o hospital!
— Não, não, não me tira daqui, vou melhorar com o tempo, só me dê um pouco de remédio, por favor.
Ficaram parados e calados durante cerca de um minuto, e ela quase gritou.
— E se você tiver pego alguma doença?!
Demorou até raciocinar.
— Não viaja, mãe! Nós usamos camisinha, em todos os momentos, minha boca não está machucada e eu sei que ele não tem nada! — protestou rápido antes de pôr a cabeça debaixo do travesseiro.
A morena corou ao ouvir certas partes, então levantou e foi buscar os remédios, não gostava de falar sobre aquelas coisas com o filho.
— Eu vou ligar para Butch, quero ter uma conversa com ele mais tarde.
Sequer conseguiu protestar.
Passou o resto da manhã tentando dormir, porém os espirros não deixavam, sentia-se acabado, seu ombro ainda estava inchado, os olhos semicerrados por conta da dor de cabeça, mal conseguira comer nas horas seguintes. Teria comido algo estragado?
Olhava para o relógio, ficara assim durante horas. Ficar doente era muito entediante. O que sua mãe falaria com seu amigo? A hora estava chegando.
Achou que um banho melhoraria o seu estado precário, então foi — com muito esforço — melhorar sua aparência. Dizem que um banho gelado faz bem para febre, se arrependeu amargamente de testar a teoria,
Enquanto se ensaboava, pensou: O que passaria pela cabeça de Tom? O que acharia de Jerry? Tinha que descobrir de algum jeito. Bom, se bêbado o moreno despertara interesse por ele, é porquê na verdade nutria sentimento, certo?
Não tinha como saber. Existem muitos tipos de bêbado.
Aonde diabos estava se escondendo seu espírito de porco, aquele que não tinha medo ou vergonha de fazer nada? Ok. Decididamente ia conta a ele quando melhorasse, ia contar e que se foda a vergonha.
Porém, como foi dito, tinha que melhorar primeiro, e naquele momento estava um tanto delirante de frio e febre. Passou a toalha pela cintura e conseguiu, cambaleante, sair do banheiro.
Os espirros finalmente lhe deram uma trégua. Olhou para o seu lado esquerdo do quarto a procura de uma garrafa de água que jurava estar por ali. Achou e bebeu lentamente. De repente ouviu um barulho diferente, virou-se para trás.
— Demorou, hem? — riu o moreno.
— Jesus Cristo! — gritou assustado. — Não me mata de susto! Custava avisar que estava aqui, Butch?! — perguntou com a mão no peito nu. — Ai, que vergonha, cacete.
Ficava cada vez mais envergonhado enquanto procurava por roupas.
— Por quê a vergonha? Senta logo e se acalma, você está doente. — comentou escorando-se na mesa de estudos, estava sentado em uma cadeira.
Hesitante, caminhou e sentou-se na cama, só de toalha. O que ele estava fazendo ali?
— Falou com mamãe? O que ela falou para ti? — pegou um cobertor e cobriu-se com ele.
— Ela ficou meio envergonhada, não conseguiu falar direito, só falou para eu vir falar contigo, revelar alguma coisa, sei lá. — desprendeu o pequeno rabo de cavalo que usava.
— Ela acha que você poderia ter me passado alguma doença. — sussurrou.
— Sério? Hahahah! — começou a rir uma risada gostosa. — Fique sabendo que eu não tenho nenhuma doença. E, bom, essas doenças não agem tão rápido.
— Realmente não disse nada? — "Nop", foi a resposta. — Minha mãe me preocupa.
— Vamos parar de falar sobre isso. — sorriu — Me fala, como ficou doente? — inclinou-se na cadeira.
— Não seeei. — gemeu de dor. — Acho que deve ter sido de tanto pensar. — finalmente começara a relaxar e baixar a guarda, largara o cobertor que antes escondia seu belo corpo. — Não está com calor? — perguntou observando-o de casaco, ele sentia frio, só que estava doente.
— Hm... é, estou com um pouco de calor, sim. Se importa se eu tirar? — o loiro fez um sinal de " vai em frente".
Levantou-se da cadeira e tirou a vestimenta. A camisa verde musgo que usava marcava levemente o seu peitoral.
— Pensar no que?
— Sobre Tomas. Não consigo tirar aquela noite da minha cabeça. — falara sem pensar, então quando parou para fazê-lo, ficou sem jeito. — Ai, que que eu 'to falando... desculpa. É que eu tento parar de lembrar, mas não consigo. E minha dor de cabeça não para.
— Já tentou tomar alguma coisa? — aproximou-se do amigo. Tirou a camisa, como se ainda fosse por conta do calor, o outro, de olhos fechados, sequer notou.
— Já. Não adiantou.
Eu sei de algo que pode ajudar bastante.
— O que?! O que eu tenho que fazer? — finalmente abriu os olhos.
— Isso.
Nesse momento, foi jogado deitado na cama, o mais alto segurava sem muita força os pulsos do menor acima de sua cabeça.
— Você sabia... — aproximou a boca da orelha do outro, sussurrou. — ... que durante o sexo o corpo libera endorfina? Esse hormônio alivia a dor. O que acha de tirar a prova?
— B-Butch?
— E pode ter absoluta certeza que eu vou te fazer esquecer de qualquer coisa que teve com Tomas. — lambeu a extensão de sua orelha. — E agora que você está sensível, tudo vai ficar muito melhor.
O rosto de Jerry estava vermelho por conta da febre, porém era pelo fato de estar extremamente surpreso e envergonhado pelo o que estava acontecendo que arrepiou-se, aquele era realmente Butch? Não sabia que o seu melhor amigo era daquele jeito.
— P-Por que está fazendo isso? — balbuciou baixo, lembrou que estava apenas de toalha, e também nem o vira tirar a camisa.
O moreno soltou-o e se levantou, desabotoou a calça bem na sua frente, tirou-a.
— Ainda não se tocou, Jerry? Eu sou perdidamente apaixonado por você. Toda a vez que eu te vejo, a minha vontade é te abraçar, te beijar, e dizer quantas vezes forem necessárias o quanto eu te amo.
— Desde qu—
— Desde que te conheci.
Ficou sobre o corpo do amigo, seu olhar era diferente, sedutor. Beijou sua bochecha para depois se aproximar aos poucos dos lábios, até finalmente se beijarem.
Estava mesmo beijando ele, beijava ardentemente o seu melhor amigo, e ele beijava muito bem. Sentiu-o tirar sua toalha, ficou um tanto acanhado, ia continuar até lembrar de uma coisa.
— Butch, Butch. — conseguiu receber sua atenção. — Nós não podemos fazer isso. Minha mãe está lá em baixo, ela pode ouvir...
— Relaxa, só o início vai ser na cama. Você só vai ter que não gemer, e vai ter que se esforçar muito pra isso.
Jerry ia falar alguma coisa, porém foi interrompido por um beijo. Não sabia ao certo se queria mesmo aquilo ou não, queria que a dor de cabeça passasse, e se perguntava o que aconteceria depois do que estava prestes a fazer.
— Eu não pretendo te marcar igual Tom fez, apenas te dar prazer, para você melhorar. — beijou sua testa carinhosamente, em seguida passou a masturba-lo.
— N-Não...!
— Não quer?
— É que isso é v-vergonhoso...
— Você faz nos outros, qual o problema de receber prazer oral de alguém?
— O-Oral? — olhou para o ativo com uma expressão encabulada.
— Claro, estou apenas esperando você ficar mais "duro". — terminada a frase, aumentou o ritmo.
Deixou já escapar um ruído, era um rapaz muito sensível. Colocou rapidamente a mão em cima da boca, não ia ser nada fácil.
Quando menos esperou, Butch colocou seu pênis dentro da boca. E, meu Deus, como amava aquela sensação. Seu corpo levantou-se consideravelmente em um espasmo, o moreno gostava disso. Ver a expressão que seu amado fazia enquanto lhe dava prazer, aquilo o excitava.
O que foi feito não precisa ser tão detalhado assim, Butch parou o que fazia e arrumou-se em outra posição, seus dedos — os quais antes ele pedira para Jerry lamber — passaram a massagear o ânus do menor.
Colocou um dedo e logo em seguida outro, ouviu um novo gemido, o passivo pôs as mãos na frente do rosto.
— Não! Deixe eu ver o seu rosto! — protestou.
— D-Desculpa, e-eu não sei o que fazer. — respondeu.
— Só... relaxa. — recomendou se aproximando, beijou-o profundamente, obviamente o outro retribuiu com o mesmo ardor. — Isso mesmo, está indo bem. — beijou novamente. — Vou colocar dentro, ok?
— M-Mas você nem...! — olhou-o em reclamação, quando notou que ele já havia posto o lubrificante, e nem percebera, a mão esquerda dele tinha estado livre, nesse tempo tirou a cueca a até pôs o lubrificante.
Segurou-se na cabeceira da cama com força, tentando de tudo para não fazer barulho.
— É-É grande demais...— gemeu sem se conter.
— Heh, obrigado. — riu malicioso enquanto continuava a adentrar o orifício apertado. — Sabe, estou completamente dentro de você.
— D-Deixe eu me acostumar um pouco com o tamanho, por favor. — ofegava, completamente corado, mas acreditava na situação. — Se importa se... eu... ficar por cima? Só na primeira.
Assentiu sorrindo, deu-lhe um beijo no canto da boca antes de inverterem as posições.
Jerry posicionou-se da maneira correta e olhou nos olhos afogados de paixão do parceiro, se apoiou em seu peito e fez o primeiro movimento, estava mergulhado no prazer, gostaria que aquilo nunca acabasse.
Conforme ganhava impulso, descia com mais força e velocidade e deixava escapar muitos gemidos. Butch passou a deslizar as mãos grandes por seus ombros, apertou e massageou os mamilos rosados e excitados, tocou-lhe a barriga e cintura, até começar a masturba-lo com uma mão e com a outra alternava entre segurar sua cocha ou nádega.
Passou a mover-se também, achava o louro — apesar de em um relacionamento normal estar deliciosamente rápido — lento. Queria mesmo era ouvi-lo gritar seu nome, arranhar suas costas a ponto de deixar marcas, queria leva-lo à loucura.
O passivo deixou escapar um ruído ainda mais alto que os outros, estava chegando ao ápice com todas aquelas carícias. Tapou a própria boca, lacrimejava de tesão.
— Jerry, isso pode ter nos denunciado. — comentou. — Já imaginou? Sua mãe vem aqui e descobre o que estamos fazendo. — o perseguia enquanto masturbava mais. As lágrimas escorriam tanto quanto o pré-gozo. — Você ama isso, não é? Essa sensação do proibido. — levantou o tronco e com a parte que o masturbava tirou a mão dele da boca e levou-a até o órgão duro, para fazerem aquilo juntos. Mordeu e lambeu o lóbulo de sua orelha, para finalmente sussurrar. — Geme alto, grita o meu nome. Pode ter absoluta certeza: o orgasmo vai ser ainda mais forte.
E quando não aguentava mais, pronto para obedecer qualquer orem do moreno, ele jogou-o de costas na cama, tapou com a mão sua boca seca, a mulher bateu na porta do quarto.
Jerry agarrou os braços de Butch enquanto gozava, ainda o sentia se movimentar, seu coração desesperado com tanta adrenalina.

— Jerry? Butch, está tudo bem aí? Eu vou no supermercado, querem alguma coisa?
E apesar de ofegantes, de estarem no meio de um ato sexual e o ativo ainda se movimentar, disse com a voz mais natural do mundo:
— Jerry acabou dormindo de novo, Teresa, mas creio que ele não vá querer nada, e eu estou absurdamente satisfeito.
— Bom, tudo bem então, vou sair e trancar a casa, ok?
— Tudo ok!
A adulta então se foi, ouviram seus passos elas escadas até finalmente ir embora, e, em nenhum momento, o maior parou de movimentar-se. Parou então de reprimi-lo, seu sorriso era tão malicioso quanto antes.
— Aparentemente sou mais difícil que você. Acredite, a próxima vai ser muito melhor. — acariciou seus cabelos molhados. — Como eu queria pode ver aquela maravilhosa expressão todos os dias da minha vida.
Eu estou... com tanta vergonha... — sussurrou.
Por quê? Você é tão maravilhoso! Ei, está um pouco sujo aqui, deixa que eu tiro. — com a língua tirou uma gota de sêmen de sua bochecha. — Relaxa, vou te ajudar ainda muito mais a acabar com essa dor de cabeça.
E com uma incrível força, levantou-se e levou o amigo junto, ainda dentro dele, andou até o banheiro. Entraram no boxe.
— O que acha de um outro banho? Aqui é melhor de limpar depois.
Prensou-o na parede, Jerry deixou escapar um suspiro.
— Você vai me matar.
— Só se for de amor. — e então tirou seu pênis de dentro do loiro, que durante um segundo fez uma expressão de protesto antes de colocar novamente, com força, gemeu alto. — Não tem sequer noção do quanto eu imaginei e fantasiei isso hoje, cheguei a ficar duro durante a aula, não conseguia me conter de vontade de você, e posso dizer, isso aqui é mil vezes melhor que qualquer fantasia. — segurou suas pernas e as colocou sobre seus ombros, finalmente poderia fazer do jeito que realmente lhe dava prazer.
Retirou e colocou com ainda mais força, procurou ir ainda mais fundo, assim que as estocadas foram iniciadas, não parariam tão rápido. Ia a cada minuto mais forte, tinha os ombros segurados com força.
— Isso... é muito, muito bom, Butch. — conseguiu juntar as palavras com esforço, parou de segura-lo, gostaria de se apoiar em outro local, o mais próximo que conseguiu foi a maçaneta para abrir a entrada da água, que logo caiu sobre eles.
Apertou suas nádegas com força enquanto empurrava seu pênis contra o amado, observava as gotas percorrerem seu corpo e descerem sobre seu pênis e bolas enquanto ia freneticamente para cima.
Gemia como nunca antes, como se fosse um pobre virgem, ansiando por sentir todos os conhecimentos que o seu melhor amigo tinha e por todas as novas sensações que ele lhe proporcionava. Gemia seu nome implorando para que não parasse.
Os cabelos pretos que caiam sobre sua face que expressava luxúria e paixão, eram tão bonitos.
Uma de suas pernas foi tirada da posição original para ser segurada, agora estava de lado, seu corpo já fraco cedia a pouca força que tinha para aguentar mais dos prazeres brutos de Butch.
Por conta da água, seus corpos deslizavam com facilidade, não conseguiam parar. O chuveiro foi desligado pelo maior, queria ouvir nitidamente tudo o que ele falava.
— Você é tão gostoso, Jerry. — admirou-o antes de dizer. — E eu te amo tanto que nem tenho palavras para descrever.
— F-Forma engraçada de mostrar... fazendo sexo selvagem comigo. — balbuciou, começou a sentir algo diferente, ele parecia prestes a gozar.
— Hahahah, e você não gosta?
— Claro que...
—Não escutei direito, pode repetir? — pediu enquanto o virava, ficaria de costas para ele agora.
— Claro que eu gosto.
— Perdão, não consigo escutar... — tocou seu pênis já prestes a gozar novamente, o esfregava calmamente.
— Mais rápido... por favor... eu estou quase..
— Quase o que?
— Eu amo quando você me fode desse jeito, Butch, por favor, não para! — implorou, suas pernas tremiam.
— Lembra-se do meu conselho? Por que põem em prática?
Como ele podia estimula-lo tanto apenas falando? O jeito como era penetrado, sua bela voz lhe dizendo coisas maliciosas, o modo como lhe tocava, não ia aguentar, alguns gritos não eram o suficiente, realmente queria gritar seu nome, para todos ouvirem, gostaria de ter sempre aquela sensação nos lugares mais complicados, como na escola, em uma sala de aula no intervalo ou saída, qualquer momento.
Clamou por seu nome enquanto tentava debilmente manter-se na posição. Sentiu-o se inclinar sobre ele, ouviu-o falar besteiras em seu ouvido, ambos estavam quase chegando.
Não reclamaria se gozasse dentro, dava o seu jeito depois.
Apenas alguns minutos depois, o moreno abraçou o menor, gozara finalmente, e fora, tinha consciência do quanto retirar aquilo deveria ser difícil.
Notou que o louro ficou ais leve, teria ele sido forte demais? Isso porquê se segurara pelo fato dele estar doente. Puxou-o para si e ligou o chuveiro, ambos ofegavam muito.
— Realmente funciona, sabia? — sorriu amorosamente antes de se beijarem.
Tomaram banho juntos e limparam tudo facilmente, Butch carregou o adolescente até a cama e o deitou nela, sentou-se na beirada, já vestido, arrumado e com o cabelo seco, como se nada nunca tivesse acontecido.
— Deita aqui comigo, quero a sua companhia. — pediu enrolado no cobertor, a dor de cabeça passara, não poderia ser dito o mesmo das dores no corpo.
— Não posso, Teresa deve estar quase chegando, isso se já não chegou. Apenas vou esperar ela chamar para ir embora. — colocou o casaco, pois estava anoitecendo e, portanto, esfriando.
Conversaram durante bons minutos antes de serem interrompidos por batidas leves na porta de madeira, ouviram a voz adulta de mulher chamando-os:
— Queridos, estão bem? Eu fiz um suco, querem que traga?
Nesse momento, Butch abriu a porta com a mochila nas costas, sorria de orelha a orelha.
— Na verdade, estou de saída, mas J com certeza quer. — passou por ela cumprimentando. — Obrigado pelo dia de hoje, Jerry, espero que melhore logo.
_____ * ______
Jogava com força uma bolinha de fisioterapia na parede, estava sentado em uma cadeira de seu quarto, ouvindo música. Será que Toodles nunca ia parar de persegui-lo? Hoje agarrara nele de novo, espremendo seus seios nele.
Será que Jerry estava bem? Queria ligar para ele, só que era capaz de ser ignorado de novo, o que será que tinha? Talvez apenas tivesse pego um resfriado.
Uma música nova passou a tocar no momento em que a bolinha bateu em sua testa, teve uma sensação de deja vu.
Aquela música tocou na festa durante algum momento, o que fazia nesse momento? Não conseguia lembrar. Fechou os olhos com força e se jogou na cama. Pontadas na cabeça. Por que não conseguia se lembrar? Um instante, começou a lembrar.
Ela tinha cabelos castanhos bem claros, quase loiros; Que garotas que conhecia tinham aquela cor de cabelo? Nenhuma.
Que absurdo!
Lembrou dos gemidos daquele momento, se esforçou um pouco mais, a voz daquela garota era diferente, precisava se concentrar mais, tentar lembrar do corpo, face.
Tinha um pressentimento de que estava prestes a se lembrar de tudo, será que realmente queria lembrar? Sim. Voltou a música que acabara e ficou dando tapinhas na cabeça.
A garota era forte...!
Nunca imaginou que ficaria com uma garota daquele jeito, porquê tinha lembranças de que havia se sentido tão bem naquela noite? Não sentia-se tão bem por ficar com garotas, não gostava daquela quantidade excessiva de pele, por que aquilo existia, afinal? Como as pessoas podiam gostar e achar bonito aqueles amontoados de carne? Sentia-se também um tanto nauseado ao ver uma vagina, não sabia o porquê, só não gostava muito do formato. O que aquela garota tinha de diferente para tê-lo deixado tão excitado?
E lembrou.
Não. Não podia ser verdade. Ele não tinha feito aquilo, não podia.
Contraiu-se na cama contra a parede, apertava a cabeça na área das têmporas, tudo viera à tona em um tiro.
Era gay?
Ele realmente era gay? Gostava de homens? Gostava de Jerry?
Não podia ser real, não podia, como contaria para os seus pais? Não podia. Se o fizesse, seria expulso de casa sem dúvidas, e não queria isso.
Repassou toda a noite que tiveram, e por conta disso não conseguiu conter uma ereção, ficou um tanto envergonhado. Como poderia ter esquecido uma noite tão incrível? Aquelas marcas... todas tinham sido ele; Sua pele era tão macia... gostaria de fazer aquilo de novo.
E.. Por quê? Por quê Jerry não o lembrara? Perguntou-se sobre isso durante alguns minutos, até parar para raciocinar direito. Tomas era extremamente mente fechada e cínico, com certeza riria de sua cara e o zoaria na frente de todas as pessoas na sua frente. Era monstro a esse ponto.
Só que agora lembrava de tudo, o que faria? O loiro com certeza ficaria encabulado se ele chegasse do nada e lhe dissesse que lembrava de tudo. Deveria espera-lo contar? Tinha que fazê-lo!
Estava doente, não era? Poderia ir visita-lo e ver como estava, conversar um pouco. Espera. Eles ainda eram “inimigos” por assim dizer. Seus pais também não gostavam dele. O que faria agora?! Queria vê-lo...
Não queria admitir para si mesmo que gostava de Jerry, de forma alguma. Deveria mostrar a si mesmo que era hétero, tinha que ficar com Toodles.
Pegou o celular e digitou o número da moça, que incrivelmente atendeu ao primeiro toque.
“Boa noite, Tooom! Pensou sobre nós?”
— Hey, Toods. Bom, você quer sair?
“Agora?”
— Sim, se puder, é claro. — falou, mas no fundo não queria ter feito aquilo.
“Vem pra cá pra casa! Só tenho que convencer mus pais a irem em algum jantar romântico. Me dê 10 minutinhos que te ligo de volta.”
Desligaram.
O que diabos estava fazendo de sua vida? Será que ele queria tanto assim dormir com ele? Tinha que ficar duro por causa dela, de qualquer jeito.
Gritou pelo nome de seu pai enquanto o procurava.
— Pai, posso ir dar um rolê com os meus amigos? — pediu educadamente.
— Não acha que está saindo demais, garoto? — deixou-o sem jeito.
— Er... sabe como é... a adolescência,
— Uhum, sei. Quer que te leve em algum lugar?
— Precisa não, vou a pé, pegar uma forma nas pernas. — riu batendo nas cochas. — Vou tomar um banho, então. Obrigado, pai!
Não demorou até a adolescente retornar a ligação, logo estava indo para sua casa.
Chegou lá e tocou a campainha, a porta foi aberta rapidamente como se ela o esperasse atrás da mesma.
Os seios fartos se destacavam no grande decote de sua blusa florida que não necessitava de sutiã em seu uso, sorria para ele, seus cabelos platinados encontravam-se presos em um alto rabo de cavalo.
— Acabaram de sair, teremos muuuuito tempo. — comentou deixando-o entrar. — O que quer fazer? — perguntou, só que disse algo em seguida. — Achei que fosse demorar a me responder, hahah.
— Podemos fazer o que você quiser, estamos na sua casa, afinal.
— Vamos para o meu quarto, então. — um sorriso malicioso tomou conta de seus lábios em formato de coração. — Tem uma coisa que quero lhe mostrar, acho que vai gostar.
No que será que pensava em fazer dessa vez? Não tinha ideia. Seu quarto era todo bem arrumado e enfeitado, combinava bem com ela.
— Fiquei à vontade.
E agora? O que deveria fazer? Puxar papo era uma boa opção, não faria nada que ela não fizesse.
— Eaí, Toods, do que gosta? — tentou descontrair.
— De você.
Parou um pouco, corou. Ela era uma garota tão corajosa que se impressionava. Observou-a chegar mais perto, fez Tom se sentar na cama de casal rosa.
— Tomas, eu tenho absoluta certeza que posso te fazer sentir melhor que a garota com quem dormiu, muito melhor. Física e psicologicamente.
Tudo acontecia rápido demais, por que sua vida se tornara uma novela mexicana? Não sabia o que responder.
— Foi por isso que me chamou para sua casa?
— Claro, para o que mais? Quero te mostrar o meu amor, todo o meu amor.
O que ela era? Uma atriz pornô?
— Não acha que está indo muito rápido? Deveria se valorizar mais. — queria falar com ela, não transar.
— Você é estranho, é gay, por acaso? — perguntou fazendo bico e deixando escapar uma risada fanha. — Brincadeirinha.
Passou os braços por seu pescoço e lhe deu um selinho.
— Sabia que é muito bonito? Aposto que já deve ter ficado com muitas garotas. Se nunca reclamaram, deve ser porquê você é bom. Quero tanto descobrir....
Beijou-o novamente, queria carinho, e achava que aquele era o único modo de conseguir, dando seu corpo, e por conta do prazer que ele sentiria, daria o mesmo para ela e a trataria com amor.
Suas línguas se tocavam de forma prazerosa, o moreno segurava a cintura fina da garota, em seguida parou o beijo, não queria mais aquilo.
— Bem... não tinha alguma coisa que queria me mostrar? — perguntou um pouco atrapalhado.
— Heheh, é verdade. Descobri recentemente que posso fazer isso. Relaxa, foi sozinha. — um sorriso encontrava-se no canto de sua boca. — Acho que vai gostar bastante.
E então ela desceu.
— T-Toodles?! — indagou chocado, ela abria o zíper de sua calça.
— Apenas.... Relaxa. — jogou-o de costas para a cama. — Feche os olhos. Você vai gostar.
Seu rosto estava ardendo muito, se arrependia do que tinha feito, entretanto mesmo assim continuou a falar para si mesmo que gostava de mulheres e que ficaria excitado na frente dela.
O problema foi o que veio em sua mente para tentar se excitar: Jerry. Jerry deitado na cama, gemendo. Não deveria ter pensado naquilo.
Retirou sua calça e em seguida a box, começou logo a masturba-lo, enquanto fazia isso, certificou-se de lamber suas bolas.
Não gostava daquilo. Não gostava, não gostava. Não queria! Sentia-se mal por achar aquilo bom.
— Preparado para a melhor parte?
Levantou um pouco a cabeça após sentir algo estranho ser derrubado sobre seu pênis. Era algum tipo de gel com gosto de chocolate, uma coisa própria para o sexo. E então veio a parte que Toods mencionara.
Desprendeu a blusa florida de seus seios, revelando os seios grandes e os mamilos bem claros, arrumou-se de modo a deixar seus corpo mais perto.
Envolveu a carne em volta do órgão sexual duro e pulsante, amassou-o bem entre eles, lambeu a glande delicadamente.
— Não é qualquer garota que pode fazer isso, sabe? Aproveita bastante. — pôs o máximo que conseguiu dentro da boca enquanto com as mãos esfregava o peito em seu pênis, deslizava facilmente, soltava e apertava novamente.
Era tão gostoso e macio, então era para isso que aquele monte de carne servia? Mesmo que estivesse se sentindo bem, era tudo por conta de seus pensamentos, pois os barulhos obscenos que os seios dela faziam lhe davam nojo.
— Seu pau é muito bonito! Fico muito feliz que ele esteja duro assim por minha causa. — anunciou, havia saliva deixando seus lábios mais brilhantes, o pré gozo em sua língua. — Eu quero ele dentro de mim, Tom, quero o seu pau duro dentro de mim, me fodendo até me deixar louca!
Àquela altura, ia se render a ela, não tinha como escapar, e antes aparecer com Toodles em casa do que com Jerry.
Segurou seus cabelos e a fez continuar lhe chupando, brincava usando a língua enquanto fazia o sexo oral.
Puxou do bolso de sua calça a camisinha enquanto ela estava distraída, a fez parar, olharam-se nos olhos.
— Eu já estou tão molhada, Tomas, por favor, me fode... — implorou soltando os cabelos. — Pode fazer o que quiser comigo.
Puxou seu corpo antes ajoelhado e deitou na cama, tirou suas partes de baixo, estava encharcada, mais parecia uma gata no cio do que um ser humano. O esquema seria não olhar muito para aquilo.
Ia colocar a camisinha quando sua mão foi puxada, ela sussurrou:
— Eu te quero natural, pode deixar que tomo pílula. — avisou, abrindo as pernas e puxando os lábios menores escorregadios com a mão esquerda. — Nem sonha com o quanto sou boa nisso.
Se era o que tinha que ser feito, faria, e se convenceu disso enquanto a loira tirou a única peça de roupa que faltava, a camisa.
____ * ____
Dois dias depois Jerry voltou perfeitamente curado, um sorriso no rosto e as mesmas roupas e cabelo de sempre, estava absolutamente radiante. O coração de Tomas acelerou.
Procurou se esconder em algum lugar mesmo que não houvesse necessidade. Tudo agora ia voltar ao normal, iam agir com o mesmo “ódio” de sempre, pois provavelmente o menor nunca teria coragem de contar ao outro o que ocorrera come eles, e atualmente namorava “em segredo” com uma das garotas mais bonitas do colégio.
O que será que passava pela cabeça do louro? Será que pretendia fazer algo a respeito? Queria saber, mas não admitir.
Observava-o discretamente, viu seu amigo alto, Butch, cumprimenta-lo amistosamente, os cabelos pretos presos em um rabo de cavalo, sorria ainda mais que o colega. Usava uma blusa de gola “V”, que por acaso mostrava uma marca bem em cima da clavícula, uma marca de mordida. Estava tão evidente que parecia algo proposital.
Ia parar de olhar quando uma coisa repentina aconteceu, o mais alto agarrou Jerry em um abraço, o menor de costas. Seus olhares com o moreno se encontraram, seu olhar era de provocação, quase uma zombaria, o sorriso mudara para algo semelhante às orbitas escuras, e ainda lhe observando, beijou maliciosamente seu pescoço.
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